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‘Maior medo é perder’, diz estudante de medicina que levou os pais sobreviventes ao câncer à formatura


Estudante de medicina emocionou com a participação dos pais em cerimônia do jaleco
O estudante de medicina que se formou recentemente, Antônio Júnior Arrais, de 32 anos, contou ao g1 que o medo não é apenas a doença, “mas a possibilidade de perder quem amamos”, ao lembrar a luta dos pais, que sobreviveram ao câncer e subiram juntos durante a Cerimônia do Jaleco, em Araguaína, na região norte do estado. O momento foi registrado na última semana, durante a cerimônia em uma faculdade particular.
O rito tornou-se um marco de vitória para a família Arrais, que enfrentou três diagnósticos de câncer nos últimos anos. Em um vídeo publicado nas redes sociais, o jovem aparece acompanhado dos pais, vestindo uma camiseta preta com a frase: “o câncer tentou, mas não levou este momento”.
Antônio disse que o pai, Antônio Arrais Bezerra, foi diagnosticado com dois tipos de câncer: linfoma não Hodgkin e câncer de pele. O primeiro diagnóstico ocorreu em 2021 e o segundo em 2023. A mãe, Maria de Jesus, foi diagnosticada com câncer de mama em 2024.
“O linfoma pode se manifestar e se tornar agressivo, é super imprevisível, ele ficou em estado crítico, fez quimioterapia e ficou bem, porém teve uma crise no final de 2024 e retiramos um linfonodo. Minha mãe está em remissão, fez a retirada e radioterapia e só acompanha. Meu pai é uma incógnita, todos os linfonodos que estavam ativos sumiram”, explicou.
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Para o estudante, a presença dos pais como padrinhos na cerimônia foi a materialização de uma luta coletiva pela vida.
“Quem convive ou já conviveu com o câncer sabe que o maior medo não é apenas a doença, mas a possibilidade de perder quem amamos”.
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Estudante de medicina com os pais durante Cerimônia do Jaleco
Arquivo Pessoal
Trajetória de superação
Durante o evento da faculdade, Antônio vestiu uma camiseta com a frase: “o câncer tentou, mas não levou este momento”, simbolizando a resiliência dos pais diante da agressividade dos tratamentos.
“Talvez tenha sido justamente em meio a tudo isso que nasceu em mim o desejo de cuidar das pessoas e lutar pela vida. Porque antes mesmo de eu aprender Medicina, vocês já haviam me ensinado o verdadeiro significado dela”, escreveu o jovem em uma homenagem publicada na internet.
Atualmente, a situação da família é de acompanhamento constante. Maria de Jesus está em remissão após passar por cirurgia e radioterapia. Já o quadro do pai é considerado uma vitória pela medicina, segundo o filho. “Meu pai é uma incógnita, todos os linfonodos que estavam ativos sumiram”, contou Antônio.
Apesar da rotina normal que levam hoje, a vigilância continua. A cada seis meses, os pais viajam para Barretos (SP), onde realizam exames de rotina no Hospital de Amor para garantir que a doença permaneça sob controle.
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Fonte: G1 Tocantins

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Homem suspeito de abusar sexualmente de jovem após festa no interior do Tocantins é indiciado


Delegacia da Polícia Civil em Paraíso do Tocantins
SSP-TO/Divulgação
Um homem de 30 anos foi indiciado pela Polícia Civil por suspeita de abusar sexualmente de um colega de trabalho, de 21 anos, após uma festa em Paraíso do Tocantins, na região central do estado.
O crime foi registrado no dia 9 de maio, após a vítima acordar e perceber que o homem havia se aproveitado do seu estado de embriaguez para praticar o abuso. As penas variam de oito a 15 anos de reclusão.
O nome do suspeito não foi divulgado, por isso o g1 não conseguiu localizar a defesa.
De acordo com o inquérito concluído pela 63ª Delegacia de Polícia, o jovem ficou alcoolizado durante a festa e uma colega de trabalho se disponibilizou a levá-lo para casa onde morava. O suspeito, que também trabalhava no mesmo ambiente profissional e acompanhava a mulher, também se dirigiu até a casa da colega, onde iria passar a noite.
“Lá, ela colocou a vítima para dormir na sala e disse ao autor que ele dormiria com ela e com a irmã no quarto”, contou o delegado José Lucas Melo ao g1.
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Ainda conforme o delegado, durante a madrugada o homem teria praticado o abuso contra o jovem, sem o conhecimento da dona da casa.
“A amiga da vítima advertiu ele [o suspeito] de que não mexesse com o rapaz, pois já tinha notado olhares dele para o jovem. Ele disse que não faria nada, até porque não conhecia o rapaz e ele estava bêbado. Mesmo assim, esperou as moças dormirem e foi praticar o crime”, explicou.
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Segundo a investigação, a vítima não tinha condições de reagir ou impedir a ação criminosa. O jovem percebeu o ocorrido após acordar e procurou a Polícia Civil de imediato.
Durante o interrogatório, o investigado apresentou detalhes que reforçaram a tese policial de que a vítima estava em situação de absoluta vulnerabilidade. O homem foi indiciado por estupro de vulnerável.
Se for condenado, a pena pode variar de oito a 15 anos de reclusão. O inquérito policial já foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.
“Trata-se de um crime gravíssimo, em que a vítima, sem qualquer possibilidade de defesa, foi abusada sexualmente por alguém que, em tese, estava ali para ajudá-la”, informou o delegado José Lucas.
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Fonte: G1 Tocantins

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Estudante de medicina celebra Cerimônia do Jaleco com pai e mãe que sobreviveram ao câncer: ‘Lutamos juntos’


Estudante de medicina emocionou com a participação dos pais em cerimônia do jaleco
O estudante de medicina Antônio Júnior Arrais, de 32 anos, celebrou a Cerimônia do Jaleco com o pai e a mãe, ambos diagnosticados com câncer recentemente. O rito ocorreu na sexta-feira (8) em um evento de uma faculdade em Araguaína, região norte do estado. O jovem escolheu os pais para serem seus padrinhos e eles colocaram o jaleco.
Antônio compartilhou o momento em suas redes sociais e a história ganhou repercussão. No vídeo publicado, o jovem está acompanhado dos pais e veste uma camiseta preta com a frase: “o câncer tentou, mas não levou este momento”.
Na legenda do vídeo, ele escreveu:
“Talvez tenha sido justamente em meio a tudo isso que nasceu em mim o desejo de cuidar das pessoas e lutar pela vida. […] Porque antes mesmo de eu aprender Medicina, vocês já haviam me ensinado o verdadeiro significado dela. O câncer tentou tirar muitos momentos de nós. Mas não levou este”, escreve o estudante.
Em entrevista para o g1, Antônio explicou que seu pai, Antônio Arrais Bezerra, foi diagnosticado com dois tipos de câncer, o linfoma não Hodgkin e um de pele. O primeiro diagnóstico chegou em 2021 e o segundo em 2023. A mãe Maria de Jesus foi diagnosticada com câncer de mama em 2024.
“O linfoma pode se manifestar e se tornar agressivo, é super imprevisível, ele ficou em estado crítico, fez quimioterapia e ficou bem, porém teve uma crise no final de 2024 e retiramos um linfonodo. Minha mãe está em remissão, fez a retirada e radioterapia e só acompanha. Meu pai é uma incógnita, todos os linfonodos que estavam ativos sumiram”, explica.
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Estudante de medicina com os pais durante Cerimônia do Jaleco
Arquivo Pessoal
O jovem conta que os momentos de luta da família para combater as doenças se transformaram em gratidão.
“Lutamos juntos. Tínhamos aprendido a lutar juntos. Ele [o jaleco] carrega a dor, a fé, as lágrimas, as orações e a força da minha família. Aquele momento representa que o câncer não tirou isso de nós. Quem convive ou já conviveu com o câncer sabe que o maior medo não é apenas a doença, mas a possibilidade de perder quem amamos”, finaliza.
Segundo Antônio, os pais seguem uma vida normal e de seis em seis meses viajam para Barretos, em São Paulo, para acompanhamento e exames de rotina.
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Fonte: G1 Tocantins

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Mulher morre após passar 22 dias internada em hospital por acidente de trânsito em Gurupi


Mulher morreu após sofrer acidente de trânsito em Gurupi
Reprodução/Rede Santo Antônio
Marineis Araújo Costa, de 42 anos, morreu nesta quinta-feira (12) após passar 22 dias internada no Hospital Regional de Gurupi em estado grave por ter se envolvido em um acidente de trânsito no Setor Nova Fronteira, em Gurupi, região sul do estado.
A mulher pilotava uma motocicleta no momento em que foi registrada a batida com outro veículo, segundo a Polícia Militar do Tocantins.
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De acordo com a polícia, o acidente foi registrado no dia 22 de abril no cruzamento das ruas 71 e 58. Marineis sofreu ferimentos graves e foi socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e encaminhada ao hospital.
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A PM informou em nota que foi feito o registro de ocorrência e a perícia técnica acionada. A Secretaria de Segurança Pública do Tocantins (SPP/TO) confirmou a morte da vítima, mas não respondeu sobre o que teria motivado a batida entre veículos.
A Rede Santo Antônio, onde Marineis trabalhava, emitiu uma nota lamentando a morte.
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Fonte: G1 Tocantins

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Homem é morto a tiros em rua de Miracema do Tocantins


Corpo não identificado está no IML de Palmas
Divulgação/SSPTO
Um jovem de 19 anos foi morto a tiros em Miracema do Tocantins, na região central do estado, na noite desta quinta-feira (14). A vítima foi identificada como Renan Farias da Silva Castro, segundo a Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP).
A Polícia Militar informou que foi chamada após relatos de disparos em via pública. No local, os policiais encontraram uma bicicleta, um aparelho celular e estojos de munição calibre 9 mm.
Durante as buscas nas imediações, o corpo da vítima foi localizado em uma área próxima a uma casa. Os bombeiros ainda foram chamados, mas apenas confirmaram a morte.
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A Perícia Científica e a Polícia Civil foram acionadas e compareceram para os procedimentos cabíveis. O material encontrado foi recolhido, e o corpo foi removido pelo Instituto Médico Legal (IML).
Segundo a PM, não há informações sobre a autoria ou a motivação. A SSP afirmou que o caso é investigado pela 67ª Delegacia de Polícia de Miracema do Tocantins, que realiza diligências para esclarecer as circunstâncias, autoria e motivação do crime.
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Fonte: G1 Tocantins

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Uma pessoa morre após caminhonete sair da pista, bater em árvore e pegar fogo


Trecho da TO-336 em Guaraí, na região centro-norte do Tocantins
Reprodução/Google Street View
Uma pessoa morreu após um carro sair da pista, bater em árvores e pegar fogo. O acidente aconteceu no trecho da TO-336 entre Guaraí e Colmeia, na região central do estado.
O acidente aconteceu na noite de quarta-feira (13). A Polícia Militar (PMTO) informou que uma equipe do Batalhão Rodoviário (BPMRED) estava em deslocamento pela rodovia quando se deparou com uma mulher solicitando socorro.
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No local, foi constatado que uma caminhonete TrailBlazer saiu da pista e bateu contra árvores, permanecendo tombada às margens da via. Após a batida, três pessoas ficaram presas às ferragens.
Durante o atendimento, houve princípio de incêndio na parte do motor, mas os policiais militares conseguiram retirar duas vítimas com vida antes que o fogo se propagasse pelo veículo.
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O incêndio foi controlado com o apoio de extintores disponibilizados por motoristas que passavam pelo local. Ainda segundo a polícia, uma das passageiras não resistiu aos ferimentos e teve a morte confirmada no local.
As vítimas sobreviventes foram socorridas por uma ambulância de Pequizeiro e encaminhadas ao Hospital Regional de Guaraí. O Corpo de Bombeiros realizou o resfriamento do veículo e os procedimentos de segurança.
A Polícia Científica e o Instituto Médico Legal compareceram ao local para os procedimentos cabíveis. As circunstâncias do acidente estão sendo apuradas pelos órgãos competentes. O g1 solicitou informações para a Secretaria de Segurança Pública (SSP), mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem.
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Fonte: G1 Tocantins

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Sorteios e doações para igreja: veja o que se sabe sobre influenciadora suspeita de movimentar R$ 20 milhões com jogos ilegais


Operação policial combate exploração de jogos ilegais de azar
Um grupo suspeito de exploração de jogos ilegais de azar em plataformas digitais e lavagem de dinheiro está sendo investigado pela Polícia Civil em Palmas. A principal investigada é uma influenciadora digital, apontada como uma das responsáveis por divulgar plataformas e sorteios irregulares nas redes sociais, movimentando mais de R$ 20 milhões em um ano.
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Mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta quinta-feira (14), na primeira etapa da Operação Tigre de Areia. A mãe da influenciadora é uma das investigadas no suposto esquema. Veja o que se sabe sobre a investigação.
O que é a Operação Tigre de Areia?
A ação investiga um grupo suspeito de exploração ilegal de jogos de azar, promoção de sorteios sem autorização, associação criminosa e lavagem de dinheiro em Palmas.
A ação cumpriu, até o momento, seis mandados de busca e apreensão e incluiu medidas como bloqueio de contas, apreensão de três veículos, três casas e sete lotes e a suspensão de perfis em redes sociais supostamente usados para divulgar apostas.
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Quem é a influenciadora investigada?
A principal investigada é a influenciadora digital Lara Luiza Cabral Dias, que acumula cerca de 19 mil seguidores nas redes sociais.
Segundo a investigação, ela publicava conteúdos de viagens, mensagens de fé e também promovia sorteios e plataformas de apostas. O perfil passou a focar nesse tipo de conteúdo a partir de 2023.
Influenciadora é suspeita de movimentar R$ 20 milhões com jogos ilegais
Reprodução/Instagram de Lara Luiza
Quanto dinheiro o grupo teria movimentado?
A polícia aponta que o grupo movimentou um valor superior a R$ 20 milhões em aproximadamente um ano. Os valores são considerados incompatíveis com a renda declarada dos investigados.
A influenciadora declarava ganhos mensais inferiores a R$ 4 mil, enquanto a mãe, que também é investigada, declarava ocupação de faxineira e renda de pouco mais de R$ 3 mil.
Só a mãe teria movimentado cerca de R$ 9 milhões no período investigado.
Como funcionava o suposto esquema de jogos ilegais?
De acordo com informações da polícia, havia uma estrutura organizada para divulgar plataformas de apostas online ilegais e sorteios sem autorização, principalmente por meio de redes sociais.
A estratégia incluía atrair seguidores com conteúdos variados e direcioná-los a serviços de apostas que não tinham autorização legal para operar no Brasil. O valor adquirido através do esquema era espalhado para dificultar o rastreamento do dinheiro.
Como o dinheiro era movimentado e ocultado?
O grupo é suspeito de usar técnicas de lavagem de dinheiro, como:
empresas de fachada;
contas bancárias de terceiros e familiares;
transferências fracionadas (“pulverização” de valores);
distribuição de valores para diferentes contas para dificultar rastreamento.
Essas práticas são frequentemente associadas à ocultação da origem de recursos ilícitos.
Qual é a suspeita envolvendo igrejas?
De acordo com a apuração, os valores eram fracionados e distribuídos para diferentes contas bancárias, incluindo contas vinculadas a igrejas. Esse método cria uma cadeia mais complexa, dificultando a identificação de um fluxo direto de dinheiro ilícito de origem e destino final de recursos.
A polícia ainda apura se as transferências para as igrejas eram dízimos reais ou parte do esquema. O contador Thiago Schüler explica que receber o dinheiro não é crime por si só. A lavagem de dinheiro só acontece se o recurso voltar para o criminoso.
“A lavagem tem que ir e voltar. A igreja teria que aplicar o recurso em algo do interesse do doador, como a compra de um imóvel ou investimentos para beneficiar o grupo”, detalha.
Quais medidas foram tomadas pela Justiça?
Durante a Operação Tigre de Areia, a Justiça autorizou uma série de medidas para interromper o fluxo financeiro do grupo investigado e preservar provas.
Foram suspensos perfis em redes sociais que, segundo a investigação, eram utilizados para divulgar jogos de azar ilegais e sorteios não autorizados. Três casas e sete lotes em diferentes regiões, além de três veículos, foram apreendidos. Além disso, contas bancárias e outros ativos financeiros dos investigados foram bloqueados.
A Justiça também determinou a quebra do sigilo de dados, permitindo o acesso a informações em celulares, computadores e na nuvem. Isso deve ajudar a polícia a identificar outros envolvidos e aprofundar o rastreamento das movimentações financeiras.
Justiça determinou bloqueio de bens e suspensão de redes sociais
Divulgação/SSP
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Fonte: G1 Tocantins

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Saiba quem é a influenciadora alvo de operação por suspeita de movimentar R$ 20 milhões com jogos de azar


Operação policial combate exploração de jogos ilegais de azar
Com quase 19 mil seguidores no Instagram, Luiza Cabral Dias misturava mensagens de fé e conselhos com a divulgação de sorteios e plataformas de apostas que, segundo a investigação, movimentaram mais de R$ 20 milhões em um ano. A influenciadora digital é alvo central da primeira etapa da Operação Tigre de Areia, da Polícia Civil do Tocantins. A ação busca acabar com um suposto esquema de exploração de jogos de azar e lavagem de dinheiro em Palmas.
Segundo a decisão que autorizou ordens de busca e apreensão, entre outras medidas, em apenas um ano, o grupo movimentou mais de R$ 20 milhões. A polícia apreendeu três veículos e bloqueou três casas e sete lotes. A Justiça também suspendeu os perfis nas redes sociais usados para promover apostas e sorteios ilegais.
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A equipe de Lara Luiza Cabral foi procurada para comentar as investigações, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem. O g1 não conseguiu contato com a mãe da investigada, que também é investigada e teria movimentado R$ 9 milhões.
Até meados de 2023, o perfil de Lara era focado em seu trabalho no ramo da estética. Após esse período, o conteúdo mudou, e a influenciadora passou a publicar viagens por destinos turísticos no Brasil, realizar sorteios e promover empresas.
Entre as publicações, destacam-se mensagens religiosas e de incentivo, como: “Deus nunca perdeu o controle da sua vida. O que hoje parece atraso, amanhã será testemunho”.
Em janeiro de 2025, Lara inaugurou a Cabral Construtora. Nas redes sociais da empresa que leva o sobrenome da influenciadora, ela aparecia com uniforme, soltando a faixa de inauguração ao lado do marido e da irmã. Para a Justiça, empresas ligadas ao grupo funcionavam como mecanismos para ocultar o dinheiro ilícito. Os perfis da construtora e de outros investigados tiveram o bloqueio solicitado pela Justiça.
O g1 tentou contato com a Cabral Construtora para obter um posicionamento sobre a investigação e o bloqueio das contas, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem.
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O bloqueio das redes sociais foi determinado pelo juiz Milton Lamenha de Siqueira, que considerou as plataformas o “coração” da prática criminosa.
A investigação aponta que o esquema era familiar. A mãe de Lara, Valquira Cabral de Sousa, foi alvo de busca e apreensão. Embora declarasse ocupação de faxineira e renda de R$ 3 mil, ela movimentou R$ 9 milhões sozinha. A polícia acredita que as contas da mãe eram usadas como “contas de passagem” para pulverizar o dinheiro.
Influenciadora é suspeita de movimentar R$ 20 milhões com jogos ilegais
Reprodução/Instagram de Lara Luiza
A irmã de Lara, com 3,8 mil seguidores, compartilhava momentos de lazer e aparecia uniformizada nas publicações da construtora. De acordo com as decisões judiciais, o grupo utilizava o método de “smurfing” (fracionar grandes quantias em pequenos depósitos para não chamar a atenção dos órgãos de controle).
Além disso, a decisão revela que os investigados compartilhavam aparelhos eletrônicos entre si para realizar as transferências e pulverizar o dinheiro por meio de bancos digitais e fintechs, o que agilizava a distribuição dos valores.
O que diz a investigação
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a estrutura era organizada para a exploração de loterias não autorizadas e lavagem de dinheiro, inclusive com transferências para instituições religiosas.
A Polícia Civil ainda investiga se os valores transferidos pelo grupo eram dízimos reais ou parte do esquema de lavagem de dinheiro. “Vamos aprofundar as investigações para saber se a instituição beneficiou pessoas do grupo de alguma forma”, ressaltou o delegado responsável pelo caso, Wanderson Chaves de Queiroz.
A Justiça negou o pedido de prisão preventiva das investigadas, optando por medidas cautelares alternativas, como a suspensão das redes sociais e o sequestro judicial de bens (três casas, sete lotes e três veículos). O magistrado também autorizou a quebra do sigilo de dados das mulheres, permitindo acesso a informações armazenadas em nuvens e celulares.
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Fonte: G1 Tocantins

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Caminhonete em alta velocidade invade canteiro, arranca árvores e poste de energia; VÍDEO


Caminhonete derruba árvores e poste após motorista subir em canteiro no interior do TO
Uma caminhonete invadiu o canteiro central, arrancou três árvores e derrubou um poste de iluminação pública na madrugada desta quinta-feira (14), em Paraíso do Tocantins. Câmeras de segurança registraram o momento do impacto na Avenida Bernardo Sayão.
Segundo a Polícia Militar, o caso foi registrado como sinistro de trânsito com dano ao patrimônio público e embriaguez ao volante.
No vídeo, é possível ver a avenida vazia, por volta das 4h30, no momento em que a caminhonete surge em alta velocidade. Após passar por um cruzamento, o condutor perdeu o controle, subiu no canteiro central e atingiu o poste e as árvores.
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Com a força da batida, peças do veículo se espalharam pela via. De acordo com a Polícia Militar (PMTO), o motorista, de 45 anos, tinha sinais visíveis de embriaguez, falava frases sem sentido e estava agressivo. Ele admitiu aos militares que bebeu antes de dirigir.
O motorista não teve o nome divulgado, e o g1 não conseguiu contato com a defesa dele.
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Veículo surge em alta velocidade e atinge em cheio poste e arborização
Divulgação/PM-TO
Com o impacto, o homem feriu a cabeça. Ele foi socorrido pelos bombeiros e levado para o Hospital Regional de Paraíso do Tocantins.
A PM realizou os procedimentos administrativos, como multas, e encaminhou o boletim de ocorrência para a Polícia Civil, que ficará responsável pela investigação dos crimes de trânsito e dos danos ao patrimônio público.
A perícia esteve no local para coletar informações que vão ajudar na investigação, e a caminhonete foi levada para um pátio credenciado.
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Mãe e filha investigadas por jogos de azar são suspeitas de usar igrejas para movimentar dinheiro, aponta decisão


Operação policial combate exploração de jogos ilegais de azar
As investigações da Operação Tigre de Areia revelaram como um grupo suspeito de explorar jogos de azar ilegais supostamente lavava dinheiro para ocultar patrimônio em Palmas. Segundo a Polícia Civil, a influenciadora Lara Luiza Cabral e a mãe dela usavam contas de parentes e até igrejas para circular dinheiro, por meio de transferências fracionadas.
Segundo a decisão, em apenas um ano, o grupo movimentou mais de R$ 20 milhões. Durante a operação, a polícia apreendeu três veículos e bloqueou três casas e sete lotes. A Justiça também suspendeu os perfis nas redes sociais usados para promover apostas e sorteios ilegais.
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A equipe de Lara Luiza Cabral foi procurada para comentar as investigações, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem. O g1 não conseguiu contato com a mãe da investigada.
O delegado-chefe da 1ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (1ª Deic), Wanderson Chaves de Queiroz, explicou ao g1 que usar instituições religiosas é uma tática comum em crimes financeiros.
“O dinheiro do crime entra como doação de oferta ou de dízimos e sai um dinheiro limpo como da entidade religiosa. Um pastor, por exemplo, com esse dinheiro poderia comprar imóveis para a igreja, carros, fazer investimentos e outros negócios para beneficiar a pessoa que inicialmente injetou o dinheiro ilícito”, detalhou o delegado.
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Divulgação/SSP
Imunidade tributária e o crime
A polícia ainda apura se as transferências para as igrejas eram dízimos reais ou parte do esquema. “Há transferência de valores para uma igreja […] Nós vamos aprofundar as investigações para saber se a instituição beneficiou pessoas do grupo de alguma forma”, ressaltou Queiroz.
O contador Thiago Schüler explica que as igrejas atraem o crime organizado por causa da imunidade tributária. Como elas não precisam identificar quem doou o dízimo ou ofertas em dinheiro, fica mais fácil esconder a origem dos valores. “A origem não é identificável e nem se paga imposto sobre as doações. É onde o crime tenta entrar para não ser percebido”, afirma.
Schüler ressalta que receber o dinheiro não é crime por si só. A lavagem de dinheiro só acontece se o recurso voltar para o criminoso. “A lavagem tem que ir e voltar. A igreja teria que aplicar o recurso em algo do interesse do doador, como a compra de um imóvel ou investimentos para beneficiar o grupo”, detalha.
O foco da polícia deve ser a saída do dinheiro da igreja. Enquanto a doação pode ser disfarçada, o uso desse capital exige documentos. “A ida é difícil de pegar, mas a vinda não. Quando a igreja aplica o recurso, ela tem que documentar e é aí que a polícia fecha o cerco”, conclui.
Incompatibilidade de renda
A investigação da Polícia Civil (PC) começou após notar que o luxo ostentado pelas suspeitas não combinava com o que elas declaravam ganhar. A influenciadora dizia receber menos de R$ 4 mil por mês. Já a mãe, que declarou ser faxineira com renda de R$ 3 mil, movimentou sozinha R$ 9 milhões no período.
A polícia sabia que o grupo era organizado para explorar apostas online e loterias ilegais. Segundo a investigação, além das igrejas, os investigados usavam empresas de fachada e contas de “laranjas” (terceiros) para espalhar o dinheiro.
A Justiça autorizou a quebra do sigilo de dados das duas mulheres. Com isso, os investigadores poderão acessar informações em celulares, computadores e na nuvem. Mãe e filha respondem por jogos de azar, loterias ilegais, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Operação é realizada em Palmas nesta quinta-feira
Ascom/SSP
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Fonte: G1 Tocantins