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Arraias, piranhas e afogamento: Veja os riscos e como se proteger ao banhar em rios do TO


Temporada de praias exige cuidados redobrados
A temporada de praia está chegando e muitos tocantinenses devem aproveitar os rios e lagos do estado. No Tocantins, não faltam opções, apenas entre as praias catalogadas pelo Corpo de Bombeiros são 97 atrativos disponíveis. Para curtir com segurança, nesse período, os banhistas precisam tomar algumas medidas para evitar ataques de piranhas, arraias e afogamentos.
Segundo os Bombeiros, o Tocantins registrou 25 casos de morte por afogamento até 23 de junho de 2026. O número é menor se comparado ao mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 39 óbitos por afogamento.
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Em entrevista ao g1, o Tenente-Coronel do Corpo de Bombeiros, Antônio Luiz Soares, explicou que a embriaguez é um dos principais fatores que levam ao afogamento nas praias.
“A pessoa alcoolizada, no primeiro momento, fica mais eufórica e perde a capacidade de avaliar o risco, observar os perigos e também superestima sua competência aquática. A embriaguez é um dos fatores, visto que representa 47% dos afogamentos que acontecem aqui no Tocantins, em uma média de cinco anos”.
Praia do Caju, em Palmas
Divulgação/Governo do Tocantins
Conforme Soares, a média de afogamentos no Tocantins por ano é de 64 casos. Em 2025, o estado ultrapassou esse número ao registrar 72 mortes. Os números expressivos chamam atenção para a necessidade de cuidados e ações de prevenção nas praias.
“O Tocantins tem o quinto índice mais crítico em relação a todos os estados brasileiros. Então, por isso a gente sempre está com a luz de alerta aqui, nossas campanhas intensificadas de orientação e distribuição de guarda-vidas para a gente tentar reduzir esse índice”, explicou.
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Arraias e piranhas
No Tocantins, foram registrados 120 casos de acidentes com arraias entre janeiro e 18 de junho de 2026, segundo a Secretaria de Estado da Saúde. Em 2025, o número de notificações foi de 533, sendo julho o mês com mais ocorrências (125).
A SES informou que o aumento dos registros teve início em maio e atingiu seu pico em julho, período que concentra grande movimentação de moradores e turistas nas praias de rios do estado. Os ataques de piranhas não são contabilizados, pois o animal não é classificado como peçonhento.
Turista flagrou arraia na área de banho da praia da Graciosa
Yassue Furukawa/Divulgação
Como prevenir ataques de arraias?
Segundo o Tenente-Coronel, os casos acontecem em locais com água mais parada, como as hidrelétricas no Rio Tocantins.
“O que se pode fazer em relação ao ataque de arraia é sempre que a gente está em uma água em que a visibilidade é ruim, você tem que adentrar arrastando os pés. De preferência, pegar uma galhada e sair mexendo à frente para poder afugentar o animal. Então, é uma boa tentativa de se livrar desse ataque da arraia, que inclusive é bem mais lesivo do que o ataque da piranha”, explicou.
Como prevenir ataques de piranhas?
A comida jogada nos rios é um dos fatores que podem atrair as piranhas. Para ajudar a manter os animais longe dos banhistas, também é indicado que as praias instalem cercas em um trecho da água.
“O único procedimento para evitar o ataque de piranhas é fazer um cercado, igual é feito aqui em Palmas. [A comida] atrai com certeza. Além de atrair a própria piranha, atrai um outro peixe e a piranha vem atrás desse outro peixe”, contou.
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Fonte: G1 Tocantins

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Bens de luxo, viagens e ameaças: o que se sabe sobre influenciadora investigada por jogos ilegais no TO


Influenciadora investigada por jogos ilegais é alvo de buscas e tem bens bloqueados
A influenciadora digital Elizabeth Melo, conhecida como Beth Melo, é o alvo central da Operação Sorte Falseada, da Polícia Civil do Tocantins, que busca combater a exploração de jogos de azar e lavagem de dinheiro. As investigações revelaram um estilo de vida de ostentação, com viagens internacionais e bens de alto valor, que seriam financiados pela promoção de plataformas ilegais de jogos de azar, como o “jogo do tigrinho”.
Segundo o relatório policial, a movimentação financeira da investigada ultrapassou R$ 3,5 milhões em apenas um ano, valor considerado incompatível com sua renda declarada de até R$ 5 mil mensais.
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Além dos crimes financeiros, a polícia apura ameaças que Elizabeth teria feito contra seguidores que pretendiam denunciar as plataformas, utilizando seu alcance nas redes sociais para intimidar possíveis críticos.
Nas redes sociais, Elizabeth afirmou que é alvo de uma investigação e que não foi condenada. Ela também negou irregularidades (veja nota abaixo).
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Influenciadora Beth Melo é investigada pela Polícia Civil
Reprodução/Instagram de Beth Melo
Quem é Elizabeth Melo e por que ela está sendo investigada?
Elizabeth Melo, conhecida como “Beth Melo”, é uma influenciadora digital com mais de 65 mil seguidores no Instagram. A investigação aponta que ela utilizava sua influência para atrair apostadores para o “jogo do tigrinho”, prometendo prêmios e ganhos financeiros. O inquérito foi aberto em março de 2024 após denúncias anônimas sobre a atividade da influenciadora nas redes sociais.
Quais crimes são apurados na Operação Sorte Falseada?
A Polícia Civil apura a prática de exploração de jogos de azar, lavagem de dinheiro e exploração de loteria não autorizada. Além desses crimes financeiros, Elizabeth é investigada por proferir ameaças diretas em vídeos contra seguidores que demonstravam intenção de denunciar as plataformas ilegais.
As transcrições policiais indicam que a investigada intimidava usuários, mencionando o envio de “visitas” a quem pretendesse denunciá-la.
Como funcionava a movimentação financeira ?
O Relatório de Inteligência Financeira (RIF) do Coaf revelou que a influenciadora movimentou mais de R$ 3,5 milhões entre março de 2023 e março de 2024. O valor chamou a atenção por ser totalmente incompatível com a renda formal declarada por ela, que variava entre R$ 1,9 mil e R$ 5 mil mensais.
Para sustentar esse fluxo, a polícia identificou o uso de empresas de fachada, que recebiam quantias de processadoras de pagamento ligadas a cassinos online internacionais e não possuíam atividade comercial real condizente com os valores.
O que é a prática de “smurfing” investigada pela PC?
A técnica de “smurfing” consiste no fracionamento de grandes quantias de dinheiro em diversos saques menores, sempre em valores inferiores a R$ 50 mil.
Elizabeth realizava essas movimentações fragmentadas para ocultar o patrimônio acumulado com as apostas ilegais. Entre 2023 e 2024, essa prática permitiu a circulação milionária sem que os saques individuais gerassem notificações imediatas de transações atípicas de alto valor.
Quais bens de luxo foram bloqueados pela Justiça?
A Justiça determinou o sequestro de bens e o bloqueio de até R$ 3,4 milhões em ativos financeiros para garantir a reparação de possíveis prejuízos. Entre os bens apreendidos e bloqueados estão um apartamento em Palmas avaliado em R$ 300 mil, uma caminhonete Toyota Hilux 2024 e uma motocicleta elétrica.
Durante as buscas, os agentes também encontraram notas de dólar, cartões bancários e cerca de R$ 8 mil em espécie nos endereços ligados à investigada.
Ostentação chamou a atenção da investigação
A influenciadora compartilhava rotinas de luxo em viagens para destinos como Dubai, Ilhas Maldivas, Paris, Londres, Las Vegas e Curaçao. Os investigadores classificaram tecnicamente esses deslocamentos no relatório policial como “sinais exteriores de riqueza”, evidenciando o padrão de vida elevado.
Qual o posicionamento de Elizabeth Melo?
Em sua defesa, Elizabeth utilizou uma conta reserva no Instagram para afirmar que é apenas alvo de uma investigação e que não foi condenada. Ela negou a existência de “laranjas” e declarou que todo o seu patrimônio está registrado em seu próprio nome, afirmando que não ocultou bens.
Sobre as acusações de ameaça, a investigada alegou em interrogatório que os vídeos eram dirigidos a uma pessoa específica devido a brigas pessoais e não a denunciantes das plataformas. Ela sustenta que sua atividade era puramente publicitária e que não tinha conhecimento de possíveis ilicitudes na divulgação dos jogos.
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Fonte: G1 Tocantins

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Homem é salvo de afogamento por pescadores no Lago de Palmas; veja vídeo


Pescadores encontra jovem se afogando e fazem resgate em lago de Palmas
Um homem foi salvo de um afogamento no Lago de Palmas, próximo à Praia da Graciosa, no fim da tarde desta sexta-feira (26). O resgate foi realizado por três pescadores que passavam pelo local em uma embarcação e ouviram pedidos de socorro por volta das 17h. Um vídeo registrado de dentro do barco mostra o momento em que a vítima, já sem forças, é retirada da água.
Nas imagens, é possível ver a embarcação se aproximando do homem, que estava a alguns metros de distância. Um dos pescadores estende a mão e consegue puxá-lo para a borda.
Exausta, a vítima segura na lateral do barco, mas aparenta perder os sentidos, e um dos tripulantes alerta para o estado crítico da vítima: “Ele tá sem ar! Tá sem ar!”.
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O administrador Jerry Araújo estava no barco acompanhado de dois amigos, Gustavo Santiago e Cristiano. Ele contou que o grupo saiu para pescar por volta das 14h e, devido ao vento forte, decidiu retornar e para a região da Praia da Graciosa, onde a água estava mais calma. Foi quando ouviram os gritos.
“O Gustavo, que pilotava a embarcação, avistou um rapaz se afogando. Quando nos aproximamos, ele já estava completamente sem forças. No momento em que começou a afundar, mantendo apenas um dos braços esticado para fora da água, consegui segurá-lo pelo braço e puxá-lo”, relatou Jerry.
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Imagens mostram momento em que vítima, já exausta, é puxada por braço antes de afundar
Arquivo pessoal/Jerry Aaújo
Além do homem que aparece nas imagens, um segundo banhista também precisou de socorro. Ele estava nadando com a primeira vítima e tentou ajudá-la, mas relatou que o amigo começou a puxá-lo para baixo.
Para não se afogar, ele precisou se afastar, mas também não conseguia mais retornar à margem sozinho devido ao cansaço.
“Como o primeiro rapaz estava em estado mais grave, levamos imediatamente ele até a margem. Em seguida, retornamos para buscar o segundo rapaz, que ainda permanecia na água fazendo flutuação. Conseguimos resgatá-lo também”, informou o pescador.
Para Jerry e os amigos, o resgate bem-sucedido foi resultado de uma sucessão de eventos inesperados. “Foi algo bem impressionante. Deus tocou e enviou a gente para aquele local naquele momento”, relatou Jerry.
Após o susto, as vítimas contaram à Jerry que “estavam nadando no lago, mas, devido ao cansaço e às condições da água, não conseguiram retornar à margem”. Ambos se recuperaram do ocorrido e optaram por não pedir socorro médico.
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Fonte: G1 Tocantins

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Investigação apura se terceiros cumpriam plantões por servidora matriculada em curso de medicina no Paraguai


Hospital Regional de Xambioá
André Araujo/Governo do Tocantins
O Ministério Público do Tocantins (MPTO) investiga se terceiros cumpriam plantões em nome de Elizângela Torres Lima, servidora da Secretaria Estadual de Saúde (SES), enquanto ela cursava Medicina no Paraguai. A apuração envolve a suspeita de que a profissional mantinha vínculo ativo em unidades de saúde do estado enquanto estaria fora do país.
A servidora é investigada por improbidade administrativa e suposto descumprimento de carga horária no Hospital Regional de Xambioá e no município de Ananás. O MPTO apura se as folhas de ponto foram assinadas por outras pessoas durante o período em que ela supostamente estava fora do país.
Durante a apuração inicial, a Universidad Autónoma San Sebastián de San Lorenzo (UASS) confirmou que a servidora estava matriculada e cursou Medicina na instituição.
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A Secretaria Estadual de Saúde (SES) foi procurada, mas não respondeu até a última atualização da reportagem. O g1 entrou em contato com a servidora, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
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Agora no g1
A Prefeitura de Ananás informou que está acompanhando o caso e colaborando com os órgãos competentes para a devida apuração dos fatos.
O Ministério Público solicitou à universidade o histórico acadêmico completo da servidora, com os detalhes dos horários das aulas e registros de frequência.
Para dar continuidade à investigação, também foi pedido à SES as folhas de ponto da servidora registradas no Hospital Regional de Xambioá do período de janeiro de 2025 a maio de 2026.
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Fonte: G1 Tocantins

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Discussão por uso de bicicleta termina com homem sendo esfaqueado pelo próprio irmão, diz PM


Suspeito esfaqueou irmão e ateou fogo na moto dele
Reprodução/Instagram Onlines de Paraíso
Um homem de 23 anos ficou gravemente ferido após ser esfaqueado pelo próprio irmão em Paraíso do Tocantins, na região central do estado. Segundo a Polícia Militar, a briga começou depois que o suspeito, de 21 anos, pegou uma bicicleta da vítima sem autorização.
O caso foi registrado na tarde de sexta-feira (26), no setor Jardim América. Equipes do 8º Batalhão foram acionadas para atender a ocorrência e encontraram o jovem de 23 anos caído, com ferimentos graves. A mãe dos dois fez os primeiros socorros e tentou conter o sangramento até a chegada do atendimento médico.
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De acordo com os militares, testemunhas relataram que a discussão evoluiu para agressões físicas e, em seguida, o suspeito usou uma faca para atacar o irmão. Após o ataque, a vítima conseguiu fugir e se esconder atrás de um veículo.
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Investigados por contrato de R$ 139 milhões na terceirização das UPAs viram réus
Agora no g1
Depois de não conseguir localizar o irmão que estava escondido, o suspeito danificou a motocicleta da vítima, perfurou o tanque de combustível e ateou fogo no veículo com um isqueiro.
O Corpo de Bombeiros foi chamado para conter o incêndio na motocicleta. No local, a perícia da Polícia Civil encontrou a faca que teria sido usada no crime.
O suspeito foi preso em flagrante e levado para a Delegacia Regional de Paraíso do Tocantins. O irmão recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi encaminhado em estado grave ao Hospital Regional de Paraíso do Tocantins.
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Fonte: G1 Tocantins

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Processo e tentativa de golpe: entenda caso de motorista que busca recompensa após devolver R$ 131 milhões


Motorista que recebeu R$ 131 milhões por engano espera há 1 ano por indenização
Um erro bancário em 2023 resultou no depósito de R$ 131 milhões a conta de Antônio Pereira do Nascimento, um motorista de turismo que vive em Palmas. Ao perceber a quantia milionária, que permaneceu disponível por cerca de sete horas, ele procurou a instituição financeira imediatamente e realizou a devolução total e voluntária do dinheiro.
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Antes desse erro, o saldo na conta de Antônio era de R$ 227. Em 2024, o motorista entrou com uma ação judicial pedindo uma recompensa e indenização por danos morais. O caso ainda aguarda julgamento na Justiça do Tocantins.
“Trabalho para comer e não peguei nada, devolvi o dinheiro para eles [o banco], e eles não me deram nada. Eu considero o banco como desonesto. A vezes penso: ‘Se eu soubesse que isso ia dar tanto pepino, eu ia era gastar esse dinheiro mesmo.’ Mas eu não gosto de pegar nada dos outros”, afirmou.
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Antônio Pereira ficou milionário por sete horas
Reprodução/TV Anhanguera
Batalha judicial e pedidos de indenização
A ação de Antônio contra o Banco Bradesco tramita na 6ª Vara Cível de Palmas, baseia-se nos seguintes pontos:
Direito de Recompensa: Fundamentado no Código Civil para quem restitui algo achado, a defesa pede 10% do valor devolvido, o que totaliza aproximadamente R$ 13,1 milhões.
Danos Morais: O motorista solicita R$ 150 mil de indenização, alegando ter sofrido pressão psicológica, abalo emocional e exposição indevida após o episódio.
O banco informou que não comenta processos em andamento.
Consequências e impactos na vida do motorista
Apesar da atitude honesta, Antônio relata que o episódio trouxe frustrações e prejuízos:
Cobranças indevidas: O banco classificou a conta do motorista como ‘VIP’ devido ao saldo temporário, o que aumentou automaticamente as tarifas bancárias de R$ 36 para R$ 70 sem sua autorização.
Hostilidade social: Antônio relata que passou a ser alvo de comentários maldosos e ofensivos, sendo chamado de “besta” por diversas pessoas por não ter ficado com o dinheiro.
Pressão psicológica: O motorista também afirma não ter recebido agradecimento formal do banco e sofrido pressão psicológica para devolver o valor.
Tentativa de golpe do “Falso Advogado”
A exposição do caso atraiu criminosos, e Antônio quase foi vítima de uma fraude. Um estelionatário utilizou dados reais do processo judicial e fotos do verdadeiro advogado do motorista para tentar cobrar uma “taxa” fictícia de liberação dos valores da causa. O motorista desconfiou da abordagem quando lhe pediram dinheiro, pois seu advogado não cobrou taxas antecipadas.
Situação atual e planos
O processo judicial está em fase avançada e, em março de 2026, a Justiça decidiu pela dispensa do depoimento de testemunhas, indicando um julgamento antecipado.
A defesa de Antônio apresentou recursos pedindo esclarecimentos sobre essa decisão, que seguem em análise.
Caso receba a recompensa, Antônio, que continua trabalhando intensamente para sustentar sua família, pretende realizar objetivos modestos: reformar sua casa e comprar uma van nova para continuar exercendo sua profissão.
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Fonte: G1 Tocantins

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Investigados por contrato de R$ 139 milhões na terceirização das UPAs viram réus


Dhieine Caminski; Andreis Vicente da Costa e a empresária Cláudia Fernanda Cândido
Colagem/Divulgação
A Justiça do Tocantins recebeu denúncia contra os três principais investigados por supostas irregularidades no contrato de terceirização das Unidades de Pronto Atendimento de Palmas (UPAs). Com a decisão, Andreis Vicente da Costa, Claudia Fernanda Candido da Silva e Dhieine Caminski passam oficialmente à condição de réus em ação penal.
A decisão foi assinada pelo juiz Marcio Soares da Cunha, da 3ª Vara Criminal de Palmas, nesta sexta-feira (26). Em outras determinações publicadas na mesma data, o magistrado optou por manter a prisão preventiva dos três investigados. Eles respondem por indícios de peculato, corrupção e associação criminosa, entre outros crimes.
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O contrato de terceirização das UPAs com Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba tem o valor de R$ 139 milhões por um ano. A parceria virou alvo de investigação da Polícia Civil e acabou sendo suspensa pelo Tribunal de Contas do Estado.
A defesa de Claudia Fernanda informou que ainda não teve acesso à decisão que aceitou a denúncia. Sobre a manutenção da prisão dela, afirmou é “lamentável” e vai recorrer.
O advogado de Dhieine Caminski foi questionado sobre o recebimento da denúncia, mas não respondeu até a última atualização desta reportagem. Em relação à prisão, afirmou nesta sexta-feira que recebeu com surpresa e irá recorrer às instâncias superiores.
A defesa de Andrei Vicente foi procurada pela TV Anhanguera e pelo g1, mas não respondeu aos pedidos.
Agora no g1
O juiz entendeu que a denúncia feita pelo Ministério Público preenche todos os requisitos legais, apresentando uma descrição detalhada dos fatos e indícios suficientes de autoria e materialidade para dar início ao processo penal.
Na decisão, o juiz ressaltou que as provas devem ser produzidas pelas partes ao longo do processo. Ele também determinou que os autos passem a tramitar sob segredo de Justiça.
Prisões mantidas
O juiz da 3ª Vara Criminal entendeu que as prisões devem ser mantidas para garantir a ordem pública e evitar interferências no processo.
Foi destacado o alto valor envolvido no esquema e o risco de os suspeitos usarem influência política para atrapalhar as investigações, mesmo após terem sido exonerados dos cargos.
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Dhieine Caminski; Andreis Vicente da Costa e a empresária Cláudia Fernanda Cândido
Colagem/Divulgação
A Justiça detalhou o papel de cada investigado no suposto esquema:
Dhieine Caminski: A ex-secretária é acusada de monitorar e tentar moldar depoimentos de funcionários para beneficiar sua defesa. Segundo a Justiça, mesmo fora do cargo, ela ainda exerce influência sobre servidores, o que coloca em risco a produção de provas. Mensagens eletrônicas no processo reforçam a suspeita de tentativa de interferência no trabalho policial.
Andreis Vicente da Costa: O ex-superintendente é apontado como peça-chave na criação de documentos técnicos para justificar a falta de licitação. Conforme a decisão, ele recebeu propina, como o uso de um carro de luxo (BMW) e viagens pagas pela empresária Cláudia Fernanda. O juiz destacou que o superfaturamento no contrato passa de R$ 46 milhões por ano.
Cláudia Fernanda Cândido da Silva: Apontada como lobista, a empresária teria pago benefícios a servidores para garantir o contrato. A Justiça ressaltou que ela alugou a BMW usada por Andreis um dia antes da dispensa de licitação ser oficializada. O fato de ela ter ficado foragida por cinco dias no início da operação também foi usado como motivo para mantê-la presa.
Contrato suspenso pelo TCE
O Tribunal de Contas do Estado (TCE) suspendeu o contrato após identificar indícios de irregularidades e por não ver vantagem econômica para a cidade. O órgão deu 60 dias para que a Prefeitura de Palmas reassuma a gestão das UPAs, garantindo que o atendimento aos moradores não seja interrompido.
A Prefeitura de Palmas informou que o modelo de gestão não é alvo de discussão e que o funcionamento das UPAs permanece ocorrendo normalmente. O município ainda informou que adotará as medidas necessárias para cumprimento da decisão do TCE (veja nota completa abaixo).
A Santa Casa de Misericórdia de Itatiba informou que está analisando a decisão cautelar do TCE-TO, afirmou que mantém os atendimentos nas UPAs de Palmas e comunicou a Secretaria de Saúde sobre pendências de repasses, avaliando medidas para resguardar seus direitos (Veja nota completa abaixo).
Investigação policial
O inquérito da Polícia Civil foi concluído no dia 20 de junho. Ao todo, dez pessoas foram indiciadas. Elas respondem por crimes como desvio de dinheiro público, corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
A investigação aponta que os repasses mensais de R$ 11,5 milhões eram muito maiores do que os custos reais das UPAs, causando prejuízo aos cofres públicos.
Prefeitura de Palmas tem 60 dias para reassumir gestão das unidades
Djavan Barbosa
Íntegra da nota da Prefeitura de Palmas
A Prefeitura de Palmas adotará as medidas necessárias para cumprimento da decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE)
Vale ressaltar que o modelo de gestão não é alvo de discussão, de modo que o funcionamento das UPAS e unidades de saúde e postos corujinhas permanece ocorrendo normalmente, sem nenhuma interrupção.
A Prefeitura reafirma seu compromisso em prestar serviços de saúde dignos para a população palmense.
Íntegra da nota da Santa Casa
A Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba informa que tomou conhecimento, por meio da imprensa, da decisão do Tribunal de Contas do Estado do Tocantins, estabelecida em medida cautelar, e está analisando seu teor junto ao corpo jurídico da instituição. A Santa Casa respeita as instâncias de controle e reforça que sua prioridade é garantir a continuidade e a segurança do atendimento à população nas UPAs Norte e Sul de Palmas, que seguem em funcionamento.
A instituição esclarece que, antes da medida cautelar e dos fatos recentemente noticiados, já havia formalizado junto à SEMUS manifestação administrativa sobre o Termo de Colaboração nº 001/2026/SEMUS, em razão de pendências relacionadas aos repasses devidos pelo Município. A instituição segue avaliando as medidas cabíveis para resguardar seus direitos institucionais, mantendo postura colaborativa com o Município, os órgãos de controle e a sociedade.
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Fonte: G1 Tocantins

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Quem é a influenciadora suspeita de movimentar R$ 3,5 milhões com jogos ilegais no TO


Influenciadora investigada por jogos ilegais é alvo de buscas e tem bens bloqueados
Elizabeth Melo, de 30 anos, é a influenciadora digital que ostenta um estilo de vida luxuoso e se tornou o centro de uma investigação da Polícia Civil do Tocantins por lavagem de dinheiro e exploração de jogos de azar. Viagens para destinos paradisíacos como as Ilhas Maldivas e Dubai, um apartamento pago em dinheiro vivo e uma frota de veículos são indícios que chamaram a atenção da investigação.
A Operação Sorte Falseada foi deflagrada pela Polícia Civil na última sexta-feira (26), com o objetivo de desarticular um esquema de exploração de jogos de azar e lavagem de capitais.
Com mais de 65 mil seguidores nas redes sociais, “Beth Melo”, como é conhecida, é suspeita de movimentar mais de R$ 3,5 milhões em apenas um ano. Fortuna considerada totalmente incompatível com sua renda declarada, que variava entre R$ 1,9 mil e R$ 5 mil mensais.
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Segundo as investigações, Beth frequentava roteiros pela Europa e Oriente Médio, incluindo Paris, Londres e Las Vegas, além de destinos no Caribe, como Curaçao. Esses deslocamentos foram tecnicamente classificados no relatório como “sinais exteriores de riqueza”.
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Beth publicou foto com localização em um cassino de Londres, na Inglaterra
Reprodução/Instagram de Elizabeth de Melo
No Tocantins, o patrimônio identificado inclui um apartamento em Palmas, avaliado em R$ 300 mil e quitado integralmente em espécie, além duas caminhonetes e um SUV, todos apreendidos ou bloqueados pela Justiça.
Além da ostentação, a investigação aponta um comportamento agressivo no ambiente digital. Elizabeth é investigada por proferir ameaças diretas em seus vídeos contra seguidores que demonstravam a intenção de denunciar as plataformas ilegais.
Para burlar os órgãos de controle do Banco Central, como o Coaf, ela utilizava a técnica de “smurfing”, realizando saques fracionados em valores inferiores a R$ 50 mil, tentando evitar os alertas automáticos de movimentação suspeita.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, após a operação, Elizabeth Melo negou irregularidades. Ela afirmou que o patrimônio está no nome dela, que não usa “laranjas” e que não há condenação contra ela, já que o caso ainda é investigado. A influenciadora disse estar tranquila e afirmou ter colaborado com os policiais durante as buscas, tratando o caso como um procedimento de rotina.
A investigação
A Polícia Civil abriu o inquérito em março de 2024, após denúncias anônimas sobre a divulgação de plataformas de apostas. A investigação também apura a realização de sorteios de prêmios, como celulares e dinheiro, sem autorização do Ministério da Fazenda.
Segundo a investigação, Elizabeth recebia diversos repasses via Pix de empresas que intermedeiam pagamentos para o setor de apostas. Além disso, foi registrada a intenção de receber R$ 500 mil da China para serem usados em plataformas ilegais.
A Justiça bloqueou até R$ 3,4 milhões em contas da influenciadora e de suas empresas. A decisão tenta garantir o pagamento de futuros danos ao Estado e interromper os crimes. O perfil oficial de Elizabeth no Instagram foi suspenso, mas o conteúdo foi preservado para servir como prova.
A operação, coordenada pela 1ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC), cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados à influenciadora em Gurupi e Palmas. Durante as buscas, os agentes apreenderam dinheiro em espécie, incluindo notas de dólar, cartões bancários e objetos pessoais de alto valor.
Apesar da renda declarada de até R$ 5 mil, Elizabeth Melo tinha vários registros de viagens internacionais
Reprodução/Instagram de Elizabeth de Melo
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Fonte: G1 Tocantins

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Prefeitura de Palmas tem mais de R$ 41 milhões em débitos de FGTS, aponta auditoria


Prédio da Prefeitura de Palmas
Lia Mara/Prefeitura de Palmas
A Prefeitura de Palmas tem mais de R$ 41,8 milhões em débitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), apontados em auditoria da Secretaria de Inspeção do Trabalho, do Ministério do Trabalho. O Ministério Público do Tocantins (MPTO) abriu uma investigação para apurar possíveis irregularidades nas contratações de pessoal e possível crime de sonegação de contribuição previdenciária.
A dívida seria o resultado de duas notificações de débitos, conforme o MPTO. A primeira, no valor de R$ 32,9 milhões, é referente ao período de março de 2020 a fevereiro de 2024. A segunda, de R$ 8,9 milhões, se refere ao período de março a dezembro de 2024.
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De acordo com o órgão, há indícios de que o município possa ter descumprido a regra constitucional que exige concurso público como forma de ingresso no serviço público. O caso levou à abertura de um procedimento para investigar o uso de contratos temporários pela Prefeitura de Palmas.
A investigação está em fase inicial e a apuração é feita pela 9ª Promotoria de Justiça de Palmas. O g1 procurou a Prefeitura de Palmas, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
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MP mira contratações temporárias
Conforme consta na portaria de Procedimento Preparatório, o município chegou a ter 6.734 servidores efetivos e mais de 4 mil temporários em 2023, além de manter 1.678 contratos temporários em levantamento mais recente.
O documento afirma que, em junho de 2023, o município tinha 6.734 servidores efetivos e 4.269 temporários. Esse número subiu para 4.548 no mês seguinte, o que levou o MP a considerar possível irregularidade administrativa.
Para o órgão, o volume de contratações temporárias pode caracterizar irregularidade administrativa e descumprimento do artigo 37 da Constituição.
Suspeita de sonegação
Além das possíveis irregularidades administrativas, o Ministério Público aponta que o caso pode ter desdobramentos na esfera criminal. O documento menciona a hipótese de crime de sonegação de contribuição previdenciária, previsto no Código Penal.
O Ministério Público determinou que seja feito um levantamento de todas as investigações já existentes sobre possíveis irregularidades nas contratações temporárias realizadas pela Prefeitura de Palmas, tanto na própria promotoria quanto em outros órgãos.
Também decidiu enviar o caso ao Ministério Público Federal para avaliar a possibilidade de crime de sonegação de contribuição previdenciária, e pediu informações ao Ministério do Trabalho sobre os débitos de FGTS para verificar se esses valores já foram encaminhados para cobrança na dívida ativa da União.
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Fonte: G1 Tocantins

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Talismã abre visitação ao público em sítio arqueológico com itens do período pré-colonial


Sítio Arqueológico Furtunato Pinto do Nascimento em Talismã
Divulgação/Prefeitura de Talismã
Na busca pela preservação da história e proteção cultural, o município de Talismã oficializou a abertura ao público do Sítio Arqueológico Furtunato Pinto do Nascimento. A área foi reconhecida como patrimônio arqueológico pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e remonta à presença de uma aldeia indígena dos Avá-Canoeiro com itens do período pré-colonial.
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O sítio possui 957,18 hectares e 18,57 km de perímetro e, sob a cautela do Iphan, possui cercas de proteção delimitando a área. O local conta com restrições ao desenvolvimento de atividades econômicas, o que, consequentemente, favorece a sua preservação.
Entre os artefatos descobertos no sítio arqueológico de Talismã, há vestígios de cerâmica da tradição Aratu/Uru, uma mão de pilão lítica e pedras lascadas usadas como ferramentas.
Os itens poderiam comprovar a presença dos Avá-Canoeiro na região até o violento embate na Ilha do Tropeço, em 1740, com tropas coloniais, de acordo com a Prefeitura de Talismã. Após a identificação em acompanhamento técnico realizado pelo Iphan, o município publicou um decreto que reconhece formalmente a relevância cultural da área e estabelece instrumentos de proteção.
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O patrimônio cultural é uma homenagem ao patriarca da propriedade em que o sítio está localizado. A descoberta aconteceu em 2025, depois da morte do senhor Furtunato Pinto do Nascimento. Foi ele quem difundiu a existência dos vestígios ligados ao período pré-colonial, segundo o secretário de Meio Ambiente e Defesa Civil, João Carlos.
A abertura oficial para visitação do público busca ampliar ações de educação patrimonial, pesquisa científica e turismo cultural. As visitas podem ser realizadas mediante agendamento com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Defesa Civil ou Instituto Anjos da Selva.
O superintendente do Iphan no Tocantins, Danilo Curado, conta que a abertura oficial do sítio “fortalece a preservação da memória, da história e das referências culturais da região”.
Materiais cerâmicos e ferramentas de pedra podem indicar a presença presença de civilizações passadas
Divulgação/Prefeitura de Talismã
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Fonte: G1 Tocantins