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Bella Longuinho faz carta aberta ao ex após término e pede fim dos ataques nas redes: ‘Às vezes as pessoas erram’


Bella Longuinho faz carta aberta ao ex após término e pede fim dos ataques nas redes
Após relatar ter sido agredida pelo então namorado durante uma festa e anunciar o fim do relacionamento no início do mês, a influenciadora mineira Bella Longuinho publicou uma carta aberta ao ex e aos seguidores. No vídeo, divulgado nesta sexta-feira (26), ela afirmou que este será seu último pronunciamento sobre o assunto e fez um apelo para que os fãs deixem de atacar o ex-companheiro nas redes sociais.
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Durante o desabafo, a influenciadora relembrou que o ex foi seu primeiro namorado e esteve ao seu lado durante um dos momentos mais importantes de sua vida: a transição de gênero.
“Eu acho que eu tinha que vir aqui para agradecer ao meu ex por tudo. Por ter feito parte da minha transição desde o início”, declarou Bella.
Bella Longuinho faz carta aberta ao ex após término e pede fim dos ataques nas redes
Redes sociais
Bella reconheceu que o relacionamento terminou de forma dolorosa, mas disse que isso não apaga os momentos vividos pelo casal. “O que aconteceu no final não invalida tudo o que a gente passou.”
Ela também recordou as dificuldades enfrentadas ao longo de 2025, período em que conciliou a transição com a exposição nas redes sociais. “Só eu e ele sabemos o que a gente passou. Foi um ano muito difícil para mim. Ter ele do meu lado foi super importante.”
Pedido para encerrar o assunto
Apesar de afirmar que o ex teve “uma atitude muito horrível”, Bella disse que não guarda ressentimentos e fez um apelo para que os seguidores deixem de atacá-lo nas redes sociais.
“Eu não quero que vocês ‘taquem’ mais hate nele, não quero que mandem mensagem para ele. Eu não acho que ele seja uma pessoa ruim. Às vezes as pessoas erram, e eu espero que ele seja muito feliz, que ele realize todos os sonhos da vida dele. Eu não tenho raiva nenhuma dele, muito pelo contrário”, declarou.
Bella disse ainda que não pretende apagar fotos e vídeos do antigo relacionamento. Segundo ela, além de alguns conteúdos envolverem contratos publicitários, o ex faz parte de sua história e ela não vê motivos para esconder esse período da vida.
“Eu não tenho problema com o meu passado. Acho que tudo serve de aprendizado”, concluiu.
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Relembre o caso
O novo pronunciamento acontece após Bella anunciar publicamente o fim do relacionamento ao relatar ter sido agredida pelo então namorado durante uma festa em uma boate.
Na ocasião, ela afirmou ter sido agredida em público e descreveu o episódio como um dos momentos mais humilhantes de sua vida.
“Eu fui agredida pelo meu namorado em uma festa, em público. Nunca me senti tão humilhada”, disse.
Bella Longuinho relata agressão do namorado e anuncia fim do relacionamento
Bella contou ainda que o ex chegou a pedir desculpas, mas que decidiu não perdoá-lo e encerrou o relacionamento. Em um recado aos seguidores, fez um alerta para que outras mulheres não aceitem qualquer tipo de violência.
“Não aceitem nenhum tipo de violência e não aceitem nenhum pedido de desculpa. Isso vai acontecer de novo.”
Horas antes da publicação do vídeo, um usuário das redes sociais afirmou ter presenciado a agressão e informou que registrou um boletim de ocorrência para denunciar o caso à polícia.
Quem é Bella Longuinho
Bella Longuinho compartilhou processo de transição de gênero
Reprodução/Instagram
Natural de Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas, Bella Longuinho, de 23 anos, é influenciadora digital e criadora de conteúdo. Ela começou a produzir vídeos durante a pandemia de Covid-19, em 2020, quando ainda utilizava o nome Zé Longuinho e publicava conteúdos de humor e do universo fitness.
O crescimento veio em 2021, após viralizar com vídeos de dança nas redes sociais. Desde então, ampliou o alcance com conteúdos sobre rotina, beleza, estilo de vida e experiências pessoais. Atualmente, reúne cerca de 4 milhões de seguidores no TikTok, plataforma em que soma mais de 120 milhões de curtidas, além de manter presença ativa no Instagram.
Bella ganhou ainda mais projeção ao compartilhar publicamente sua transição de gênero. Nas redes sociais, passou a mostrar diferentes etapas do processo, incluindo procedimentos como a feminização facial, implantes de silicone e a cirurgia de redesignação sexual realizada na Tailândia. Os relatos sobre a transição e vídeos mostrando o “antes e depois” costumam viralizar e acumular milhões de visualizações.
Antes de se dedicar integralmente à internet, Bella cursou Direito, mas deixou a faculdade após perceber que conseguiria viver da produção de conteúdo. Hoje, é considerada um dos criadores de conteúdo em ascensão nas redes sociais, onde combina entretenimento com relatos sobre identidade, autoestima e vivências pessoais.
Bella Longuinho foca seu conteúdo em beleza e moda nas redes sociais
Reprodução / Redes sociais
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Fonte: G1 Entretenimento

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Gusttavo Lima mira público romântico com ‘Bala alojada’ antes de mostrar ‘Cicatrizes’


Capa do single ‘Bala alojada’, de Gusttavo Lima
Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ O cantor sertanejo Gusttavo Lima lança single solo ao vivo, “Bala alojada”, quase quatro meses após a apresentação na íntegra do álbum “Feito à mão” (2026), completado em 5 de março.
Em rotação desde as 21h de ontem, 25 de junho, o single “Bala alojada” mira o romantismo latino com a gravação de balada captada ao vivo na 36ª edição da Festa do Peão de Americana, realizada de 3 a 14 de junho no interior do estado de São Paulo (SP).
Na voz do cantor mineiro, a composição de Adrianno, Fabrício Narvaes e Raynner Souza ganha a forma de balada sertaneja com toques de bachata – gênero musical dominicano recorrente na discografia de Gusttavo Lima – e flamenco.
Além de “Bala alojada”, o artista programa para o segundo semestre o lançamento de outra música, “Cicatrizes”, gravada na Festa do Peão de Americana.

Fonte: G1 Entretenimento

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Eddie Vedder e Roger Daltrey são anunciados no festival Best of Blues and Rock; veja line-up


Eddie Vedder, do Pearl Jam, no show solo desta quarta-feira (28) no Citibank Hall, em São Paul
Celso Tavares/G1
O festival Best of Blues and Rock anunciou o line-up completo nesta sexta (26). Os headliners serão Eddie Vedder, do Pearl Jam, e Roger Daltrey, vocalista da banda The Who.
O evento acontecerá entre os dias 20 e 22 de novembro, no Parque Ibirapuera, em São Paulo. Segundo o festival, essas serão as únicas apresentações de Vedder no Brasil em 2026.
Veja o line-up completo:
Sexta-feira, 20 de novembro
Eddie Vedder
Glen Hansard
Linka Moja
Samuel Rosa
Sábado, 21 de novembro
Roger Daltrey
Chris Isaak
Kingfish
Artur Menezes
Domingo, 22 de novembro
Eddie Vedder
Glen Hansard
Linka Moja
Vitor Kley
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Fonte: G1 Entretenimento

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Os 50 anos do show do quarteto ‘Doces Bárbaros’ gera tributo feito no Rio com ecos da energia e do alto astral de 1976


Guilherme Borges, Maíra (de vermelho), Simone Mazzzer e Verônica Bonfim (à direita) fazem o show ‘Nosso amor aos Doces Bárbaros’
Rodrigo Goffredo
♫ CRÍTICA DE SHOW
Título: Nosso amor aos Doces Bárbaros
Artistas: Guilherme Borges, Maíra, Simone Mazzer e Verônica Bonfim
Data e local: 25 de junho de 2026 no Manouche (Rio de Janeiro, RJ)
Cotação: ★ ★ ★ 1/2
♬ No contexto social de junho de 1976, ano em que o Brasil ainda vivia sob ditadura sanguinária, a formação e a entrada em cena do grupo Doces Bárbaros simbolizaram um ato político ao pregar o afeto e a liberdade como armas pacíficas de resistência à repressão.
Decorridos 50 anos, o país respira ares democráticos, mas ameaças às liberdades individuais e coletivas de corpos, credos e ideologias ainda empestam o ar – o que (também) justifica a existência de um show-tributo como “Nosso amor aos Doces Bárbaros”.
No contexto social de junho de 2026, o show “Nosso amor aos Doces Bárbaros” também representa um ato político ao celebrar o encontro de Caetano Veloso, Gal Costa (1945 – 2022), Gilberto Gil e Maria Bethânia – idealizadora desse quarteto fantástico que faz jus ao adjetivo já tornado clichê – com a reapresentação do repertório do álbum ao vivo “Doces Bárbaros” (1976), lançado há 50 anos pela gravadora Philips, no formato de LP duplo, com o registro do show estreado em 24 de junho de 1976 no Anhembi, em São Paulo (SP).
No palco do Manouche, clube carioca com ares de cabaré que representa por si só um símbolo de resistência cultural, Guilherme Borges, Maíra, Simone Mazzer e Verônica Bonfim apresentaram na noite de ontem, 25 de junho, um show inédito, roteirizado com as 17 músicas do álbum de 1976, mas sem se prender à ordem do disco e sem tentar copiar o grupo baiano.
O quarteto de 2026 até reproduz gestos e signos do quarteto de 1976 em cena, mas com organização própria e com espírito coletivo de liberdade, manifestado tanto nos figurinos dos artistas – criados por Brunna Napoleão com ecos da estética hippie – quanto nos movimentos (orquestrados por Iasmin Patacho, diretora artística do show ao lado de Yasmin Lima) e nas demonstrações de afetos entre os artistas.
O afeto, por exemplo, regeu o duo de Maíra e Simone Mazzer em “Eu te amo” (Caetano Veloso, 1976), feito com direito à citação original de “Boneca de piche” (Ary Barroso e Luiz Iglesias, 1938) e com direito ao gestual de Caetano e Bethânia no canto de “Fé cega, faca amolada” (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, 1974).
Com maior imponência cênica e vocal das três mulheres, todas atrizes além de cantoras, o quarteto se escorou na direção musical do arranjador Guilherme Borges, calcada em trio de guitarra (a de Navalha Carrera, expoente do instrumento na cena alternativa), baixo (o de Lelena Anhaia) e bateria (a de Flávia Belchior).
Essa sonoridade se afina com a estética dos Doces Bárbaros, grupo que fazia rock, muitas vezes na forma – como em “Nós, por exemplo” (Gilberto Gil, 1976, com titulo alusivo ao show que reuniu o quarteto baiano em 1964 no palco do Teatro Vila Velha, em Salvador) e como em “Chuckberry fields forever” (Gilberto Gil, 1976), solo em que Verônica Bonfim segura metaforicamente o machado de Xangô – e outras tantas vezes na atitude.
Havia a resistência do rock até no canto de um samba-canção do fim da era do rádio, “Atiraste uma pedra” (Herivelto Martins e David Nasser, 1958), destaque do show no duo de Guilherme Borges (também na harpa) e Verônica Bonfim.
Mesmo tropeçando em verso do início da letra de “Um índio” (Caetano Veloso, 1976), Simone Mazzer fez do número um dos pontos altos do show pela habitual força vocal e interpretativa.
O alto astral no canto de tantas lindas canções livrou o quarteto de 2026 das comparações com as interpretações soberanas do grupo de 1976. A energia do show foi boa, como exemplificou o canto de “Esotérico” (Gilberto Gil, 1976) com Guilherme Borges, Maíra e Verônica Bonfim sentados no palco, aos pés da cadeira que abrigava Simone Mazzer.
Essa energia respaldou solos (como o de Verônica Bonfim ao violão em “O seu amor”, canção de Gilberto Gil feita para os Doces Bárbaros), duetos e cantos coletivos, como o de “Fé cega, faca amolada” e o do hino “Os mais doces bárbaros” (Caetano Veloso, 1976), músicas reservadas estrategicamente para o bis.
Em essência, Guilherme Borges, Maíra, Simone Mazzer e Verônica Bonfim conseguiram o mais importante, que era evocar, mesmo que bem de longe, o clima de desbunde e contracultura que pautou a reunião dos Doces Bárbaros, sem cair na tentação de tentar reproduzir o irreproduzível.
O hasteamento de uma bandeira com as cores do Brasil na qual se lia “Livre para amar”, já ao fim do show, corroborou as ótimas intenções do quarteto de 2026 em sintonia com o início da apresentação, aberta com o canto performático de “As Ayabás” (Caetano Veloso e Gilberto Gil, 1976), exemplo de um repertório que explicitou em vários números a matriz africana da música do mundo.
Se ser Doce Bárbaro era um estado de espírito em 1976, Guilherme Borges, Maíra, Simone Mazzer e Verônica Bonfim captaram esse espírito em 2026, celebrando, e não tentando imitar, a força de um quarteto que marcou época ao fazer da própria reunião um ato político de resistência.
Guilherme Borges, Simone Mazzer, Maíra (de vermelho) e Verônica Bonfim (à direita) apresentam o tributo no clube Manouche, no Rio de Janeiro (RJ)
Rodrigo Goffredo

Fonte: G1 Entretenimento

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Brasileiros comemoram convite para fazer parte da Academia e votar nos filmes do Oscar; VÍDEO


Brasileiros comemoram convites para fazer parte da Academia organizadora do Oscar
Os brasileiros convidados para fazer parte da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, que organiza o Oscar, comemoram o reconhecimento que representa a chance de poder votar nos indicados e ajudar a escolher os vencedores da maior premiação do cinema mundial (veja vídeo acima). Nove deles estão na lista com 529 nomes divulgada na quinta-feira (26).
“Foi uma notícia incrível. Fiquei muito, muito, muito feliz. Acho que foi um grande momento para o nosso cinema daqui, da gente”, comemorou o pernambucano Eduardo Serrano, montador do filme “O agente secreto”, em entrevista para o Bom Dia Pernambuco, da TV Globo.
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Outros profissionais do cinema que participaram do filme de Kleber Mendonça Filho indicado a quatro categorias no Oscar 2026 também receberam o convite da Academia: o diretor de elenco Gabriel Domingues, a figurinista Rita Azevedo, o diretor de arte Thales Junqueira e o montador Matheus Farias.
Entre os convidados brasileiros, também estão Bernardo Uzeda, editor de som de “As boas maneiras”; Wilssa Esser, diretora de fotografia de “Aurora”; Marcelo Caetano, diretor de “Baby”; e Adolpho Veloso, diretor de fotografia de “Sonhos de trem”.
“Esse convite faz parte de um movimento da Academia, do Oscar, de trazer mais pluralidade para os novos integrantes. A Academia, por muito tempo, teve principalmente norte-americanos entre seus membros — em sua maioria, homens brancos. Agora, há um número maior de mulheres e de profissionais da América Latina, da África e da Oceania. Então, fazer parte desse novo momento da Academia, que busca esse olhar mais diverso e renovado, como um profissional do Brasil, do Nordeste, do Recife, eu acho que tem um peso e uma importância muito grandes”, disse Matheus Farias.
Outros brasileiros convidados comemoraram no Instagram o convite que receberam. “Feliz e honrado com o convite para ser Academy Member do Oscar!”, postou Thales Junqueira. “Muito feliz com o convite da Academia para fazer parte dessa crescente comunidade de gente de cinema. Mais feliz ainda por estar ao lado de tantos amigos parceiros”, celebrou Rita Azevedo.
Usando um print da notícia publicada no g1, Marcelo Caetano postou uma mensagem em inglês agradecendo e comemorando o convite: “Obrigado, Academia! Novo membro na área” (em tradução livre). Ele também celebrou o fato de ter sido convidado juntamente com Thales e Gabriel.
“De uma vez só, os três. E não é pouca coisa. Começamos no cinema juntos, como assistentes, aprendizes, no chão da fábrica, sem faculdade de cinema, sem família de artista. Formamos a nossa, obcecados, maníacos, apaixonados por cinema”, afirmou Marcelo Caetano no Instagram.
Os montadores pernambucanos Eduardo Serrano e Matheus Farias foram convidados a integrar a Academia organizadora do Oscar
Reprodução/TV Globo
A importância desses convites para manter o cinema brasileiro na vitrine mundial foi enfatizada por Eduardo Serrano e Matheus Farias, a dupla responsável por editar “O agente secreto”, transformando 50 dias completos de filmagem em um longa-metragem de 2 horas e 41 minutos.
“A gente vai poder votar nos indicados pela categoria de Montagem e também na de Melhor Filme. Então, é através da gente que se pode abrir portas para o cinema brasileiro, especialmente na montagem, na indicação ao Oscar. Por exemplo, hoje, eu acho que a gente tem só três montadores de ficção no Brasil [na Academia]. Agora, vamos passar a ter cinco, comigo e com Matheus. Então, é muito importante para o Brasil e para as expectativas que a gente tem em relação ao Oscar”, contou Eduardo.
VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Entretenimento

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Joyce Alane comenta cobrança sobre ‘novos Gils e Caetanos’ na música nacional: ‘Eles foram eles’


Joyce Alane comenta cobrança sobre ‘novos Gils e Caetanos’ na música nacional
O ano de 2026 de Joyce Alane ficará marcado por grandes estreias. A cantora recifense de 28 anos se apresentou pela primeira vez no Rock in Rio Lisboa. E estará, também pela primeira vez, no Rock in Rio, em setembro.
Em entrevista ao g1, na edição portuguesa do festival, Joyce disse que, lá em 2021, quando estourou com a faixa “Leão”, sonhava com essas conquistas.
“Imaginava nos sonhos assim de fato, mas eu achava muito distante da minha realidade. Eu acho que em 10 anos a vida da gente muda muito, né? E em 5 anos que já estou nessa trajetória, estou indo para o Rock in Rio… É um sonho de muito artista. E eu estou finalmente realizando. Pra mim é maravilhoso”, comemora.
Antes de sua apresentação em Portugal, a cantora aproveitou para conhecer Lisboa. E colocar na bagagem inspirações para suas músicas.
“Acho que tudo aquilo que é novo para gente, inspira. Para mim é assim. Então, conhecer culturas novas, conhecer lugares novos. Isso me inspira demais. Então, Lisboa com certeza me inspirou nesse quesito. Ver tanta gente falando tantas línguas e cada um com um jeito. Foi muito especial.”
Durante a visita ao país, a artista ainda teve um encontro com a cantora portuguesa Carminho.
“Pra mim, foi um baita momento. Chegar na casa de Carminho, conhecer um pouquinho ela fora da dos palcos, foi muito legal. Acho que Carminho é o nome [para um possível feat], mas é um nome para muita gente, né?”
Joyce Alane no Rock in Rio Lisboa
Reprodução/Instagram
No festival de Lisboa, Joyce se apresenta sozinha. Mas no Rio, a cantora faz a apresentação em parceria com Carol Biazin.
“Eu tô muito empolgada. Estava conversando com o Carol hoje, a gente ainda vai ensaiar. Então eu vou conseguir ter certeza de como está no final deste. A gente vai se juntar para ver quais músicas a gente vai fazer, então não consigo nem dar um spoiler direito, porque vai que eu dou um spoiler e depois o spoiler é fake news? É melhor não.”
A cobrança sobre ‘novos Gils, Bethânias e Caetanos’ na música nacional
Estrela da nova cena da música nacional, Joyce Alane comentou as constantes cobranças sobre os “novos Gils, Chicos, Bethânias e Caetanos”.
“Não vai ter novos Chico, novos Caetanos, novas Bethânias, porque eles foram eles. E quem tá chegando é para fazer sua estrada. É para fazer seu caminho, para fazer sua história.”
“E eu acho que as pessoas que falam que não existe mais música boa como antigamente não se abriram para essas oportunidades, porque tem muito artista bom.”
“Agora, se o que chega no seu ouvido é algo que não te agrada, é porque você não foi procurar ainda aquilo, porque tem muito artista bom de fato. E não. Não são novos Gilberto Gil, não tem isso. São pessoas que estão sedentas para fazer sua própria história.”

Fonte: G1 Entretenimento

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‘O Convite’ é divertido, caótico e embriagante, como um bom jantar deve ser; g1 já viu


‘O Convite’ mostra um jantar entre um casal em crise (Olivia Wilde e Seth Rogen) e seus vizinhos liberais (Penélope Cruz e Edward Norton)
Divulgação
Há situações sociais que são um filme de comédia, enquanto outras são drama e suspense. “O Convite” parte do pressuposto de que alguns jantares são tudo isso ao mesmo tempo.
O filme, que estreia no dia 9 de junho nos cinemas brasileiros, é uma adaptação do filme espanhol “Sentimental” (2020). Nesta versão, mostra Angela (Olivia Wilde, que também assina a direção) e Joe (Seth Rogen), um casal em um relacionamento falido, em um jantar com seus vizinhos liberais (Piña e Hawk, interpretados por Penélope Cruz e Edward Norton) — e, ao que tudo indica, muito bem resolvidos sexualmente.
“Nós adoramos tensão”, diz Hawk ao ser recebido pelo casal anfitrião, como uma piscadela aos espectadores. Porque daí em frente, a tensão vira… mais tensão (social? sexual?), algumas piadas, chororô e diálogos frenéticos.
Os atores estão ótimos aqui, muito bem escalados em seus respectivos papéis. Na verdade, estão tão confortáveis nos personagens que, em muitos momentos, parecem estar improvisando.
Penélope e Edward se deleitam nos papéis dos vizinhos excêntricos, enquanto Olivia e Seth interpretam perfeitamente uma neurótica e um deprimido sarcástico. (Não estranhe se, do pôster aos diálogos, você se lembrar um pouco das comedinhas de Woody Allen.)
Penélope Cruz (Piña) e Olivia Wilde (Angela) em ‘O Convite’
Reprodução
Esse é um filme que se passa essencialmente dentro de uma casa, ou seja, não há muitos recursos temporais, mudanças de cenário ou efeitos para entreter o espectador. Fica quase tudo por conta do roteiro de Will McCormack e Rashida Jones, que carrega a trama nas costas e — na maior parte das vezes — o faz com naturalidade.
A direção de Wilde também conduz bem as dinâmicas entre os personagens, que se atraem e se repelem ao longo da noite. Você se vê inserido em um jantar muitas vezes intenso, que raramente perde o ritmo e te mantém curioso até o fim.
Não é tanto o desfecho que atrai, mas como as interações se desenrolam: eles vão brigar mais? O que os imprevisíveis vizinhos vão falar em seguida? Tá rolando um clima aqui? Com o auxílio da presente trilha de Dev Hynes (Blood Orange), composta principalmente de cordas de violoncelo, até as falas mais “comuns” ganham tons de suspense.
Divertido, só não tão profundo
“O Convite” dosa bem a palhaçada e evita ficar caricato (e consegue em boa parte, exceto por algumas cenas ali no finalzinho). Mas apesar de ser eficaz na comédia, não é tão forte quando tenta ser mais profundo.
Há uma delicadeza do roteiro ao falar sobre relacionamentos, casamento e a culpa que cada um tem nessa equação. Só fica um pouco difícil se conectar com os personagens — até porque, em boa parte do filme, a graça é eles serem meio chatos. (O personagem de Seth Rogen especialmente.)
Edward Norton (Hawk) e Penélope Cruz (Piña) em ‘O Jantar’
Reprodução/YouTube
Além disso, da metade para o fim, o longa acaba tomando caminhos um pouco previsíveis e é menos ousado do que promete. Mas por outro lado, ainda tem um pouco para todo mundo se identificar.
Esses são detalhes, claro. Porque para quem quer uma comédia que acerta no ponto, “O Convite” é uma boa pedida. O filme é como um bom jantar deve ser: divertido, caótico e um pouco embriagante.

Arte/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Emicida compara Racionais a Pelé, critica rappers conservadores e lamenta exposição da vida pessoal


Emicida compara Racionais a Pelé e lamenta exposição da vida pessoal
Em dezembro de 2025, Emicida voltou aos noticiários com um novo álbum, “Mesmas Cores e Mesmos Valores”, que faz uma homenagem ao Racionais MCs e ao álbum do grupo paulistano “Cores e Valores”, lançado em 2014.
No entanto, nos meses anteriores daquele ano, o rapper viveu momentos “horríveis”, como ele mesmo definiu, com a morte da sua mãe, dona Jacira, e o litígio judicial com seu irmão, Evandro Fióti, por conta da empresa Laboratório Fantasma. Muito reservado, Emicida viu sua vida pessoal exposta.
Porém, a celebração ao trabalho dos seus ídolos foi mais que um refúgio para o cantor. Serviu para a afirmação da sua própria qualidade como artista e para colocar o Racionais no que considera o seu devido lugar.
Ice Blue, KL Jay, Emicida, Mano Brown, DJ Nyack e Edi Rock
Jef Delgado/Divulgação
Em entrevista ao Podpah, o próprio Emicida classificou como “polêmico” colocar o Racionais como maior grupo de rap da história.
Mas por que, se o Brasil consome tanto rap, colocar o maior grupo do gênero entre os grandes da música deixa as pessoas com receio desse tipo de afirmação?
“Não é o paralelo em si, mas o tamanho da tensão que ele provoca. Quando você elogia o Racionais nesse lugar, não é que está fora de propósito. É tipo olhar um gol de barriga e olhar um gol do Pelé.”
“O tamanho do Racionais é o tamanho do Pelé, o tamanho do Pixinguinha, o tamanho da Nise da Silveira. Racionais precisa ser entendido dentro dessa chave.”
Ao g1, o rapper explicou como avalia a recepção do seu álbum, seis meses após o lançamento, com tantas referências incluídas e uma turnê que, neste fim de semana, passará por Curitiba (27/06) e Porto Alegre (04/07), como preparou seu show e como enxerga a relação do rap com uma parcela do conservadorismo brasileiro.
Capa do disco ‘Emicida Racional VL.2: Mesmas Cores & Mesmos valores’
Créditos: Walter Firmo/Cecropia
Confira a entrevista completa abaixo:
g1: “Cores e Valores”, do Racionais, completou uma década e até hoje se discute se o álbum foi entendido na sua plenitude. O seu novo trabalho tem seis meses, e imagino que ele ainda esteja “em construção” nesse quesito. Como você vê a aceitação do público?
Emicida: Eu fico muito feliz com a qualidade intelectual que os fãs me trazem de volta. A forma como o disco foi absorvido gerou uma experiência muito íntima porque ele tem essa dor e essa luz desenhadas de formas muito sensíveis. Para algumas pessoas, por exemplo, foi e é um disco difícil de ouvir. É louco isso, né?
E isso não sendo entendido como um problema a ser solucionado. Mas, como emocionalmente ele abre tanta coisa que, para não articular em qualquer momento, as pessoas preferem ouvi-lo sozinho, de quebradinha.
g1: Tem alguma mensagem específica que está nesse álbum que você acha que a galera ainda não acessou e você queria que entendessem melhor?
Emicida: Mano, tem muita coisa. Tem um universo muito grande de coisas ali para serem compreendidas. Mas eu acho que não é necessariamente o que elas acessaram ou não acessaram. É a tensão que um artista consegue estabelecer entre a comunidade que acompanha a obra dele.
Esse é um disco que vai ter novidade pelos próximos 100 anos. Te digo com absoluta tranquilidade. Quando as pessoas encontrarem dona Edith do Prato [percussionista brasileira] lá dentro, elas vão ficar: “Meu Deus”, sabe?
Emicida: “É um disco difícil de ouvir”
g1: E esse também é um álbum muito imagético. Você já lançou clipe, lyric video… Você pensa em lançar mais coisas? Como está sua relação de produção imagética?
Emicida: A gente captou tudo da produção. Estamos começando a estruturar um documentário agora. A gente tem um material muito rico na mão e, por si só, o material das gravações já é bem emocionante. E a gente quer começar a ter uma presença mais cadenciada nas mídias sociais.
Eu sou um cara que usa as redes sociais de uma forma muito rarefeita, parça. Eu preciso me tornar um criador de conteúdo melhor – é o que meus amigos dizem. Todo mundo fala: “Mano, você tinha que explicar isso aí, as pessoas não vão alcançar isso aí sozinhas, cara”.
g1: Você disse achar polêmico que “Racionais é o maior grupo de rap da história” e, por esses dias, o curador musical Lúcio Ribeiro também afirmou que “Sobrevivendo no Inferno” é o maior álbum em língua portuguesa do país. Você acha que essas frases só são “polêmicas” pelas referências a um grupo de rap? Se o rap no Brasil mobiliza massas, vira leitura obrigatória em vestibular e etc., não deveria ser um absurdo falar do Racionais dentro dessa perspectiva, certo?
Emicida: Certo, mano, mas a questão é a seguinte: não é o paralelo em si, mas o tamanho de tensão que ele provoca. Então, nesse sentido, um elogio como esse é um problema parecido com o que talvez a arqueologia brasileira enfrenta. Quando você vai para fora do Brasil, tem um monte de programas de TV mostrando escavações e dizendo: “olha aqui a nossa história”. É uma forma de se conectar com o passado e manter suas culturas e tradições vivas. A arqueologia do Brasil tem um paradoxo: em muitas partes do país, o que está enterrado não condiz com o que está escrito nos livros de história.
Quando você elogia o Racionais nesse lugar, não é que está fora de propósito. Tudo isso que você falou é verdade, eu assino embaixo. A questão é que uma vitória desse tamanho é tipo você olhar um gol do Pelé e olhar um gol de barriga, mano. O tamanho do Racionais é o tamanho do Pelé, do Pixinguinha, da Nise da Silveira, do Santos Dumont. O Racionais precisa ser entendido nessa chave. Tom Jobim, Elis Regina, a caneta do Chico Buarque.
Talvez a sabedoria para olhar essa parada seja pensar nos termos da capoeira: é uma dança, mas é uma luta. É assim que compreendo a cultura do Brasil: é uma dança, mas é uma luta. A dimensão intelectual está lá, mas os caras fizeram isso dançando e guerreando ao mesmo tempo. Isso torna a vitória muito mais saborosa para nós.
Racionais é “do tamanho de Pelé”, diz Emicida
g1: Eu queria fazer uma pergunta de dois lados: a primeira parte, em caráter celebrativo, é o tamanho que o rap encontrou no mercado. Você está fazendo uma turnê rodando o país; o BK’, por exemplo, vai ser o primeiro artista de rap a fazer um show em um estádio. Como você vê essa chegada no mercado que antes era muito difícil, poucas casas abriam espaço para o rap…
Emicida: Eu acho que isso, primeiro, é uma conquista sem tamanho. É o sonho de todos nós que ajudamos a carregar e construir um tijolinho dessa ponte. Qualquer um de nós que traga a verdade do tamanho da verdade que o BK está trazendo e ocupe os maiores palcos, é uma conquista do movimento como um todo. O tamanho que a cultura alcançou em termos de popularidade tem sido uma parada maravilhosa.
Mas uma coisa é a percepção e o alcance da música rap, outra coisa é o pertencimento à cultura hip-hop. Essa ainda está por ser reconhecida na sua amplitude numa sociedade como a nossa, não por falta de substância, mas porque essa dimensão coletiva soa como uma dimensão radical da postura da cultura hip-hop.
A indústria tende a absorver a parte que está mais próxima dela. Nessa dimensão, a música rap é o mais fácil de ser sintetizado nessa escala. A gente consegue operar aí, mas a verdade de tudo isso só se mantém reluzente e sólida pela parada que mencionei: alguém como o BK’ faz essa vitória ser gigante nos dois campos.
g1: Mas, ao mesmo tempo, a gente vê — e essa era a segunda parte da pergunta, a parte mais crítica — como o rap, ao mesmo tempo em que invadiu os festivais nos últimos dois anos, vem perdendo esse espaço. Ouvimos, principalmente de quem trabalha nos festivais, que “falta qualidade nos shows de rap”, que tem muita pirotecnia e pouca técnica. Como você vê essa crítica e essa redução do espaço que o rap tinha conquistado dentro de grandes festivais?
Emicida: Eu acredito que o mercado tem várias tendências que se sobrepõem. Nesse momento, inclusive, acho que tem uma efervescência muito bacana rolando de artistas e produtores independentes remapeando sua cena, cidade por cidade. Já aconteceu em São Paulo, no Rio, e tenho certeza de que está acontecendo numa escala muito maior do que a que o Sudeste está conseguindo. Por quê? Porque a dimensão cultural é mais ampla do que a dimensão da indústria. Isso não é um demérito da indústria, porque ela capta num espectro menor, está tudo certo, é nessa dimensão que ela gera valor. Mas o valor da cultura é um valor difícil de colocar em números, porque ela é o que oxigena essas redes.
Essas redes têm se reorganizado para que o valor da música rap não seja somente captado ou fique sob o julgo de pessoas que têm uma concepção contraditória.
Para shows de outros gêneros, esse tipo de qualidade técnica não é um fator relevante, entende? Mas quando é um artista que tem o tipo de discurso que o rap legítimo tem, exige-se que ele chegue lá com a Sinfônica de Paris.
O rapper Emicida em ensaio para o álbum “Mesmas Cores & Mesmos Valores”
Walter Firmo/Cecropia
g1: Você usou o termo ‘rap legítimo’ por algum motivo específico? Não sei se entendi…
Emicida: Hoje muitas pessoas falam do rap, mas nunca foram a um show de rap. Muitas pessoas escutam rap, e tudo isso é maravilhoso, mas não necessariamente estão próximas do que a gente pode dizer que seria o movimento hip-hop. Nesse sentido, quando uso a palavra “legítimo”, é porque estou falando de uma trajetória que parte da semente coletiva e vai entender a música rap dentro desse espectro. É isso que compreendo, dentro dos cinco elementos, como sendo uma vitória legítima do movimento hip-hop.
g1: Saíram dois artigos nas últimas semanas, um do [cientista político] Pedro Abramovay e outro da [vereadora do Rio de Janeiro] Thaís Ferreira, que falam sobre a transformação da sociedade brasileira por parte dos governos Lula a partir da obra do Racionais e da sua. Mas, ao mesmo tempo, fico pensando em como o rap, especificamente na última década, viu crescer uma espécie de reação de novos artistas que dialogam com um discurso mais reacionário, neoliberal e flertando com a extrema-direita. Como você vê esse aumento de artistas que dialogam com uma corrente política que é contraditória ao discurso da cultura hip-hop?
Emicida: Tem uma estatística que fala que apenas 10% da população do Brasil tem capacidade plena de interpretar funcionalmente um texto. Esse tipo de recorte acaba se aplicando a cada um dos subsetores de uma sociedade.
O Brasil tem uma sociedade conservadora, por mais contraditório que isso seja. A gente vai se encontrar com esse tipo de discurso dentro de culturas que alcançaram a escala que a música rap alcançou.
Agora, a contradição que não se sustenta aí é querer fazer sentido dentro do ambiente daquilo que chamei aqui de rap legítimo e cultura hip-hop. Porque nesse ambiente — e aqui não estou dizendo que não haja pessoas que possam ter posições conservadoras, o recorte faz sentido no espectro pequeno também —, os pilares que fundamentam o que essa cultura considera mais sagrado são contraditórios com muitos dos discursos desse tipo de artista que você mencionou.
Emicida vê contradição entre rap e discurso conservador
g1: E como foi para você ir para uma batalha de freestyle com o Jotapê que disse várias vezes ter se inspirado no Emicida para ser o artista que ele é e como foi ver o ambiente dessa juventude que tem você como o maior espelho?
Emicida: Mano, eu não sei o tamanho do obrigado que devo para o Jotapê. Não só pelo artista incrível que ele é, mas pela sensibilidade e pelo pensamento coletivo que ele tem. Como já disse, ele é um filho direto e legítimo das batalhas de freestyle. Ele vem da rua. É um moleque preto que tem uma percepção da realidade muito sensível e um desejo artístico muito amplo.
Quando colo nas batalhas, fico mais de quebradinha para não gerar muito frisson. O que o Jotapê me ofereceu foi uma perspectiva muito linda de uma geração que surge com metade da minha idade e diz: “Mano, você e a sua geração plantaram sementes maravilhosas. Olha aqui o que essas sementes se tornaram, eu sou uma delas”. Isso é o que me provoca para querer dizer um obrigado desse tamanho a eles.
g1: Usando essa questão da semente, a “Coisa Nostra” [empresa que gerenciava a carreira do Racionais MCs] foi uma inspiração para a Laboratório Fantasma [empresa que gerenciava a carreira do Emicida. Você está nesse momento com a Cecropia, que distribuiu seu último álbum. Tem a Oofa também, responsável pelos produtos da nova turnê. Como está esse seu momento como empresário, com uma nova empresa cuidando da sua carreira?
Emicida: Eu nem sei se devo caracterizar isso como uma empresa. Porque eu tenho sintetizado nesse projeto a minha forma de existir, e isso transcende com o que eu pago as minhas contas. É a síntese de um sonho a respeito do potencial da inteligência do Brasil para transformar a realidade, principalmente a partir da arte. Eu não consigo te dar uma definição.
A comparação[com a Laboratório Fantasma] é legítima, as duas estruturas se parecem menos do que as pessoas acham, mas a metáfora é cabível. O que deve se dar nos próximos meses é uma apresentação formal dela a partir do que está por trás desse projeto. Vai ser uma delícia falar disso, mas não gosto de falar antes porque dá azar.
O rapper Emicida em ensaio para o álbum “Mesmas Cores & Mesmos Valores”
Walter Firmo/Cecropia
g1: Desde que você começou a empreender com a Lab Fantasma, em 2009, a economia mudou muito e as redes sociais ditam uma forma de ganhar dinheiro que é muito complexa. Você se vê nessa posição de: “Putz, agora eu preciso ser um produtor de conteúdo” além de todo o resto?
Emicida: Eu acredito que a indústria na qual faço parte — o pedacinho que me cabe aqui — tem operado de um jeito que tem nos impulsionado a ocupar o tempo das pessoas com informação sobre nós, com uma ameaça do tipo: “se não, você vai ser esquecido”, sabe?
Eu acho que essa concepção para muitas pessoas vai funcionar, para quem raciocina pensando na atenção como commodity. Então, a commodity vai operar dentro disso aí. Mas eu acredito que a pessoa que acompanha o Emicida oferece para ele uma atenção que está mais perto do luxo, que é como eu concebo a atenção também nesse momento.
Essa coisa que você falou de o disco ser imagético… mano, vou te falar sinceramente: para mim, o rap é um esporte intelectual que nem o xadrez. Isso nos Estados Unidos recebeu um nome, mas é fruto do movimento da comunidade preta pelo globo em diáspora. Agora, a cereja do bolo, meu mano, não tenha dúvida de que é o Brasil.
g1: Última pergunta: você falou sobre a economia da atenção e você sofreu com essa cultura no ano passado, você chegou a ser destaque em página de fofoca por tudo o que aconteceu com relação a briga com o seu irmão e a morte da sua mãe. Como você se sentiu sendo uma pessoa que faz questão de resguardar sua vida pública?
Emicida: Foi horrível, mas é uma página que já virei. Alguns amigos da indústria foram muito sábios ao entrar em contato comigo e dizer que esse tipo de coisa acontece e foge do nosso poder controlar a interpretação a respeito do nosso nome. A sabedoria reside em ser quem você acredita que consegue ser e seguir focado no que precisa ser compartilhado com o mundo. Isso foi o que me trouxe até aqui.
Tem uma dimensão que me protege muito: eu nunca fui uma pessoa conhecida por expor minha vida pessoal. Não há esse interesse no Emicida. Você não vai ver o que jantei hoje no meu Instagram. Periga achar lá uma foto de arruda, três páginas de livro e uma outra foto sem foco e sem ângulo direito. Esse é o estilo do Emicida de criar conteúdo.
SERVIÇO – TURNÊ “MCMV – EMICIDA”:
27/06
Emicida em Curitiba – Igloo Super Hall
Ingressos via Eventim
04/07
Emicida em Porto Alegre – Auditório Araújo Vianna
Ingressos via Eventim

Fonte: G1 Entretenimento

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Raridade da discografia de Tim Maia vem à tona entre as 16 faixas do álbum do Jota Quest com o repertório do cantor


O grupo Jota Quest apresenta mais duas faixas do álbum em que canta músicas do repertório de Tim Maia
Reprodução / Facebook Jota Quest
♫ NOTÍCIA
♬ Em 1981, quando estava fora das gravadoras multinacionais por incompatibilidade de gênios, Tim Maia (1942 – 1998) lançou single independente com versões em português de duas recém-lançadas músicas do repertório da banda norte-americana de soul e R&B Kwick.
“Split decision” (Allen Jones, Bertram Brown, Terry Bartlett, William Sumlin e Vince Ricari Williams) virou o funk “Vê se decide”, rebobinado por Tim em outra gravação feita para álbum de 1986. Já “You’re a the star of my show”(Allen Jones, Bertram Brown, Terry Bartlett, William Sumlin e Vince Ricari Williams) virou “Você é a estrela do meu show” na tradução literal de Tim Maia.
É essa música – joia rara até então esquecida no fundo do baú fonográfico do cantor e compositor carioca – que o Jota Quest traz à tona, 45 anos após o lançamento do single de 1981, entre as 16 faixas do álbum em que a banda mineira aborda o repertório de Tim Maia.
Detalhe: a gravação da música pelo Jota Quest – que abreviou o título para “Estrela do meu show” – incorpora os vocais de Tim, extraídos do raro single de 1981.
Posto em rotação na noite de hoje, quinta-feira, 25 de junho, o single duplo com “Estrela do meu show” / “Não quero dinheiro (Só quero amar)” – grande sucesso do segundo álbum de Tim, lançado em 1971 – dá mais uma prévia do álbum gravado com produção musical assinada pelo baixista da banda, PJ. O lançamento do álbum está previsto para setembro.

Fonte: G1 Entretenimento

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Alex Escobar deixa cobertura da Copa do Mundo: ‘Não me sinto seguro para seguir’


O jornalista Alex Escobar
Reprodução/Instagram
O comentarista Alex Escobar anunciou nesta quinta-feira (25) que deixou a cobertura da Copa do Mundo pelo Grupo Globo.
Escobar teve um mal-estar durante participação no programa “Encontro”, da TV Globo, na manhã de segunda-feira (22). Ele afirmou que realizou exames e está bem.
Em postagem feita na sua conta no Instagram, o jornalista explicou que não passou por nada grave, mas que não se sente seguro para seguir.
“Amigos e amigas desta rede, estou deixando a cobertura da Copa. Embora nada de grave tenha sido descoberto nos exames que fiz aqui nos States, não me sinto seguro para seguir. Passei esses dias pensando, avaliando, conversando com os colegas da Globo, família e o melhor a fazer agora é parar e resolver o B.O. Claro que fica uma frustração, estava me divertindo muito, mas estou bem. Obrigado pelo carinho! Vou atualizando a situação por aqui. Voa, Vini!!! Brasiiilll!!!”, escreveu.
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Fonte: G1 Entretenimento