Grupo é suspeito de aplicar golpe de R$ 9 milhões e gastar dinheiro com bens de luxo
Um grupo criminoso suspeito de causar prejuízo de R$ 9 milhões a um empresário do ramo farmacêutico foi alvo de uma operação da Polícia Civil. Conforme a investigação, os investigados mantinham um esquema de estelionato qualificado e lavagem de dinheiro. Parte dos ganhos fraudulentos foi gasta com artigos de luxo.
Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão nesta quarta-feira (24), expedidos pela 1ª Vara Regional das Garantias de Palmas, no Tocantins, Goiás e Pará. Policiais recolheram documentos, produtos ligados ao setor farmacêutico, veículos de luxo, jet skis, armas de fogo e objetos pessoais. O material passa por análise.
Um dos suspeitos foi preso em uma chácara na zona rural de Palmas. Segundo a polícia, o homem estava com uma pistola de calibre .380. Ele foi levado para a delegacia e autuado em flagrante por posse irregular de arma de fogo de uso permitido.
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A Justiça autorizou a quebra de sigilo de dados para análise de equipamentos eletrônicos, o bloqueio de contas, a apreensão de bens e a restrição na transferência de veículos e embarcações. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados, por isso, o g1 não conseguiu contato com as defesas.
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Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão em três estados
Hiago Muniz/Governo do Tocantins
Como funcionava esquema
As investigações começaram após um empresário do Paraná procurar a polícia. Ele disse que foi convencido a investir em uma distribuidora de medicamentos em Palmas, com a promessa de participar de licitações públicas.
Convencido pelos criminosos, o empresário fez aportes que somaram cerca de R$ 9 milhões. O valor seria usado para a compra de medicamentos destinados a contratos públicos na Bahia e no Acre.
A polícia afirma que os produtos nunca foram adquiridos e que o dinheiro foi desviado para outras finalidades. Conforme apurado, parte do dinheiro foi usada para comprar veículos de alto padrão, imóveis, embarcações e empresas.
O principal suspeito do crime teria usado uma rede de empresas e outras pessoas para movimentar os recursos e dificultar o rastreamento dos valores. No decorrer da investigação, a polícia conseguiu reconstituir parte do caminho do dinheiro com base em dados bancários autorizados pela Justiça e outras provas reunidas durante a investigação.
Ele foi alvo de outra operação conduzida pelo Ministério Público do Tocantins, que trata de possíveis irregularidades na compra de respiradores pela Prefeitura de Gurupi durante a pandemia da Covid-19. Nesse caso, os órgãos de controle investigam suspeitas de superfaturamento e contratações irregulares com recursos da saúde.
A Polícia Civil segue analisando os materiais apreendidos e os dados extraídos de aparelhos eletrônicos. O objetivo é identificar outros envolvidos, detalhar a atuação de cada suspeito e rastrear todo o destino do dinheiro.
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Fonte: G1 Tocantins