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Chuva forte durante a madrugada causas estragos em Palmas


Chuva provocou queda de árvore sobre casa em Palmas (TO)
Divulgação/Energisa
A forte chuva acompanhada de ventos e descargas atmosféricas, registrada na madrugada desta sexta‑feira (9) em Palmas, provocou quedas de energia e danos em equipamentos públicos. Além disso, árvores atingiram casas e veículos, causando estragos.
Segundo a Energisa, cerca de 13 mil clientes chegaram a ficar sem luz ao longo da madrugada. As condições climáticas severas causaram danos à rede elétrica, principalmente por causa da queda de árvores sobre a fiação.
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De acordo com a empresa, a energia começou a ser restabelecido de forma gradativa ainda durante a madrugada, alcançando 97% dos clientes afetados. Até a última atualização desta reportagem, 676 consumidores permaneciam sem energia, em duas quadras da capital, com equipes atuando nos reparos.
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A chuva com raios queimou um disjuntor do Restaurante Comunitário Tereza Cristina Ayres, na região norte da cidade. Por causa do problema elétrico, o atendimento à população, que normalmente começa às 11h, foi adiado para o meio‑dia, excepcionalmente nesta quinta-feira, conforme a Prefeitura de Palmas.
O Restaurante Comunitário da Região Sul não foi afetado e segue funcionando normalmente.
O Palmas Shopping também foi impactado pelas chuvas, onde parte do forro acabou desabando na área interna do empreendimento. Segundo a administração, não houve comprometimento da estrutura do telhado.
O shopping retomou o funcionamento às 11h desta quinta-feira, com acesso liberado às lojas e à praça de alimentação. Apenas uma pequena área do piso L2 permanece temporariamente isolada para a conclusão dos reparos, com previsão de liberação total ao público a partir do meio‑dia.
A administração afirmou que todas as medidas foram adotadas para garantir a segurança de clientes, lojistas e colaboradores.
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Fonte: G1 Tocantins

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Saiba quem era o empresário do agro encontrado morto em fazenda no Tocantins


Guilherme Pedroza, de 31 anos, foi encontrado morto em uma fazenda, em Gurupi (TO)
Reprodução/Instagram Guilherme Pedroza
Guilherme Pedroza Oliveira, de 31 anos, era sócio de empresas no ramo agropecuário, imobiliário e de combustíveis. Ele foi declarado morto após ser encontrado em uma de suas fazendas, localizada na zona rural de Gurupi, no sul do Tocantins. A causa da morte não foi divulgada.
Conforme apurado pelo g1, um gerente da fazenda encontrou Guilherme caído na tarde de terça-feira (7). A mãe dele, que estava em Palmas, foi avisada e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Quando a equipe chegou ao local, o empresário não tinha mais sinais vitais.
A partida repentina causou comoção em Gurupi e região, onde era bastante conhecido. Guilherme foi descrito por amigos e conhecidos como uma pessoa bondosa e prestativa. “A saudade e a dor serão eternas, assim como tudo que ele deixou em nós”, diz uma das inúmeras notas de pesar publicadas em memória do produtor rural.
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Nas redes sociais, o empresário compartilhava fotos de viagens internacionais ao lado de familiares e também fazia registros da vida no campo. Morador de Gurupi, Guilherme chegou a participar de eventos de vaquejada e disputava provas do laço.
Além de empresário, Guilherme era formado em engenharia civil pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás. Ele havia celebrado o noivado há duas semanas. Nas redes sociais, a empresária Júlia Assad Brandão pediu orações e declarou estar “desolada” com a perda do noivo.
“Peço oração, não está sendo fácil, nunca vamos entender os planos de Deus! Orem por mim, pela minha sogra, por toda a família do Guilherme, não vai ser fácil não ter ele conosco”, comentou.
Júlia publicou fotos da festa de noivado, realizada no dia 24 de março, em seu perfil. “Com o coração grato por tudo que Deus preparou para nós. Tudo fez formoso no seu tempo”, escreveu na legenda de um dos registros.
Noiva fez postagem nas redes sociais declarando estar “desolada”.
Reprodução/Instagram de Júlia Assad
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Fonte: G1 Tocantins

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Prestativa e alegre: saiba quem é a mulher vítima de feminicídio; filhas são suspeitas do crime


Compra de celular e convite para fazer compras: como filhas planejaram feminicídio da mãe
Servidora pública e empresária, Deise Carmen de Oliveira Ribeiro, de 55 anos, era descrita pela família como uma mulher apegada aos filhos, ao marido e às netas. Segundo uma sobrinha, ela vivia em oração pela família e costumava pedir campanhas de oração pelas filhas, a quem dizia amar profundamente.
Deise foi morta a facadas no dia 26 de dezembro de 2025, em uma área rural próxima à Vila Quixaba, no município de Peixe, no sul do Tocantins. As filhas, Déborah de Oliveira Ribeiro, de 26 anos, e Roberta de Oliveira Ribeiro, de 32 anos, foram indiciadas por feminicídio e ocultação de cadáver. O marido de Deise também foi indiciado por tentar eliminar provas e atrapalhar as investigações. Os três estão presos preventivamente desde fevereiro.
Em nota, a defesa de Déborah, Roberta e José Roberto afirmou que o relatório policial possui “lacunas fundamentais” e que a narrativa carece de lastro probatório técnico em diversos pontos. A defesa informou que tomará as medidas legais para assegurar o contraditório (veja nota completa abaixo).
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Deise era dona de uma fábrica de rodos, que se tornou a principal fonte de renda da família. Mesmo com as filhas exercendo outras atividades, elas dependiam financeiramente da mãe, de acordo com a investigação policial. A empresa era responsável por sustentar a casa e garantir o padrão de vida dos familiares.
Ainda conforme familiares ouvidos pela polícia, Deise enfrentava conflitos dentro de casa. A sobrinha relatou que as filhas não eram próximas da família e que havia episódios de agressividade verbal e comportamental contra a mãe. Apesar disso, Deise seguia tentando manter a união familiar e recorria à fé para lidar com os problemas.
A mulher também tinha uma relação de dependência emocional com o marido, José Roberto Ribeiro, de 54 anos. Pessoas próximas afirmaram que o relacionamento era visto como pouco saudável por parte da família, mas que, mesmo assim, Deise optava por continuar e “entregar a relação a Deus”, como relatou a sobrinha.
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Deise Carmem de Oliveira Ribeiro tinha 55 anos
Reprodução/Gurupi Memes
Relembre o crime
No dia 26 de dezembro de 2025, a vítima foi levada para uma área rural perto da Vila Quixaba, onde foi morta com vários golpes de faca. Depois, o corpo foi jogado no Rio Santa Tereza, na zona rural de Peixe.
Após o crime, o corpo de Deise foi jogado no Rio Santa Tereza, onde só foi encontrado no dia 1º de janeiro deste ano, já em estado de decomposição.
Segundo a Polícia Civil, o feminicídio foi motivado por conflitos familiares e interesses financeiros. A investigação aponta que as filhas teriam planejado e executado o crime. Após a morte, elas teriam comprado um celular em nome da mãe e usado o aparelho para enviar mensagens aos parentes, simulando que Deise havia ido embora por conta própria, numa tentativa de atrasar as buscas.
Segundo a investigação, a vítima era vista pelas filhas como um “embaraço”. Com a morte, elas poderiam, supostamente, ter controle sobre a empresa.
“Então as filhas viam a mãe como um embaraço na vida delas. A partir do momento que a mãe faltasse, elas iam ter total controle porque o pai, além de ser, entre aspas, “bom” para elas, é uma pessoa assim que não tem muita instrução, ele não ia tentar fazer esse controle, ele não ia controlar as despesas, a questão financeira. E isso ia passar para elas, elas iam ter total controle”, explicou o delegado João Paulo.
O inquérito foi conduzido pela 94ª Delegacia de Polícia de Peixe, com apoio da Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC) de Gurupi, e foi encaminhado ao Ministério Público Estadual, que vai decidir se apresenta denúncia à Justiça.
Íntegra da nota da defesa
A defesa técnica de Déborah de Oliveira Ribeiro, Roberta de Oliveira Ribeiro e Jose Roberto Ribeiro, diante da recente conclusão das investigações conduzidas pela Polícia Civil do Estado do Tocantins e das solicitações de pronunciamento enviadas por este veículo de comunicação, vem a público esclarecer que recebeu com absoluta serenidade o relatório final apresentado pela autoridade policial em 1º de abril de 2026. A conclusão do inquérito é uma etapa natural do rito processual e, para os investigados, representa o início da oportunidade de confrontar judicialmente as hipóteses levantadas na fase inquisitorial.
É imperativo reconhecer o excelente e exaustivo trabalho desempenhado pela Polícia Judiciária e pela Superintendência da Polícia Científica do Estado do Tocantins. Contudo, muito embora o esforço investigativo seja notório, a defesa sublinha que inúmeras lacunas fundamentais restam a ser preenchidas. A narrativa policial, em diversos pontos, carece de lastro probatório técnico e se baseia em interpretações que serão devidamente contestadas no foro adequado.
A defesa destaca que a própria autoridade policial, em seu relatório final, admitiu não ter reunido elementos suficientes para vincular Jose Roberto à execução do homicídio ou à ocultação do cadáver. O indiciamento deste restringe-se exclusivamente a uma suposta supressão de mensagens digitais, o que afasta, de plano, qualquer participação nos crimes investigados.
A defesa tomará todas as medidas legais cabíveis assegurando que o contraditório e a ampla defesa sejam exercidos em sua plenitude. Confiamos que, sob o crivo do Poder Judiciário e com a devida paridade de armas, as lacunas hoje existentes serão sanadas, restabelecendo-se a justiça e a verdade real sobre os fatos.
A defesa permanece à disposição das autoridades e da sociedade, reiterando o compromisso com a legalidade e a presunção de inocência.
Deise Carmem de Oliveira Ribeiro foi encontrada morta em um rio em Peixe
Arte g1
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Fonte: G1 Tocantins

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‘É enxergar como ser humano’, diz professora que cuidou de filha de aluna durante curso


Professora cuida da filha de estudante em sala e gesto repercute na web
Para a professora Luana Patrícia Garcia, de 25 anos, a educação é um exercício de empatia. Ela viralizou em um vídeo após aparecer segurando a filha de uma estudante no colo para que a jovem pudesse assistir à aula.
“Ensinar, para mim, não é só transmitir conteúdo. É enxergar o aluno como ser humano, com histórias, dores, desafios e, muitas vezes, com batalhas silenciosas que ninguém vê”, contou.
Na profissão há um ano e quatro meses, ela entende que a educação vai além dos conteúdos teóricos. A professora também atua como enfermeira, doula e sexóloga.
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O momento aconteceu em uma aula realizada no mês de março. No vídeo, Luana aparece com a criança no colo enquanto dá aula. Depois, a menina segue aos cuidados da professora, que brinca com alguns objetos da mesa.
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Luana Patrícia Garcia com a filha de uma estudante no colo em sala
Luana Patrícia Garcia/Arquivo pessoal
A professora contou ao g1 que se sensibilizou com a situação, pois vivenciou algo parecido quando estudava. Por ter sido mãe aos 14 e 17 anos, entende que todo apoio é fundamental para que as mães não abandonem os estudos.
Para a estudante Giovana Sousa, de 21 anos, a ajuda da professora foi importante para que ela não fosse prejudicada nos estudos. “Esse cuidado fez toda a diferença pra gente, principalmente nesse momento. Só tenho a agradecer pela atenção e dedicação dela. Fiquei muito grata pelo apoio da professora Luana com a minha filha”.
O apoio surgiu depois que Giovana avisou que não iria à aula, pois não tinha conseguido alguém para cuidar da filha. Segundo a professora, a estudante mora sozinha e longe da família. Depois de ouvir o relato da aluna, Luana se prontificou a ajudar e pediu que a jovem levasse a filha para o curso.
“Durante a aula, a [filha da Giovana] não quis ficar com mais ninguém. E tudo bem. Enquanto a mãe precisava prestar atenção, copiar o conteúdo, continuar firme no sonho dela, eu fiz o que o coração mandou: peguei ela no colo”, disse.
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Fonte: G1 Tocantins

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‘Vivia em oração pela família’, diz sobrinha de mulher vítima de feminicídio; filhas são suspeitas


Compra de celular e convite para fazer compras: como filhas planejaram feminicídio da mãe
A servidora pública e empresária Deise Carmen de Oliveira Ribeiro, de 55 anos, era apegada à família e vivia em oração pelas filhas, segundo uma sobrinha que preferiu não se identificar, em entrevista ao g1 nesta quarta-feira (8).
O corpo de Deise foi encontrado no dia 1º de janeiro, no Rio Santa Tereza, em Peixe, no sul do Tocantins. Segundo a Polícia Civil, as filhas são suspeitas de feminicídio, motivado por conflitos familiares e interesses financeiros.
Déborah de Oliveira Ribeiro, de 26 anos, e Roberta de Oliveira Ribeiro, de 32 anos, além do marido da vítima, José Roberto Ribeiro, de 54 anos, foram indiciados pelo crime, na última segunda-feira (6). Segundo a polícia, as filhas teriam sido responsáveis pela morte e pela ocultação do corpo, enquanto o pai teria atuado na eliminação de provas após o feminicídio, tentando atrapalhar as investigações. Os três estão presos preventivamente desde fevereiro.
Em entrevista ao g1, a sobrinha contou que Deise amava as filhas e vivia pedindo orações, fazendo campanhas em prol da família.
Deise Carmem foi morta a facadas e teve o corpo jogado em rio, segundo a polícia
Reprodução/Arquivo pessoal
“Então, isso demonstra que ela amava e cuidava das filhas, do marido e das netas. As filhas nunca foram muito próximas da família, e minha tia relatava episódios em que elas eram bastante agressivas com ela, tanto em palavras quanto em atitudes. Ela era totalmente apaixonada e emocionalmente dependente do marido. Todos que a conheciam sabiam disso. Várias pessoas, inclusive, discordavam da união, por não considerarem o relacionamento saudável. Ainda assim, ela sempre entregava a relação conjugal a Deus e seguia em frente”, contou a sobrinha.
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Em nota, a defesa de Déborah, Roberta e José Roberto afirmou que o relatório policial possui “lacunas fundamentais” e que a narrativa carece de lastro probatório técnico em diversos pontos. A defesa informou que tomará as medidas legais para assegurar o contraditório (veja nota completa abaixo).
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Família tinha conflitos por dinheiro
Filhas são indiciadas por suspeita de envolvimento com a morte da mãe em Peixe
Deise Carmem era dona de uma fábrica de rodos que era a principal fonte de renda da família. Conforme o delegado João Paulo, as filhas, apesar de exercerem outras atividades, dependiam financeiramente da mãe.
“As filhas queriam ter um padrão de vida, não de luxo, nada disso. Mas dependiam financeiramente. E a vítima era um empecilho para isso. Um dos conflitos maiores ultimamente foi o pai ter dado, inclusive, um cartão para uma das filhas gastar, e a mãe não concordava com isso.”
Segundo a investigação, a vítima era vista pelas filhas como um “embaraço”. Com a morte, elas poderiam, supostamente, ter controle sobre a empresa.
“Então as filhas viam a mãe como um embaraço na vida delas. A partir do momento que a mãe faltasse, elas iam ter total controle porque o pai, além de ser, entre aspas, “bom” para elas, é uma pessoa assim que não tem muita instrução, ele não ia tentar fazer esse controle, ele não ia controlar as despesas, a questão financeira. E isso ia passar para elas, elas iam ter total controle”, explicou o delegado.
A suspeita da polícia é de que o crime foi planejado e executado pelas filhas. A investigação apontou que elas compraram um celular no nome da mãe e, após matarem a vítima, usaram o aparelho para enviar mensagens aos parentes, fingindo que Deise tinha ido embora por conta própria. A estratégia serviu para atrasar as buscas e enganar a polícia.
O marido, José Roberto Ribeiro, foi indiciado por ter atuado na eliminação de registros relevantes após o crime e tentado atrapalhar as investigações.
Dinâmica do crime
No dia 26 de dezembro de 2025, a vítima foi levada para uma área rural perto da Vila Quixaba, onde foi morta com vários golpes de faca. Depois, o corpo foi jogado no Rio Santa Tereza, na zona rural de Peixe.
O inquérito foi conduzido pela 94ª Delegacia de Polícia de Peixe, com apoio da 8ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC) de Gurupi.
O caso foi encaminhado para Justiça e será analisado pelo Ministério Público Estadual (MPTO), que definirá se apresenta a denúncia criminal.
Íntegra da nota da defesa
A defesa técnica de Déborah de Oliveira Ribeiro, Roberta de Oliveira Ribeiro e Jose Roberto Ribeiro, diante da recente conclusão das investigações conduzidas pela Polícia Civil do Estado do Tocantins e das solicitações de pronunciamento enviadas por este veículo de comunicação, vem a público esclarecer que recebeu com absoluta serenidade o relatório final apresentado pela autoridade policial em 1º de abril de 2026. A conclusão do inquérito é uma etapa natural do rito processual e, para os investigados, representa o início da oportunidade de confrontar judicialmente as hipóteses levantadas na fase inquisitorial.
É imperativo reconhecer o excelente e exaustivo trabalho desempenhado pela Polícia Judiciária e pela Superintendência da Polícia Científica do Estado do Tocantins. Contudo, muito embora o esforço investigativo seja notório, a defesa sublinha que inúmeras lacunas fundamentais restam a ser preenchidas. A narrativa policial, em diversos pontos, carece de lastro probatório técnico e se baseia em interpretações que serão devidamente contestadas no foro adequado.
A defesa destaca que a própria autoridade policial, em seu relatório final, admitiu não ter reunido elementos suficientes para vincular Jose Roberto à execução do homicídio ou à ocultação do cadáver. O indiciamento deste restringe-se exclusivamente a uma suposta supressão de mensagens digitais, o que afasta, de plano, qualquer participação nos crimes investigados.
A defesa tomará todas as medidas legais cabíveis assegurando que o contraditório e a ampla defesa sejam exercidos em sua plenitude. Confiamos que, sob o crivo do Poder Judiciário e com a devida paridade de armas, as lacunas hoje existentes serão sanadas, restabelecendo-se a justiça e a verdade real sobre os fatos.
A defesa permanece à disposição das autoridades e da sociedade, reiterando o compromisso com a legalidade e a presunção de inocência.
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Deise Carmem de Oliveira Ribeiro foi encontrada morta em um rio em Peixe
Arte g1

Fonte: G1 Tocantins

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Ex-gerente suspeito de desvio milionário pesquisou na internet como “viver de renda” com R$ 2,5 milhões, diz polícia


Ex-gerente é preso por extorsão e agiotagem; polícia aponta plano de fuga
O ex-gerente de fazenda Péricles Antônio Pereira, preso preventivamente por suspeita de desviar R$ 10 milhões, usava a internet para monitorar as possíveis consequências de seus crimes, segundo a investigação da Polícia Civil. Ele pesquisou sobre processos contra funcionários acusados de superfaturamento e, além disso, como “viver de renda” com R$ 2,5 milhões.
Péricles foi preso na última terça-feira (7). Ele é suspeito de liderar um esquema de desvios na Fazenda Bacaba, em Miranorte, entre 2021 e 2025. O prejuízo aos proprietários da fazenda é estimado em R$ 10 milhões.
A Justiça autorizou a polícia a acessar os dados digitais do suspeito, o que revelou que ele também pesquisou como viver de renda. Péricles buscou saber quanto renderia um investimento de R$ 2,5 milhões — valor exato encontrado em suas contas. A quantia é incompatível com o salário de R$ 26 mil que ele recebia.
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Em nota, a defesa de Péricles Antônio Pereira afirmou que o investigado é inocente e que seu patrimônio foi construído ao longo de mais de 20 anos de trabalho no meio rural. Os advogados sustentaram que a divulgação das informações é prematura e que a inocência de Péricles será demonstrada no decorrer do processo legal.
Segundo a investigação, o ex-gerente pesquisou o próprio nome seguido de frases como: “funcionário superfaturou serviços e recebeu dinheiro de terceiros: como processar?” e “como processar sem provas e testemunhas?”.
O mandado de prisão ao qual o g1 teve acesso aponta que o suspeito também procurou saber como processar quem o denunciasse. Para a polícia, isso demonstra que ele sabia que agia de forma ilegal e tentava se proteger.
Outras buscas incluíam: “qual a renda passiva de R$ 2,5 milhões aplicados em renda fixa?” e “parar de trabalhar aos 43 anos, com custo de vida de R$ 20 mil por mês: quanto dinheiro preciso ter investido?”.
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Polícia prende ex-gerente investigado por fraude milionária em fazenda
Divulgação/PCTO
A operação
A Justiça determinou o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão, além de uma ordem de prisão preventiva. As ações ocorreram nas cidades de Miranorte e Lajeado, no Tocantins, e em Novo São Joaquim, no Mato Grosso.
Além da prisão, a Justiça autorizou o bloqueio de R$ 10 milhões nas contas do investigado e da esposa dele, além de R$ 1,6 milhão nas contas de uma empresa que, segundo a investigação, fazia parte do esquema.
Suspeita de enriquecimento ilícito
Segundo a polícia, o suspeito usava o cargo para superfaturar serviços prestados por terceiros à fazenda. A diferença entre os valores reais e os informados era desviada para contas próprias e de terceiros.
Empresas prestadoras de serviço relataram comportamento intimidatório durante cobranças, incluindo, segundo os depoimentos, o uso de arma de fogo. Documentos analisados pela 6ª DEIC revelaram planilhas com controle de valores ligados à prática de agiotagem, que supostamente era realizada com parte do dinheiro desviado.
Durante o inquérito, foi identificada uma evolução patrimonial incompatível com a renda do investigado. O ex-gerente recebia salário de aproximadamente R$ 26 mil, mas teve o patrimônio elevado de cerca de R$ 200 mil para R$ 1,9 milhão entre 2023 e 2024, sem comprovação de origem dos recursos.
Após a quebra de sigilos, a investigação apontou que o suspeito aplicou mais de R$ 2,5 milhões em fundos de investimento. Os policiais encontraram ainda pesquisas feitas pelo suspeito na internet sobre investimentos capazes de gerar renda mensal de R$ 20 mil e sobre processos contra funcionários acusados de superfaturamento.
Suspeito preso durante ação da Polícia Civil do Tocantins
Divulgação/PCTO
Íntegra da nota da defesa
A defesa vem a público esclarecer que, até o presente momento, não teve acesso integral ao inquérito policial nem ao processo que embasou as medidas de busca e apreensão, razão pela qual se reserva ao direito de se manifestar de forma mais detalhada em momento oportuno, após a devida análise dos autos.
Ainda assim, é necessário pontuar que o investigado é inocente das acusações que vêm sendo veiculadas. Trata-se de profissional com mais de 15 anos de atuação como gerente de fazenda (mais de 20 anos de trabalho no âmbito rural), sem qualquer histórico de litígios ou envolvimento em práticas ilícitas, sempre pautando sua conduta na ética, na confiança e na integridade.
Ressalte-se que seu patrimônio foi construído ao longo de anos de trabalho, não se limitando a um curto período, como vem sendo sugerido de forma precipitada em divulgações recentes.
As alegações apresentadas serão devidamente esclarecidas e refutadas no momento oportuno, no âmbito do devido processo legal, onde prevalecerão o contraditório e a ampla defesa.
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Fonte: G1 Tocantins

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Empresário do agro morto em fazenda havia celebrado noivado há duas semanas


Noiva fez postagem nas redes sociais dizendo estar “desolada”.
Reprodução/Instagram de Júlia Assad
O empresário e produtor rural Guilherme Pedroza, de 31 anos, encontrado morto em uma fazenda na zona rural de Gurupi, no sul do Tocantins, nesta terça-feira (7), havia ficado noivo há apenas duas semanas. Nas redes sociais, a noiva, Júlia Assad, afirmou estar “desolada”.
Júlia publicou fotos da festa de noivado, realizada no dia 24 de março, em seu perfil. “Com o coração grato por tudo que Deus preparou para nós. Tudo fez formoso no seu tempo”, escreveu na legenda de um dos registros.
Guilherme também era formado em Engenharia Civil. Segundo apuração do g1, o corpo foi localizado por um gerente da propriedade. Até o momento, a causa da morte não foi divulgada. A mãe dele, que estava em Palmas, foi avisada e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Quando a equipe chegou ao local, o empresário já não apresentava sinais vitais.
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O velório foi realizado no Cerimonial Santo Antônio, em Gurupi, e terminou às 6h desta quarta-feira. O corpo foi transportado de avião para Goiânia, onde será realizado o sepultamento.
Guilherme Pedroza, de 31 anos, foi encontrado morto em uma fazenda, em Gurupi (TO)
Reprodução/Instagram Guilherme Pedroza
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Professora encontra arma de fogo em mochila de estudante em colégio particular no TO, diz polícia


Caso foi registrado em Palmas
Polícia Civil/Divulgação
Uma arma de fogo foi encontrada na mochila de um estudante, idade não informada, durante o período de aula, nesta terça-feira (7), em um colégio particular em Palmas. O objeto foi localizado pela professora.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Tocantins (SSP), a Polícia Civil foi acionada após a informação de que a aluno teria levado o objeto para a escola, mas sem munições, o que indica, a ausência de intenção de uso, conforme a polícia. O material foi apreendido.
A SSP informou que o objeto pertence ao pai do estudante. Um procedimento foi instaurado para apurar as circunstâncias do acesso.
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‘Sempre quis ser pai’, diz prima sobre jovem que morreu em frigorífico no TO
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O caso será investigado pela 3ª Delegacia de Polícia de Palmas e tramitará em sigilo, conforme a SSP.
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Fonte: G1 Tocantins

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CAIO COPPOLLA É A GRANDE ATRAÇÃO DA EPOCA CASA & CONSTRUÇÃO EM ARAGUAÍNA


Araguaína será palco de um dos maiores eventos do setor de construção, inovação e desenvolvimento urbano do Tocantins. A EPOCA Casa & Construção acontece entre os dias 08 a 11 de abril, no Centro de Convenções de Araguaína, com entrada gratuita e funcionamento das 14h às 22h, reunindo autoridades, empresários, profissionais e a sociedade em uma programação intensa de debates, palestras e networking.
Feira Época 2025
Thiago Santos_SECOM Araguaína
O grande destaque do evento será a palestra magna do comentarista econômico e político Caio Coppolla, marcada para o dia 11 de abril, às 20h. Reconhecido nacionalmente, Coppolla é bacharel em Direito pela USP e se consolidou como uma das vozes mais influentes do debate público brasileiro, com passagens por diversos veículos de comunicação.
Caio Coppolla, comentarista político
Divulgação
Com milhões de seguidores nas redes sociais e forte presença no cenário econômico e político, ele se destaca pela capacidade de traduzir temas complexos de forma clara, direta e acessível, impactando empresários, investidores e formadores de opinião em todo o país.
Sua palestra, intitulada “Perspectivas 2026: Projeções para a economia brasileira”, promete trazer uma análise estratégica sobre os rumos do país e seus reflexos no ambiente de negócios.
Melhor Investimento
Para o presidente da ACIARA, Roger Sousa Kühn, o evento representa um marco para o desenvolvimento regional:
“A EPOCA Casa & Construção é muito mais que uma feira. É um espaço de integração entre o poder público, a iniciativa privada e a sociedade, onde discutimos o futuro das nossas cidades e geramos oportunidades reais de crescimento econômico para Araguaína e toda a região.”
A programação se inicia no dia 08 de abril com a abertura oficial e um painel com os prefeitos Wagner Rodrigues (Araguaína), Eduardo Siqueira Campos (Palmas) e Josi Nunes (Gurupi), debatendo o futuro das cidades tocantinenses.
Feira Época
Acervo
Nos dias seguintes, o público poderá acompanhar conteúdos voltados ao empreendedorismo, inovação e mercado, incluindo a Noite CMEC – Mulheres no Negócio, palestras sobre inteligência artificial aplicada às empresas, arquitetura e os impactos da reforma tributária no setor imobiliário.
Além do conteúdo técnico, o evento contará com uma ampla área de exposição, reunindo empresas e marcas do setor. Segundo o expositor Júnior Ferrari, a expectativa é alta:
“As empresas estão muito ansiosas por esse momento. É uma oportunidade única de apresentar produtos, fortalecer marcas e se conectar com um público amplo e qualificado durante todos os dias do evento.”
Todas as noites serão encerradas com cocktail de networking, promovendo conexões estratégicas, parcerias e novos negócios.
A EPOCA Casa & Construção é realizada pela ACIARA, em parceria com o Sebrae/TO, e conta com incentivo do Governo do Estado do Tocantins, da Prefeitura de Araguaína, dos deputados Gipão, Jorge Frederico e Olyntho Neto, além do apoio institucional do Creci-TO e Fieto/Senai.
Consolidando-se como um dos eventos mais relevantes do calendário regional, a feira oferece acesso democrático e gratuito à população, promovendo conhecimento, negócios e desenvolvimento para toda a região.
Casa e Construção
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Confira a programação noturna:
Dia 08/04
19h – ABERTURA OFICIAL;
20h – PAINEL – O FUTURO DAS CIDADES TOCANTINENSES – Participação: Wagner Rodrigues – Prefeito de Araguaína, Eduardo Siqueira Campos – Prefeito de Palmas, Josi Nunes – Prefeita de Gurupi;
21h – Cocktail de Networking.
Dia 09/04
19h – NOITE CMEC – Mulheres no Negócio – Palestrantes: Alanna Moreira e Guilhermina Bezerra;
21h – Cocktail de Networking.
Dia 10/04
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Fonte: G1 Tocantins

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Compra de celular e convite para fazer compras: como filhas planejaram feminicídio da mãe, segundo a polícia


Compra de celular e convite para fazer compras: como filhas planejaram feminicídio da mãe
A Polícia Civil do Tocantins indiciou Déborah de Oliveira Ribeiro, de 26 anos, Roberta de Oliveira Ribeiro, de 32 anos, e José Roberto Ribeiro, 54 anos, por envolvimento na morte da empresária e servidora pública Deise Carmem de Oliveira Ribeiro, de 55 anos. Conforme o relatório policial, as filhas foram responsáveis pela morte e ocultação do corpo, enquanto o pai atuou na eliminação de provas após o crime, tentado atrapalhar as investigações.
O corpo da vítima foi encontrado no dia 1º de janeiro de 2026, boiando no Rio Santa Tereza, após ela desaparecer logo após o Natal. Segundo o inquérito, o crime foi motivado por conflitos financeiros e o desejo das filhas de terem controle total sobre as finanças da família, que possui uma fábrica de rodos.
O delegado destacou que o ambiente doméstico era marcado por brigas. O pai era descrito como “mão aberta” com as filhas, enquanto Deise tentava controlar as despesas da empresa e não concordava com gastos excessivos, como o uso de cartões de crédito pelas filhas. Esse controle exercido pela mãe era o principal ponto de atrito.
Em nota, a defesa de Déborah, Roberta e José Roberto afirmou que o relatório policial possui “lacunas fundamentais” e que a narrativa carece de lastro probatório técnico em diversos pontos. A defesa informou que tomará as medidas legais para assegurar o contraditório (veja nota completa abaixo).
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O papel das filhas: planejamento e execução
Deise Carmem de Oliveira Ribeiro tinha 55 anos
Reprodução/Gurupi Memes
De acordo com a investigação, as irmãs Déborah e Roberta foram as mentoras e executoras do crime. A polícia identificou que a vítima era vista pelas filhas como um “embaraço” para o padrão de vida que desejavam e para a gestão da empresa, que era a principal fonte de renda da família.
O caso foi tratado como feminicídio porque a morte de Deise ocorreu no contexto de violência doméstica e familiar. A dinâmica do crime, segundo o delegado João Paulo Sousa Ribeiro, envolveu as seguintes etapas:
Premeditação tecnológica: Ainda em novembro de 2025, as filhas compraram um celular em Palmas e cadastraram uma linha em nome da mãe. Após o assassinato, usaram o aparelho para enviar mensagens aos parentes simulando que Deise havia ido embora por vontade própria, visando atrasar as buscas.
“E elas compraram um smartphone em Palmas, no início de novembro. De lá pra cá, elas começaram a cadastrar um e-mail com a identificação da vítima. Cadastrou uma linha como se fosse a mãe. Depois que a mãe desapareceu, elas passaram a mandar mensagem, inclusive pro próprio esposo, pro próprio pai, pros irmãos, pra família, falando que tinha saído, que estava cansada daquela vida”, contou o delegado.
O celular foi encontrado com uma das filhas.
Emboscada: No dia 26 de dezembro, a mãe foi atraída para Gurupi sob o pretexto de fazer compras e deixar uma neta com o pai. No retorno, a vítima supostamente foi levada para uma área rural perto da Vila Quixaba, na zona rural de Peixe, onde foi morta com vários golpes de faca.
“No dia do crime, o que que acontece? A filha chama a mãe para ir a Gurupi para deixar a neta com o pai e fazer compras na cidade. E a mãe ainda chega a compartilhar com a irmã, desconfiada daquele convite, não sabia se ia. A mãe mesmo tinha medo das filhas. Mas a mãe acaba indo. Passa ali o dia em Gurupi. A gente tem essas filmagens delas em algumas lojas. Aí no retorno isso acontece [a morte]”, explicou o delegado.
Ocultação do corpo: Embora uma das filhas tenha tentado atribuir a culpa exclusivamente à outra, a polícia afirma que as investigações técnicas, baseadas em sinais de torres de telefonia e conexões de internet, colocam ambas na cena do crime.
Segundo o delegado, a filha mais velha afirmou que tinha saído de Palmeirópolis – a uma distância de mais de 250 km de Gurupi – apenas para auxiliar a irmã a trocar um pneu, por volta das 19h, e por isso estava na região onde o crime teria ocorrido.
Filhas são indiciadas por suspeita de envolvimento com a morte da mãe em Peixe
Entretanto, segundo o delegado, a investigação técnica derrubou essa narrativa ao descobrir que o celular da irmã mais velha parou de se conectar às torres de sua cidade de origem ainda ao meio-dia.
“Com base em investigações técnicas, de telefonia celular, a gente conseguiu colocar as duas na região onde a polícia julga onde foi o fato. As duas estavam lá e é próximo, coincide com o local onde o corpo foi jogado. Então a conclusão é de que as duas participaram”.
Dissimulação em hotel: Após o crime, uma das filhas teria vendido o celular real da mãe por R$ 300 e ido para um hotel tomar banho de piscina com o namorado para transparecer normalidade. “E o próprio namorado também fala isso. Que ela chegou da rua e foram tomar banho de piscina.”
O celular da mãe chegou a ser recuperado pela polícia, após ser revendido, mas já tinha sido resetado. O namorado da filha foi ouvido pela polícia, mas teve a participação descartada.
O papel do marido
Deise Carmem foi morta a facadas e teve o corpo jogado em rio, segundo a polícia
Reprodução/Arquivo pessoal
José Roberto Ribeiro, marido de Deise e pai das suspeitas, foi indiciado por atrapalhar as investigações e eliminar registros relevantes. A polícia esclareceu que não há indícios de que ele tenha participado da execução direta ou na ocultação do cadáver, mas sua conduta após o crime levou à sua prisão. Conforme os autos, ele teria:
Apagado mensagens: Em duas ocasiões em que seus telefones foram apreendidos, a perícia constatou que as conversas com as filhas haviam sido deletadas.
Ocultado veículo: O marido não entregou para a perícia uma caminhonete Fiat Strada, de sua propriedade, que teria sido utilizada pelas filhas para transportar o corpo da vítima.
“Com as investigações foi avançando, tudo o desfecho foi despontando apenas nas meninas. Com a análise dos telefones celulares a gente percebeu que elas tentaram enganar até ele. Então por isso que a gente não acreditou na participação dele na execução. Mas ele acabou sendo preso e foi indiciado por isso, né, por atrapalhar as investigações”, explicou.
Indiciamentos
Débora, de 26 anos, foi indiciada pelos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver, apropriação indébita e supressão de documento.
Roberta, de 32 anos, responderá por feminicídio, ocultação de cadáver, falsa identidade e supressão de documento.
O marido da vítima também foi indiciado por supressão de documento, por ter, segundo a apuração, atuado na eliminação de registros relevantes após o crime.
Íntegra da nota da defesa
A defesa técnica de Déborah de Oliveira Ribeiro, Roberta de Oliveira Ribeiro e Jose Roberto Ribeiro, diante da recente conclusão das investigações conduzidas pela Polícia Civil do Estado do Tocantins e das solicitações de pronunciamento enviadas por este veículo de comunicação, vem a público esclarecer que recebeu com absoluta serenidade o relatório final apresentado pela autoridade policial em 1º de abril de 2026. A conclusão do inquérito é uma etapa natural do rito processual e, para os investigados, representa o início da oportunidade de confrontar judicialmente as hipóteses levantadas na fase inquisitorial.
É imperativo reconhecer o excelente e exaustivo trabalho desempenhado pela Polícia Judiciária e pela Superintendência da Polícia Científica do Estado do Tocantins. Contudo, muito embora o esforço investigativo seja notório, a defesa sublinha que inúmeras lacunas fundamentais restam a ser preenchidas. A narrativa policial, em diversos pontos, carece de lastro probatório técnico e se baseia em interpretações que serão devidamente contestadas no foro adequado.
A defesa destaca que a própria autoridade policial, em seu relatório final, admitiu não ter reunido elementos suficientes para vincular Jose Roberto à execução do homicídio ou à ocultação do cadáver. O indiciamento deste restringe-se exclusivamente a uma suposta supressão de mensagens digitais, o que afasta, de plano, qualquer participação nos crimes investigados.
A defesa tomará todas as medidas legais cabíveis assegurando que o contraditório e a ampla defesa sejam exercidos em sua plenitude. Confiamos que, sob o crivo do Poder Judiciário e com a devida paridade de armas, as lacunas hoje existentes serão sanadas, restabelecendo-se a justiça e a verdade real sobre os fatos.
A defesa permanece à disposição das autoridades e da sociedade, reiterando o compromisso com a legalidade e a presunção de inocência.
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Fonte: G1 Tocantins