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20 hits em 20 anos: ‘Baile de Favela’ mudou a história do funk, rodou o mundo e foi parar nas Olímpiadas


Se hoje a estética e a imagem de um baile funk de rua em São Paulo são amplamente conhecidas por todo o país, isso se deve em grande parte a um nome: MC João, autor do sucesso “Baile de Favela”.
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Há uma década, o cenário do funk em São Paulo passava por uma transformação profunda. Após o auge do funk ostentação, marcado por letras sobre correntes de ouro e carros importados, o gênero abriu espaço para uma nova geração que se propôs a falar de sexo.
MC João surgiu justamente nessa transição. As composições deixavam o consumo de luxo de lado para focar em relacionamentos e sexualidade de forma explícita.
A mistura do rap com funk
A estrutura de “Baile de Favela” se sustenta em dois pilares fundamentais da cultura de periferia de São Paulo. O primeiro é a menção direta a várias comunidades paulistanas, como Helipa, Marcone e São Rafael.
Essa prática de mapear e saudar os territórios é uma herança direta do rap nacional, técnica na qual grupos como Racionais MCs e RZO se tornaram mestres entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2000.
O segundo pilar é o teor sexual explícito. O refrão da música, que descreve uma reação física após uma relação com o produtor da faixa, o DJ R7, gerou fortes polêmicas na época de seu lançamento.
MC João, voz de ‘Baile de favela’, e R7, produtor da faixa, na casa da empresa GR6
Rodrigo Ortega / G1
Parte dos críticos chegou a apontar que a composição incentivava o estupro. Em entrevista ao g1 na ocasião, o funkeiro defendeu a obra, explicando que a letra retratava uma relação inteiramente consensual.
O videoclipe da canção, lançado no canal da KondZilla, estabeleceu um marco visual para o movimento. Nas cenas, MC João aparece em um carro ao lado dos funkeiros Dynho Alves, MC Menor da VG, MC Brisola e MC Kevin. Ao descer do veículo e abrir o porta-malas com o som automotivo, ele simbolicamente dá início ao baile na comunidade.
O registro audiovisual foi tão forte que passou a traduzir a experiência de um baile de rua paulistano, como o da DZ7, para quem nunca esteve presente.
O legado de “Baile de Favela”
Rebeca Andrade se destacou nas Olímpiadas de Tóquio com ‘Baile de Favela’
Reuters/Dylan Martinez
A faixa cruzou fronteiras. Com o suporte de uma versão light, sem palavrões, MC João realizou turnês internacionais, apresentando ao planeta a nova identidade do funk brasileiro.
Anos mais tarde, em 2021, o hit voltou aos holofotes globais por meio do esporte. A ginasta Rebeca Andrade utilizou a música em sua apresentação no solo durante os Jogos Olímpicos de Tóquio, onde conquistou a medalha de prata.
Depois de “Baile de Favela”, MC João emplacou outros sucessos no circuito do funk, embora sem o mesmo alcance global do hit de 2015.
Em 2021, o artista expandiu sua atuação no mercado da música ao se tornar empresário e fundar sua própria produtora.
O impacto cultural de “Baile de Favela”, no entanto, permanece ativo. O sucesso histórico da faixa pavimentou o caminho para que o funk paulista se estabelecesse de forma recorrente nas primeiras posições das paradas de sucesso atuais, como o Top 50 do Spotify.
MC João, de ‘Baile de favela’, que agora lança a Baile de Favela Records
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Ator Edward Boggiss morre aos 49 anos; velório acontece no Rio


Edward Boggis em Malhação
TV GLOBO / Nelson Di Rago
O ator Edward Boggiss morreu aos 49 anos nesta quarta-feira (8), segundo informações divulgadas por amigos próximos. A causa da morte não foi informada. Com carreira em atuação e direção, Boggiss integrou o elenco de produções da TV Globo, como a série “Sandy & Júnior”, “Malhação” e a novela “Esplendor”.
O corpo Boggiss será velado na manhã desta quinta-feira (9), no Cemitério Memorial do Carmo, no Caju, Zona Portuária do Rio de Janeiro. O velório está previsto para começar às 11h. Ele deixa esposa e uma filha.
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Carreira
Na TV Globo, um de seus papéis mais conhecidos foi o personagem Tony, na série “Sandy & Júnior”, em 1999. Ele também participou de produções como “Malhação” e da novela “Esplendor”, na qual interpretou Otávio Guerreiro.
Em 2004, deu vida à versão jovem de Anselmo na novela “Começar de Novo” e integrou o elenco da minissérie “Um Só Coração”. Já na novela “O Profeta”, interpretou o personagem Pelópidas.
Ao longo da carreira, Boggiss também atuou em outros trabalhos, como o filme “Canta Maria” e a série “Sob Nova Direção”.
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Ator Edward Boggiss
Reprodução/ Redes sociais

Fonte: G1 Entretenimento

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Relembre o feat gravado por Fábio Jr. há 40 anos com a cantora Bonnie Tyler


Fábio Jr. e Bonnie Tyler (1951 – 2026) lideraram as paradas do Brasil entre dezembro de 1986 e março de 1987 com o dueto bilíngue na música ‘Sem limites para sonhar’
Divulgação / gravadora CBS
♫ MEMÓRIA
♬ A já confirmada morte da cantora britânica Bonnie Tyler (8 de junho de 1951 – 8 de julho de 2026), aos 75 anos, traz à memória um dueto feito pela artista há 40 anos com o cantor paulistano Fábio Jr.
Gravado em 1986 e enviado às rádios em dezembro daquele ano, como primeiro single promocional do álbum que Fábio Jr. lançaria em fevereiro de 1987, “Sem limites para sonhar”, o feat foi articulado por diretores da gravadora multinacional então denominada CBS, cujo elenco incluía os dois artistas.
Bonnie Tyler estava em evidência por conta do sucesso mundial da música “Total eclipse of heart”, carro-chefe do álbum “Faster than the speed of night” (1983). Fábio preparava em 1986 o terceiro álbum pela CBS após dois LPs muito bem-sucedidos comercialmente em 1984 e 1985. O dueto bilíngue foi então arquitetado por executivos da companhia fonográfica para manter Fábio Jr em alta no mercado.
A música escolhida para o feat de Fábio e Bonnie, “Sem limites para sonhar”, abriu e batizou o álbum. Era a versão em português, escrita por Claudio Rabello, de “Reaching for the infinite heart”, composição de Mariano Pérez, Carlos Gómez, e Rosa Girón. Bonnie cantou em inglês a parte que coube à cantora.
No embalo do estouro do feat bilíngue nas rádios, no fim de 1986, o clipe da música foi lançado em janeiro de 1987 no programa “Fantástico”, da TV Globo. A veiculação do clipe potencializou ainda mais o sucesso da gravação de “Sem limites para sonhar / Reaching for the infinite heart”. Em março de 1987, a música liderava as paradas radiofônicas, então o principal termômetro para aferir o sucesso de uma gravação.

Fonte: G1 Entretenimento

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Bonnie Tyler morre aos 75 anos; veja repercussão


Morre a cantora Bonnie Tyler, aos 75 anos
Artistas e autoridades usaram as redes sociais para lamentar a morte de Bonnie Tyler, aos 75 anos. Conhecida pelo hit “Total Eclipse of the Heart”, a cantora foi internada em maio, quando passou por uma cirurgia de emergência e foi colocada em coma induzido.
Bonnie morreu na quarta-feira (8). A notícia foi confirmada por sua família nesta quinta-feira (9).
Ícone do pop rock dos anos 80, Bonnie Tyler se apresenta na Concha Acústica do TCA
Divulgação/ TV Bahia
Carol Vorderman, apresentadora
“Fiquei muito triste ao saber, nesta manhã, da notícia de que Bonnie Tyler faleceu. Como galesa, é difícil descrever a dimensão da lenda que ela e sua música se tornaram, especialmente para a minha geração, que teve de lutar por praticamente tudo em termos de direitos das mulheres. Bonnie representava isso: ela era aquela roqueira superdescolada, de cabelo selvagem e que não pedia desculpas por ser quem era. Encontrei a Bonnie várias vezes e ela era sempre muito autêntica, sorridente, curiosa e alegre. Ela era muito amada. O País de Gales sentirá profundamente a sua falta, Bonnie Tyler.”
Tina Arena, cantora
“Fico arrepiado ao ler isto. Tive a sorte de cruzar o caminho dela há alguns anos. Nós dois nos apresentamos juntos na comemoração do aniversário de 50 anos de Andrew Lloyd Webber, no Royal Albert Hall. Ela era uma mulher e uma artista formidável. Descanse em paz, querida Bonnie.”
Alex Skolnick, guitarrista
“Que notícia triste! Ela era uma pessoa adorável, por dentro e por fora. Tive o prazer de trabalhar com ela há cerca de vinte anos na retrospectiva de Jim Steinman (“Over the Top”, mais tarde renomeada para “The Dream Engine”), supervisionada pelo próprio Jim e que contava com a participação de seus colaboradores de longa data Steve Rinkoff (produção) e Steve Margoshes (piano). Fizemos duas temporadas de apresentações no Joe’s Pub, em Nova York, nas quais a grande Bonnie se juntou a nós; ela arrasou no palco e era uma delícia de companhia — extremamente divertida e acessível, apesar de ser uma lenda. Vá em paz, linda Bonnie.”
Rhun ap Iorwerth, Primeiro-Ministro do País de Gales
“Estou muito triste em saber da morte de Bonnie Tyler. O País de Gales perdeu um de seus maiores ícones, que trouxe alegria para tantas pessoas através de sua música. Estendo minha mais profunda solidariedade à sua família, seus amigos e seus fãs.”
Jo Stevens, Secretária de Estado do País de Gales
“Muito triste saber da morte de Bonnie Tyler, ícone da música galesa, vencedora do Grammy e Brit Awards, e a voz da minha adolescência.”
Thomas Anders, produtor e compositor
“Descanse em paz, minha querida. Guardarei para sempre e com muito carinho a lembrança dos nossos momentos musicais e de todos os nossos encontros. Obrigado pelas memórias maravilhosas. Você jamais será esquecida.”

Fonte: G1 Entretenimento

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Bonnie Tyler morre aos 75 anos, diz agência


Bonnie Tyler
Tina Korhonen/Divulgação
A cantora Bonnie Tyler, conhecida por sucessos como Total Eclipse of the Heart, morreu aos 75 anos, informou nesta quinta-feira (9) a BBC.
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Capa do single ‘It’s a Heartache’, lançado por Bonnie Tyler em 1977
Reprodução
Bonnie Tyler é o nome artístico de Gaynor Hopkins. Nascida no no País de Gales, ela se tornou uma das cantoras de maior sucesso comercial da década de 1980. Reconhecida pelo timbre rouco e por performances dramáticas, ela ficou conhecida por transitar entre o country rock e o rock operático, estilo que se tornou sua marca registrada em colaborações com o produtor Jim Steinman.
O diferencial de sua voz foi resultado de uma intervenção médica em 1977. Após passar por uma cirurgia para a retirada de nódulos nas cordas vocais, Tyler não seguiu as recomendações de repouso absoluto, o que resultou em uma rouquidão permanente.
O novo timbre, frequentemente comparado ao de Rod Stewart, tornou-se seu principal recurso artístico e impulsionou o sucesso internacional de “It’s a Heartache” ainda no fim dos anos 1970.
A virada definitiva na trajetória da cantora ocorreu em 1982, quando assinou com a CBS (Sony) e buscou uma mudança de direção musical ao trabalhar com o compositor e produtor Jim Steinman, conhecido pelas produções teatrais e grandiosas para Meat Loaf.
A cantora galesa Bonnie Tyler nos anos 80 e em foto recente
Divulgação/Site Oficial
O resultado da parceria foi o álbum “Faster Than the Speed of Night” (1983), que rendeu à artista números históricos nas paradas britânica e americana.
O principal destaque é “Total Eclipse of the Heart”, canção que se tornou o maior sucesso da carreira de Tyler. Com quase sete minutos em sua versão original, a música é uma “power ballad” operática. Apesar de fugir dos padrões radiofônicos da época, o hit alcançou o primeiro lugar na Billboard Hot.
O impacto da faixa foi amplificado por um videoclipe de estética surrealista, hoje considerado um clássico da era MTV. Filmado em um antigo asilo, o vídeo conta com crianças com olhos brilhantes em um coral, dançarinos de tanga dando mortais e lutadores de esgrima.
Graças ao desempenho do álbum e do single, Tyler tornou-se a primeira artista feminina britânica a estrear um disco diretamente no topo da parada do Reino Unido. Ela também permanece como a única artista galesa a ter um single no número um da UK Singles Chart.
Além do sucesso de 1983, a carreira de Tyler é marcada pela faixa “Holding Out for a Hero” (1984), que fez parte da trilha de “Footloose”, mas que é mais conhecida de gerações mais jovens pela presença marcante em “Shrek 2”.
Em 2023, a trajetória da artista foi oficialmente reconhecida pela coroa britânica, quando recebeu o título de membro da Ordem do Império Britânico (MBE).
A cantora galesa Bonnie Tyler em 1984
Divulgação/Facebook da artista

Fonte: G1 Entretenimento

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Dwayne Johnson salva a viagem em ‘Moana’, live action que nada acrescenta a animação; g1 já viu


Assista ao teaser de ‘Moana’
A Moana que chegou aos cinemas nesta quarta-feira (8) é, essencialmente, a mesma princesa sem príncipe que conquistou o público na animação lançada em 2016.
A aposta da Disney em transformar o sucesso de bilheteria em live-action menos de dez anos depois da estreia da animação parecia, à primeira vista, até ousada.
Na prática, porém, o estúdio acaba entregando uma experiência bastante conhecida: reproduz cena por cena do longa original, sem acrescentar quase nada à história.
Para os fãs da animação, é verdade, essa fidelidade pode não ser um problema, mas um alívio.
Afinal, adaptações em live-action costumam ser julgadas basicamente pelo equilíbrio entre oferecer algo novo que justifique comprar outro ingresso para a mesma história e preservar o material original.
Coração da história continua o mesmo
Se o live-action pouco acrescenta, ao menos preserva aquilo que sempre foi o maior trunfo de “Moana”: sua história.
Na ilha de Motunui, onde seu pai é o grande líder, Moana cresceu sabendo que um dia deveria assumir essa posição, sem precisar casar com príncipe algum.
O problema é que uma maldição começa a ameaçar as ilhas vizinhas e chega até seu próprio povo, prejudicando a pesca e o plantio. Cabe então a ela, incumbida dessa sina de líder, atravessar o oceano em busca de uma solução.
Catherine Lagaʻaia assume o papel de Moana, a jovem aventureira determinada que conduz a história.
Divulgação
Mas o que é interessante de ver em “Moana” nunca foi esse desfecho, e sim o caminho percorrido pela personagem. Os monstros e as belezas dessa louca aventura.
O filme é uma jornada lindíssima de uma jovem tentando entender quem é, quem nasceu para ser.
Dwanne Johnson rouba a cena
Nessa busca, a relação entre ela e Maui continua sendo um dos pontos altos do filme.
O semideus interpretado pelo gigante — em todos os sentidos — Dwayne Johnson transforma-se em mentor, companheiro de viagem e peça fundamental na jornada de heroína da protagonista.
Egoísta e bondoso, ele mistura traços ora de herói, ora de vilão.
No início, chega a prender Moana e tenta se livrar dela diversas vezes. Depois, dá o braço a torcer com os argumentos da menina. A relação vai evoluindo de tal maneira que a armadura do semideus racha: por trás, o público descobre uma criança que só precisava ser amada (não somos todos para sempre esta criança?)
Dwayne Johnson retorna como o astuto semideus Maui, personagem que ajudou a consagrá-lo na animação, e também assina a produção do longa.
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Se, na animação, Johnson já imprimia seu carisma ao personagem apenas com a voz, no live-action ele finalmente tem a oportunidade de encarná-lo por completo.
O ator nada de braçada em todos os momentos em que aparece, tornando Maui menos chatão (principalmente nas primeiras cenas em que aparece) e mais espirituoso. Carismático mesmo.
O resultado é um personagem com um timing cômico afiadinho e até espaço para fazer piadocas de tom mais adulto.
Uma Moana insossa
Já Catherine Laga’aia tem uma missão difícil: interpretar uma personagem que, na animação, conquistou o público pelo carisma e por uma personalidade bem forte.
A atriz preserva a essência destemida de Moana, mas entrega uma versão bem menos magnética do que a original.
Catherine Lagaʻaia dá vida à determinada aventureira Moana.
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Laga’aia também assume as canções na versão em inglês, só que diferente da atuação insossa, dando conta do recado. Fãs da animação, durmam tranquilos: as músicas continuam brilhando.
Beleza que o CGI não alcança
O mesmo não dá para dizer daquelas paisagens belíssimas da animação. Visualmente, o live-action decepciona e muito.
A tentativa de recriar as praias e montanhas exuberantes da Polinésia acaba prejudicada pelo excesso de efeitos digitais.
O oceano, personagem fundamental da história, perde parte do encanto em algumas interações que soam artificiais demais.
Cena de ‘Moana 2’
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Moana ao lado de Pua, seu o porquinho.
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Abaixo o patriarcado!
Uma das pouquíssimas mudanças de rota que o live-action faz é o ajuste para tentar seguir dialogando com debates atuais sobre feminismo e representatividade — temas que, vale lembrar, já eram super presentes na obra de 2016.
Na animação, o pai de Moana fala sobre o destino da filha seguindo a tradição de “seu pai e seu avô”.
Já na nova versão, o filme inclui uma ancestral mulher entre os antigos líderes da ilha, sugerindo que Moana não seria necessariamente a primeira mulher a comandar o povoado.
Moana e sua avó, Tala
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Há ainda um outro aceno discreto e bem-humorado vindo de Maui. Ao se apresentar como herói, ele faz questão de corrigir a própria fala para dizer que é o herói “de mulheres e homens, sem discriminação”.
São alterações bem sucintas, que não mudam os rumos da história e podem até passar despercebidas, mas atualizam detalhes do discurso para um público de 2026.
Nada de novo sob o sol
Moana, live-action da animação de 2016, estreia nesta quinta-feira (9)
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No fim, é só isso mesmo. O live-action de “Moana” é uma reprodução em carne e osso (e muita tela verde) de uma história que já era forte por si só, mas nada além.
A aventura continua emocionante. As músicas permanecem inesquecíveis. Moana segue sendo uma protagonista necessária para a construção da identidade de meninas e meninos. Check, check e check.
Aí fica a pergunta: se já estava tudo certo e não havia nada a acrescentar, precisava mesmo?
Cartela resenha crítica g1
Arte/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Rolling Stones soam revigorados em ‘Foreign Tongues’, disco com grandes feats e menção a Musk


Capa de ‘Foreign Tongues’, novo disco dos Rolling Stones
Divulgação
Título: “Foreign Tongues”
Artista: Rolling Stones
Nota: 7,5/10
Seguir se divertindo e criando com as mesmas pessoas, depois de décadas, pode soar uma tarefa hercúlea. Em “Foreign Tongues”, disco lançado nesta sexta (10), os Rolling Stones fazem parecer fácil.
Segundo disco do grupo nesta década, “Foreign Tongues” conversa muito com o álbum anterior, “Hackney Diamonds” (2023). Na prática, os dois formam uma “duplinha”, já que várias músicas foram gravadas nas mesmas sessões e têm o mesmo produtor (o americano Andrew Watt).
Neste álbum, também está “Hit Me in the Head,” com a última gravação do baterista Charlie Watts, morto em 2021.
Assim como o anterior, “Foreign Tongues” marca uma ótima fase da banda. Neste disco, os Stones soam como eles mesmos, inspirados e enérgicos: do blues rock meio “sujo”, às faixas mais delicadas, versões de sucessos do blues e do jazz… e até uma alfinetada no “magnata insano Sr. Musk” (“Mr. Charm”).
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Para tanto, o grupo, agora um trio, conta com grande elenco. Há participações de Paul McCartney (no baixo), Robert Smith, do The Cure, Chad Smith (Red Hot Chili Peppers) e até Bruno Mars (o último toca uma campana em “Never Wanna Lose You”). Quem recebeu o convite, compareceu ao estúdio.
Rolling Stones em foto promocional do disco ‘Foreign Tongues’
Divulgação/Mark Seliger
Esse festão se traduz nas músicas, e “Foreign Tongues” é mais encorpado que seu antecessor. Logo na faixa de abertura, a ótima “Rough and Twisted”, eles se deleitam entre o piano suingado, guitarras soltas e uma mixagem que te coloca dentro do bar. Outras, como “In The Stars” e a disco “Jealous Lover”, são perfeitas para o rádio.
Estilosos como sempre, os músicos aparecem em ótima forma e (na maior parte do tempo) sem pretensões de mudar o mundo — apenas se divertir.
Mas mesmo sob o tom hedonista das letras, há espaço para um pouquinho de política: “Acordo enjoado e farto de todos esses autocratas / Sabe, eles parecem estar se multiplicando como um bando de ratos imundos, com seus mísseis em desfile”, entoa Jagger em “Covered in You”.
Aos 82 anos, Mick não está só com o quadril em dia, como a voz segue impressionantemente bem. O vocalista vai do falsete de “Jealous Lover” aos gritos e grunhidos em “Never Wanna Lose You”. As guitarras de Keith e Ronnie também estão em pleno vapor, conversando entre si ou cada uma seguindo um caminho.
Rolling Stones em foto promocional do disco ‘Foreign Tongues’
Divulgação/Kevin Mazur
Menos acertada é a versão de “You Know I’m No Good”, de Amy Winehouse. A letra de Amy combina com a voz rasgada de Mick (“você sabe que eu não presto”, canta ele), mas a versão não tem a melancolia que deixava a música tão cortante.
Ainda assim, “Foreign Tongues” é consistente e prova que os caras estão revigorados. Dá para sentir isso em canções como a vivaz “Never Wanna Lose You” e a delicada “Back In Your Life”. Na última, quando Mick diz “vamos, Ronnie [Wood]”, parece que você está ouvindo amigos em uma jam session.
O disco fecha com uma versão crua de “Beautiful Delilah”, de Chuck Berry, lembrando aqueles jovens britânicos que ouviam blues americano na adolescência. Nada mais Rolling Stones: estes homens, na faixa de oitenta anos, seguem encontrando no rock and roll sua fonte de juventude.

Arte/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Lucas Lucco traz Nirvana, Coldplay, Red Hot Chili Peppers e Limp Bizkit para o universo do piseiro no álbum ‘Deu rock’


Lucas Lucco lança o álbum ‘Deu rock’ na sexta-feira, 10 de julho, com 12 standards do rock internacional em clima de piseiro
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♫ NOTÍCIA
♬ Cantor projetado no universo sertanejo, Lucas Lucco anda inventando moda. O artista lança o álbum “Deu rock” na próxima sexta-feira, 10 de julho, com gravações no universo do piseiro de 12 standards de bandas de rock internacional. Entre as bandas da seleção de Lucco, há Nirvana (“Smells like teen spirit”), Linkin Park (“In the end”), Limp Bizkit (“Behind blue eyes”), Red Hot Chili Peppers (“Californication”) e Coldplay (“The scientist / Yellow”).
Lucco canta as músicas com as letras originais em inglês, mas com a pegada brasileira dessa vertente do forró. Quem fez a transposição do universo do rock para o mundo do piseiro foi Marcelo Menor, o DJ Menor, responsável pelos arranjos e a produção musical do álbum “Deu rock”.
A gravação do álbum “Deu rock” foi feita na casa de Lucas Lucco em Uberlândia (MG), Minas Gerais, no embalo da repercussão da abordagem de música da banda 3 Doors Down, “Here without you”, no projeto anterior de Lucco, “Na resenha – Ao vivo vol. 2”.
No lançamento, o foco do álbum “Deu rock” recai sobre a releitura de “My sacrifice”, sucesso da banda norte-americana Creed.
Capa do álbum ‘Deu rock’, de Lucas Lucco
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Com Panda na liderança, o sertanejo volta ao topo do streaming em lista que destaca o funk paulista do DJ Japa NK


Panda é o líder da relação das 50 músicas mais ouvidas no Brasil no primeiro semestre de 2026
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♫ NOTÍCIA
♬ Após ter perdido a liderança do streaming em 2025 para o pagode, precisamente para o grupo Menos É Mais, o sertanejo volta ao topo da lista das 50 músicas mais ouvidas nas plataformas de áudio e vídeo no primeiro semestre de 2026, mas o funk é recorrente no ranking, retrato da preferência musical nacional.
De acordo com a relação divulgada pela Pró-Música Brasil Produtores Fonográficos Associados, instituição que reúne as principais gravadoras e produtoras de música do Brasil, o cantor sertanejo Panda encabeça a lista com a gravação ao vivo da composição “Eu te seguro”.
Na sequência, em segundo lugar, vem o brega-funk pop “Jetski”, de Pedro Sampaio com Melody e MC Meno K, seguido pelo funk “Posso até não dar flores”, faixa que agrega vários DJs e MCs, com destaque para o DJ Japa NK, nome artístico do paulista Adenilton Sapucaia dos Santos. DJ e produtor de funk, Japa NK é nome recorrente na lista das 50 mais da Pró-Música.
Das 50 músicas mais tocadas no país, 48 são brasileiras, o que representa 96% do total de músicas ouvidas em plataformas de áudio e vídeo.
♪ Eis a relação das 50 músicas mais ouvidas no Brasil no primeiro semestre de 2026:
1. “Eu te seguro” (ao vivo) – Panda
2. “Jetski” – Pedro Sampaio, MC Meno K, Melody
3. “Posso até não te dar flores” (Feat. DJ Davi Dogdog) – DJ Japa NK, MC Meno K, MC Ryan Sp, MC Jacaré
4. “P do pecado” (ao vivo) – Grupo Menos É Mais, Simone Mendes
5. “Diário de um cafajeste” (Feat. Mc Tuto, Mc Negão Original) – Dj Oreia, Mc Lele Jp, Mc Meno K, Mc Ryan Sp
6. “Relíquia do 2T (Feat. MC Dkziin, MC Fr Da Norte)” – DJ Gu, Mc Vine7, Mc Tuto, Mc Joãozinho Vt
7. “Eu me apaixonei” – Vitinho Imperador
8. “Amo minha favela” – MC Meno K, DJ Japa NK
9. “Pela última vez” (ao vivo) – Grupo Menos É Mais, Nattan
10. “Tubarões (ao vivo)” – Diego & Victor Hugo
11. “Me postou no daily, festa do Big G” – Mc GP, Mc Lele JP, DJ Davi Dogdog, DJ Andrabeat
12. “Set do Japa NK 2.0 (Feat. Mc Luuky, Mc Jacaré, Mc Rodrigo Do CN, Mc Gh Do 7, Mc Lele JP, Mc Jvila)” – DJ Japa NK, MC Ryan SP, Mc Meno K, MC IG
13. “Sequência feiticeira (Feat. Mc Nito)” – Pedro Sampaio, Mc Gw, Mc Jhey, Mc Rodrigo do CN
14. “Carnívoro” – Mc Jacaré, Mc Negão Original, Mc Lele JP, DJ Japa NK
15. “Deixa eu” (ao vivo) – Murilo Huff
16. “Gauchinha” (Feat. Mc Luuky) – DJ Japa Nk, Mc Meno K, MC Ryan SP, Mc Brinquedo
17. “Apaga apaga apaga” (ao vivo) – Danilo & Davi
18. “Última saudade” (ao vivo) – Henrique & Juliano
19. “Baqueado” (ao vivo) – Panda, Ícaro & Gilmar
20. “Coração partido (Corazón partío)” (ao vivo) – Grupo Menos É Mais
21. “Vai tomando pock pock” (Feat. Mc Meno K & DJ Gordinho Da Vf) – Mc Lele JP, Mc Leozinho Zs, MC GH Original, Mc Menor Zl
22. “Ignora” (ao vivo) – Felipe & Rodrigo
23. “Swim” – BTS (Bangtan Boys)
24. “Famoso ímã / O poderoso chatão” – Mc Lele Jp, Mc Poze Do Rodo, Mc Leozinho Zs, Dj Gordinho Da Vf
25. “Bebe, beija e trai” (ao vivo) – Mayke & Rodrigo, Panda
26. “Quem É Esse? (ao vivo)” – Julliany Souza
27. “Calcinha de Renda (Ao Vivo)” – Panda, Gusttavo Lima
28. “Saudade do Carai” – Mari Fernandez, Grelo, Natanzinho Lima
29. “Ilusão de Ótica (Ao Vivo)” – Matheus & Kauan, Ana Castela
30. “Desliza (Ólhinho No Corpinho)” – Léo Santana, Melody
31. “Seja Ex (ao vivo)” – Henrique & Juliano
32. “Peão Todo Tatuado” – Jeninho, Mariana Fagundes
33. “Bebe e Vem Me Procurar / Quem Ama Sente Saudade (Ao Vivo)” – Turma Do Pagode, Grupo Menos É Mais
34. “Saudade de Quem Eu Sou (ao vivo)” – Henrique & Juliano
35. “Ama um Maloqueiro” – Rafa & Junior, Hugo & Guilherme, Dj Ari Sl
36. “Pega a Maldade Da Bandida” – Dj Luan Gomes, Mc Ws Da Leste, Delleon, Tropa Da W&S
37. “Saudade Estranha (Ao Vivo)” – Murilo Huff
38. “Toma Gostosona” – Mc Lele Jp, Dj Guh Mix
39. “Talvez Você Precise de mim” – Veigh, Supernova Ent
40. “Não Mexe Nas Minhas Gavetas (Ao vivo)” – Danilo & Davi
41. “The Fate Of Ophelia” – Taylor Swift
42. “Cheiro De Culpado (Ao Vivo)” – Júnior & Cézar
43. “Famosinha” – DJ Caio Vieira, Mc Meno K, Mc Rodrigo Do Cn
44. “P.I.T.T.Y. (Parecendo Uma Cafetina)” – NandaTsunami, Stick, Bvga Beatz, Torelli
45. “Dois Enganados (Feat. Marília Mendonça)” – Murilo Huff
46. “Sonho de Amor (Ao Vivo)” – Natanzinho Lima
47. “Gostosin” – Anitta, Felipe Amorim, Hitmaker
48. “Vagabundo” – Gusttavo Lima, Luis Fonsi
49. “Cadeira cativa” (ao vivo) – Zé Neto & Cristiano
50. “12 Horas / Pra Você Acreditar” (ao vivo) – Panda, Humberto & Ronaldo, Ícaro & Gilmar

Fonte: G1 Entretenimento

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Léo Foguete canta com Panda no álbum ‘Além do tempo’ entre hits de Cássia Eller, Ivete Sangalo e Vanessa Rangel


Léo Foguete lança o álbum ‘Além do tempo’ às 21h de 23 de julho
Fernando Schlaepfer / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Cantor e compositor pernambucano que disparou no mercado musical no início do ano passado, emplacando três gravações entre as 50 músicas mais ouvidas do primeiro semestre de 2025, Léo Foguete lança o álbum “Além do tempo” em 23 de julho.
Entre músicas inéditas como “Apenas tu” (gravada com Mariana Fagundes) e “Fênix”, Foguete dá voz a sucessos das cantoras Cássia Eller (1962 – 2021), Ivete Sangalo e Vanessa Rangel.
Do repertório de Cássia Eller, o cantor revive “Palavras ao vento”, parceria de Marisa Monte com Moraes Moreira (1947 – 2020) lançada por Cássia no álbum “Com você… Meu mundo ficaria completo” (1999) em gravação amplificada em 2015 como tema de abertura da novela “Além do tempo”, ora reprisada na faixa vespertina da programação da TV Globo.
De Ivete, Foguete escolheu “Deixo” (Sérgio Passos e Jorge Papapa, 2007). Por fim, de Vanessa Rangel, a escolha, óbvia, do cantor recaiu sobre “Palpite” (1997), primeiro e único sucesso da cantora e compositora, propagado na trilha sonora da novela “Por amor” (1997 / 1998).
No álbum “Além do tempo”, Léo Foguete também regrava sucesso da dupla Juan Marcus & Vinicius, “Alguns defeitos” (Élcio Di Carvalho, Juan Marcus, Natanael Silva e Vinicius, 2019), em feat com Panda.
Capa do álbum ‘Além do tempo’, de Léo Foguete
Fernando Schlaepfer / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento