Categorias
ENTRETERIMENTO

Atriz Selma Blair é detida nos EUA após morder e agredir comissários de bordo em voo

Selma Blair chega a premiação em Beverly Hills, na Califórnia, em 23 de setembro de 2026
Chris Pizzello/AP
A atriz Selma Blair foi detida após um voo de Los Angeles para Nova York por ter agredido fisicamente e ferido dois comissários de bordo, informaram autoridades nesta segunda-feira (12).
Selma, que tem 54 anos, foi detida no fim da noite de domingo (11), quando o avião da Delta Air Lines estava estacionado no portão de embarque do Aeroporto Internacional John F. Kennedy, em Nova York, informou a Autoridade Portuária de Nova York e Nova Jersey em um comunicado.
A companhia aérea foi procurada pela agência de notícias Associated Press (AP), mas não comentou o caso.
Selma e um dos comissários de bordo foram levados a um hospital para avaliação, segundo a Autoridade Portuária. O FBI investiga o caso, de acordo com o comunicado.
Agora no g1
A assessoria de imprensa de Selma também não comentou o episódio. Em um comunicado enviado a diversos veículos de imprensa, um representante da atriz afirmou que ela teve uma emergência médica que levou à suposta agressão.
Segundo o portal TMZ, a atriz teria tentado abrir a porta do avião durante o voo. Os comissários, então, intervieram e foram agredidos.
Selma teve papéis de destaque em filmes como “Segundas Intenções”, de 1999, “Legalmente Loira”, de 2001, e “Hellboy”, de 2004.
Nos últimos anos, ela tem atuado na defesa dos direitos das pessoas com deficiência. Selma foi diagnosticada com esclerose múltipla em 2018. Em 2023, participou de um evento com o então presidente Joe Biden na Casa Branca para celebrar o aniversário da Lei dos Americanos com Deficiências.
Ela passou por um tratamento com células-tronco, registrado no documentário “Introducing, Selma Blair”.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Com produção de Ana Costa, Karinah vai de Ivone Lara a Jovelina Pérola Negra no álbum ‘As damas do samba’

Ana Costa (à esquerda) assina a produção musical do próximo álbum de Karinah, ‘As damas do samba’, programado para 19 de novembro
Arthur Rodrigues / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Cantora paranaense que transita pelo universo do ssamba desde 2012, ano em que lançou o primeiro álbum, “Você merece sambar”, Karinah lança em 19 de novembro o álbum “As damas do samba”.
Gravado com produção musical de Ana Costa, o álbum “As damas do samba” reúne regravações dos repertórios de oito grandes cantoras do gênero, em seleção que vai da pioneira Ivone Lara (1922 – 2028) a Jovelina Pérola Negra (1944 – 1998), passando por Elza Soares (1930 – 2022), Clementina de Jesus (1901 – 1987), Beth Carvalho (1946 – 2019), Clara Nunes (1942 – 1983), Leci Brandão e Alcione.
Com 16 faixas, duas dedicadas à cada cantora, o álbum “As damas do samba” é anunciado pelo single que chega na quinta-feira, 15 de outubro, com a gravação do samba “Você passa eu acho graça” (Ataulfo Alves e Carlos Imperial), primeiro sucesso de Clara Nunes, lançado em 1968, três anos antes da conversão da cantora mineira ao samba a partir de 1971.
A título de curiosidade, Karinah também regrava samba composto por Paulinho da Viola e propagado na voz de Clara em 1979, “Na linha do mar”, mas efetivamente lançado em 1973 por Clementina de Jesus, como Karinah acertadamente associa no ainda inédito álbum “As damas do samba”.
♪ Eis, dividido por cantora, o repertório do álbum regravado por Karinah no álbum “As damas do samba”:
♩ Alcione ➜ “Figa de guiné” (Chico da Silva e Antônio José, 1972 ) e “Sufoco” (Francisco Ferreira da Silva e Antônio José, 1978)
♩ Beth Carvalho ➜ “Água de chuva no mar” (Carlos Caetano, Wanderley Monteiro e Gerson Gomes, 1999) e “Dor de amor” (Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz e Acyr Marques, 1986)
♩ Clara Nunes ➜ “Você passa eu acho graça” (Ataulfo Alves e Carlos Imperial, 1968) e “Guerreira” (João Nogueira e Paulo César Pinheiro, 1978)
♩ Clementina de Jesus ➜ “Embala eu” (Albaléria, 1979) / “Marinheiro só” (tema de domínio público em adaptação de Caetano Veloso, 1969) e “Na linha do mar” (Paulinho da Viola, 1973)
♩ Dona Ivone Lara ➜ “Mas quem disse que eu te esqueço” (Dona Ivone Lara e Hermínio Bello de Carvalho, 1981) e “Alguém me avisou” (Dona Ivone Lara, 1980)
♩ Elza Soares ➜ “Se acaso você chegasse” (Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins, 1938) e “Pressentimento” (Elton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho, 1968)
♩ Jovelina Pérola Negra➜ “No mesmo manto” (Beto Corrêa e Lúcio Curvello, 1991) e “Luz do repente” (Arlindo Cruz, Franco, Marquinho PQD, 1987)
♩ Leci Brandão ➜ “Fogueira de uma paixão” (Arlindo Cruz, Acyr Marques e Luiz Carlos da Vila, 1987) e “Isso é fundo de quintal” (Leci Brandão e Zé Maurício, 1985)

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Heloisa Périssé, Nívea Maria e mais atores são anunciados em ‘Avenida Brasil 2’; veja

Heloisa Périssé entra para o elenco de ‘Avenida Brasil 2’
Divulgação/Globo
A Globo anunciou novos atores confirmados para “Avenida Brasil 2”, prevista para janeiro. Heloisa Périssé, Joaquim Lopes, Nívea Maria, Letícia Lima, Stella Maria Rodrigues e Evelyn Castro estão entre os novos nomes anunciados para a trama das 21h.
A nova fase da história contará novamente com o retorno da inconfundível família Tufão e de grandes destaques da primeira edição, marcados por papéis icônicos que conquistaram o país: Adriana Esteves como a inesquecível vilã Carminha, Murilo Benício como Tufão, e Débora Falabella como Nina.
O elenco que retorna com seus papéis originais também conta com Karol Lannes (Ágata), Cauã Reymond (Jorginho), Eliane Giardini (Muricy), Marcos Caruso (Leleco), Juliano Cazarré (Adauto) e Leticia Isnard (Ivana).

Agora no g1

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Filha de Joelma, Natália Sarraff lança o primeiro álbum, ‘Fases’, com 12 faixas no universo rítmico paraense da mãe

Natália Sarraff retoma a carreira musical com o álbum ‘Fases’, onze anos após debutar no mercado fonográfico com EP ao vivo editado em 2015
Laís Eva / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Filha primogênita da cantora paraense Joelma, Natália Sarraff lança o primeiro álbum, “Fases”, na sexta-feira, 16 de outubro, com 12 músicas que gravitam em torno do universo rítmico da mãe. Ou seja, Sarraff transita sobretudo pelo brega paraense e pelo calypso, com incursões pelo território do forró, em mistura caracterizada pela artista como “bregafó”.
Não se trata da estreia de Natália Sarraff como cantora, mas de uma retomada da trajetória fonográfica da artista. Em 2015, Sarraff lançou EP com quatro músicas gravadas ao vivo, mas não deu continuidade à carreira musical.
A volta aconteceu neste ano de 2026, precisamente em 7 de agosto, com a edição do single “Medida protetiva”, primeira amostra do álbum “Fases”. “Medida protetiva” juntou Natália Sarraff com a mãe Joelma na gravação de composição de autoria de Princesita Oliveira, Lucão Poeta, Rodrigo Hit, Ariel Duarte e TH Santos.
Outros quatro singles vieram na sequência, apresentando paulatinamente as gravações das músicas “Respirei fundo” (Atlas Lima, Bispo Junior, George Souza e Gibson Soares), “Coração de mulher” (Princesita Oliveira, Alê Santana, Caca Santos, TH Santos e Fernando Rosa), “Flecha certeira” (Princesita Oliveira, Lígia Cristina, Átila Coutinho e TH Santos) e “Me arrependi” (Dieggo Colins e Princesita Oliveira).
Dentre as sete faixas ainda inéditas do álbum “Fases”, Natália Sarraff canta músicas como “Criando raiz”, tema de Princesita Oliveira, compositora recorrente em discos de artistas do Norte do Brasil e presente nos créditos de 10 das 12 músicas deste primeiro álbum de Natália Sarraff.
Outras novidades do repertório do álbum “Fases” são as músicas “Segure” ( Atlas Lima, Bispo Junior, George Souza e Gibson Soares), “Bastidores” (Princesita Oliveira, Lígia Cristina, Átila Coutinho e TH Santos), “Farsante” (Princesita Oliveira, Lígia Cristina, Átila Coutinho e TH Santos), “Amor que ama” (Princesita Oliveira, Átila Coutinho, Cacá Santos, Rodrigo Hit e TH Santos), “Fui pai e mãe” (Princesita Oliveira, Lígia Cristina, Átila Coutinho e TH Santos) e “Maior é a queda” (Princesita Oliveira, Oliveira, Átila Coutinho, Cacá Santos e TH Santos).
Nátalia Sarraff canta 12 músicas no álbum ‘Fases’ entre o brega paraense e o calypso, com incursões pelo forró
Laís Eva / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Detonautas lança no Dia das Crianças o segundo álbum para o público infantil

Capa do álbum ‘Detonautas para bebês vol. 2’
Arte de Maria Luiza Soares e Pedro Hansen
♫ NOTÍCIA
♬ Sete meses após ter lançado o álbum “Rádio love nacional” (2026) em 13 de março, a banda Detonautas transpõe para o universo infantil duas composições desse disco – a música-título “Rádio love nacional” e “Fim da encruzilhada” – em registros instrumentais produzidos com a intenção de serenar as crianças.
Ambas as músicas integram o repertório do segundo volume do projeto infantil “Detonautas para bebês”.
Lançado 12 anos após o primeiro volume, apresentado em dezembro de 2014, o álbum “Detonautas para bebês vol.2” aterrissa nos aplicativos de áudio hoje, segunda-feira, 12 de outubro, Dia das Crianças, com capa assinada por Maria Luiza Soares e Pedro Hansen.
A seleção de repertório do segundo volume abrange músicas de todas as fases do grupo carioca. O álbum “O retorno de Saturno” (2008), por exemplo, está representado pela música-título e por “Lógica”.
Guitarrista do grupo Detonautas, Renato Rocha assina a gravação, produção musical, mixagem e masterização do álbum “Detonautas para bebês vol.2”.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Morre Edson Silva, ator de ‘Laços de Família’ e dublador

Perfil no Instagram anuncia morte de ator Edson Silva
reprodução
O ator e dublador Edson Silva, conhecido por interpretar o motorista Heitor na novela “Laços de Família” (2000), morreu aos 95 anos. A morte foi anunciada no sábado (10) pelo perfil Dublapédia Brasil, no Instagram. A causa não foi divulgada.
Silva nasceu em Juiz de Fora, em Minas Gerais, em 25 de outubro de 1930. No início dos anos 1950, mudou-se para o Rio de Janeiro para seguir carreira artística. Na cidade, estudou teatro com Paschoal Carlos Magno.
Ele também foi diretor de espetáculos como “O Auto da Compadecida”, de 1962, com Joana Fomm, “Lampião” e “Sinhá Moça”. No cinema, integrou o elenco de “Mineirinho Vivo ou Morto”, de 1967, e “Quem Matou Pacífico?”, de 1977.
A atriz Alcione Mazzeo, amiga de Edson Silva, lamentou a perda pelas redes sociais.
Atriz Alcione Mazzeo lamenta morte do amigo Edson Silva
reprodução
“É sempre doloroso perder alguém com quem compartilhamos vários momentos, tanto na vida quanto no trabalho, mas saber que finalmente encontrou o descanso merecido traz alívio ao meu coração. Nossa amizade viverá pra sempre em minha saudade, Edson Silva! Vá em paz, amigo querido”, disse ela no Instagram.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Pinturas de Renoir roubadas na França são recuperadas; seis pessoas foram presas

Retrato de Madame Colonna Romano (1910), de Renoir.
Museu Renoir/Divulgação
Duas pinturas de Renoir avaliadas em milhões de dólares roubadas de um museu na Riviera Francesa há um mês foram recuperadas e seis suspeitos foram presos, informou o prefeito local nesta sexta-feira (9).
Os ladrões invadiram o terreno do Museu Renoir, em Cagnes-sur-Mer, na madrugada do dia 8 de setembro, por meio de um buraco feito na cerca do jardim, e entraram por uma janela.
As duas pinturas de Pierre-Auguste Renoir, um impressionista cujas obras alcançaram dezenas de milhões de dólares em leilões, eram “Madame Colonna Romano” e “Jovem Mulher no Poço”. Ambas pertencem ao Museu d’Orsay, em Paris, e estavam em empréstimo.
“Essa notícia é motivo de imensa alegria e um grande alívio para a cidade de Cagnes-sur-Mer e seus moradores”, afirmou o prefeito Bryan Masson em comunicado.
A promotoria de Marselha não respondeu imediatamente às perguntas sobre como as pinturas haviam sido recuperadas. O prefeito marcou uma coletiva de imprensa para a tarde de quinta-feira, mas depois a cancelou para não interferir na investigação.
Os ladrões também haviam roubado outras duas pinturas, “Madame Pichon” e “Coco Lendo”, um retrato de Claude, o filho mais novo de Renoir. Mas eles as deixaram cair nos jardins quando a polícia, alertada pelos alarmes, chegou e iniciou a perseguição.
Na França, ladrões roubam quadros de Renoir avaliados em mais de R$ 100 milhões

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Maria Rita volta a se agigantar como cantora no show ‘Redescobrir vol. 2’, embalada pelo colo da mãe, Elis Regina

Maria Rita no palco da casa Vivo Rio, na estreia carioca do show ‘Redescobrir vol. 2’ na noite de ontem, sábado, 10 de outubro
Ricardo Nunes / Divulgação Vivo Rio
♫ CRÍTICA DE SHOW
Título: “Redescobrir vol. 2”
Artista: Maria Rita
Data e local: 10 de outubro de 2026 no Vivo Rio (RJ)
Cotação: ★ ★ ★ ★ ★
♬ O show “Redescobrir vol. 2” devolve a Maria Rita um gigantismo que a grande cantora havia perdido. Por questões mercadológicas ou pessoais, decorrentes de momentos qualificados pela artista como “desafiadores”, Maria Rita nos últimos anos fez alguns discos e shows abaixo do potencial vocal e da estatura adquirida instantaneamente como intérprete ao lançar o primeiro álbum em 2003.
Sequência do tributo prestado a Elis Regina (1945 – 1982) em 2012, com show eternizado em álbum duplo ao vivo e DVD, “Redescobrir vol. 2” põe Maria Rita novamente no colo da mãe, como a própria cantora ressaltou no discurso feito no palco da casa Vivo Rio após cantar “Como nossos pais” (Belchior, 1976) de forma arrebatadora, escancarando a atualidade da música e os perigos na esquina.
E o curioso é que, no colo da mãe, Maria Rita jamais se encolhe como uma criança desprotegida. Ao contrário. Embalada por esse colo, Maria Rita se projeta e se engrandece, como no álbum inicial de 2003. Reaparece em cena a cantora que o público queria ver e ouvir há muitos anos.
Ao fim do show, quando sublinhou o sentido político do show ao improvisar o canto a capella de “Romaria” (Renato Teixeira, 1977) após o bis feito com o pop folião “Lança perfume” (Rita Lee e Roberto de Carvalho, 1980), Maria Rita emocionou o público e se confirmou a maior cantora da geração projetada ao longo dos anos 2000.
Com o canto em feitio de oração, “Romaria” foi o bônus da estreia carioca da turnê. Enfim apresentado na cidade do Rio de Janeiro (RJ), sete meses após a estreia da turnê nacional em 13 de março em Porto Alegre (RS), terra natal de Elis, o show “Redescobrir vol. 2” supera o espetáculo original de 2012.
A cantora é obviamente a mesma e, por conta do D.N.A., evoca naturalmente o canto e as intenções de Elis Regina, mas sem jamais se portar em cena como cover genérico ou cópia barata da mãe.
As presenças de músicas menos lembradas como “Um por todos” (João Bosco e Aldir Blanc, 1975) e “Jardins da infância” (João Bosco e Aldir Blanc, 1975) – ambas incluídas por Elis no repertório do álbum “Falso brilhante” (1976) – contribuem para essa boa impressão, sinalizando que Maria Rita saiu da superfície ao mergulhar no repertório da mãe, sem a necessidade ou a preocupação de jogar para a galera.
A profundidade do mergulho já fica evidente quando, após a entrada em cena ao som em off de “Redescobrir” (Gonzaguinha, 1980), Maria Rita canta “Outro cais” (Marilton Borges e Duca Leal, 1980), música gravada por Elis fora da discografia oficial, como convidada do álbum da família Borges.
Maria Rita em momento denso da apresentação do show ‘Redescobrir vol. 2’ na casa Vivo Rio
Ricardo Nunes / Divulgação Vivo Rio
Se a grandeza do canto de Maria Rita é a mesma nos dois shows, os arranjos do tecladista e diretor musical Rodrigo Tavares elevam o segundo volume acima do espetáculo de 2012, orquestrado com maior reverência (mas sem fidelidade cega…) aos arranjos originais da discografia de Elis. Há um frescor nos arranjos de Tavares, inclusive pelos sopros do trombone de Samuca e do trompete de Vander Nascimento.
Os sopros mudam a atmosfera de músicas como “Essa mulher” (Joyce Moreno e Ana Terra, 1979) – uma das poucas interseções nos roteiros dos dois shows ao lado de “Ladeira da Preguiça” (Gilberto Gil, 1973) e de “O bêbado e a equilibrista” (João Bosco e Aldir Blanc, 1979) – e contribuem para a turbinar a swingueira de sambas como “Agora tá” (Tunai e Sérgio Natureza, 1980) e “Cai dentro” (Baden Powell e Paulo César Pinheiro, 1979), números em que Maria Rita exibe notável senso rítmico, se equilibrando com segurança na corda bamba do ritmo.
A beleza da cena é potencializada pelas imagens projetadas no cenário concebido por Batman Zavareze, algumas procurando expandir o sentido das músicas. Mas o fato é que tudo se apequena diante do canto de Maria Rita, imenso e intenso em “As aparências enganam” (Tunai e Sérgio Natureza, 1979), grande momento do show. É Maria Rita na mesma dimensão emocional e interpretativa de Elis Regina.
Introduzida pela pulsação do baixo largo de Carlos Júnior, a canção “20 anos blue” (Sueli Costa e Vitor Martins, 1972) é ambientada em apropriada atmosfera de blues. Já o samba-exaltação “Aquarela do Brasil” (Ary Barroso, 1939) vem precedido por breve citação instrumental de “Querelas do Brasil” (Maurício Tapajós e Aldir Blanc, 1978) com arranjo que cita a abordagem da música por Elis no show “Saudade do Brasil” (1980).
Na sequência, um batuque ancestral introduz a lembrança inesperada de “Zambi”, música de Edu Lobo com Vinicius de Moraes (1913 – 1980) lançada por Edu em 1964 no álbum “A música de Edu Lobo por Edu Lobo” e logo abordada por Elis em 1965 em gravação com o Zimbo Trio.
Em relação ao roteiro original da estreia nacional da turnê em Porto Alegre (RS), o show perde dois sambas, “O mestre-sala dos mares” (João Bosco e Aldir Blanc, 1974) e “Eu hein, Rosa!” (João Nogueira e Paulo César Pinheiro, 1979), mas permanecem o choro-canção “Carinhoso” (Pixinguinha e João de Barro, 1937) – cantado lindamente como se o palco da casa Vivo Rio fosse um salão de baile dos anos 1940 – e, claro, “Corcovado” (Antonio Carlos Jobim, 1960), música gravada por Elis em 1974 no álbum “Elis & Tom” e reavivada por Maria Rita com arranjo que inclui o violão afetivo do filho da cantora, Antonio Baldini, neto que Elis não chegou a conhecer.
Baldini integra banda que destaca Jorge Quinho na percussão – também (bem) marcada por Pedrinho da Serrinha – e Gabriel Quinto na guitarra e no violão de sete cordas. É um banda que executa muito bem os arranjos renovadores de Rodrigo Tavares, trunfos de show que repõe Maria Rita no devido lugar de grande cantora do Brasil. Uma Maria que tem um dom, uma certa magia e a capacidade de cair dentro do repertório de Elis Regina com toda a propriedade, honrando a mãe tanto no sentido musical como no político.
Maria Rita mostra impressionante domínio rítmico no canto dos sambas do roteiro do show ‘Redescobrir vol. 2’
Ricardo Nunes / Divulgação Vivo Rio

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Tom Zé chega hoje aos 90 anos como o tropicalista desgarrado e inquieto que sempre confunde para explicar

Tom Zé faz 90 anos hoje, domingo, 11 de outubro
Fernando Laszlo / Divulgação
♫ ANÁLISE
♬ “Eu tô te explicando / Pra te confundir / Eu tô te confundindo / Pra te esclarecer”, jogou com as palavras Tom Zé em versos do samba “Tô” (1976), composto em parceria com Elton Medeiros (1930 – 2019 )e lançado por Tom há 50 anos no álbum “Estudando o samba” (1976).
Esses versos traduzem o espírito inquieto de Tom Zé e, não por acaso, eles foram apresentados em um dos títulos mais importantes e vanguardistas da discografia deste baiano de Irará (BA) nascido Antônio José Santana Martins em 11 de outubro de 1936, há exatos 90 anos.
Sim, Tom Zé cruza hoje a barreira dos 90 anos como o tropicalista resistente, desgarrado e travesso que sempre confundiu para explicar o que significa de fato ser tropicalista.
Com a alma de um erê, o artista sempre foi uma espécie de Chacrinha (1917 – 1988), o apresentador de TV cujo bordão “Eu vim para confundir e não para explicar” já teve a autoria reivindicada por Tom Zé.
Tom Zé chega aos 90 anos em atividade. Na sexta-feira, 9 de outubro, fez um show comemorativo da efeméride no Circo Voador (RJ), palco de resistência da cidade do Rio de Janeiro (RJ). E vem desenvolvendo um projeto musical para dar continuidade à obra singular e inclassificável que constrói desde a década de 1960.
A trajetória de Tom Zé inclui conexões importantes com os grupos Os Mutantes e Novos Baianos. A ligação com Os Mutantes é notória, até porque Tom Zé é parceiro de Rita Lee (1947 – 2023) em “2001” (1968) – uma das músicas mais famosas do grupo – e em “Qualquer bobagem” (1969), esta também assinada por Arnaldo Baptista e Sérgio Dias.
Já a relação com os Novos Baianos é menos conhecida. Mas o fato é que foi Tom Zé quem, em 1967, apresentou Moraes Moreira (1947 – 2020) – para quem dava aulas de violão – ao poeta Luiz Galvão (1937 – 2022), se tornando o mentor da parceria fundamental que gerou o grupo em 1969, ano em que Tom Zé defendeu a canção “Jeitinho dela” (Tom Zé) com os Novos Baianos no V Festival da Música Popular Brasileira.
Quando ainda estava em Salvador (BA), a trajetória de Tom Zé se entrelaça com as de Caetano Veloso, Gal Costa (1945 – 2022), Gilberto Gil e Maria Bethânia – com os quais fez o histórico show “Nós, por exemplo” em 1964.
Tom Zé é do rebanho tropicalista. Mas logo deixou evidente que seria a ovelha desgarrada. É que Tom Zé nunca fez música para gerar mero sucesso comercial, nunca fez o jogo da indústria. Os jogos armados pelo cantor e compositor no palco ou no estúdio sempre foram puramente estéticos. Tom Zé é e sempre foi um erê que se recusa a entrar na roda-viva do mundo dos adultos sedentos de glória, poder, dinheiro e fama.
Na trajetória mercadologicamente errática, Tom Zé amargou o fracasso comercial de álbuns que somente seriam valorizados anos depois, sobretudo após David Byrne se deparar casualmente em 1986 com o já mencionado álbum “Estudando o samba” e se encantar com a inventividade do disco, compilando a obra de Tom Zé para CD do selo Luaka Bop e, na sequência, lançando pelo selo álbuns inéditos do artista, como “The hips of tradition” (1991) – o que deu prestígio e visibilidade mundial ao último romântico tropicalista.
O encontro de Byrne com Tom Zé em 1988, na cidade de São Paulo (SP), mudou a vida do artista baiano após anos de ostracismo e desânimos com a dificuldade de se fazer ouvir – o que fez Tom Zé cogitar a desistir da carreira e a voltar para a cidade natal de Irará (BA).
Tom Zé, contudo, perseverou e continuou em cena, recebendo as flores em vida. Álbuns gravados após a redescoberta – casos de “Com defeito da fabricação” (1998), “Jogos de armar (Faça você mesmo)” (2000), “Estudando o pagode” (2005), “Estudando a bossa” (2008) e “Tropicália lixo lógico” (2012) – dialogaram com títulos mais antigos como “Tom Zé” (1968), “Tom Zé” (1970), “Tom Zé” (1972), “Todos os olhos” (1973) e “Correio da Estação do Brás” (1978), encorpando discografia pautada pela coerência e pela determinação de inventar.
Aos 90 anos, Tom Zé segue confundindo, mas já não precisa explicar mais nada. Tom Zé é Tom Zé. E isso é tudo. E tudo já está esclarecido.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Wagner Moura, Fernando Meirelles, Petra Costa e mais nomes do cinema divulgam carta aberta sobre eleições

Petra Costa, Wagner Moura e Fernando Meirelles estão entre nomes que assinaram carta aberta
Reprodução
Wagner Moura, Fernando Meirelles, Petra Costa e outros membros brasileiros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas publicaram uma carta aberta pedindo “atenção internacional rigorosa” para o segundo turno da eleição presidencial no Brasil. A informação é da “Variety”.
No texto, os artistas relatam que há “sinais preocupantes de desrespeito às normas democráticas, incluindo alegações de possível interferência estrangeira no Brasil que exigem investigação transparente e escrutínio internacional”.
“Proteger a liberdade de expressão e garantir a sustentabilidade a longo prazo da indústria audiovisual brasileira são ações indissociáveis da defesa da democracia”, diz a carta.
Agora no g1
Entre os nomes do cinema nacional que assinam a carta, estão Sônia Braga, Rodrigo Teixeira, produtor de “Ainda Estou Aqui”, Anna Muylaert (“Que Horas Ela Volta”), Gabriel Mascaro e Karim Ainouz.
Leia, abaixo, a carta completa:

Nós, profissionais brasileiros do cinema e membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, desejamos expressar nossa preocupação com o atual clima político no Brasil e pedir atenção internacional rigorosa para o segundo turno da eleição presidencial, em 25 de outubro.
A diferença entre os dois candidatos no primeiro turno foi de apenas 1,87 ponto percentual. O Brasil é, portanto, um país profundamente dividido. No entanto, testemunhamos sinais preocupantes de desrespeito às normas democráticas, incluindo alegações de possível interferência estrangeira no Brasil que exigem investigação transparente e escrutínio internacional.
O jornal The Guardian noticiou que o governo dos Estados Unidos destinou cerca de US$ 1 milhão, provenientes de um fundo de direitos humanos do Departamento de Estado, a um programa chamado “Combate ao Lawfare e à Censura no Brasil”.
Paralelamente, observadores da mídia levantaram preocupações sobre possíveis distorções no alcance de conteúdo político nas plataformas da Meta e pediram uma investigação. Entre os casos citados estão as contas no Instagram do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teriam sofrido quedas de alcance, dificuldades de acesso e visibilidade nos resultados de busca, além da impossibilidade de promover postagens por meio de publicidade paga.
Outro caso envolve um site sediado nos EUA que promovia a compra de anúncios em apoio ao candidato Flávio Bolsonaro em troca de tokens de criptomoedas, sob a promessa de ajudar crianças carentes em Uganda. A Polícia Federal brasileira também investiga suspeitas de pagamentos em dinheiro a eleitores em áreas rurais.
Várias propostas de Flávio Bolsonaro também exigem escrutínio rigoroso, incluindo sua promessa de reescrever a Constituição brasileira de 1988, que marcou o fim da ditadura militar e a restauração da democracia no país. Segundo o candidato, uma nova constituição seria redigida por um Congresso dominado por uma maioria de extrema-direita. Essa declaração é particularmente preocupante à luz da tentativa de golpe atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro, pai do candidato. A trama incluía planos para assassinar o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, e seu vice-presidente, Geraldo Alckmin. Jair Bolsonaro está preso em conexão com esse caso, enquanto seu filho prometeu conceder-lhe anistia como seu primeiro ato no cargo.
Nossa preocupação é agravada pela forma como grande parte da mídia tradicional brasileira normalizou esses acontecimentos, deixando de tratar com a seriedade devida as acusações contra Flávio Bolsonaro e os crimes atribuídos a seu pai. Além da tentativa de golpe, Jair Bolsonaro foi alvo de uma denúncia apresentada ao Tribunal Penal Internacional, em Haia, em razão das mais de 600 mil mortes por COVID-19 registradas no Brasil durante a pandemia, decorrentes de ações e omissões de sua gestão. A denúncia sustenta que mais da metade dessas mortes poderia ter sido evitada.
Seu governo também esteve associado ao retorno do Brasil ao Mapa da Fome das Nações Unidas. Agora, seu filho promete cortes nos gastos com seguridade social, inspirados nas políticas de austeridade do governo de Javier Milei, na Argentina. A omissão ou a minimização desses fatos contribui para a desinformação pública e enfraquece a defesa da democracia.
Como profissionais da cultura, compreendemos o custo que essas políticas de austeridade podem impor ao nosso setor. Durante a gestão anterior, a indústria audiovisual brasileira sofreu com o fechamento do Ministério da Cultura, a suspensão do Fundo Setorial do Audiovisual, o enfraquecimento de instituições culturais e denúncias de censura. Tememos um retorno a esse cenário. Proteger a liberdade de expressão e garantir a sustentabilidade a longo prazo da indústria audiovisual brasileira são ações indissociáveis ​​da defesa da democracia.
Encaramos os acontecimentos no Brasil como parte de um padrão mais amplo de suposta interferência eleitoral em toda a América Latina. Portanto, a defesa da democracia brasileira deve contar não apenas com o povo brasileiro, por meio de eleições livres, justas e transparentes, mas também com a vigilância e o engajamento da comunidade internacional.
Convocamos a imprensa internacional a cobrir esse processo eleitoral com rigor, a comunidade audiovisual internacional a ampliar o debate e as instituições competentes a investigar essas denúncias de forma independente.
Adrian Teijido
Alê Abreu
Alice Braga
Andrea Barata Ribeiro
Anita Rocha da Silveira
Anna Muylaert
Anna Van Steen
Bernardo Uzeda
Carlos Segundo
Carolina Markowicz
Claudia Kopke
Daniel Filho
Daniel Rezende
Daniela Thomas
Eduardo Serrano
Eliza Capai
Emilie Lesclaux
Emilio Domingos
Fernando Meirelles
Flávia Amon
Flávia de Souza
Gabriel Domingues
Gabriel Mascaro
Helena Solberg
Heloisa Passos
Ilda Santiago
Jefferson De
Jorge Bodanzky
José Joffily
Juliana Rojas
Karen Akerman
Karen Harley
Karim Ainouz
Kleber Mendonça Filho
Lais Bodanzky
Lucy Barreto
Maeve Jinkings
Marcelo Caetano
Maria Augusta Ramos
Mariana Oliva
Matheus Farias
Maurício Zacharias
Miriam Biderman
Otto Guerra
Paula Barreto
Pedro Kos
Petra Costa
Plínio Profeta
Renata Almeida Magalhães
Rodrigo Teixeira
Sara Silveira
Sônia Braga
Tatiana Leite
Thales Junqueira
Vânia Catani
Vera Hamburger
Wagner Moura
Waldir Xavier
Wilssa Esser

Fonte: G1 Entretenimento