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‘Milla’ existiu? Fantástico investigou a história por trás de um dos maiores sucessos de Netinho; relembre

Compositor de ‘Milla’ revela se a personagem da música realmente existiu ou não
A morte do cantor Netinho, um dos principais nomes do axé music, aos 60 anos, nesta terça-feira (13), resgata a história de um dos maiores sucessos de sua carreira: “Milla”. Em 2015, o Fantástico investigou se a mulher que inspirou a canção realmente existiu ou se era apenas uma personagem criada pelo compositor. Veja a reportagem no vídeo acima.
A reportagem ouviu o cantor, o compositor Manno Góes e pessoas que conheciam a história por trás da música, que marcou carnavais e micaretas em todo o Brasil. A resposta veio do próprio compositor: Milla existiu de verdade e foi inspirada em um amor de verão vivido por ele na Ilha de Itaparica, na Bahia (saiba mais abaixo).
Amor de verão inspirou a música
Na reportagem, Manno Góes contou que frequentava a região de Mar Grande, na Ilha de Itaparica, durante os verões de 1986 e 1987. Foi nesse cenário que conheceu a mulher que inspiraria a canção.
“Durante os verões de 86, 87, eu ia muito para Mar Grande, uma praia que tem aqui na Ilha de Itaparica, pertinho de Salvador. Em Mar Grande tem um farol. E esse farol vivia apagado e, quando você está chegando no cais, dá para você ver bem o moinho que está lá. Numa dessas minhas idas a Mar Grande, eu conheci uma menina baixinha, de covinha. A gente ficava muito no cais de Mar Grande”, contou o compositor ao Fantástico.
Segundo Manno, os dois namoraram por cerca de três meses, mas ela precisou se mudar para Recife. Anos depois, quando voltou à Bahia, acabou indo morar no mesmo prédio que ele.
“Então, assim, o destino trouxe ela de volta para o meu cais”, completou.
A história aparece nos versos de “Milla”, que começa com a lembrança de um encontro na Ilha do Sol.
Na reportagem, Netinho também comentou a identificação do público com a canção e a história de amor retratada na letra.
“Eu creio que muitas vezes se identificou com isso, porque quem não teve um grande amor na vida, uma história de amor que nunca esqueceu”, disse o cantor.
Referência a Hollywood também foi explicada
Outro ponto que despertava a curiosidade dos fãs era a referência a Hollywood na letra.
Netinho alegou que a inspiração veio de um motel com teto retrátil, de onde era possível observar as estrelas.
“Ela estava na cama de um motel que tinha o teto que abria e a pessoa da cama via as estrelas no céu”.
A explicação, no entanto, foi contestada pelo compositor Manno Góes, que afirmou que o estabelecimento não tinha relação com a música.
“O motel Hollywood não tem nada a ver com a música. O nosso amor é um amor de Hollywood”, disse Manno Góes na reportagem.
Netinho, por sua vez, afirmou que o importante era a interpretação que cada pessoa dava à canção.
“Hollywood, sendo um motel, sendo a própria Hollywood, Ilha do Sol, sendo Itaparica, outra ilha qualquer, o que importa é que a pessoa fique feliz”, afirmou.
Compositor confirmou que Milla existiu
Ao final da reportagem, o Fantástico revelou o resultado de uma votação feita nas redes sociais: 82% dos participantes acreditavam que Milla havia existido.
A aposta estava correta. Manno Góes confirmou que a personagem foi inspirada em uma mulher real, com quem viveu um romance de verão em Mar Grande.
“Mila existiu realmente. Foi um amor de verão que aconteceu em Mar Grande, como a música retrata”, afirmou o compositor.
Na ocasião, ele também contou que a mulher estava casada e feliz, assim como ele, e desejou que a canção continuasse embalando histórias de amor.
“Mila hoje é uma mulher que está super bem casada, feliz com os filhos dela. Eu também super feliz, casado com meus filhos. E tomara que essa música, Mila, embale ainda muitos amores aí.”.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Sobrinho de Lô Borges, Rodrigo Borges persegue ‘sonho real’ do tio no terceiro álbum, ‘Transverso’

Rodrigo Borges regrava a canção ‘Sonho real’ (1984) com Roberta Campos no álbum ‘Transverso’
Weber Pádua / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Sobrinho de Lô Borges (1952 – 2025) e de Márcio Borges, irmãos que compuseram parte do cancioneiro essencial do Clube da Esquina, Rodrigo Borges reforça os vínculos familiares no terceiro álbum, “Transverso”.
Programado para 13 de novembro, o álbum “Transverso” tem repertório calcado na música de Minas Gerais, estado natal do cantor, compositor e violonista revelado há 15 anos com a edição do álbum “Qualquer palavra” em 2011.
Nesse álbum inicial, Rodrigo gravou “Outro cais” (Marilton Borges e Duca Leal, 1980), música que reaparece em “Transverso” em gravação feita com o toque do piano Fender Rhodes de Marilton Borges, pai de Rodrigo e um dos compositores da canção (também revivida por Maria Rita no corrente show “Redescobrir vol. 2”).
Ao longo das oito faixas do álbum “Transverso”, Rodrigo Borges apresenta três composições autorais – “Eu sigo a lua”, “Quando o sol renascer” e “Um amor” – entre regravações de “Onde a gente está” (Lô Borges e Márcio Borges, 2010) e “Sonho real” (Lô Borges e Ronaldo Bastos, 1984).
Gravada por Rodrigo em dueto com a cantora mineira Roberta Campos, “Sonho real” é a música escolhida para anunciar o álbum “Transverso” em single agendado para 30 de outubro.
Rodrigo Borges (voz, vocais e violões de aço) gravou o álbum “Transverso” com os toques dos músicos Beto Lopes (baixo, trompete e guitarras), Christiano Caldas (pianos, teclados e sintetizadores), Diogo Gomes (trompete), Jorge Continentino (saxofone e flauta), Lincoln Cheib (percussão e bateria) e Marlon Sette (trombone).

Fonte: G1 Entretenimento

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Autor haitiano-canadense Thélyson Orélien nega ter usado IA, mas admite ter cometido plágio no passado

Autor canadense Thélyson Orélien
JOEL SAGET / AFP
O escritor haitiano-canadense Thélyson Orélien rejeitou nesta terça-feira (13) as acusações de que teria usado inteligência artificial para escrever seu romance best-seller, mas admitiu ter cometido plágio no passado.
Em uma carta enviada à Reuters e a outros veículos de mídia por sua editora francesa, a Grasset, Orelien abordou pela primeira vez em detalhes as alegações de que seu romance premiado, publicado este ano, “C’était Ça ou Mourir” (“Era Isso ou Morrer”), teria sido escrito com o uso de IA, bem como as acusações de plágio no passado.
Autor de livro finalista de prêmios é acusado de ter usado IA; escritor denuncia ‘ataques racistas’
Uma conta pouco conhecida no X, chamada “Balance ton Claude”, havia afirmado em setembro que uma ferramenta de detecção de IA havia mostrado que o romance de 2026 foi escrito quase inteiramente por IA. O ensaísta francês Samuel Fitoussi posteriormente reivindicou a autoria da conta, dizendo que a administrava com outras pessoas não identificadas.
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Em seguida, o jornal canadense La Presse informou que um conto de Orelien, de 2012, havia plagiado trechos de um livro do autor francês Louis Pauwels, enquanto um artigo de opinião de 2013 havia sido copiado do jornal The Philippine Star.
Orelien negou ter usado IA, mas reconheceu o plágio anterior, afirmando que a admiração por outros escritores não justificava apresentar o trabalho deles como se fosse seu e classificando suas ações como “erros inaceitáveis”.
Um exemplar do livro “C’était ça ou mourir”, um romance do autor Thelyson Orélien
REUTERS/Sarah Meyssonnier
Ele afirmou que “a crítica é sempre legítima, mas as ameaças, o linchamento midiático e o assédio racista a que venho sendo submetido há semanas são insuportáveis”, acrescentando que deseja que seu romance seja julgado “pelo que é”.
As acusações desencadearam um debate sobre raça, mérito literário e originalidade que agitou o meio literário francês.
“C’était Ça ou Mourir” é o romance de estreia do autor de 37 anos e conta a história de um migrante haitiano que viaja para o norte pela América Latina antes de chegar ao Canadá. O livro ganhou diversos prêmios literários e deveria ser traduzido para vários idiomas.
“Este romance, eu mesmo o escrevi. Ele vem das minhas feridas e das de outros migrantes. Aquela ferida do exílio, da qual nunca se cura. Este romance é o seu fruto; é o fruto do meu trabalho; é a minha criação”, escreveu Orelien na carta.
Após as acusações de IA e plágio, os organizadores do prêmio literário francês Goncourt retiraram o livro da lista de indicados.

Fonte: G1 Entretenimento

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Rodrigo Campos, Romulo Fróes e Thiago França arriscam outro salto conjunto no álbum ’03 na ribanceira’

Rodrigo Campos (à esquerda), Romulo Fróes e Thiago França lançam em novembro o álbum ’03 na ribanceira’
Loulou Martins / Luan Cardoso / José de Holanda / Montagem g1
♫ NOTÍCIA
♬ Ao longo das quatro segundas-feiras de abril de 2024, Rodrigo Campos, Romulo Fróes e Thiago França se reuniram no teatro do Centro da Terra, em São Paulo (SP), para série de apresentações que realçaram as afinidades e influências comuns desses três nomes exponenciais da cena indie paulistana do século XXI.
Dois anos e meio depois da série de shows intitulada “3 na ribanceira” e calcada na revisão das obras dos artistas, mas com olhares para o futuro, o trio arrisca mais um salto conjunto, desta vez em disco.
O álbum “03 na ribanceira” será arremessado nos aplicativos de áudio em 29 de novembro, em edição da gravadora YB Music, com capa que expõe pintura de Romulo Fróes. Frederico Pacheco assina a produção do álbum com Rodrigo, Romulo e Thiago.
Romulo Fróes canta sete das nove músicas do repertório autoral e inédito do álbum “03 na ribanceira”. As exceções são os temas instrumentais “Chapéu lilás” (Rodrigo Campos e Thiago França) e “Mamoso” (Rodrigo Campos). Rodrigo Campos se divide nos toques de violão, cavaquinho e percussões. Já Thiago França se alterna entre saxofone, flauta, synth, violão e banjo.
O repertório do álbum “03 na ribanceira” é composto pelas músicas “Um dois três você” (Rodrigo Campos e Romulo Fróes), “Saída” (Rodrigo Campos e Romulo Fróes), “Bodiado” (Romulo Fróes, Thiago França e Clima), “O nosso jogo de azar” (Romulo Fróes e Thiago França), “Corpo e capim” (Romulo Fróes e Thiago França), “Mora na memória” (Thiago França e Clima) e “Um rio sem rio” (Romulo Fróes e Thiago França), além dos dois já mencionados temas instrumentais.
Embora calcado inteiramente na interação do trio, o álbum “03 na ribanceira” conta com adesões de Clima e Juliana Perdigão no canto de “Mora na memória” e de Verônica Ferriani em “Um rio sem rio”.
Capa do álbum ’03 na ribanceira’, de Rodrigo Campos, Romulo Fróes e Thiago França
Pintura de Romulo Fróes

Fonte: G1 Entretenimento

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Como ‘Breaking Bad’ e RJ Mitte mudaram a percepção sobre a paralisia cerebral

O ator RJ Mitte na estreia de El Camino: Um Filme de Breaking Bad em Los Angeles em de outubro de 2019
REUTERS/BBC
O ator americano RJ Mitte, conhecido por interpretar Walter White Jr. na série Breaking Bad, morreu na segunda-feira (12/10) no Texas, aos 34 anos.
Seus representantes disseram à agência de notícias Reuters que o artista cometeu suicídio.
Natural de Jackson, Mississippi, Mitte sofreu uma lesão cerebral ao nascer e foi diagnosticado com paralisia cerebral leve aos três anos.
Sua experiência com essa deficiência lhe permitiu trazer autenticidade à sua interpretação de Walter Jr.
Em Breaking Bad, o protagonista, Walter White, é um professor de química do ensino médio no Novo México que, após ser diagnosticado com câncer, entra no mundo do narcotráfico para garantir o futuro financeiro de sua família.
À medida que afunda no submundo do tráfico de metanfetamina, ele se afasta de seu filho, Walt Jr.
Fora das telas, Mitte usou sua popularidade para defender os direitos das pessoas com deficiência e promover uma maior representação desse grupo na indústria do entretenimento.
Nesse processo, colaborou com a entidade United Cerebral Palsy, da qual foi embaixador.
“Tenho paralisia cerebral, mas nunca deixei que ela me impedisse de seguir em frente”, afirmou Mitte em um artigo publicado no site HuffPost em 2014.
‘Eu aparecia na televisão interpretando um personagem com paralisia cerebral, mas a história não girava em torno da deficiência dele’
GETTY/BBC
Ao recordar como aprendeu a enfrentar o bullying durante a infância, acrescentou: “Isso não deveria definir você. Eu simplesmente tenho paralisia cerebral”.
O mesmo acontecia com seu personagem na série, recentemente escolhida pelo The New York Times como a melhor produção televisiva do século 21.
“O que eu realmente gostava era que ele aparecia na televisão interpretando um personagem com paralisia cerebral, mas a história não girava em torno da deficiência dele”, explica Emma Livingstone, fundadora e diretora-executiva da UP-The Adult Cerebral Palsy Movement — uma instituição de caridade britânica.
“Ver RJ Mitte na tela interpretando um papel e, ao mesmo tempo, saber que ele tem paralisia cerebral foi algo realmente muito poderoso.”
Legado importante
Susan Sellers, presidente e diretora-executiva da United Cerebral Palsy, destaca o trabalho de Mitte, que também criou a Fundação Mitte, que oferecia subsídios a iniciativas comunitárias em sua cidade natal no Texas.
“Seu trabalho em defesa dos direitos das pessoas com deficiência foi baseado no compromisso de garantir que pessoas com paralisia cerebral e outras deficiências fossem vistas e ouvidas, e tivessem a oportunidade de desenvolver todo o seu potencial.”
O legado de Mitte é especialmente significativo para artistas com deficiência.
É o que afirma a atriz Ruth Madeley, que interpreta a ativista dos direitos das pessoas com deficiência Judy Heumann no filme A Arte de Ser Heumann.
Madeley tem espinha bífida, uma malformação congênita.
“Se você não vê [pessoas com deficiência atuando em filmes], não acredita que seja possível. Quando eu era mais jovem, atuar nem sequer estava entre minhas opções. Eu nem pensava que pudesse seguir essa carreira”, disse ela à BBC.
Bryan Cranston (à esquerda) interpretou o pai de RJ Mitte na série de sucesso Breaking Bad
Getty Images/BBC
“Ter alguém como ele [Mitte] na tela era muito importante para tantos jovens que veem as artes como uma indústria na qual gostariam de construir uma carreira. Ele foi um magnífico exemplo de que isso era possível”, prosseguiu.
“Mas ele não era apenas uma pessoa com deficiência rompendo barreiras na indústria. Era um talento extraordinário, e acho que é isso que mais vamos sentir falta.”
Outro ator, Keron Day, que participou da série de sucesso da Netflix Sex Education, disse à BBC: “A maior homenagem que posso prestar a RJ e a tudo o que ele fez é que hoje estou falando com vocês do set de um programa de televisão”.
“Esse é o legado dele: pessoas com deficiência podendo desenvolver carreiras profissionais nas indústrias criativas. Se eu algum dia conseguisse ter metade do impacto que RJ teve, me sentiria imensamente orgulhoso. É um dia triste tanto para a nossa indústria quanto para a nossa comunidade.”
O comediante e roteirista Laurence Clark concorda: “Quanto mais representação houver na televisão, mais pessoas com deficiência se sentirão inspiradas a considerar essa profissão como uma opção para elas.”
“As coisas mudaram muito desde que Breaking Bad estreou em 2008, mas ainda há um longo caminho a percorrer.”
Mitte foi escolhido para integrar o elenco de Breaking Bad aos 14 anos.
Em 2016, ele declarou à Channel 4 News que a série “abriu muitas portas na televisão e incentivou muitos roteiristas a serem mais ousados”.
No entanto, também advertiu que ainda havia muito a ser feito: “Ainda temos um longo caminho a percorrer… continua sendo um negócio e precisamos avançar pouco a pouco.”
O que é paralisia cerebral?
O Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS, na sigla em inglês) descreve a paralisia cerebral como um grupo de condições que afetam o movimento e a coordenação.
Elas são causadas por lesões no cérebro ou por um desenvolvimento anormal dele, geralmente antes do nascimento, durante o parto ou pouco depois do nascimento.
As causas podem variar e incluir infecções durante a gravidez ou falta de oxigênio no cérebro antes, durante ou logo após o parto.
O NHS afirma que, em muitos casos, não é possível determinar a causa exata da paralisia cerebral.
Os sintomas e sua gravidade variam consideravelmente de uma pessoa para outra.
Entre os sinais mais frequentes estão atrasos no desenvolvimento de habilidades como sentar ou andar, fraqueza nos braços ou nas pernas e movimentos involuntários ou descontrolados.
Algumas pessoas também andam na ponta dos pés.
Segundo a organização beneficente Scope, em geral as pessoas com paralisia cerebral têm expectativa de vida semelhante à do restante da população
Getty Images/BBC
Embora algumas pessoas com paralisia cerebral precisem de apoio durante toda a vida, outras podem viver de forma independente.
Nem todas usam cadeira de rodas, e a condição pode se manifestar de diferentes formas.
Outros sintomas podem incluir dificuldades para engolir ou falar, problemas de visão e dificuldades de aprendizagem.
A paralisia cerebral não piora com o tempo, embora os sintomas possam mudar ao longo da vida de uma pessoa.
Tem cura?
A paralisia cerebral não tem cura, mas existem tratamentos que podem ajudar as pessoas que convivem com a condição a se manterem ativas e a viver de forma independente.
Entre eles estão a fisioterapia, a terapia da fala e a terapia ocupacional, que identifica os problemas que o paciente enfrenta ao realizar tarefas cotidianas e sugere maneiras de facilitá-las.
Também podem ser considerados medicamentos e cirurgias que ajudam a aliviar alguns sintomas.
A Scope, uma organização beneficente britânica que trabalha pela igualdade das pessoas com deficiência, afirma que, em geral, as pessoas com paralisia cerebral têm expectativa de vida semelhante à do restante da população.
Estima-se que mais de 17 milhões de pessoas em todo o mundo vivam com paralisia cerebral.
* Com informações da repórter de cultura da BBC Emma Saunders.
Agora no g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Adriana Calcanhotto e Arnaldo Antunes sobre parceria: ‘O impulso de ir ao dicionário é o mesmo’

Adriana Calcanhotto e Arnaldo Antunes falam sobre cantar juntos e formar ‘terceira voz’
Amigos há décadas, Adriana Calcanhotto e Arnaldo Antunes já trocavam algumas composições, já dividiram o palco… mas, até hoje, nunca tinham gravado um projeto juntos. Quando finalmente fizeram, foi pra valer: os dois cantores, compositores e poetas se uniram para o disco “Vice-Versa”, lançado no dia 22 de setembro, e se preparam para uma turnê conjunta.
A parceria, mais que natural, é fruto de um show conjunto que eles fizeram no Coala Festival, em 2024. Vez em quando, esses shows no modelo “Fulano convida Ciclano”, típicos de festivais, rendem encontros especiais: dele nasceu um álbum de inéditas (tem só uma regravação: “Sorriso Livro”, do Timbalada).
“Vice-Versa” vai do samba ao rock, com versos diretos com a assinatura moderna e fina de ambos. E atestou tanto a parceria dos dois que, na verdade, quase todas as músicas são cantadas em uníssono.
“É uma confirmação estética de que não é um disco de um ou de outro. Você ouve cada um dos dois, mas o barato é ouvir essa terceira voz”, disse Adriana ao g1.
Ao g1, Adriana e Arnaldo relembraram a criação de “Vice-Versa”, a influência das redes sociais nas letras e como um show em festival virou projeto de carreira. Veja abaixo:
Arnaldo Antunes e Adriana Calcanhotto anunciam trabalho e turnê conjuntos
Divulgação/Leo Aversa
g1: Quando eu vi que vocês lançaram um disco juntos, pensei: “Nossa, eu queria ser uma mosquinha lá no estúdio para acompanhar esse processo”. Então eu queria saber como era um dia de composições e gravações, quem chegava com o quê, como foi esse processo.
Adriana Calcanhotto: Olha, o processo começou assim: eu resolvi fazer uma melodia para o projeto, pensando no Arnaldo, que não fosse nada que eu já tinha antes, nenhum trecho de nada, não peguei pedaço de coisa nenhuma.
Sentei no violão, fiz uma melodia e mandei para ele: “Vamos começar daqui”. Aí fui para a casa dele, em São Paulo, cheguei lá e ele tinha duas letras para essa melodia. Começou assim.
Arnaldo Antunes: Eu fiquei na dúvida, acabei fazendo duas letras diferentes para ela escolher.
Adriana: Que era o “Agora Juntos”. E o “Agora Juntos” era um tratado, o nosso. Eu achei incrível, muito bem colocada a melodia, mas sobretudo o que estava falando da gente, do projeto.
Arnaldo: A outra letra que acabou sendo escolhida, claro, foi o “Agora Juntos”, feita pensando na gente cantando isso junto no palco. E a outra letra, ela fez outra melodia e, no dia seguinte, já trouxe. Aí a gente começou a fazer junto. Claro que ela trazia alguma melodia que já tinha, eu trazia alguma melodia que já tinha, a gente fazia a letra junto.
Às vezes partia de uma letra, às vezes de uma melodia, às vezes de um começo de letra com melodia e puxava outras partes. Teve todo tipo de trajeto, mas passamos a fazer junto desde então. A única que eu fiz a letra separado em cima da melodia que ela tinha mandado foi o “Agora Juntos”.
Adriana: Que foi o start.
g1: Eu vi numa entrevista, acho que da época do Coala, que você, Adriana, falou que era muito tímida para compor com outras pessoas presencialmente. Como foi para você esse processo, tendo tanta admiração pelo Arnaldo e estando ali colaborando juntos?
Adriana: Foi muito interessante porque ele tem muito mais experiência, muito mais parceiros, fez muito mais músicas, vem de uma banda com muita gente, tem o lance com os Tribalistas. Tudo isso num movimento muito diferente do meu. Mas, como a gente se conhece, tem intimidade, e eu sou muito fã do que ele faz, eu me sentia à vontade para propor as coisas.
E vi coisas muito comuns entre a gente: o momento em que não estávamos satisfeitos com uma palavra, o impulso de ir ao dicionário era o mesmo, na mesma hora. Essas coisas me surpreenderam, o que era comum entre a gente. É uma confirmação do modo de trabalhar.
Arnaldo: A busca e a adequação da palavra na melodia, de ter a prosódia certa, de ouvir o que a melodia já está sugerindo. A gente tinha uma busca muito comum no dia a dia do que queria atingir.
Adriana: Eu senti, nos momentos na casa dele, que, quando íamos tomar um café ou olhar o telefone, havia um incômodo mútuo se nenhum dos dois estivesse contente com uma palavra ou com o processo.
Arnaldo: A canção tem que soar natural, não dá para forçar a barra. Essa naturalidade era uma preocupação nossa. Às vezes o caminho que cada um fazia para chegar nisso era um pouco diferente, e isso dava uma surpresa boa quando a coisa encaixava devidamente. Foi muito bom.
g1: Vocês cantam em uníssono boa parte das músicas. E as fotos, o nome, tudo isso brinca com vocês serem dois lados de uma coisa só. Como foi essa decisão? Veio de vocês perceberem que pensavam muito parecido?
Arnaldo: A decisão de cantar juntos a gente nem tomou, fomos cantando e era assim que era. Achamos mais natural cantar junto porque a junção das vozes gerou um perfil vocal novo que mantém a integridade de ambas ao mesmo tempo.
Se você presta atenção na minha voz ou na da Adriana, você ouve cada uma, mas o conjunto forma uma terceira voz. Acho isso muito interessante, deu coesão ao disco todo.
Adriana: É uma confirmação estética de que não é um disco de um ou de outro. A nossa voz é gigante em termos de tessitura. O grave do Arnaldo cantado em oitavas, muito naturalmente… Você ouve cada um dos dois, mas o barato é ouvir essa terceira voz.
Adriana Calcanhotto e Arnaldo Antunes transitam entre samba, balada e indie-rock ao longo do álbum ‘Vice-versa’
Leo Aversa / Divulgação
g1: Uma música que me chamou a atenção de cara foi “As Bancas de Jornais”, que é a mais política, tem um comentário… sutil, talvez, mas tem. Queria saber a história dela e o que inspirou vocês a usarem a banca de jornal para falar de algo atual.
Arnaldo: Nem é sutil, é explícita. Pega um ícone, a banca de jornal, que perdeu a sua função original para se tornar outra coisa, para falar desses tempos de consumo absurdo. A visão crítica está desde falar de ultraprocessados para a larica até em falar em bomba nuclear. Você começa falando de excesso de consumo, como a vitrine do capitalismo e do consumo desnecessário e artificial — tudo é diet, light, capinhas.
E, ao mesmo tempo, a convivência da fofura com a violência, a crueldade e a naturalização dos absurdos das guerras.
É mais ou menos como convivemos nos meios digitais: você vê um bicho de pelúcia fofinho e um soco inglês. Essa naturalização da barra pesada convivendo com a fofura.
Adriana: Tem a questão de não haver mais os jornais — a parte ruim das fontes e da verdade, das pós-verdades. Mas é interessante: não tem mais os jornais, mas tem as bancas. O que as bancas viraram? O que elas são agora?
g1: Vocês dois estão na casa dos 60, né? E nesse disco, tem “Na Minha Carne Viva” e outras músicas meio tipo “Cara, eu tô bem resolvido aqui, não vem me dar pitaco não”. Eu queria saber o que inspirou, principalmente essa música: se vocês se encontram também nesse lugar de estarem bem-resolvidos, sem precisar mais provar nada para ninguém, mas lidando com o mundo em constante mudança…
Arnaldo: Eu acho essa música tão adolescente [risos]. Não acho que seja uma música pensada para pós-60 anos. Esse pensamento — “eu quero saber da minha vida, não quero conselho” — é muito jovial, acho engraçado. Não sei se é uma música de amadurecimento.
Adriana: Mas tem um componente das redes sociais, onde todo mundo julga muito, toma conta da vida dos outros e acha que sabe o que é melhor para eles. É uma versão dos nossos tempos daquele ditado: “Vai cuidar da sua vida; quem cuida da vida alheia da sua não pode cuidar”. Ficar cheio de assunto sobre a vida dos outros significa que a sua está menos interessante.
g1: E essa tem a participação da Marisa Monte nas composições…
Adriana: A Marisa… Nós temos todo esse tempo de relação, amizade e trajetória, eu gravando coisas dele, nos encontrando em shows, mas não tínhamos uma canção até então. Essa canção só existiu por causa de um evento que ela fez. Ela é madrinha dessa nossa parceria. Então, para mim é muito natural a presença dela na nossa roda.
g1: Como ela entrou na música?
Adriana: O Arnaldo veio para a minha casa no Rio, e combinamos de fazer uma canção para o disco.
Arnaldo: Mas o costume não garante nada, sempre tem o risco de dar certo ou não, e tem esse sabor de aventura a cada encontro.
Adriana: O legal do “Vice-Versa” é que fizemos algumas canções que não entraram. Tiramos a nata daquilo que produzimos, não só em termos de qualidade, mas no recorte do disco, conforme a cara dele ia se definindo. Gosto de termos feito as canções sem sobras forçadas.
g1: E essas escolhas incluem uma regravação (“Sorriso Livro”, do Timbalada). Esse disco tem o Tribalistas “quebrado”, já que tem Marisa e Carlinhos entre os compositores.
Adriana: É, pode crer.
g1: Por que a escolha dessa regravação do Timbalada?
Adriana: Na primeira reunião na casa do Arnaldo, no primeiro jantar, falamos de várias coisas. Além das canções que poderíamos fazer juntos ou com parceiros, como a Marisa, falamos de músicas que não são do repertório de nenhum de nós, mas que adoraríamos cantar. Ele falou de “Sorriso Livro” como uma canção que adorava.
E eu disse: “Caramba, eu era apaixonada por essa música, ouvia em looping quando lançou”. Pronto, foi a primeira certeza: “Sorriso Livro”.
Arnaldo: Foi uma sincronicidade. É uma música que eu pensava em gravar há muito tempo e não tinha acontecido. Esperou chegar essa sincronicidade de encontrar a Adriana com o mesmo gosto e paixão por ela. Pensamos em outras que poderiam ser gravadas por nós, mas acabamos querendo mostrar as nossas músicas mesmo. Essa foi a única de fora que permaneceu convictamente.
g1: Essa parceria tem muito a ver com aquele show no Coala em 2024. Esses encontros de duplas em festivais nem sempre dão certo. Como vocês enxergam esse tipo de convite e show?
Arnaldo: No nosso caso deu muito certo; esse disco e essa nova turnê só aconteceram por causa do Coala. Foi tão bom que quisemos mais. Eu entendo que em outros casos pode não dar certo, há uma química imprevisível. Nós topamos porque sabíamos que daria certo, pois já havia afinidade, histórico de participações nos shows um do outro e referências comuns. Deu muito certo e nos motivou a dar prosseguimento ao trabalho conjunto.
Adriana: Eu sabia que com ele não correria o risco de fazer um show burocrático — de cada um cantar seus dois sucessos e pronto. Nós ensaiamos muito, trabalhamos cada detalhe. Se fosse algo casual, eu não teria tanto interesse.
Musicalmente, a química nem sempre acontece entre convidados, mas encontros pontiagudos podem produzir coisas lindas.
g1: Adriana, você gravou “Sonífera Ilha” logo no seu primeiro disco. O que te atraía nessa música e nos Titãs? Parece que a trajetória de vocês já estava entrelaçada.
Adriana: Eu acompanhava a banda e o Arnaldo antes de vir para o Rio e lançar meu disco em 1990. “Sonífera Ilha” era uma música que eu tocava nos shows de voz e violão, pegando aquela faixa melodiosa e fazendo num jeito quase bossa nova. Na gravação do disco ficou um pouco diferente, mas já estava ali. Antes disso, em Porto Alegre, eu já cantava “Comida” e “Não Me Acabo” nos meus shows como intérprete.
g1: Para fechar, vocês devem estar pensando no repertório um do outro. Tem alguma música um do outro (incluindo as que a Adriana regravou) que vocês gostariam de ter gravado ou escrito?
Adriana: “Lua Vermelha”.
Arnaldo: Tem várias: “Pela Janela”, “Quem É Ela”… Várias que eu gostaria de ter cantado. Agora vamos ter a oportunidade de cantar algumas delas.
Adriana: A lista é grande, Arnaldo.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘VisionQuest’: Atraído por algo ‘estranho e maravilhoso’, James Spader volta a vilão de ‘Vingadores’

Mais do que o retorno do super-herói sintético da Marvel, “VisionQuest” é também a volta de um dos maiores vilões do Universo Cinematográfico da editora – e de um dos melhores intérpretes.
Vencedor de três prêmios Emmy, o principal da televisão americana, James Spader aparece mais uma vez como o robô maligno Ultron, mais de dez anos depois de “Vingadores: Era de Ultron” (2015).
Dois dos oito episódios estão disponíveis desde terça-feira (13) na plataforma de streaming Disney+ (que adiantou a data do lançamento em um dia).
Espécie de conclusão de trilogia, que teve como precursoras “WandaVision”, de 2021, e “Agatha all along”, de 2024, “VisionQuest” foca na história do personagem interpretado por Paul Bettany.
Ou pelo menos uma versão dele. Reconstruído ao final da série de cinco anos atrás, sem memórias ou as ligações que faziam dele um herói, o novo Visão busca a ajuda de outras inteligências artificiais para recuperar a ligação com a própria humanidade esquecida.
James Spader e Paul Bettany em cena de ‘VisionQuest’
Divulgação
O monstro no sótão
Entre elas, claro, está a entidade por trás de sua criação. Robô maligno que quase destruiu o planeta, Ultron habita o sótão de uma casa construída na mente do protagonista – onde, inclusive, é forçado a usar como avatar uma aparência de carne e osso muito parecida com Spader.
“A primeira pergunta que me fiz foi: onde está esse Visão agora? Com quem ele está conversando? Ele está passando por uma crise de identidade. E, imediatamente — por qualquer motivo que seja, talvez apenas por eu ser um grande fã daquela cena final de ‘Vingadores: Era de Ultron’ entre o Visão e o Ultron —, fui direto para o Ultron”, diz Terry Matalas, em entrevista ao g1.
Conhecido pelo trabalho em “Star Trek: Picard”, ele herdou o cargo de criador e roteirista de Jac Schaeffer (“Viúva Negra” e “WandaVision”), que teve de focar no desenvolvimento de “Agatha”.
“Eu tinha essa imagem dele vendo o Ultron, mas as outras pessoas não conseguiam vê-lo. E pensei: ‘Bom, ele está dentro da cabeça dele’. Isso acabou levando ao conceito do espaço mental e à ideia de que havia outras inteligências artificiais naquela casa também. Mas, no sótão, vivia esse monstro de quem ele teve misericórdia.”
James Spader e Paul Bettany em cena de ‘VisionQuest’
Divulgação
‘Não sou um workaholic’
Tamanho foco no vilão dependia da participação de Spader. Matalas não tinha plano B caso o intérprete original do robô – por mais que nunca tivesse mostrado o próprio rosto no filme – recusasse voltar ao papel.
Sem atuar desde 2023, com o fim da décima e última temporada de “Blacklist”, o ator de 66 anos não tinha pressa para voltar a trabalhar.
“Eu estava exausto. Tinha feito dez anos de um projeto no qual se trabalhava sete dias por semana; era uma experiência totalmente imersiva e uma quantidade enorme de trabalho. Eu não sabia quando conseguiria me levantar da cama e voltar a trabalhar por um tempo”, afirma Spader.
“Ainda estava me recuperando, na verdade. Aproveitando minha vida pessoal. Não sou nem um pouco um ‘workaholic’. Fui lendo uma coisa ou outra, mas não encontrava nada com o que procuro em um trabalho.”
“E o que procuro é sempre algo surpreendente, único, algo que realmente prenda minha atenção e pareça estranho e maravilhoso.”
Foi quando Matalas fez o convite. Dessa vez, mais do que vestir uma roupa de captura e ser muito mau, ele poderia explorar outros lados do personagem – e mostrar a própria cara.
Afinal, como Matalas disse em outras entrevistas, de que adianta ter James Spader e não mostrar James Spader?
James Spader e Paul Bettany em cena de ‘VisionQuest’
Divulgação
Risos
A colaboração com o produtor, principal responsável pelo “sim”, também fez com que as gravações fossem mais prazerosas do que em “Era de Ultron”.
“Eu me diverti mais, de verdade. Porque o que vocês não viram é o que acontecia entre as cenas ou entre os takes (risos) ou como chegávamos a certas decisões. Cada roteiro, cada história, eu e o Terry conversávamos sobre tudo. Passávamos por tudo, linha por linha, debatendo”, conta ele.
Não à toa, os dois já falam sobre trabalhar juntos novamente – mesmo que por enquanto não se fale em uma segunda temporada.
“Foi um prazer imenso trabalhar com Paul, assim como com o Terry. Houve coisas que o Terry me disse algumas vezes durante a série que pareciam contraintuitivas para mim. Mas eu confiava no Terry, fazia, e sempre funcionava. Sempre dava certo”, diz Spader.
“Fico muito feliz por termos isso gravado, porque vou usar da próxima vez em que trabalharmos juntos (risos). Da próxima vez em que eu for contraintuitivo, tenho isso registrado digitalmente. Por favor, garanta que vai nos enviar isso”, retruca Matalas.
“Você sabe melhor do que ninguém que isso não vai ter efeito nenhum (risos).”

Fonte: G1 Entretenimento

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Voz etérea de ‘Teletema’, Regininha deixa álbum gravado com a Turma da Pilantragem e música na discografia de Roberto Carlos ao morrer aos 81 anos

Regininha (1945 – 2026), cantora falecida aos 81 anos, teve música gravada por Roberto Carlos em 1981
Reprodução / Capa do álbum ‘Me ajuda que a voz não dá!!’ (1969)
♫ OBITUÁRIO
♬ Em outubro de 1981, há 45 anos, Roberto Carlos estava em estúdio para gravar o álbum que lançaria em 26 de novembro daquele ano de 1981. Uma das músicas era “Simples mágica”, composição de Regininha, artista que trabalhava como vocalista e colaborava com grandes nomes da música brasileira, inclusive Roberto Carlos.
Regininha era o nome artístico de Regina Amália Serra de Souza (1º de outubro de 1945 – 13 de outubro de 2026), cantora e compositora carioca falecida hoje, aos 81 anos, de causa não revelada.
“Simples mágica” não era uma música inédita quando foi gravada por Roberto Carlos. A própria Regininha já gravara a música em EP lançado em 1979 com ficha técnica que creditava a autoria de “Simples mágica” a Regininha, Jamil Joanes e Ronaldo Monteiro.
Contudo, “Simples mágica” é música que logo seria esquecida com o passar dos anos. Para o público, Regininha fica imortalizada como a voz etérea da gravação da canção “Teletema” (1969), uma das músicas mais conhecidas da parceria de Antonio Adolfo com Tibério Gaspar (1943 – 2017). “Teletema” foi o principal tema da trilha sonora da novela “Véu de noiva”, exibida pela TV Globo de outubro de 1969 a junho de 1970 com grande sucesso.
Ainda em 1969, ano áureo da trajetória profissional iniciada por Regininha no fim de 1966 como integrante do coletivo Musicanossa (movimento criado para dar foco à bossa nova, então desvalorizada no Brasil), a cantora lançou o que se tornaria o único álbum da discografia.
Embora gravado com A Turma da Pilantragem, como creditado na capa, “Me ajuda que a voz não dá!!” (1969) pode ser considerado um álbum solo de Regininha. O título vem do inusitado pedido de socorro feito por Regininha enquanto gravava a música “Primavera” (Carlos Lyra e Vinicius de Moraes, 1964).
Além de “Primavera”, a cantora pôs voz em músicas como “Tem dó” (Baden Powell e Vinicius de Moraes, 1963) e “Deixa a nega gingar” (Luiz Cláudio de Castro, 1960) com o suingue da Turma da Pilantragem.
Na sequência, em 1970, Regininha formou o trio vocal Umas e Outras com Dorinha Tapajós e Malu Balona, se dedicando posteriormente ao trabalho como vocalista e como cantora de jingles. Contudo, Regininha jamais foi esquecida pela gravação antológica de “Teletema”, música que deixa a cantora eternizada na história da música brasileira.
Capa do álbum ‘Me ajuda que a voz não dá!!’ (1969), de Regininha
Reprodução

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Girls’ vai ganhar cinco novos episódios uma década depois do fim da série

Lena Dunham, Andrew Rannells, Zosia Mamet, Allison Williams e Jemima Kirke anunciam retorno de ‘Girls’
Reprodução/X/hbomax
A série “Girls” vai voltar para cinco novos episódios, uma década depois do fim de sua sexta e última temporada. A produção do retorno limitado tem início no começo de 2027, segundo a revista “Variety”.
A novidade foi anunciada pelo quarteto de protagonistas, Lena Dunham, Zosia Mamet, Allison Williams e Jemima Kirke, que volta para os capítulos. Além delas, Andrew Rannells também repete seu papel.
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A série original foi exibida entre 2012 e 2017. Criada, escrita e estrelada por Dunham, “Girls” retratava as desventuras de um grupo de amigas em Nova York.
Os novos episódios devem ser lançados na plataforma de streaming HBO Max.
Agora no g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Justiça determina que público com adesivos políticos não seja barrado em show de João Gomes após relatos de restrição

João Gomes realiza mais uma edição do projeto Abrace um Denguinho em Petrolina
Andressa Silva /g1 Petrolina
A Justiça Eleitoral determinou que os organizadores do show beneficente de João Gomes, em Petrolina, Sertão de Pernambuco, não impedissem a entrada e a permanência no evento de pessoas vestidas ou com acessórios em apoio a candidatos e partidos políticos na noite de segunda-feira (12).
A decisão foi tomada pela juíza Elisama de Sousa Alves, da 145ª Zona Eleitoral de Petrolina, na mesma noite em que circularam nas redes sociais vídeos de espectadores que foram impedidos de entrar no show usando adesivos do presidente Lula (PT), candidato à reeleição. O evento integra o projeto beneficente “Abrace um Denguinho”, idealizado pelo cantor pernambucano e realizado em parceria com a prefeitura da cidade.
“Ressalvo que a presente determinação protege a manifestação individual do eleitor e não autoriza a realização de atos de campanha, a distribuição de material de propaganda ou a fixação de adesivos em bens públicos no interior do evento, condutas que permanecem regidas pela legislação eleitoral”, diz trecho da decisão.
Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram seguranças afirmando que a restrição ao público que usava adesivos em apoio ao presidente da República partiu da produção do evento.
A equipe de João Gomes afirmou inicialmente ao g1 que “não procedia” a informação de que pessoas haviam sido impedidas de entrar no evento por usar material político. Depois disse ter sido informada sobre uma “atitude individual” de um segurança da empresa contratada. (Leia mais abaixo)
Também procurada pelo g1, a Prefeitura de Petrolina negou ter orientado os seguranças a barrar pessoas com adesivos ou outros materiais partidários e informou que o controle de acesso ao evento ficou sob responsabilidade de uma empresa de segurança privada contratada pela produção de João Gomes. (Leia mais abaixo)
Agora no g1
Decisão judicial foi tomada durante o evento
Uma das pessoas impedidas de entrar no evento por usar adesivos políticos foi o professor Mateus Lopes, da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf). Ele filmou o momento em que tentava entrar no parque.
Ao ser impedido por um segurança, o professor questionou a proibição do uso do adesivo do Lula. “Isso aqui é um direito constitucional meu de botar no meu próprio corpo a minha manifestação política. Isso aqui é minha livre manifestação”.
O segurança respondeu que a restrição ocorre porque o adesivo é um material político. Ao ser questionado sobre quem deu a orientação, ele responde: “A produção do evento”. Mateus afirmou que só conseguiu entrar no evento após retirar os adesivos.
A decisão judicial, proferida ainda na noite de segunda-feira, durante o evento, não informa se houve uma denúncia formal sobre a restrição. No documento, a juíza registra apenas que chegou ao conhecimento da Justiça Eleitoral uma orientação que teria sido expedida para impedir ou restringir o acesso de pessoas com adesivos de candidatos.
“[…] que se abstenham, imediatamente, de proibir, restringir, dificultar ou condicionar o ingresso ou a permanência no evento de qualquer cidadão em razão do porte de adesivo, broche, vestimenta ou similar alusivo a candidato, partido político, federação ou coligação, inclusive mediante exigência de retirada ou ocultação do material, assegurando-se o livre acesso de todos em condições de igualdade, observados apenas critérios objetivos de capacidade do local e segurança”, determinou a juíza Elisama de Sousa Alves.
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Professor e advogado Mateus Lopes se filma ao ser impedido de entrar no show de João Gomes usando adesivos de Lula (PT).
Cortesia
O que diz a equipe de João Gomes
Inicialmente, a equipe de João Gomes afirmou ao g1 que “não procedia” a informação de que pessoas haviam sido impedidas de entrar no evento por usar material político.
Após ser questionada sobre os vídeos que registraram as abordagens, a equipe disse ter sido informada sobre uma “atitude individual” de um segurança da empresa contratada, que teria restringido manifestações políticas durante o show.
A reportagem questionou a produção sobre vídeos que mostravam pessoas sendo abordadas por diferentes seguranças ao tentar entrar no evento com adesivos políticos. A equipe não respondeu.
O cantor João Gomes evita posicionamentos políticos desde 2022, quando pediu desculpas por puxar um coro contra o então presidente Jair Bolsonaro no Rock in Rio.
Leia a íntegra da nota:
Equipe de João Gomes atribui restrição a manifestações políticas durante o show à atitude individual de um segurança contratado para o evento.
Divulgação
O que diz a Prefeitura de Petrolina
Procurada pelo g1, a Prefeitura de Petrolina negou ter orientado os seguranças a barrar pessoas com adesivos ou outros materiais partidários. Segundo a gestão, o controle de acesso ao evento ficou a cargo de uma empresa de segurança privada contratada pela produção de João Gomes.
Leia a íntegra da nota:
A Prefeitura de Petrolina informa que nunca passou qualquer tipo de orientação para impedir o acesso ou exigir a retirada de adesivos, praguinhas ou quaisquer tipos de propaganda eleitorais ou partidárias no Parque Josepha Coelho. Inclusive, todos os dias o parque recebe milhares de pessoas, sem qualquer notícia de restrição sobre uso de camisas ou material partidário. Nesta segunda, ocorreu o evento Abrace Um Denguinho, uma ação solidária integrada pelo cantor João Gomes e a Prefeitura para arrecadação de doações ao Hospital Dom Tomás e alimentos para o Transforma Petrolina. Uma parceria que ocorre pelo segundo ano seguido e propiciou, em 2025, mais de R$ 1 milhão, além de toneladas de alimentos. Sobre o acesso ao show, é importante esclarecer que a área de estacionamento do parque foi cedida para a realização do festival. Todo o acesso e controle de público foi coordenado por segurança privada contratada pela produção do artista. A gestão municipal entrou em contato com os responsáveis pela segurança, que também negaram qualquer orientação no sentido de impedir acesso de cidadãos com material eleitoral na área dos shows.
João Gomes e Ivete Sangalo no projeto Abrace um Denguinho, em Petrolina
Andressa Silva / g1 Petrolina

Fonte: G1 Entretenimento