Categorias
DESTAQUES SLIDE TOCANTINS

Médico condenado pela morte da ex-companheira é demitido da Prefeitura de Palmas


Médico Álvaro Ferreira presta depoimento em Palmas
TV Anhanguera/Reprodução
O médico Álvaro Ferreira da Silva, condenado em abril de 2022 pelo assassinato da ex-mulher, a professora Danielle Lustosa, foi demitido do cargo de médico – Analista de Saúde, na Prefeitura de Palmas. A demissão foi oficializada no Diário Oficial do Município desta quinta-feira (6) e teve como justificativa a prática de “conduta escandalosa”.
Álvaro foi condenado pelo Tribunal do Júri da 1ª Vara Criminal de Palmas a 21 anos, quatro meses e 15 dias de reclusão, em regime fechado. O crime ocorreu em 18 de dezembro de 2017, na residência da vítima, na quadra 1.004 Sul, em Palmas. Danielle foi encontrada morta com marcas de estrangulamento.
📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp
Segundo o Diário Oficial de Palmas, o desligamento foi aplicado após o relatório conclusivo da Comissão Administrativa Disciplinar e o julgamento final do Processo Administrativo Disciplinar (PAD).
A Prefeitura de Palmas informou que a demissão ocorreu após a conclusão do processo administrativo. Como o procedimento tramita sob sigilo, a Corregedoria-Geral afirmou que não pode divulgar detalhes da investigação além das informações publicadas no Diário Oficial.
O g1 procurou a defesa do médico Álvaro Ferreira da Silva para comentar a demissão, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
Médico Álvaro Ferreira é condenado a mais de 21 anos de prisão pela morte da ex-mulher Danielle Lustosa
Vídeo mostra Álvaro Ferreira sendo recebido com protesto no Fórum de Palmas; julgamento continua
Médico suspeito de matar ex-mulher mandou mensagens para a mãe da vítima após o crime
Álvaro Ferreira foi recebido com manifestação no Fórum de Palmas
Condenação por homicídio e feminicídio
O réu foi considerado culpado pelos jurados por homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de asfixia, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio.
Conforme a denúncia do Ministério Público, o crime foi motivado por sentimento de vingança, uma vez que a professora havia denunciado o ex-marido por violação de medida protetiva no dia anterior ao assassinato. Álvaro foi considerado culpado, pela maioria dos jurados, de todas as acusações apresentadas pelo MP.
O médico já havia sido preso dois dias antes do crime por agredir e tentar esganar a ex-mulher, mas obteve liberdade provisória em audiência de custódia no dia 17 de dezembro de 2017. Ao deixar a prisão, foi até a casa da vítima no dia seguinte e cometeu o feminicídio.
Na ocasião do crime, Álvaro Ferreira ficou foragido por quase um mês. Ele acabou sendo localizado e preso no dia 11 de janeiro de 2018, no estado de Goiás, após publicar uma foto em uma rede social dentro de uma igreja.
Em 2022, o Tribunal de Justiça negou dois pedidos da defesa do médico para anular o processo criminal. Os pedidos foram feitos por meio de um habeas corpus ao gabinete do desembargador Pedro Nelson de Miranda Coutinho. A defesa do médico tinha pedido a anulação de todos os atos processuais ou a retirada do caso da 1ª temporada do júri, alegando suposto cerceamento de defesa.
Ao negar o pedido, juiz substituto Edmar de Paula, afirmou que todos os argumentos são repetidos e já foram negados, inclusive pelo STF. “Cumpre frisar que os argumentos apresentados pelos impetrantes são repetidos e já foram exaustivamente indeferidos por este Tribunal e até pelo Supremo Tribunal Federal”, diz trecho da decisão.
Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

Fonte: G1 Tocantins

Categorias
DESTAQUES SLIDE TOCANTINS

PMTO convoca aprovados nos concursos de oficiais e praças; veja lista e prazos


O Governo do Tocantins publicou, no Diário Oficial do Estado (DOE) nº 7.117, na noite desta quinta-feira (6), as portarias de convocação dos candidatos aprovados nos concursos públicos da Polícia Militar do Tocantins (PMTO). A medida contempla aprovados para o Curso de Formação de Oficiais (CFO) e para o Curso de Formação de Praças (CFP).
📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp
As portarias, emitidas pela Diretoria de Gestão Profissional (DGP) da corporação, autorizam o início dos procedimentos formais de entrega de documentação, habilitação e posterior incorporação aos quadros da PM.
Cargos e Portarias
A publicação no Diário Oficial é dividida por cargos e editais específicos dos certames:
Cadete I (Curso de Formação de Oficiais – CFO): as Portarias nº 455/2026 e 456/2026 tratam da convocação em primeira e segunda etapas dos candidatos aprovados no Edital nº 001/CFO-2025/PMTO para o Quadro de Praças Especiais.
Aluno-Praça Policial Militar (CFP – QPPM): as Portarias nº 457/2026 e 458/2026 convocam os aprovados no Edital nº 001/CFP/QPPM-2025/PMTO para o Quadro de Praças Policiais Militares (praças combatentes).
Aluno-Praça Especialista (CFP – QPE): a Portaria nº 459/2026 traz a relação dos aprovados no Edital nº 001/CFP/QPE-2025/PMTO para o Quadro de Praças Especialistas.
Candidatos devem acompanhar Diário Oficial para cronograma de apresentação
Divulgação/PMTO
LEIA TAMBÉM
Caso Gustavo: veja a cronologia da morte à prisão do pai e madrasta
Jovem de 22 anos é morto a tiros após perseguição em avenida de Palmas
‘Estou desesperada’, diz esposa de caseiro desaparecido há três meses em Goianorte
Etapas obrigatórias para os convocados
Para confirmar a habilitação e prosseguir no processo de posse, todos os candidatos convocados precisam cumprir duas etapas obrigatórias:
Envio digital de documentos: inserção e envio de toda a documentação pessoal e certidões exigidas em edital por meio do sistema Admissão Digital – SECAD, da Secretaria da Administração do Estado do Tocantins.
Apresentação presencial: comparência presencial na Diretoria de Gestão Profissional (DGP), localizada no Quartel do Comando-Geral da PMTO, em Palmas (TO), portando os documentos originais e formulários preenchidos.
Resumo do serviço
Órgão: Polícia Militar do Estado do Tocantins (PMTO)
Publicação de origem: Diário Oficial do Estado do Tocantins (DOE-TO)
Envio online de documentos: Sistema Admissão Digital – Secad
Atendimento presencial: Diretoria de Gestão Profissional (DGP) – Quartel do Comando-Geral (QCG), Palmas, que fica na Av. LO 05, Quadra AE 304 Sul, Lote 02.
Quem deve se apresentar: aprovados para os cargos de Cadete I, Aluno-Praça Combatente e Aluno-Praça Especialista.
Viaturas da Polícia Militar do Tocantins
Divulgação/PMTO
Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

Fonte: G1 Tocantins

Categorias
DESTAQUES SLIDE TOCANTINS

Influenciadora fica pendurada em tronco durante pescaria em rio no TO e diverte internautas: ‘Canoa não tem freio’; VÍDEO


Influenciadora fica pendurada em árvore ao tentar amarrar corda em tronco
A influenciadora Aurea Vitória ficou pendurada em uma árvore dentro do Rio Tocantins, em Babaçulândia, na região norte do estado, após tentar amarrar a corda da voadeira ao tronco. O momento foi registrado em vídeo pela família durante uma pescaria (veja vídeo acima).
📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp
A influenciadora compartilhou o ocorrido na internet nesta terça-feira (4), e a publicação já acumula mais de 11 milhões de visualizações. Na gravação, é possível ver a embarcação se afastando do tronco enquanto ela segura a corda nas mãos. Aurea precisou se agarrar à árvore para não cair na água.
A influenciadora não ficou ferida, e o momento inusitado divertiu os internautas. Nos comentários, uma seguidora escreveu: “Dica anotada: nunca se disponibilizar para amarrar a voadeira 😂”. Outro internauta comentou: “Esqueceu que canoa não tem freio!”, enquanto uma terceira pessoa brincou: “Rindo com respeito, porque provavelmente aconteceria comigo”.
LEIA MAIS
Veja quem são os candidatos a senador no Tocantins em 2026
Empresário é condenado por descumprir medida protetiva ao expor ex-companheira na internet e televisão
Influenciadora se ofereceu para amarrar canoa em tronco
Divulgação/Aurea Vitória
A influenciadora contou ao g1 que reuniu familiares para pescar peixes utilizando redes. Para isso, eles precisavam estabilizar a canoa no meio do rio, e ela se ofereceu para amarrar a corda.
“Eu falei: ‘Pode deixar que eu amarro, quem tem força está aqui!’. Só que não deu não. A voadeira passou direto e eu fiquei para trás. E agora, sendo que eu não sei nadar? O desespero era tanto que eu não vi que tinha uma parte [um galho] onde dava para eu ficar em pé. Fiquei lá atracada”, conta Aurea.
O piloto da canoa retornou para ajudar Aurea a subir novamente na embarcação. Segundo ela, após o susto, a família conseguiu pescar alguns peixes.
Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

Fonte: G1 Tocantins

Categorias
DESTAQUES SLIDE TOCANTINS

‘Estou desesperada’, diz esposa de caseiro desaparecido há três meses em Goianorte


Caseiro está desaparecido há mais de 3 meses
A família do caseiro Ronaldo de Moura, de 38 anos, cobra respostas sobre o desaparecimento dele, registrado há três meses. A esposa, Magna Fernanda, afirma que não recebeu informações sobre o andamento das investigações e diz viver dias de angústia sem saber o paradeiro do marido.
“Ele continua desaparecido e a polícia não fala nada. A gente vai lá, cobra, pergunta. Tentei conversar com o delegado, mas até hoje não consegui nem vê-lo. Eu estou desesperada. Não sei mais o que posso fazer”, disse.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP) informou que a Polícia Civil, por meio da 53ª Delegacia de Polícia de Araguacema, segue realizando diligências para esclarecer as circunstâncias do desaparecimento de Ronaldo de Moura.
📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp
Segundo Magna, sempre que procura a delegacia responsável pelo caso, recebe a informação de que não é possível repassar detalhes da investigação. Ela afirma que a família gostaria de saber se a Polícia Civil verificou, por exemplo, possíveis tentativas de emissão de uma segunda via do documento de identidade de Ronaldo ou o uso da linha telefônica com outro chip.
“A gente não sabe nem se estão fazendo alguma coisa. A única coisa que eu posso fazer é divulgar o desaparecimento. A família também divulga, mas não vai muito longe. Tem muita gente que até esqueceu que esse caso existe”, afirmou.
A esposa contou ainda que os próprios familiares tentaram obter informações sobre as últimas ligações feitas pelo celular de Ronaldo, mas não conseguiram acesso aos dados.
“A gente tentou comprar um chip na operadora para tentar rastrear as últimas ligações, mas não consegue porque tudo depende da Justiça. A gente acredita que a polícia tenha acesso a essas informações, mas não recebemos nenhuma resposta”, disse.
VEJA TAMBÉM
Família de caseiro desaparecido há 32 dias em fazenda no TO diz ter recebido ligações sobre possível paradeiro
Caseiro sai para realizar serviço em trator de fazenda e desaparece no interior do TO, diz irmã
O que se sabe sobre o desaparecimento de caseiro em fazenda no Tocantins
Moto de Ronaldo
Reprodução/Arquivo pessoal de Lenice Fernanda
Relembre o desaparecimento
Ronaldo de Moura foi visto pela última vez no dia 27 de abril, após sair para fazer uma manutenção na fazenda onde trabalhava, na zona rural de Goianorte.
Segundo a esposa, ele saiu de casa por volta das 9h dizendo que voltaria até as 10h30, horário em que a filha precisava pegar o ônibus para ir à escola.
Por volta das 12h40, a mãe e o padrasto de Magna chegaram à fazenda informando que Ronaldo havia ligado pedindo para que fossem buscá-la. A situação chamou a atenção da família.
Ainda conforme a esposa, por volta da meia-noite Ronaldo voltou a telefonar. Durante a ligação, ele parecia desorientado.
“Perguntei onde ele estava, mas ele disse que não sabia. Eu insistia para ele me falar, mas ele respondeu que estava longe, no mato, e que não ia sair de onde estava”, contou.
Depois dessa ligação, ele não foi mais visto. O desaparecimento foi registrado na 53ª Delegacia de Polícia de Araguacema.
Ronaldo de Moura desapareceu na zona rural de Goianorte (TO)
Reprodução/TV Anhanguera
Mari Silva é integrante do programa de estágio entre o Grupo Jaime Câmara e Universidade Federal do Tocantins (UFT), sob supervisão de Raphael Pontes.

Fonte: G1 Tocantins

Categorias
DESTAQUES SLIDE TOCANTINS

Jovem de 22 anos é morto a tiros após perseguição em avenida de Palmas


Jovem é morto na região sul de Palmas
Um motociclista de 22 anos morreu após ser perseguido e baleado enquanto conduzia o veículo na Avenida Tocantins, região sul de Palmas. Ele foi identificado pela Polícia Civil como Henrique de Almeida Santos.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), foi apurado que Henrique passava pelo Setor Santa Bárbara na noite de quinta-feira (5) quando dois homens em outra moto passaram a persegui-lo. Ao alcançar o motociclista, um dos suspeitos atirou contra ele. após os disparos, a dupla fugiu do local.
📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp
A Polícia Militar (PM) informou que recebeu o chamado por volta das 20h para atender a ocorrência. Quando os militares chegaram ao endereço, encontraram o jovem caído no chão e sem sinais vitais.
LEIA TAMBÉM
Caso Gustavo: veja a cronologia da morte à prisão do pai e madrasta
Acidente de trânsito na BR-153 deixa um morto e dois feridos
Mãe de criança morta na casa do pai posta vídeo em homenagem ao filho: ‘Eu te amo mais que tudo’
Ataque em via pública deixou homem morto na região sul de Palmas
Reprodução/TV Anhanguera
A PM isolou a área para o trabalho da perícia. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), do Instituto Médico Legal (IML) e da Polícia Civil também estiveram no endereço e adotaram as medidas cabíveis.
A Polícia Militar informou que mantém patrulhamentos na região. Até o momento, nenhum suspeito foi localizado. A 1ª Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Palmas iniciou as investigações para esclarecer as circunstâncias da morte e identificar os autores do crime.
O corpo de Henrique foi encaminhado ao Núcleo de Medicina Legal de Palmas, onde passará por exames de necropsia.
Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

Fonte: G1 Tocantins

Categorias
DESTAQUES SLIDE TOCANTINS

Pai suspeito da morte do filho ameaçou matar a mãe da criança a tiros anos antes; ouça áudio


Ex-namorada denunciou ameaças e registrou boletim de ocorrência contra advogado de Palmas
Preso por suspeita de torturar e matar o próprio filho, o advogado Igor Gustavo Veloso de Souza já havia sido denunciado por ameaçar a mãe da criança, Sabrina Feitosa, em 2023. Na época, ela procurou a polícia e conseguiu uma medida protetiva após registrar boletins de ocorrência relatando ameaças e a destruição do portão de sua casa.
Os episódios voltaram a ganhar relevância após a prisão de Igor e da companheira dele, Kathellen Moreira, na madrugada desta quinta-feira (6) em Palmas. Conforme a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o pai responde pelos crimes de tortura e homicídio duplamente qualificado de Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos. A madrasta foi presa por omissão no dever legal de agir, já que estava comprovadamente no imóvel durante as agressões violentas e não interveio nem acionou socorro.
CASO GUSTAVO: veja a cronologia da morte à prisão dos pais
Em um dos áudios anexados ao boletim de ocorrência registrado por Sabrina em outubro de 2023, Igor Gustavo faz ameaças à ex-companheira após uma discussão sobre o filho do casal, Gustavo Veloso Feitosa, que, na época, tinha oito meses. Na gravação, ele afirma que a mulher só não teria sido atacada porque estava com a criança no colo e havia pessoas na rua.
“Hoje você testou meus limites e minha capacidade. A sua sorte é que você tava com o menino no colo e tinha muita gente passando na rua […] Mas, se houver uma próxima vez, você não escapa. Eu te meto uma bala na cara […] Você passou dos limites. Isso aí que você fez comigo eu não aceito ninguém fazer. você me paga, tá? E por essa você vai me pagar também”, dizia o áudio enviado à ex-companheira.
LEIA TAMBÉM
Delegado diz que pai tentou simular afogamento após morte do filho; laudo apontou agressões
Mãe de criança morta na casa do pai posta vídeo em homenagem ao filho: ‘Eu te amo mais que tudo’
Pai e madrasta suspeitos da morte do menino Gustavo são presos em Palmas
Gustavo Veloso Feitosa e Igor Gustavo Veloso de Sousa
Reprodução
A Polícia Civil afirma que o caso não foi um fato isolado. Durante coletiva de imprensa, o delegado Eduardo Menezes disse que a investigação identificou um histórico de violência anterior à morte de Gustavo.
Segundo ele, a mãe apresentou vídeos, fotografias e relatos que indicam que o menino retornava das visitas ao pai com lesões desde 2024. “Há vídeos dessa criança nitidamente dopada, chegando das visitas. Há registro fotográfico de lesões. Então, nós estamos falando de um histórico de violência que não começou agora”, afirmou.
O laudo pericial confirmou que Gustavo morreu em decorrência de hemorragia interna provocada por agressões físicas brutais e traumas na cabeça, face e região intestinal.
A defesa do advogado disse que, após saber da prisão preventiva, colocou-se imediatamente à disposição da autoridade policial e que o caso se trata de uma entrega voluntária previamente acordada com a autoridade responsável. A defesa ainda afirmou que, por ora, não se manifestará sobre detalhes do caso (veja nota completa abaixo).
Já a defesa de Kathellen Moreira disse que “recebeu com profundo estarrecimento a decisão que decretou sua prisão preventiva”. Os advogados da madrasta alegaram que ela é mãe e amamenta uma bebê de apenas cinco meses de idade. A defesa informou que Kathellen se apresentou espontaneamente para o cumprimento da ordem judicial e que irá recorrer à substituição da prisão preventiva por cautelares menos gravosas (veja nota completa abaixo).
Os pais do menino não moravam juntos e viviam disputas judiciais. Advogados de Sabrina informaram que ela não poderia privar a criança da convivência com o pai para não caracterizar alienação parental. Ela movia uma ação na Justiça cobrando o pagamento de pensão.
Morte suspeita
A morte ocorreu na noite de domingo (2), enquanto Gustavo passava o fim de semana com o pai. O laudo pericial, ao qual o g1 teve acesso, apontou que a morte de Gustavo ocorreu com “crueldade, insensibilidade, indiferença e multiplicidade de lesões”.
De acordo com a investigação conduzida pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Igor procurou a delegacia na tarde do dia 3 e relatou que o filho teria se afogado na piscina no dia anterior.
“O crime se deu ainda na noite de domingo. O que eu imagino é que, depois da morte, ele ficou até as 16h30 do dia seguinte tentando construir uma versão, construir algum ambiente que pudesse justificar o afogamento, que pudesse, de alguma forma, tirar dele a responsabilidade sobre aquela morte”, comentou o delegado.
Segundo a polícia, o fato de Igor ser advogado torna a tentativa de simulação ainda mais evidente, uma vez que ele tinha conhecimento de que os exames periciais desmentiriam a versão acidental.
“Não tenho a menor dúvida, [sobre a tentativa do pai] absolutamente. E o que chamou atenção, inclusive, é que ele é um advogado. Então ele sabia que, certamente, o laudo cadavérico desmentiria toda aquela alegação de afogamento. O afogamento causa lesões muito diferentes do que foi apresentado no laudo cadavérico”, esclareceu Eduardo Menezes.
A perícia realizada no imóvel constatou garrafas de bebidas alcoólicas espalhadas e indicativos de que o ambiente passou por uma higienização prévia.
Após os procedimentos na delegacia e no IML, o pai foi encaminhado ao sistema prisional e a madrasta para a unidade prisional feminina da capital.
Íntegra da nota da defesa de Igor Gustavo
A defesa de Igor Gustavo Veloso de Sousa esclarece que, assim que tomou conhecimento do pedido de prisão preventiva, colocou-se imediatamente à disposição da autoridade policial, informando que Igor se entregaria voluntariamente caso a medida fosse decretada.
Após a expedição do mandado, a defesa manteve contato com a autoridade policial e ficou ajustado que Igor se entregaria na própria residência onde se encontrava. Ele permaneceu no local e aguardou a chegada da equipe policial, submetendo-se voluntariamente ao cumprimento da ordem judicial, sem qualquer tentativa de fuga ou resistência.
Portanto, embora a prisão tenha sido formalmente cumprida em uma residência, não se tratou de localização ou captura realizada após buscas policiais, mas de entrega voluntária previamente acordada com a autoridade responsável, mantendo a postura de colaboração adotada desde o início das investigações.
Em respeito ao sigilo da investigação, a defesa não se manifestará, por ora, sobre aspectos específicos do caso.
Íntegra da nota da defesa de Kathellen Moreira
A defesa de Kathellen Moreira da Silva recebeu com profundo estarrecimento a decisão que decretou sua prisão preventiva.
Causa especial preocupação o fato de não constar da decisão qualquer consideração sobre uma circunstância pessoal de extrema relevância: Kathellen é mãe e amamenta uma bebê de apenas cinco meses de idade. A maternidade está comprovada pela certidão de nascimento, e a lactação pelos próprios registros realizados nas dependências da unidade policial.
Pelos documentos conhecidos até o momento, essa realidade não foi devidamente submetida à apreciação do Juízo quando do pedido de decretação da prisão preventiva. A custódia simultânea de Kathellen e do pai da bebê resultou na separação abrupta da criança de ambos os genitores, circunstância que deveria ter sido necessariamente ponderada antes da adoção da medida mais gravosa.
A defesa também esclarece que Kathellen se apresentou espontaneamente para o cumprimento da ordem judicial.
Diante desse cenário, a defesa adotará as medidas judiciais cabíveis para requerer a substituição da prisão preventiva por cautelares menos gravosas ou, subsidiariamente, por prisão domiciliar, compatibilizando a regularidade da investigação com a proteção dos direitos e das necessidades da bebê lactente.
A defesa confia que, com a análise individualizada dos fatos e dos documentos apresentados, a situação será revista pelo Poder Judiciário, mantendo-se o respeito à investigação, à presunção de inocência e, sobretudo, à proteção integral da criança.
Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

Fonte: G1 Tocantins

Categorias
DESTAQUES SLIDE TOCANTINS

Caso Gustavo: veja a cronologia da morte à prisão dos pais


Menino Gustavo pode ter sido torturado antes de ser morto, diz delegado
O menino Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, foi encontrado morto após o pai procurar a delegacia, afirmando que o filho havia se afogado, em Palmas. A criança foi encontrada com marcas de agressões na cabeça e intestino. A polícia continua investigando o caso para entender a motivação do crime.
Os suspeitos são o advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa, pai do menino, e Kathellen Moreira da Silva, madrasta da criança. Os dois foram presos e devem responder, inicialmente, por homicídio duplamente qualificado e tortura.
A suspeita de violência sexual não foi totalmente descartada e a tipificação dos crimes ainda poderá ser alterada conforme o resultado de novas perícias.
📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp
A defesa do advogado disse que, após saber da prisão preventiva, colocou-se imediatamente à disposição da autoridade policial e que o caso se trata de uma entrega voluntária previamente acordada com a autoridade responsável. A defesa ainda afirmou que, por ora, não se manifestará sobre detalhes do caso (veja nota completa abaixo).
Já a defesa de Kathellen Moreira disse que “recebeu com profundo estarrecimento a decisão que decretou sua prisão preventiva”. Os advogados da madrasta alegaram que ela é mãe e amamenta uma bebê de apenas cinco meses de idade. A defesa informou que Kathellen se apresentou espontaneamente para o cumprimento da ordem judicial e que irá recorrer à substituição da prisão preventiva por cautelares menos gravosas (veja nota completa abaixo).
Em coletiva de imprensa, o delegado Eduardo Meneses explicou como as investigações se desenrolaram até a prisão dos suspeitos. Veja abaixo a cronologia do caso.
Antes da morte de Gustavo
Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, foi encontrado morto na casa do pai em Palmas
Reprodução/TV Anhanguera
Investigações apontaram que o menino sofria agressões desde 2024. Segundo o delegado, a criança voltava machucada das visitas ao pai e, em uma ocasião, chegou a ser vista nitidamente dopada.
“Há vídeos dessa criança nitidamente dopada, chegando das visitas. Há registro fotográfico de lesões. Então, nós estamos falando de um histórico de violência que não começou agora”, explicou o delegado Meneses.
Os pais do menino não moravam juntos e viviam disputas judiciais. Em entrevista à TV Anhanguera, a mãe contou que o filho ia visitar o pai e voltava para casa com hematomas. Em um vídeo, o menino chora ao recusar ir para a casa de Igor. A mãe questiona por que o filho não quer ir visitar o pai, e o menino responde: “Porque ele me bate”.
Advogados de Sabrina informaram que ela não poderia privar a criança da convivência com o pai para não caracterizar alienação parental. Ela movia uma ação na Justiça cobrando o pagamento de pensão.
LEIA TAMBÉM
Menino Gustavo voltava de visitas ao pai com marcas de agressões desde 2024 e foi filmado ‘nitidamente dopado’, diz delegado
Caso Gustavo: foto da mãe sobre o caixão de menino morto na casa do pai comove a web
Tia homenageia menino de 3 anos encontrado morto em casa e desabafa: ‘Sofreu muito’
Caso Gustavo: vídeo mostra momento da prisão da madrasta e do pai suspeitos de matar o menino de 3 anos
Morte de Gustavo – entre domingo e manhã de segunda-feira
Igor Gustavo Veloso de Souza e Kathellen Moreira são investigados pela morte de menino de 3 anos
Reprodução/Redes Sociais
Segundo o delegado, o pai informou que, por volta das 17h30 de domingo (2), o menino teria caído na piscina e retirou a criança da água. O advogado ainda disse que o filho não apresentou nenhuma alteração no quadro de saúde e, por volta das 20h, o colocou para dormir. No depoimento à polícia, Igor disse que, às 6h de segunda-feira (3), o menino estava respirando e, quando foi ver Gustavo novamente, às 9h, o menino estava gelado.
Apesar do relato do pai, exames apontam que provavelmente o menino morreu ainda no domingo, 2 de agosto, conforme o delegado.
Pai procura a polícia – tarde de segunda-feira
A polícia foi procurada somente às 16h30 de segunda-feira (3). A defesa de Igor alegou que o pai estava abalado e desorientado, e por isso deixou a residência, mas depois se apresentou espontaneamente à delegacia.
Laudo pericial – noite de segunda-feira
O exame pericial foi realizado na noite de segunda-feira (3). No documento, a que o g1 teve acesso, é constatado que a morte de Gustavo ocorreu com “crueldade, insensibilidade, indiferença e multiplicidade de lesões”. A criança sofreu hemorragia interna e apresentava marcas de agressões na face e laceração intestinal.
Exames complementares para pesquisa de sêmen, álcool e drogas foram solicitados e serão incorporados posteriormente à investigação conduzida pela Polícia Civil.
Velório de Gustavo – terça-feira
Sabrina da Silva Feitosa durante enterro do menino Gustavo
Arquivo pessoal/Cirlene Feitosa
O corpo do menino Gustavo foi velado em uma igreja na região central de Palmas na terça-feira (4). Em uma homenagem, a tia da criança, Cirlene Feitosa, compartilhou fotos de momentos de lazer ao lado do menino.
Na rede sociais, ela também comentou sobre a despedida. A gravação mostra o momento em que um balão com a imagem do Homem-Aranha, herói favorito do menino, é solto no céu. Na legenda, a tia escreveu: “Último balão do Homem-Aranha, titia”.
Uma imagem da mãe, Sabrina da Silva Feitosa, sobre o caixão do filho, também comoveu a web.
Pedido de prisão – quarta-feira
O pedido de prisão preventiva do casal foi protocolado na Justiça do Tocantins pelo delegado Eduardo Menezes, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na tarde de quarta-feira (5).
Pai e madrasta são presos – madrugada de quinta-feira
Vídeo mostra momento da prisão do pai e madrasta do menino Gustavo
Igor Gustavo Veloso de Souza e Kathellen Moreira foram presos na madrugada de quinta-feira (6), em Palmas. Em imagens divulgadas pela polícia, os agentes aparecem dentro da casa de Igor, informando sobre as ordens de prisão. A filha do casal, uma bebê, estava no local e foi entregue à família materna. As imagens foram borradas pela polícia.
O casal foi levado para a Delegacia de Homicídios, onde prestou depoimento e passou pelo Instituto Médico Legal (IML). Depois, o pai foi levado à Casa de Prisão Provisória de Palmas e a madrasta, para a unidade prisional feminina.
Íntegra da nota da defesa de Igor Gustavo
A defesa de Igor Gustavo Veloso de Sousa esclarece que, assim que tomou conhecimento do pedido de prisão preventiva, colocou-se imediatamente à disposição da autoridade policial, informando que Igor se entregaria voluntariamente caso a medida fosse decretada.
Após a expedição do mandado, a defesa manteve contato com a autoridade policial e ficou ajustado que Igor se entregaria na própria residência onde se encontrava. Ele permaneceu no local e aguardou a chegada da equipe policial, submetendo-se voluntariamente ao cumprimento da ordem judicial, sem qualquer tentativa de fuga ou resistência.
Portanto, embora a prisão tenha sido formalmente cumprida em uma residência, não se tratou de localização ou captura realizada após buscas policiais, mas de entrega voluntária previamente acordada com a autoridade responsável, mantendo a postura de colaboração adotada desde o início das investigações.
Em respeito ao sigilo da investigação, a defesa não se manifestará, por ora, sobre aspectos específicos do caso.
Íntegra da nota da defesa de Kathellen Moreira
A defesa de Kathellen Moreira da Silva recebeu com profundo estarrecimento a decisão que decretou sua prisão preventiva.
Causa especial preocupação o fato de não constar da decisão qualquer consideração sobre uma circunstância pessoal de extrema relevância: Kathellen é mãe e amamenta uma bebê de apenas cinco meses de idade. A maternidade está comprovada pela certidão de nascimento, e a lactação pelos próprios registros realizados nas dependências da unidade policial.
Pelos documentos conhecidos até o momento, essa realidade não foi devidamente submetida à apreciação do Juízo quando do pedido de decretação da prisão preventiva. A custódia simultânea de Kathellen e do pai da bebê resultou na separação abrupta da criança de ambos os genitores, circunstância que deveria ter sido necessariamente ponderada antes da adoção da medida mais gravosa.
A defesa também esclarece que Kathellen se apresentou espontaneamente para o cumprimento da ordem judicial.
Diante desse cenário, a defesa adotará as medidas judiciais cabíveis para requerer a substituição da prisão preventiva por cautelares menos gravosas ou, subsidiariamente, por prisão domiciliar, compatibilizando a regularidade da investigação com a proteção dos direitos e das necessidades da bebê lactente.
A defesa confia que, com a análise individualizada dos fatos e dos documentos apresentados, a situação será revista pelo Poder Judiciário, mantendo-se o respeito à investigação, à presunção de inocência e, sobretudo, à proteção integral da criança.
Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

Fonte: G1 Tocantins

Categorias
DESTAQUES SLIDE TOCANTINS

Menino Gustavo voltava de visitas ao pai com marcas de agressões desde 2024 e foi filmado ‘nitidamente dopado’, diz delegado


Pai e madrasta de Gustavo Veloso são presos
A investigação da morte de Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, revelou um histórico de supostas agressões que antecede o crime em pelo menos dois anos. Segundo o delegado Eduardo Menezes, vídeos gravados pela mãe, Sabrina da Silva Feitosa, mostram o garoto “nitidamente dopado” após passar um período na casa do pai, o advogado Igor Gustavo Veloso de Souza.
“Há vídeos dessa criança chegando machucada das visitas desde 2024. Há vídeos dessa criança nitidamente dopada, chegando das visitas. Há registro fotográfico de lesões. Então, nós estamos falando de um histórico de violência que não começou agora”, afirmou o delegado.
Os pais do menino não moravam juntos e viviam disputas judiciais. Segundo Sabrina, o menino retornava das visitas ao pai com pequenos arranhões e outras lesões desde 2024. Ela denunciou o ex por ameaça quando Gustavo tinha apenas oito meses de vida.
Nesta quinta-feira (6), Igor Gustavo e a companheira dele, Kathellen Moreira, foram presos preventivamente. Os dois vão responder, inicialmente, por homicídio duplamente qualificado e tortura. As informações foram detalhadas durante uma coletiva de imprensa. O delegado contou que o menino morreu no domingo (2), mas o pai só relatou a morte por suposto afogamento na tarde de segunda-feira (3).
📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp
O laudo pericial ao qual o g1 teve acesso afirma que a morte de Gustavo ocorreu com “crueldade, insensibilidade, indiferença e multiplicidade de lesões”. A criança sofreu hemorragia interna e apresentava marcas de agressões pela face e laceração intestinal.
A defesa não comentou o caso específico de Kathellen Moreira. Sobre Igor Gustavo, foi argumentado que ele colaborou com as autoridades desde o início, colocando-se à disposição e combinando previamente sua entrega após o mandado de prisão. A defesa ressalta que não houve captura após buscas, mas sim cumprimento acordado da ordem judicial, e informa que não comentará detalhes do caso devido ao sigilo das investigações (veja nota abaixo).
LEIA TAMBÉM:
Menino Gustavo pode ter sido torturado antes de ser morto, diz delegado
Caso Gustavo: foto da mãe sobre o caixão de menino morto na casa do pai comove a web
Pai e madrasta suspeitos da morte do menino Gustavo são presos em Palmas
Igor Gustavo Veloso de Souza e Kathellen Moreira são investigados pela morte de menino de 3 anos
Reprodução/Redes Sociais
Histórico de agressões
De acordo com o delegado, o histórico de violência começou a ser reconstruído a partir do depoimento de Sabrina, ouvida poucas horas após a descoberta da morte. Ela relatou à polícia que tinha uma relação conturbada com o ex-companheiro desde a gravidez.
A polícia também analisa imagens gravadas pela mãe nos meses que antecederam o crime. Segundo Eduardo Menezes, os vídeos mostram situações que chamaram a atenção dos investigadores. Entre elas, registros em que o menino aparece com comportamento considerado atípico para a idade logo após retornar da casa do pai.
As gravações passaram a integrar o inquérito e estão sendo analisadas pelos investigadores. Em entrevista à TV Anhanguera, a mãe contou que o filho ia visitar o pai e voltava para casa com hematomas. Em um vídeo, o menino chora ao recusar ir para a casa de Igor.
“Mostrei as fotos e ele falava que o menino tinha caído. Ele tinha todo um argumento dele. Mandei o vídeo para ele, falando que não era certo, porque o meu filho estava daquele jeito. Não é certo. Toda vez que ele [filho] vê ou escuta a voz, ele fica com medo e agora ele está falando que ele [o pai] bate nele. Ele [pai] falou: ‘De novo essa história'”, disse.
Advogados de Sabrina informaram que ela não poderia privar a criança da convivência com o pai para não caracterizar alienação parental. Ela movia uma ação na Justiça cobrando o pagamento de pensão.
“Ela já havia me reportado diversas situações em que a criança chegava machucada das visitas. No entanto, o medo e o temor dela pela própria vida e pela vida do filho, da família, em relação a ele, em virtude das ameaças, impedia ela de nos permitir que tomássemos providências mais drásticas em relação a isso no momento”, disse a advogada Stella Bueno.
Morte violenta
O diretor do IML, Eduardo Godinho, comentou que o estado em que a criança chegou ao IML é incomum. “Muita violência. Sinais de violência pela face, pelo intestino, internamente. Isso não é comum nos dias de hoje. Até agora, primeiro exame não tem indício nenhum de afogamento. Ali realmente foi outro tipo de trauma que levou à causa da morte”, afirmou.
O delegado afirmou que os elementos reunidos até esta quinta-feira (6) evidenciam que as graves lesões encontradas na região anal e intestinal da criança ocorreram em um contexto de violência extrema e foram usadas como instrumento de tortura.
Conforme Menezes, a suspeita de violência sexual não foi totalmente descartada e ressaltou que a tipificação dos crimes ainda poderá ser alterada conforme o resultado de novas perícias.
“Se no laudo cadavérico houvesse apenas as lesões anais e intestinais, nós estaríamos diante de um crime de estupro seguido de morte. Como há, somado a essas lesões, lesões na cabeça e hemorragia interna, a gente afastou inicialmente a ocorrência de uma relação sexual”, explicou.
Íntegra da nota do advogado de Kathellen e Igor Gustavo
A defesa de Igor Gustavo Veloso de Sousa esclarece que, assim que tomou conhecimento do pedido de prisão preventiva, colocou-se imediatamente à disposição da autoridade policial, informando que Igor se entregaria voluntariamente caso a medida fosse decretada.
Após a expedição do mandado, a defesa manteve contato com a autoridade policial e ficou ajustado que Igor se entregaria na própria residência onde se encontrava. Ele permaneceu no local e aguardou a chegada da equipe policial, submetendo-se voluntariamente ao cumprimento da ordem judicial, sem qualquer tentativa de fuga ou resistência.
Portanto, embora a prisão tenha sido formalmente cumprida em uma residência, não se tratou de localização ou captura realizada após buscas policiais, mas de entrega voluntária previamente acordada com a autoridade responsável, mantendo a postura de colaboração adotada desde o início das investigações.
Em respeito ao sigilo da investigação, a defesa não se manifestará, por ora, sobre aspectos específicos do caso.
Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

Fonte: G1 Tocantins

Categorias
DESTAQUES SLIDE TOCANTINS

Caso Gustavo: delegado diz que pai tentou simular afogamento após morte do filho; laudo apontou agressões


Delegado do caso do menino Gustavo explica detalhes da investigação
O advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa, suspeito da morte do filho, Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, permaneceu na casa com o corpo da criança antes de acionar a Polícia Civil, em Palmas, no último dia 3. Segundo o delegado Eduardo Menezes, durante esse período o investigado tentou criar um cenário de afogamento na piscina. A informação foi divulgada em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (6).
PRISÃO DO CASAL: Menino Gustavo pode ter sido torturado antes de ser morto, diz delegado
Os pais do menino viviam disputas judiciais, e a morte ocorreu na noite de domingo (2), enquanto Gustavo passava o fim de semana com o pai. Igor e a companheira, Kathellen Moreira, madrasta da criança, foram presos na madrugada de quinta-feira (6). O laudo pericial, ao qual o g1 teve acesso, apontou que a morte de Gustavo ocorreu com “crueldade, insensibilidade, indiferença e multiplicidade de lesões”.
De acordo com a investigação conduzida pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Igor procurou a delegacia na tarde do dia 3 e relatou que o filho teria se afogado na piscina no dia anterior.
“O crime se deu ainda na noite de domingo. O que eu imagino é que, depois da morte, ele ficou até as 16h30 do dia seguinte tentando construir uma versão, construir algum ambiente que pudesse justificar o afogamento, que pudesse, de alguma forma, tirar dele a responsabilidade sobre aquela morte”, afirmou o delegado.
📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp
LEIA TAMBÉM:
Mãe de criança morta na casa do pai posta vídeo em homenagem ao filho: ‘Eu te amo mais que tudo’
O que se sabe sobre o caso da criança encontrada morta dentro de casa em Palmas
Laudo do IML confirma agressão contra criança de 3 anos encontrada morta em casa
Igor Gustavo Veloso foi preso na madrugada desta quinta-feira (6)
Reprodução/TV Anhnaguera
Segundo a polícia, o fato de Igor ser advogado torna a tentativa de simulação ainda mais evidente, uma vez que ele tinha conhecimento de que os exames periciais desmentiriam a versão acidental.
“Não tenho a menor dúvida, [sobre a tentativa do pai] absolutamente. E o que chamou atenção, inclusive, é que ele é um advogado. Então ele sabia que, certamente, o laudo cadavérico desmentiria toda aquela alegação de afogamento. O afogamento causa lesões muito diferentes do que foi apresentado no laudo cadavérico”, esclareceu Eduardo Menezes.
A perícia realizada no imóvel constatou garrafas de bebidas alcoólicas espalhadas e indicativos de que o ambiente passou por uma higienização prévia.
“Na casa, o que a gente tinha lá era muita bagunça e bebida alcoólica espalhada. […] O menino morreu de hemorragia, então certamente teve ali derramamento de sangue por conta da região anal. Quase 10 horas do fato até a apresentação, muito provavelmente eles limparam [o ambiente]”, revelou o delegado.
A defesa de Kathellen Moreira informou que recebeu com surpresa a decisão que decretou a prisão preventiva da investigada e afirmou que o pedido não considerou que ela é mãe de uma bebê de cinco meses, que ainda está em fase de amamentação. Segundo a nota, será feito o pedido de substituição da prisão preventiva por medidas cautelares menos severas ou por prisão domiciliar, medida permitiria conciliar o andamento das investigações com os cuidados necessários à filha (veja nota abaixo).
A defesa de Igor Gustavo afirmou que ele colaborou com as autoridades desde o início, colocando-se à disposição e combinando previamente sua entrega após o mandado de prisão. A defesa ressalta que não houve captura após buscas, mas sim cumprimento acordado da ordem judicial, e informa que não comentará detalhes do caso devido ao sigilo das investigações (veja nota abaixo).
Entenda o caso
A mãe da criança, Sabrina da Silva Feitosa, travava disputas judiciais com Igor pelo pagamento de pensão alimentícia e relatava que o filho costumava retornar machucado das visitas quinzenais. Um vídeo gravado antes do crime mostra o menino chorando e se recusando a ir para a casa do pai. Advogados de Sabrina explicaram que ela mantinha as visitas regulamentadas por receio de ser acusada de alienação parental e por sofrer constantes ameaças.
Advogados de Sabrina informaram que ela não poderia privar a criança da convivência com o pai para não caracterizar alienação parental. Ela movia uma ação na Justiça cobrando o pagamento de pensão.
Conforme a Seretaria de Segurança Pública (SSP), o pai responde pelos crimes de tortura e homicídio duplamente qualificado. A madrasta foi presa por omissão no dever legal de agir, já que estava comprovadamente no imóvel durante as agressões violentas e não interveio nem acionou socorro.
Após os procedimentos na delegacia e no IML, o pai foi encaminhado ao sistema prisional e a madrasta para a unidade prisional feminina da capital.
Em razão da gravidade dos fatos e da decretação da prisão, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Tocantins (OAB-TO) informou que aplicou a medida cautelar de suspensão do registro profissional de Igor Gustavo até a conclusão do processo disciplinar no Tribunal de Ética e Disciplina (TED).
O laudo do IML confirmou que o menino morreu em decorrência de hemorragia interna provocada por agressões físicas brutais e traumas na cabeça, face e região intestinal.
Sabrina da Silva Feitosa durante enterro do filho
Arquivo pessoal/Cirlene Feitosa
Íntegra da nota da defesa de Igor Gustavo
“A defesa de Igor Gustavo Veloso de Sousa esclarece que, assim que tomou conhecimento do pedido de prisão preventiva, colocou-se imediatamente à disposição da autoridade policial, informando que Igor se entregaria voluntariamente caso a medida fosse decretada.
Após a expedição do mandado, a defesa manteve contato com a autoridade policial e ficou ajustado que Igor se entregaria na própria residência onde se encontrava. Ele permaneceu no local e aguardou a chegada da equipe policial, submetendo-se voluntariamente ao cumprimento da ordem judicial, sem qualquer tentativa de fuga ou resistência.
Portanto, embora a prisão tenha sido formalmente cumprida em uma residência, não se tratou de localização ou captura realizada após buscas policiais, mas de entrega voluntária previamente acordada com a autoridade responsável, mantendo a postura de colaboração adotada desde o início das investigações.
Em respeito ao sigilo da investigação, a defesa não se manifestará, por ora, sobre aspectos específicos do caso.”
Íntegra da nota da defesa de Kathellen Moreira
“A defesa de Kathellen Moreira da Silva recebeu com profundo estarrecimento a decisão que decretou sua prisão preventiva.
Causa especial preocupação o fato de não constar da decisão qualquer consideração sobre uma circunstância pessoal de extrema relevância: Kathellen é mãe e amamenta uma bebê de apenas cinco meses de idade. A maternidade está comprovada pela certidão de nascimento, e a lactação pelos próprios registros realizados nas dependências da unidade policial.
Pelos documentos conhecidos até o momento, essa realidade não foi devidamente submetida à apreciação do Juízo quando do pedido de decretação da prisão preventiva. A custódia simultânea de Kathellen e do pai da bebê resultou na separação abrupta da criança de ambos os genitores, circunstância que deveria ter sido necessariamente ponderada antes da adoção da medida mais gravosa.
A defesa também esclarece que Kathellen se apresentou espontaneamente para o cumprimento da ordem judicial.
Diante desse cenário, a defesa adotará as medidas judiciais cabíveis para requerer a substituição da prisão preventiva por cautelares menos gravosas ou, subsidiariamente, por prisão domiciliar, compatibilizando a regularidade da investigação com a proteção dos direitos e das necessidades da bebê lactente.
A defesa confia que, com a análise individualizada dos fatos e dos documentos apresentados, a situação será revista pelo Poder Judiciário, mantendo-se o respeito à investigação, à presunção de inocência e, sobretudo, à proteção integral da criança.”
Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

Fonte: G1 Tocantins

Categorias
DESTAQUES SLIDE TOCANTINS

Acidente de trânsito na BR-153 deixa um morto e dois feridos


Bombeiros precisaram fazer aplicação de serragem e lavagem da pista para retirar óleo derramado
Reprodução/Página Tocantins Gospel
Um acidente de trânsito na BR-153, envolvendo dois caminhões, deixou uma pessoa morta e duas feridas nas proximidades de Wanderlândia, no norte do Tocantins. Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP), a vítima foi identificada como Manoel Rodrigues Filho, de 66 anos.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente foi registrado por volta das 19h desta quarta-feira (5), quando um dos caminhões bateu na traseira do outro. Manoel Rodrigues estava como passageiro em um dos veículos envolvidos na batida e morreu ainda no local.
📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp
Equipes da Polícia Científica realizaram a perícia no trecho da rodovia. Em seguida, uma equipe do Núcleo de Medicina Legal de Araguaína recolheu o corpo da vítima. Após a realização do exame de necropsia, o corpo foi liberado aos familiares para velório e sepultamento.
LEIA TAMBÉM:
Menino Gustavo pode ter sido torturado antes de ser morto, diz delegado
Empresário é condenado por descumprir medida protetiva ao expor ex-companheira na internet e televisão
Unidade Penal de Araguaína é parcialmente interditada por superlotação e risco de rebelião
Agora no g1
Conforme a SSP, o caso será investigado pela 30ª Delegacia de Polícia de Wanderlândia.
O Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins (CBMTO) informou que não foi acionado para atender à ocorrência no momento do acidente. Por volta da meia-noite, porém, equipes da corporação foram chamadas para realizar a limpeza da pista devido à presença de óleo na rodovia.
Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

Fonte: G1 Tocantins