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Grupo é investigado por aplicar golpe de R$ 9 milhões em investidor e gastar dinheiro com bens de luxo


Grupo é suspeito de aplicar golpe de R$ 9 milhões e gastar dinheiro com bens de luxo
Um grupo criminoso suspeito de causar prejuízo de R$ 9 milhões a um empresário do ramo farmacêutico foi alvo de uma operação da Polícia Civil. Conforme a investigação, os investigados mantinham um esquema de estelionato qualificado e lavagem de dinheiro. Parte dos ganhos fraudulentos foi gasta com artigos de luxo.
Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão nesta quarta-feira (24), expedidos pela 1ª Vara Regional das Garantias de Palmas, no Tocantins, Goiás e Pará. Policiais recolheram documentos, produtos ligados ao setor farmacêutico, veículos de luxo, jet skis, armas de fogo e objetos pessoais. O material passa por análise.
Um dos suspeitos foi preso em uma chácara na zona rural de Palmas. Segundo a polícia, o homem estava com uma pistola de calibre .380. Ele foi levado para a delegacia e autuado em flagrante por posse irregular de arma de fogo de uso permitido.
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A Justiça autorizou a quebra de sigilo de dados para análise de equipamentos eletrônicos, o bloqueio de contas, a apreensão de bens e a restrição na transferência de veículos e embarcações. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados, por isso, o g1 não conseguiu contato com as defesas.
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Hiago Muniz/Governo do Tocantins
Como funcionava esquema
As investigações começaram após um empresário do Paraná procurar a polícia. Ele disse que foi convencido a investir em uma distribuidora de medicamentos em Palmas, com a promessa de participar de licitações públicas.
Convencido pelos criminosos, o empresário fez aportes que somaram cerca de R$ 9 milhões. O valor seria usado para a compra de medicamentos destinados a contratos públicos na Bahia e no Acre.
A polícia afirma que os produtos nunca foram adquiridos e que o dinheiro foi desviado para outras finalidades. Conforme apurado, parte do dinheiro foi usada para comprar veículos de alto padrão, imóveis, embarcações e empresas.
O principal suspeito do crime teria usado uma rede de empresas e outras pessoas para movimentar os recursos e dificultar o rastreamento dos valores. No decorrer da investigação, a polícia conseguiu reconstituir parte do caminho do dinheiro com base em dados bancários autorizados pela Justiça e outras provas reunidas durante a investigação.
Ele foi alvo de outra operação conduzida pelo Ministério Público do Tocantins, que trata de possíveis irregularidades na compra de respiradores pela Prefeitura de Gurupi durante a pandemia da Covid-19. Nesse caso, os órgãos de controle investigam suspeitas de superfaturamento e contratações irregulares com recursos da saúde.
A Polícia Civil segue analisando os materiais apreendidos e os dados extraídos de aparelhos eletrônicos. O objetivo é identificar outros envolvidos, detalhar a atuação de cada suspeito e rastrear todo o destino do dinheiro.
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Fonte: G1 Tocantins

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Dois homens morrem após fugir de abordagem policial e bater moto em poste, diz PM


Uma dos homens foi identificado como Ricardo Pinheiro, de 29 anos
PMTO/Divulgação
A tentativa de fuga de uma abordagem policial terminou com a morte de dois homens na noite desta terça-feira (23), em Araguaína, norte do Tocantins. Segundo a Polícia Militar, a dupla estava em uma motocicleta quando tentou escapar de uma abordagem e acabou colidindo contra um poste.
Um dos homens foi identificado como Ricardo Pinheiro, de 29 anos. Conforme a Polícia Militar, ele utilizava tornozeleira eletrônica, que foi encontrada envolvida em papel-alumínio. O outro homem não havia sido identificado até a última atualização desta reportagem.
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De acordo com a PM, equipes faziam patrulhamento pela Avenida Cônego João Lima quando avistaram uma motocicleta com irregularidades de trânsito, como escapamento adulterado, excesso de ruído e ausência dos retrovisores obrigatórios. Diante da situação, os policiais iniciaram uma tentativa de abordagem.
Conforme a polícia, ao perceber a aproximação da viatura, o condutor acelerou e fugiu em alta velocidade, junto de outro homem que estava na garupa. Durante o trajeto, os ocupantes desobedeceram às ordens de parada emitidas pelos policiais.
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Agora no g1
Ao passar pela Avenida Presidente Castelo Branco, o motociclista teria olhado para trás e perdido o controle, atingido a calçada e colidido contra um poste da rede de iluminação pública.
Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foram acionadas, mas os dois ocupantes da motocicleta morreram no local.
Durante a averiguação no local, quatro aparelhos celulares foram encontrados com as vítimas e recolhidos para análise. O local foi isolado para a realização da perícia. A motocicleta foi removida para um pátio.
Segundo a Polícia Militar, Ricardo Pinheiro possuía registros de passagens pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, porte ilegal de arma de fogo e roubo. O g1 não conseguiu contato com nenhum representante dele.
A Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP-TO) foi questionada sobre o caso, mas não houve resposta até a última atualização desta reportagem.
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Mari Silva é integrante do programa de estágio entre o Grupo Jaime Câmara e Universidade Federal do Tocantins (UFT), sob supervisão de Patrício Reis.

Fonte: G1 Tocantins

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Médico investigado por atropelar ciclista é indiciado por homicídio culposo e omissão de socorro


Médico é indiciado por atropelamento em Palmas
O médico Daniel Vitor Pereira foi indiciado por homicídio culposo após atropelar e omitir socorro ao ciclista Benedito Souza Freitas, de 70 anos. O caso aconteceu no dia 9 de maio, na região sul de Palmas. Segundo a Polícia Civil, o investigado estaria dirigindo fora do limite de velocidade e chegou a trocar de veículo antes de ir para casa.
A defesa do médico informou à TV Anhanguera que “o laudo pericial não conseguiu atender a todas as questões necessárias para o deslinde da questão e que, em momento certo, vai apresentar seus questionamentos”.
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Acidente foi registrado neste sábado (9)
Divulgação
Investigações apontaram que o ciclista trafegava pela Avenida Parque quando foi atingido na traseira pela caminhonete conduzida pelo médico. O laudo pericial apontou que a causa do acidente foi a reação tardia do motorista, associada à velocidade incompatível com o limite de velocidade da via, de 60 km/h.
Conforme a polícia, após a batida, o médico parou e desceu da caminhonete no local do acidente. Em seguida, ele fugiu sem prestar socorro à vítima. O veículo foi abandonado próximo ao aeroporto de Palmas. Os policiais encontraram um copo no porta-copos do motorista e uma caixa térmica contendo bebidas alcoólicas na carroceria. As investigações também indicaram que o médico alugou outro carro antes de voltar para casa.
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O ciclista foi socorrido após testemunhas acionarem o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Corpo de Bombeiros, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Em depoimento à polícia, o médico afirmou que se assustou após a batida e, inicialmente, achou que se tratava de uma tentativa de assalto e que não conseguiu prestar socorro por causa do desespero. Ele ainda informou que ligou para o Samu após deixar o local e negou ter ingerido bebida alcoólica ou qualquer substância que alterasse sua capacidade psicomotora.
O inquérito policial foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para as providências cabíveis.
Benedito Souza
Benedito era aposentado e morava em Palmas há cinco anos. Conhecido na comunidade pela sua generosidade, dedicava-se ao cuidado de animais de rua e à convivência com as duas filhas e dois netos.
“Ele costumava seguir trajetos habituais durante os passeios de bicicleta, justamente por já conhecer melhor o percurso e manter uma rotina de atividade física. O acidente ocorreu na entrada da quadra onde ele morava, local por onde costumava passar com frequência”, disse a sobrinha da vítima, Ana Paula Albuquerque.
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Fonte: G1 Tocantins

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Ex-candidato a vereador é preso suspeito de duplo homicídio em fazenda por disputa agrária


Suspeitos de duplo homicídio em Babaçulândia são presos
Três homens, entre eles um ex-candidato a vereador, foram presos por suspeita de participação nos homicídios de Victor Yan de Sousa Silva, de 27 anos, e Paulo Ricardo da Silva, de 26 anos. O crime aconteceu no município de Babaçulândia e, segundo a Polícia Civil, está relacionado a conflitos agrários.
Conforme apurado pela TV Anhanguera, os suspeitos são Paulo Batista da Silva, Welington Alves de Santana e Manoel Paladim Sampaio, que disputou as eleições municipais de Araguaína em 2024 pelo Partido dos Trabalhadores.
O g1 tenta contato com a defesa dos investigados.
O crime aconteceu no dia 27 de março de 2026, na estrada vicinal do Coco Salviano, em Babaçulândia, e os investigados foram presos nesta terça-feira (23). De acordo com a polícia, os suspeitos integravam um grupo de posseiros que teria invadido a propriedade onde as vítimas trabalhavam para os donos da terra.
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Conforme a investigação, havia confrontos frequentes entre os ocupantes da área e funcionários da fazenda, principalmente durante tentativas de retirada de construções feitas no local. Em uma dessas situações, ocorreu o confronto que terminou com a morte dos dois trabalhadores.
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Dois jovens são motos na zona rural de Babaçulândia, região norte do Tocantins
Radar Tocantinense/Divulgação
No dia do crime, a Polícia Militar encontrou um dos corpos caído ao lado da porta do motorista de uma caminhonete preta, que possuía marcas de tiros na lataria. O segundo corpo foi encontrado à margem de um matagal na região.
Segundo o delegado Adriano de Aguiar Carvalho, os suspeitos diziam trabalhar com agricultura familiar para invadir terras na região.
“Essas pessoas estavam alegando ser posseiros de agricultura familiar, na verdade são praticamente uma organização criminosa responsável por se apossar de diversas áreas na região de Araguaína e municípios circunvizinhos e, na sequência, tentar dar um ar de legalidade, de assentamento de sem-terra, para depois venderem essas propriedades às demais pessoas”, comentou.
Segundo o delegado, dois suspeitos atiraram nos trabalhadores enquanto o terceiro envolvido acobertou a fuga. “Ao que consta dois portavam armas de fogo do tipo espingarda, e cometeram esses homicídios com o apoio logístico e material do terceiro, que depois também foi responsável por dar fuga aos suspeitos”, disse.
A Secretaria de Segurança Pública informou que as investigações continuam para esclarecer todas as circunstâncias do crime.
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Fonte: G1 Tocantins

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R$ 0,16 por saco de carvão: entenda o valor que viralizou e o que a lei diz sobre o trabalho em carvoarias


Jovem conquista milhões de visualizações ao mostrar rotina com produção de carvão no TO
O vídeo de uma tocantinense mostrando a rotina de ensacar carvão e revelando o recebimento de R$ 0,16 por saco de carvão ensacado ultrapassou milhões de visualizações nas redes sociais e reacendeu o debate sobre condições de trabalho no setor.
Na gravação, Jéssika Borges, de 33 anos, relata a rotina de produção e o valor pago por unidade, o que gerou ampla repercussão e levantou questionamentos sobre direitos trabalhistas e possíveis situações de exploração no trabalho.
Segundo Jéssika, o pai atua de forma informal na atividade, comprando sacos de carvão de 30 kg a 50 kg para ensacar e redistribuir, sem vínculo formal de emprego na etapa mostrada no vídeo.
A jovem relata que ajudava o pai no ensacamento do carvão quando gravou o vídeo e que passou a participar da atividade após a morte do noivo em um acidente de trânsito, como forma de lidar com o luto e se manter ocupada.
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Diferença entre trabalho precário e trabalho análogo à escravidão
A legislação brasileira não considera ilegal, por si só, o pagamento por produção ou valores baixos por unidade de trabalho. No entanto, situações podem configurar crime quando há submissão de trabalhadores a condições degradantes, jornada exaustiva, restrição de locomoção ou servidão por dívida.
De acordo com o artigo 149 do Código Penal, caracteriza-se trabalho análogo à escravidão quando há qualquer uma dessas condições associadas à exploração da dignidade do trabalhador.
A norma também prevê punição para quem submete pessoas a esse tipo de situação, incluindo empregadores e intermediários responsáveis pela cadeia de produção.
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Reprodução/Instagram de Jéssika Borges
O que diz a fiscalização
Órgãos de fiscalização trabalhista utilizam critérios técnicos para identificar irregularidades em ambientes como carvoarias, lavouras e outros setores produtivos. Entre os principais pontos avaliados estão alojamento, acesso a água potável, condições sanitárias, jornada de trabalho e segurança.
Em operações de combate ao trabalho análogo à escravidão, equipes do Ministério do Trabalho e Emprego (MPTE) podem aplicar autuações, resgatar trabalhadores e encaminhar relatórios ao MPTE.
Contexto da repercussão
O vídeo que viralizou integra uma sequência de conteúdos publicados pela jovem sobre sua rotina de trabalho no interior do Tocantins, incluindo relatos pessoais sobre desafios financeiros e mudanças de vida.
A repercussão também reacendeu debates sobre desigualdade social e condições de trabalho em atividades rurais e de produção artesanal de carvão vegetal, comuns em algumas regiões do país.
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Fonte: G1 Tocantins

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Pacientes com câncer relatam interrupção de tratamento na rede pública do Tocantins


Pacientes alegam que tratamentos médicos no HGP foram interrompidos
Pacientes em tratamento contra o câncer relataram interrupções em atendimentos e dificuldades para obter medicamentos na rede pública de saúde do Tocantins. Os casos envolvem pacientes atendidos pela Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) do Hospital Geral de Palmas (HGP) e vêm ocorrendo durante o processo de transição dos serviços oncológicos para o Hospital de Amor.
Entre os pacientes que denunciam problemas está José Neto Pereira Rodrigues, morador de Natividade. Ele iniciou o tratamento contra o câncer em Goiás e, após se mudar para o Tocantins, passou a ser atendido no HGP.
Segundo ele, o tratamento foi interrompido devido à falta do medicamento capecitabina. “O ciclo é de 21 em 21 dias. Eu tomo 14 dias, passo sete em repouso sem tomar e depois continuo. Mas agora parou e não posso parar”, afirmou.
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A mesma situação é enfrentada por Maria de Lourdes Barreira de Oliveira, de 75 anos, que faz tratamento contra câncer de intestino há sete meses. Conforme familiares, as sessões de quimioterapia também foram interrompidas pela falta do medicamento.
“Ficamos sem a medicação. Como fica o psicológico, a saúde? Qual é a resposta?”, questionou Otávia, a nora da paciente.
Segundo a família, a compra do remédio de forma particular custou mais de R$ 2,5 mil. A justificativa recebida foi que o desabastecimento estaria relacionado ao processo de transição dos atendimentos para o Hospital de Amor.
Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) afirmou que a Unacon mantém suas atividades regularmente, com consultas, exames, tratamento quimioterápico e acompanhamento multidisciplinar, sem interrupção da assistência (veja nota completa abaixo).
Transição para o Hospital de Amor
No fim de abril, o Governo do Tocantins assinou contrato com o Hospital de Amor para assumir parte dos atendimentos oncológicos no estado. O acordo prevê um investimento estimado em R$ 67 milhões e um prazo de até 120 dias para a conclusão da transição dos serviços.
Durante esse período, pacientes que estavam em tratamento continuam vinculados ao HGP, enquanto novos atendimentos passam gradualmente para a nova estrutura. A Defensoria Pública do Estado do Tocantins acompanha o processo e destaca que a mudança não pode comprometer a continuidade da assistência aos pacientes.
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Casos ocorrem durante a transição dos serviços oncológicos do HGP para o Hospital de Amor.
André Araújo/Governo do Tocantins
Paciente espera cirurgia há mais de dois meses
Além das reclamações relacionadas ao tratamento oncológico, pacientes também relatam demora para procedimentos em outras áreas da saúde estadual. O cadeirante Gedeon Pereira Soares, morador de Porto Nacional, afirma que aguarda há mais de dois meses por uma cirurgia de reparação de uretra.
Segundo ele, a demora agravou seu estado de saúde. “Estou pegando infecções urinárias e com medo de agravar ainda mais a minha situação”, relatou.
Íntegra da nota da Secretaria da Saúde
A Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO) informou, em nota, que Gedeon Pereira Soares está regulado na rede estadual e que o processo segue os critérios estabelecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Sobre os pacientes José Neto Pereira Rodrigues e Maria de Lourdes Barreira de Oliveira, a pasta afirmou que a Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) do Hospital Geral de Palmas mantém suas atividades regularmente, com consultas, exames, tratamento quimioterápico e acompanhamento multidisciplinar, sem interrupção da assistência.
Em relação ao medicamento capecitabina, a secretaria informou que realiza monitoramento permanente dos estoques e reposição contínua, mas que a demanda recente ficou acima do volume inicialmente previsto, tornando necessária uma nova aquisição, já solicitada.
A SES afirmou ainda que acompanha o processo de reabastecimento e adota medidas para garantir a continuidade da assistência aos pacientes.
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Mari Silva é integrante do programa de estágio entre o Grupo Jaime Câmara e Universidade Federal do Tocantins (UFT), sob supervisão de Patrício Reis.

Fonte: G1 Tocantins

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Contador é alvo de operação que apura desvio R$ 55 milhões aos cofres públicos


Esquema de fraudes no agro é investigado; contador do grupo está foragido
Um contador de 32 anos foi alvo de um mandado de busca e apreensão na manhã desta terça-feira (23), em Palmas, durante uma nova fase da Operação El Dourado. Segundo a Polícia Civil, ele é investigado por integrar um esquema milionário de sonegação fiscal, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro que teria causado um prejuízo superior a R$ 55 milhões aos cofres públicos do Tocantins.
A Operação El Dourado foi deflagrada em março de 2026 para desarticular uma organização que utilizava “empresas de fachada” ou “noteiras” para simular a compra e venda de grãos, como soja e milho. O objetivo era gerar créditos fictícios de ICMS para reduzir indevidamente os tributos de terceiros.
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As investigações apontam que o contador assumiu a gestão do escritório de contabilidade utilizado pela organização criminosa após a fuga de Paulo César Maciel dos Santos, apontado como o líder do grupo.
O nome do investigado não foi divulgado, por este motivo o g1 não conseguiu acesso à defesa.
A ação foi realizada pela Divisão Especializada de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária (DRCOT), com apoio da Secretaria da Fazenda. Ainda conforme a SSP, o mandado foi cumprido na residência do investigado, no Plano Diretor Sul da capital. No local, foram apreendidos notebooks, celulares, carimbos, além de porções de maconha.
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Divulgação/SSP
De acordo com o delegado Vinicius Mendes de Oliveira, o contador exercia um papel estratégico. Ele controlava as contas bancárias da organização pelo próprio celular e para autorizar transferências de altos valores, se deslocava até os “laranjas” do esquema apenas para utilizar o reconhecimento facial deles nos aplicativos de banco.
O principal alvo da operação e apontado como líder do grupo é Paulo César Maciel dos Santos, que permanece foragido da Justiça. De acordo com as investigações, ele teria realizado procedimentos estéticos recentes para alterar a fisionomia e dificultar a localização pelas autoridades.
Todo o material apreendido passará por perícia para subsidiar o avanço das investigações e a responsabilização dos envolvidos.
Relembre o caso
O grupo utilizava empresas de fachada para simular a compra e venda de grãos com o intuito de gerar créditos fictícios de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Segundo a Polícia Civil, em apenas seis meses, uma das empresas envolvidas declarou movimentações superiores a R$ 464 milhões, mas recolheu apenas R$ 39 mil em tributos, gerando um prejuízo estimado de R$ 55,9 milhões aos cofres do Tocantins.
O esquema operava com estruturas físicas mínimas para dar uma aparência de legalidade. Durante as diligências, a polícia descobriu que as sedes das empresas funcionavam em salas minúsculas, muitas vezes com apenas uma mesa e um notebook, sem qualquer capacidade logística para o armazenamento ou transporte de grãos.
Ex-funcionárias relataram em depoimento que eram contratadas apenas para manter os locais abertos e instalar softwares de acesso remoto. Para evitar a identificação dos verdadeiros articuladores, a organização utilizava pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica como “laranjas”.
O grupo monitorava as ações da Secretaria da Fazenda e, sempre que uma inscrição estadual era bloqueada por suspeita de irregularidade, eles abandonavam o CNPJ e ativavam imediatamente uma nova empresa de prateleira para dar continuidade à sonegação.
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Fonte: G1 Tocantins

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Homem é encontrado morto em quadra de esportes de Palmas


Unidade do IML de Palmas
Arthur Girão/g1 TO
Um homem de 43 anos, identificado como Gilmar Conceição de Jesus, foi encontrado morto em uma quadra poliesportiva no Jardim Aureny III, na região sul de Palmas, nesta terça-feira (23). O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP/TO), o corpo foi levado pelo Núcleo de Medicina Legal de Palmas e encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames de necropsia antes de ser liberado para os familiares realizarem o velório e o sepultamento.
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O g1 entrou em contato com a Polícia Militar para obter mais detalhes sobre as circunstâncias em que o corpo foi localizado, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem.
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Agora no g1
Equipes da perícia técnica estiveram no local para realizar os levantamentos necessários. Policiais Civis da 1ª Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP – Palmas) atenderam a ocorrência e informaram que já iniciaram as investigações para identificar o autor ou autores do crime.
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Fonte: G1 Tocantins

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Como está a vida do motorista que viralizou ao devolver R$ 131 milhões


Motorista devolve cerca de R$ 132 milhões que foram depositados em sua conta por erro
A vida de Antônio Pereira do Nascimento, motorista que ficou “milionário por um dia” ao receber R$ 131,8 milhões por engano em junho de 2023, segue da mesma forma simples de antes do episódio, mas agora com problemas judiciais devido ao ocorrido. Trabalhando em ritmo intenso para manter o sustento, o tocantinense afirma se sentir desamparado pela instituição financeira e enfrenta um processo na Justiça que se arrasta há três anos.
Na época, ele tinha apenas R$ 227 na conta corrente quando foi surpreendido com o depósito astronômico feito pelo Bradesco. Pai de quatro filhos e avô de 14 netos, o motorista percebeu o depósito sete horas depois, procurou o banco e devolveu o valor de imediato. A honestidade dele foi contada inclusive no palco do programa “Domingão com Huck”, mas, no dia a dia nada mudou. E ainda por cima, as consequências desse caso lhe colocaram como alvo de comentários negativos nas ruas.
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A frustração de Antônio aumentou ao perceber que, além de não receber um agradecimento formal ou recompensa, passou a enfrentar cobranças indevidas.
“Trabalho para comer e não peguei nada, devolvi o dinheiro para eles [o banco], e eles não me deram nada. Eu considero o banco como desonesto. A vezes penso: ‘Se eu soubesse que isso ia dar tanto pepino, eu ia era gastar esse dinheiro mesmo.’ Mas eu não gosto de pegar nada dos outros”, afirmou.
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Erro operacional de banco resultna transferência de R$ 131 milhões para AntônioAntônio Pereira do Nascimento
Reprodução
Mesmo diante das dificuldades, Antônio relatou que atualmente ainda precisa lidar com comentários de terceiros o chamando de “besta” por devolver o montante. “O povo fica enchendo o saco, me pondo na internet, dizendo que eu sou besta demais por não ter pegado o dinheiro. Mas não quero nada dos outros, o dinheiro não era meu, eu não ia gastar”, desabafou o motorista.
O motorista relata que sua conta chegou a ser colocada em uma categoria “VIP”, o que elevou as taxas bancárias sem o seu consentimento, levando o motorista a entrar com um processo judicial contra o banco.
A história do processo atraiu até mesmo criminosos. Recentemente, ele quase foi vítima do golpe do ‘falso advogado’, quando um estelionatário usou a foto de seu advogado real para tentar cobrar taxas falsas sobre o caso que corre na Justiça.
“O cara já está lascado, o cara quer lascar o cara ainda. Eu desconfiei quando ele falou que já tinha danos morais de R$ 150 mil e queria que eu pagasse uma taxa. O advogado não cobrou taxa nenhuma minha, foi de graça”, relatou.
Com a vida repleta de problemas decorridos desse episódio e após três anos sem respostas, Antônio sonha com a realidade em que pudesse usufruir do valor depositado, e conta que gostaria apenas de ter um lar renovado e uma ferramenta melhor de trabalho.
“Se esse dinheiro caísse e eu pudesse usar, ia reformar minha casa e comprar uma van nova para trabalhar. Eu estou aqui bem até, sadio… mas dá raiva. O banco nem me deu atenção nenhuma.”
Homem recebeu quase R$ 132 milhões por engano
Reprodução/TV Anhanguera
Relembre o caso
Em junho de 2023, um erro de sistema do Bradesco fez com que o banco depositasse R$ 131.870.227,00 na conta de Antônio. Após a devolução espontânea, o motorista entrou na Justiça em julho de 2024, pedindo o “direito de recompensa”, previsto no Código Civil em casos de bens achados e devolvidos, no valor de R$ 13,1 milhões (10% do valor total), além de R$ 150 mil por danos morais, alegando pressão psicológica e exposição indevida.
Atualmente, o processo se arrasta na 6ª Vara Cível de Palmas. Em março de 2026, a Justiça decidiu dispensar a oitiva de testemunhas, entendendo que o caso já está pronto para julgamento antecipado.
O Tribunal de Justiça do Tocantins informou que o processo estava pronto para julgamento desde março deste ano, sem necessidade de novas provas. No entanto, o autor da ação apresentou embargos de declaração, recurso utilizado para pedir esclarecimentos ou correções em decisões judiciais. O pedido ainda está em análise e dentro do prazo legal. (Leia nota na íntegra abaixo).
A defesa de Antônio apresentou embargos de declaração para questionar a dispensa das testemunhas e pedir esclarecimentos. O banco Bradesco informou que não comenta casos em andamento na Justiça.
Íntegra da nota do Tribunal de Justiça
O Tribunal de Justiça do Tocantins informa que conforme o andamento processual, em março deste ano, o juiz informou nos autos que o processo estava pronto para julgamento, sem necessidade de novas provas. No entanto, o autor da ação apresentou embargos de declaração também no mês de março. O recurso está em análise e dentro do prazo, com previsão de apreciação na próxima semana. A sentença será proferida após o esgotamento dos recursos.
Embargos de declaração: Os embargos de declaração são um instrumento processual utilizado pela parte para pedir esclarecimento, correção ou complementação de uma decisão judicial, nos casos previstos em lei.
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Fonte: G1 Tocantins

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Paciente internada após AVC emociona ao reencontrar cachorro de estimação em hospital no TO


Uso de cães em tratamentos de saúde ajuda a reduzir estresse
A paciente Francisca Barreto, de 90 anos, internada na ala de neurologia do Hospital Geral de Palmas (HGP), reencontrou o cachorro de estimação Toby durante uma visita especial. O encontro fez parte de uma ação de humanização voltada a pacientes em situação de maior fragilidade.
O reencontro foi realizado por meio do projeto Dia do Desejo. A ação busca atender pedidos considerados significativos por pacientes em internação prolongada. Para que a visita fosse possível, familiares contaram com o apoio da equipe multiprofissional e do setor de Humanização da unidade.
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Francisca está internada após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC). O momento ao lado do animal emocionou familiares e profissionais envolvidos na ação.
Segundo o Hospital Geral de Palmas, o projeto busca proporcionar experiências que contribuam para o acolhimento e o bem-estar emocional dos pacientes durante o período de internação.
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A paciente Francisca Barreto, de 90 anos recebeu a visita do Toby.
Luciana Barros/GovTO
Projeto realiza desejos de pacientes internados
De acordo com a unidade, o Dia do Desejo tem como objetivo estimular o engajamento das equipes na realização de ações que promovam uma melhor experiência para pacientes em internação prolongada ou em situação de maior vulnerabilidade.
A iniciativa começa com a escuta dos pacientes e, em seguida, as equipes avaliam formas de viabilizar a realização de um desejo considerado importante para aquela pessoa.
A proposta é fortalecer práticas de cuidado, atenção e acolhimento, fazendo com que os pacientes se sintam respeitados, valorizados e reconhecidos durante o tratamento.
Entre as ações desenvolvidas pelo projeto estão iniciativas capazes de proporcionar momentos marcantes aos pacientes, contribuindo para tornar o período de internação mais acolhedor e humanizado.
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Mari Silva é integrante do programa de estágio entre o Grupo Jaime Câmara e Universidade Federal do Tocantins (UFT), sob supervisão de Patrício Reis.

Fonte: G1 Tocantins