Categorias
ENTRETERIMENTO

Maria Bethânia chega aos 80 anos com a altivez intacta do canto sobrenatural que educa, comove e, não raro, inebria


Maria Bethânia completa 80 anos nesta quinta-feira, 18 de junho
Alicia Coriolano / Reprodução da capa do álbum ‘Ciclo’ (1983)
♫ MARIA BETHÂNIA 80 ANOS
♬ Nascida em 18 de junho de 1946, Maria Bethânia chega hoje aos 80 anos com trajetória inatacável, pautada pela altivez do canto sobrenatural que educa, comove e, não raro, inebria.
Movido pela espiritualidade que rege a artista, espécie de divindade no panteão da MPB com quem (quase) ninguém ousa mexer, esse canto atinge os rincões mais profundos do Brasil sem deixar de cantar as dores de amores comuns a toda a gente do campo ou da cidade.
O canto de Bethânia educa porque, através dele, versos de poetas como Fernando Pessoa e Clarice Lispector escaparam dos nichos literários e chegaram aos ouvidos do grande público interpretados por uma cantora que também nos pega pela palavra. Educa por transitar pela estrada de um sertão que resiste aos vícios e hits da industrialização. Por conduzir o público do Brasil às rodas da cidade natal de Santo Amaro da Purificação (BA), norte do canto da artista.
A força motriz de Bethânia também vem da voz da mãe, Claudionor Vianna Telles Velloso (1907 – 2012), a Dona Canô, a que está em tudo que Bethânia canta, das louvações aos santos e orixás aos sambas-canção da era do rádio.
Bethânia não vai na onda. Bethânia traz a onda, aponta o que ninguém via, propõe que se atente para um compositor. O que seria de Roberto Mendes e de outros grandes compositores de Santo Amaro sem a voz-guia de Bethânia a mostrar uma obra que, sem a projeção nacional da intérprete, talvez tivesse ficado conhecida somente em redutos locais?
O canto de Bethânia também comove porque a voz grave sabe transitar entre a delicadeza e a dramaticidade com inteligência rara.
Admiradora de Dalva de Oliveira, estrela da era do rádio, Maria Bethânia embute alta carga de teatralidade no canto. Esta é a marca da artista desde que, em fevereiro de 1965, a debutante subiu ao palco de teatro do bairro carioca de Copacabana para alçar um voo sem volta pelo Brasil a partir do canto de “Carcará”.
Contudo, dona do dom e das emoções, também sabe baixar os tons se assim lhe convém para ruminar mágoas, solidões, ressentimentos ou vinganças. Mas quando sempre canta nas alturas, com as veias abertas para a emoção, os olhos imponentes nos olhos embevecidos das plateias.
Avessa a rótulos e a modismos, Maria Bethânia atravessou seis décadas de carreira com fidelidade a si mesma. Lutou para ser Maria Bethânia e, quando cedeu, como no caso da sugestão do executivo Marcos Maynard para que gravasse em 1993 um álbum com canções de Roberto Carlos, o fez sem baixar a cabeça, com a habitual imponência.
E fez assim porque todas as canções do Roberto, do mano Caetano Veloso, dos Chicos (tanto o Buarque como César, ambos recorrentes nos repertórios da intérprete), de Gonzaguinha, de Arnaldo Antunes e de Adriana Calcanhotto – entre outros compositores – pareceram feitas para ela. Mesmo quando não foram.
E é comovente a entrega de Bethânia a cada canção. Ela depura a palavra através do canto que, em cena, abafa arranjos e instrumentistas virtuosos. Todas as atenções e olhos são para a intérprete.
Por fim, o canto de Maria Bethânia inebria porque tem algo de sobrenatural ali. Mais do que um canto em si, parece haver uma energia poderosa quando Bethânia solta a voz e se entrega, palavra por palavra, à magia do palco, com o brilho dos olhos que nunca arrefeceu em 63 anos de carreira iniciada ainda em Salvador (BA).
Maria Bethânia é tão grande como a Mangueira que celebrou a existência da Menina de Oyá no desfile campeão do Carnaval de 2016, por ocasião dos 70 anos da artista. Estação primeira da música brasileira neste 2026 em que já não há a presença física da maioria das grandes cantoras de MPB surgidas nos anos 1960, Maria Bethânia carece de explicação, assim como a Mangueira. Embora a gente tente buscar alguma para celebrar, no dia dos 80 anos da cantora, essa força sobrenatural que ainda parece longe de secar.
♫ Leia outros textos sobre os 80 anos de Maria Bethânia:
♬ Maria Bethânia 80 anos: conheça oito álbuns menos ouvidos (mas nem por isso menos relevantes…) da cantora
♬ Maria Bethânia 80 anos: conheça 80 gravações que atestam a grande força da intérprete em seis décadas de disco

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Quem era Daveigh Chase, voz de ‘Lilo & Stitch’ e atriz de ‘O Chamado’ morta aos 35 anos


Quem era Daveigh Chase, voz de ‘Lilo & Stitch’ e atriz de ‘O Chamado’ morta aos 35 anos
Getty Images
Daveigh Chase, a atriz do filme de terror O Chamado que rastejava para fora de uma televisão, e dubladora da menina Lilo na animação da Disney Lilo & Stitch, morreu aos 35 anos.
Chase, que também atuou no drama de televisão Amor Imenso, morreu de sepse após um episódio de meningite em um hospital de Los Angeles, confirmou seu empresário John Ryan Jr à BBC News na quarta-feira (17/06).
Ryan disse que Chase havia sido internada por desnutrição antes de sua morte.
A ex-atriz mirim começou a atuar aos 4 anos, conseguindo seu primeiro trabalho em Hollywood aos 7, mas se aposentou da atuação em tempo integral em 2015, disse ele.
Os atores Brian Cox, Daveigh Chase, Martin Henderson, David Dorfman e Naomi Watts de O Chamado na estreia do filme em Los Angeles em 2002
Getty Images
“Ela era a melhor. Amava gatos. Trabalhou conosco em resgates de gatos. Era muito reservada”, disse Ryan, seu amigo e empresário por 15 anos, observando que Chase frequentemente se retirava para sua casa em Las Vegas por anos seguidos e recusava filmes de grandes estúdios para fazer projetos independentes.
“Ela não era muito hollywoodiana”, disse ele. “Preferia comer na [cadeia de lanchonetes] Bob’s Big Boy e voltar para casa com os gatos. Ela amava atuar, mas não gostava do ambiente da fama.”
Chase, que mantinha residências em Nevada e no centro de Los Angeles, começou a atuar em Las Vegas por volta dos 4 anos fazendo dublagem e teatro.
Ela conseguiu seu primeiro papel na TV em Hollywood aos 7 anos, com uma pequena participação na popular sitcom americana Sabrina, Aprendiz de Feiticeira, estrelada por Melissa Joan Hart.
Daveigh Chase, voz de Lilo, e Ving Rhames, voz de Cobra Bubbles, na estreia de Lilo & Stitch no El Capitan Theatre em Los Angeles em 2002
Getty Images
Ela foi descoberta por Hollywood em 2001, quando apareceu como Samantha Darko em Donnie Darko e depois interpretou a irmã do personagem principal no filme S Darko, de 2009.
Chase ficou imortalizada no cinema em 2002 como Samara Morgan, o fantasma de cabelos longos que sai rastejando da televisão — no filme de terror O Chamado — um remake americano do clássico japonês sobre uma fita de vídeo que faz as pessoas morrerem depois de assisti-la.
Ela ganhou um prêmio MTV Movie Award de melhor vilã em 2003 por sua interpretação da assustadora personagem, semelhante a um demônio, que rasteja com as mãos e os pés antes de matar as vítimas.
Chase disse que se divertiu interpretando uma personagem tão maligna.
“Não é um personagem típico. Normalmente procuram uma criança alegre e despreocupada, mas Samara era uma personagem muito interessante de interpretar. Eu simplesmente usei minha própria voz e dei a ela um toque assustador”, disse ela ao Los Angeles Times em 2002.
Naquele mesmo ano, ela deu voz a Lilo, a garota havaiana fã de Elvis no sucesso Lilo & Stitch. O papel lhe rendeu um Annie Award de melhor dublagem em uma produção de longa-metragem animada, e ela continuou a dar voz à personagem em outras produções da série.
Seu currículo também inclui participações nos dramas de TV Charmed: Jovens Bruxas, Plantão Médico e Touched by an Angel. Chase também participou de 32 episódios do drama sobre poligamia da HBO Amor Imenso, interpretando a noiva infantil Rhonda Volmer.
De acordo com o site Hollywood Reporter, Chase teve uma série de problemas legais mais tarde na vida, incluindo ser acusada de porte de drogas e dirigir um carro roubado.
Usamos inteligência artificial para traduzir esta reportagem, originalmente escrita em inglês. O texto foi revisado por um jornalista da BBC antes da publicação. Saiba mais aqui sobre como a BBC está usando a inteligência artificial (link para texto em inglês).

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Adriana Calcanhotto, Chico César, Tim Bernardes e Zé Renato dão músicas para o álbum que o cantor português Salvador Sobral lançará em outubro


Adriana Calcanhotto assina a canção ‘Fique à vontade’ no álbum ‘A flor do recomeço’, do cantor português Salvador Sobral
Leo Aversa / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Adriana Calcanhotto, Chico César, Joyce Moreno, Juliana Linhares, Marcelo Camelo, Martins, Marcos Valle, Tim Bernardes, Thiago Amud, Vitor Ramil e Zé Renato estão entre os compositores que forneceram músicas inéditas para o primeiro álbum inteiramente dedicado pelo artista português Salvador Sobral à canção brasileira.
Gravado no estúdio Da Pá Virada, na cidade de São Paulo (SP), com produção orquestrada por Tó Brandileone com Marcus Preto (articulador do repertório ao fazer a ponte entre o cantor lusitano e os compositores brasileiros), o álbum se chama “A flor do recomeço” e tem lançamento programado para 16 de outubro.
Amanhã, 18 de junho, será editado o primeiro single com a gravação da música-título “A flor do recomeço”, composta por Chico César com letra da poeta potiguar Eveline Sin.
Com o toque de quinteto formado pelos músicos Tiago Costa (piano), Fábio Sá (contrabaixo), Conrado Goys (violão e guitarra), Sergio Machado (bateria) e Felipe Roseno (percussão), Salvador Sobral deu voz a 11 músicas.
Além da faixa-título, o repertório do álbum “A flor do recomeço” é composto por músicas de Adriana Calcanhotto (“Fique à vontade”), Joyce Moreno com letra de Paulo César Pinheiro (“Estrela cadente”), Ítallo França e Paulo Novaes (“Retiro”), Juliana Linhares e Juliano Holanda (“Entre setas e sentimentos”), Marcelo Camelo e Mallu Magalhães (“Homem louco”), Marcos Valle com letra de Tim Bernardes (“Tudo pra esquecer o amor”), Martins (“É de se estimar”), Vitor Ramil (“Oração do ateu”) e Zé Renato com letra de Thiago Amud (“No coração do ar”).
Parceria de Arnaldo Antunes com Céu e Hyldon, “Bam bam bam” é a única música já gravada, no caso pela cantora Ana Ratto no álbum “Visom negro” (2025).

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Deixa eu dizer que Ivan Lins recai com certa fluência, em feat com Ferrugem, em samba revitalizado por Marcelo D2


Ivan Lins e Ferrugem no estúdio na gravação do samba ‘Deixa eu dizer’ para o álbum ‘Sambadouro’
Monica Ramalho / Divulgação Selo Sesc
♫ CRÍTICA DE SINGLE
Título: Deixa eu dizer
Artistas: Ivan Lins e Ferrugem
Cotação: ★ ★ ★ 1/2
♬ Primeiramente, é preciso dizer que, se o rapper Marcelo D2 não tivesse sampleado a gravação original do samba “Deixa eu dizer” no rap “Desabafo” (2008), Ivan Lins talvez não estivesse lançando hoje, 17 de junho, releitura do samba apresentado ao Brasil na voz da cantora Claudya em álbum de 1973.
Ao ser revitalizado por D2, o refrão do registro original de Claudya ampliou a visibilidade da cantora e do próprio samba, até então esquecido na obra de Ivan Lins. Um ano depois de Claudya, Ivan Lins regravou “Deixa eu dizer” no álbum “Modo livre” (1974), marco inaugural da parceria de Ivan com Vitor Martins.
Contudo, “Deixa eu dizer” é música de Ivan Lins com letra do primeiro parceiro do compositor carioca, Ronaldo Monteiro de Souza.
Dessa vez, o desabafo da letra é feito por Ivan com Ferrugem, convidado da gravação que integra o ainda inédito álbum “Sambadouro”, no qual Ivan revisita sambas do próprio cancioneiro autoral com a intenção de aproximá-los do universo dos pagodes das rodas e quintais do subúrbio carioca.
Ferrugem é cantor alinhado com o pagode do século XXI, mas nutre sincera admiração pela obra de Ivan Lins e está à vontade no canto de “Deixa eu dizer”, se soltando no minuto final da gravação feita em outubro de 2025 no estúdio Cia. dos Técnicos, no Rio de Janeiro (RJ).
Terceira amostra do álbum “Sambadouro”, o single “Deixa eu dizer” flui bem na gravação feita com arranjo do violonista Rafael dos Anjos e os toques de músicos como o violonista Rogério Caetano e o percussionista Thiago da Serrinha. Dá até para imaginar essa versão de “Deixa eu dizer” na roda de samba armada em um fundo de quintal, descontado o fato de que o refrão do samba é bem mais aliciante do que o samba no todo.
No entanto, por mais que haja certa fluência no terceiro single, há também certa inadequação na transposição da obra de Ivan Lins para os quintais cariocas, como já sinalizaram o singles anteriores “Diplomação” – que apresentou feat de Ivan com Zeca Pagodinho na gravação do samba de Ivan lançado pelo parceiro Celso Viáfora no álbum “Basta um tambor bater” (2001) – e “Sambadouro”.
Ainda falta marcar um golaço nessa área, embora o jogo ainda esteja no começo…
Capa do single ‘Deixa eu dizer’, de Ivan Lins com participação de Ferrugem
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

‘Homem-Aranha: Um novo dia’: Herói enfrenta o Hulk em novo trailer; ASSISTA

Assista ao novo trailer de ‘Homem-Aranha: Um novo dia’
“Homem-Aranha: Um novo dia” ganhou um novo trailer nesta quarta-feira (17). Assista ao vídeo acima.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Daviegh Chase, atriz de ‘O Chamado’ e dubladora de ‘Lilo & Stitch’, morre aos 35 anos, diz site

A atriz Daveigh Chase, que fez a Samara em “O Chamado” e dublou Lilo em “Lilo & Stitch”, morreu nesta terça-feira (16) aos 35 anos. A informação é do TMZ.
Segundo o portal, a atriz teve uma meningite e infecção no sangue, que a causou problemas de sepse. No início de junho, Chase foi internada em um hospital de Los Angeles com um quadro de desnutrição.
Daveigh conseguiu sua grande oportunidade em Hollywood ainda muito jovem, ao dar voz à personagem Lilo no sucesso da Disney “Lilo & Stitch” em 2002 e também na série de TV derivada. Ela também dublou Chihiro Ogino na versão americana de “A Viagem de Chihiro” (Spirited Away).
Os fãs de filmes de terror certamente se lembram de sua marcante atuação como Samara Morgan, a principal antagonista do sucesso de 2002 “O Chamado” (The Ring), papel pelo qual ela ganhou um MTV Movie Award na categoria de Melhor Vilã.
A partir de 2006, Daveigh conquistou um papel recorrente na série da HBO “Big Love”, que acompanha uma família mórmon fundamentalista e polígama. Ela interpretou Rhonda Volmer em 32 episódios ao longo das cinco temporadas da série.
Entre seus outros trabalhos estão “Donnie Darko”, “Beethoven’s 5th”, “Sabrina, Aprendiz de Feiticeira”, “ER”, “Mercy” e muitos outros.
Ao longo dos anos, Daveigh teve vários problemas com a justiça, assuntos que já foram amplamente noticiados.
A última vez que tivemos contato com Daveigh foi em 2012, quando conversamos com ela sobre seus hábitos de maquiagem — e ela também falou sobre seu projeto mais recente.
A família dela iniciou uma campanha no GoFundMe.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Maria Bethânia 80 anos – conheça 80 gravações que atestam a grande força da intérprete em seis décadas de disco


Maria Bethânia completa 80 anos amanhã, quinta-feira, 18 de junho
Guilherme Nabhan / Divulgação
♫ MARIA BETHÂNIA 80 ANOS
♬ Ao longo de 61 anos de carreira fonográfica, Maria Bethânia manteve extraordinária fidelidade aos princípios que estabeleceu para si mesma ao seguir trajetória profissional pavimentada com extrema coesão e coerência.
Diferentemente da discografia de grandes cantoras da mesma geração da MPB, precisamente Elis Regina (1945 – 1982) e Gal Costa (1945 – 2022), a obra fonográfica de Maria Bethânia Vianna Telles Velloso jamais mudou de timbres e tons de acordo sob a direção de produtores musicais. Sob esse prisma, somente outra imensa cantora da geração, Nana Caymmi (1941 – 2025), manteve a mesma fidelidade aos cânones que estabeleceu para si.
A obra de Maria Bethânia transcende rótulos e movimentos. A alma teatral da intérprete e a voz grave de veia dramática têm sido as únicas guias da artista na construção de discografia iniciada em 1965 com a edição de single pela gravadora RCA com registros de “Carcará” (João do Vale e José Cândido) – música que projetou a artista baiana em escala nacional no palco inflamado do espetáculo “Opinião”, show teatralizado que passou a contar com Bethânia no elenco a partir de fevereiro de 1965 – e “De manhã”, música do então desconhecido Caetano Veloso, irmão da cantora.
A soberania de Maria Bethânia é o fio que liga esse single seminal de 1965 ao single editado em janeiro deste ano de 2026 com a gravação de estúdio de “Vera Cruz”, samba de Xande de Pilares e Paulo César Feital apresentado pela cantora no ano passado no show “60 anos de carreira” (2025).
Nascida em 18 de junho de 1946 na cidade interiorana de Santo Amaro da Purificação (BA), Maria Bethânia faz 80 anos amanhã, quinta-feira. Dando sequência à série de textos celebrativos da efeméride, o Blog do Mauro Ferreira elege 80 grandes gravações – dentre os 2.059 registros fonográficos feitos pela intérprete entre 1965 e 2026 – que atestam a força que nunca seca de um canto referencial na música brasileira.
♪ Eis, em ordem cronológica, as 80 gravações mais expressivas da discografia de Maria Bethânia com o ano em que foram lançadas pela cantora ↴
1. “Carcará” (1965) – O primeiro voo da indomada águia nordestina.
2. “De manhã” (1965) – A primeira música gravada do mano Caetano Veloso.
3. “Três apitos” (1966) – A dor de um samba-canção de Noel Rosa.
4. “Pra dizer adeus” (1967) – Sofrimento na canção de despedida entoada com Edu Lobo.
5. “Marginália II” (ao vivo, 1968) – A tropical melancolia de saber que aqui é o fim do mundo.
6. “O que tinha de ser” (ao vivo, 1968) – A intensidade do amor demais de Tom e Vinicius.
7. “Marinheiro só” (ao vivo, 1970) – Na roda do samba da Bahia.
8. “A tua presença morena” (1971) – A onipresença de Caetano na discografia de Bethânia.
9. “Movimento dos barcos” (ao vivo, 1971) – Bethânia no eterno movimento do show “Rosa dos ventos”.
10. “Esse cara” (1972) – Consumida pelo amor sensual na canção do mano Caetano.
11. “Estácio Holly, Estácio” (1972) – Lançando um samba de Luiz Melodia.
12. “Drama” (1972) – Ela mente, mas a voz não…
13. “Baioque” (1972) – Som e fúria roqueira na trilha do filme “Quando o Carnaval chegar”.
14. “Iansã” (ao vivo, 1973) – Saudação à dona dos ventos pela orixá da MPB com direito a um texto da própria Bethânia.
15. “Gás neon” (ao vivo, 1974) – Brilhando na longa avenida de Gonzaguinha em medley com “Luzes da ribalta”, de Chaplin.
16. “Sem açúcar” (ao vivo, 1975) – Drama da mulher submissa na canção de Chico.
17. “Gitã” (ao vivo, 1975) – Som e fúria no canto do sucesso de Raul Seixas.
18. “Sonho impossível” (ao vivo, 1975) – Uma flor brota do impossível chão.
19. “Coração ateu” (1975) – Canção de Sueli Costa bate forte na trilha da novela “Gabriela”
20. “Olhos nos olhos” (1976) – A canção-passaporte para a popularidade das rádios AMs.
21. “Um índio” (ao vivo, 1976) – Um índio desceu dos céus no show do grupo Doces Bárbaros
22. “Terezinha” (1977) – A primeira a chegar com a canção de Chico.
23. “Começaria tudo outra vez” (1977) – Um bolero feliz de Gonzaguinha.
24. “Ronda” (1978) – A mais completa tradução da música de Paulo Vanzolini.
25. “Sonho meu” (1978) – Samba sublime de Ivone Lara e Délcio Carvalho em dueto com Gal.
26. “Explode coração” (1978) – Não deu mais para segurar: Bethânia explode nas paradas.
27. “Negue” (1978) – Negue que você conheceu o samba-canção de 1960 na voz de Bethânia.
28. “Cálice” (1978) – Pai, afasta de mim a censura!
29. “Mel” (1979) – A carta de princípios da Abelha Rainha.
30. “Cheiro de amor” (1979) – O jingle de motel que virou hit radiofônico.
31. “Grito de alerta” (1979) – DR na canção de Gonzaguinha.
32. “O lado quente do ser” (1980) – O gosto de ser mulher e dar voz a uma canção de Marina Lima.
33. “Maravida” (1981) – Ode de Gonzaguinha à vida que é bonita, é bonita e é bonita.
34. “O que é o que é” (ao vivo, 1982) – Outra ode de Gonzaguinha à vida na cadência bonita do samba que se tornou o bis preferencial dos shows de Bethânia.
35. “Vida” (ao vivo, 1982) – A definitiva e antológica interpretação da canção que Chico lançara em 1980.
36. “Brincar de viver” (1983) – A canção do especial infantil que os adultos amam.
37. “Fogueira” (1983) – Acendendo mais uma vez o amor e a dor de Angela Ro Ro.
38. “Motriz” (1983) – Memórias da infância e da mãe, Dona Canô, o norte da vida.
39. “Na primeira manhã” (1984) – A solidão é fera que devora na gravação definitiva da canção de Alceu.
40. “Anos dourados” (1986) – Bolero de Tom e Chico para esquentar dezembros e outros meses.
41. “Gostoso demais” (1986) – A cantora nos braços da paz ao seguir a toada de Dominguinhos e Nando Cordel.
42. “Canções e momentos” (1986) – Uma grande canção e um grande momento de Bethânia.
43. “Onde andarás” (1988) – O melhor e mais cool registro de canção de 1967 feita por Caetano a partir de versos de Ferreira Gullar.
44. “O ciúme” (1988) – Caetano novamente, em mais um luminoso feat de Bethânia com Gal.
45. “Tá combinado” (1988) – Vamos combinar que essa é a melhor interpretação da canção dada por Caetano a Peninha dois anos antes.
46. “Reconvexo” (1989) – Quem é recôncavo entra na roda desse samba de Caetano.
47. “Tocando em frente” (1990) – Seguindo com calma a toada de Renato Teixeira e Almir Sater.
48. “Flor de ir embora” (1990) – A despedida na sensível canção de Fátima Guedes.
49. “Medalha de São Jorge” (1992) – Fé no santo guerreiro e na música de Moacyr Luz e Aldir Blanc.
50. “As canções que você fez pra mim” (1993) – E não é que pareceu que Roberto Carlos fez mesmo para ela a canção de 1966?
51. “Fera ferida” (1993) – Cordas e canto em pulsação envolvente da música de 1982.
52. “Você” (1993) – Uma balada de 1974 se agiganta em clima camerístico em gravação de voz e piano.
53. “Todo o sentimento” (ao vivo, 1994) – A canção de Cristovão Bastos e Chico Buarque em tempo de delicadeza em gravação que abre com trecho de “Genipapo absoluto”.
54. “Onde estará o meu amor” (1996) – Mais tempo de delicadeza na canção de Chico César.
55. “Âmbar” (1996) – Tudo aceso na estreia de Adriana Calcanhotto na discografia de Bethânia.
56. “Rosa dos ventos” (ao vivo, 1997) – A gravação mais forte da música de Chico Buarque que Bethânia tomou para si em 1971.
57. “Uma canção desnaturada” (ao vivo, 1997) – Desamor de mãe na canção de Chico.
58. “Mensagem” (ao vivo, 1997) – Todas as cartas e canções de amor são ridículas, menos quando lidas ou cantadas por Bethânia em faixas entremeadas por textos de Fernando Pessoa.
59. “A força que nunca seca” (1999) – Segue o seco no sopro vital da canção de Chico César e Vanessa da Mata.
60. “É o amor” (1999) – Um toque de classe ao hit sertanejo de 1991.
61. “Dona do dom” (2001) – Bethânia plena do dom que Deus lhe deu na grande canção de Chico César.
62. “Depois de ter você” (2001) – A bela cantada de Adriana Calcanhotto surtiu efeito.
63. “O quereres” (Ao vivo, 2002) – Onde queres uma coisa, Bethânia é outra.
64. “Yayá Massemba” (2003) – O canto da resiliência dos africanos escravizados no Brasil.
65. “Melodia sentimental” (2003) – O canto brasileirinho de Villa-Lobos em registro sublime.
66. “Oração ao tempo” (Ao vivo, 2005) – Tempo Tempo Tempo Tempo para celebrar os 40 anos de carreira.
67. “Beira-mar” (2006) – Dentro do mar tem rio e as águas do querer de Bethânia.
68. “Sábado em Copacabana” (2007) – Samba-canção de Caymmi à beira-mar para a abertura da novela.
69. “Estrela” (2009) – Congado de Vander Lee na festa da encanteria.
70. ”Saudade” (2009) – Canção sertaneja de Chico César e Moska em feat com Lenine.
71. ”Até o fim” (2009) – Mergulho na intensidade de Arnaldo Antunes.
72. “Balada da Gisberta” (ao vivo, 2010) – Réquiem para uma travesti morta pelo preconceito.
73. “Estado de poesia” (ao vivo, 2013) – Chico César em estado de graça.
74. ”Alguma voz” (2014) – Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro na voz.
75. “Non, je ne regrette rien” (ao vivo, 2026) – Piaf na interpretação de Bethânia.
76. ”Silêncio” (Ao vivo, 2016) – Um instante de serenidade e reflexão na festa dos 50 anos de carreira.
77. ”Mortal loucura” (2016) – Uma gravação que desenterra os mistérios da voz sagrada.
78. ”O sopro do fole” (2021) – O frescor da tia Bethânia gravando o sobrinho Zeca Veloso.
79. ”Fé” (ao vivo, 2025) – Abraçando e agradecendo com o mano Caetano no canto de hit de Iza.
80. ”Vera Cruz” (2026) – Um retrato da filha da Bahia.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Grammy anuncia novas categorias, incluindo ‘Melhor Música Latina’; regra exclui músicas em português


Organização do Grammy 2023 mostra o gramofone, tradicional prêmio entregue aos vencedores
Frederic J. Brown / AFP
Principal premiação da música, o Grammy anunciou na última terça-feira (16) a criação de cinco novas categorias que valerão a partir da 69ª edição, agendada para o dia 7 de fevereiro de 2027.
Entre as novidades apresentadas, a introdução da categoria de “Melhor Música Latina” estabeleceu um critério técnico que deixa o mercado fonográfico brasileiro praticamente de fora da disputa principal.
Isso porque, de acordo com o novo regulamento, o prêmio é destinado exclusivamente a compositores de obras inéditas escritas predominantemente em espanhol, exigindo que, no mínimo, 51% da letra esteja no idioma.
Novas categorias
O pacote de atualizações também oficializou as categorias de:
“Melhor Performance de Música Pop Asiática” (voltada a gêneros como K-pop, J-pop e C-pop),
“Melhor Colaboração ou Performance em Dupla/Grupo de R&B”,
“Melhor Performance Vocal Pop Tradicional”,
“Melhor Álbum de Música Folclórica Tradicional”.
“As mudanças propostas pelos membros da nossa Academia de Gravação demonstram a amplitude da indústria musical atual e a diversidade de gêneros, técnicas e criadores que a moldam”, afirmou Harvey Mason Jr., CEO do Grammy, em comunicado oficial sobre as diretrizes da edição de 2027.
A organização também reformulou o seu sistema de votação com a introdução do mecanismo “Ballot Plus”.
A alternativa opcional permitirá que membros votantes com experiência comprovada em múltiplos gêneros expandam seus votos para até 15 categorias diferentes, superando o modelo padrão restrito.
O processo visa dar maior flexibilidade para profissionais que possuem créditos e contribuições técnicas validadas em diferentes frentes do ecossistema musical global.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Museu do Louvre está ‘no limite’, alerta novo presidente


Pessoas fazem fila do lado de fora do Museu do Louvre.
Michel Euler/AP
O Louvre, em crise desde o grande roubo de outubro do ano passado, está “no limite” e precisará investir grandes quantias para renovar suas infraestruturas antigas, afirmou nesta quarta-feira (17) o presidente do museu mais visitado do mundo.
“Podemos dizer sem rodeios: apesar de sua imponente majestade, apesar do empenho diário de suas equipes, é um Louvre no limite”, declarou Christophe Leribault em uma comissão do Senado francês. “Seus equipamentos, suas infraestruturas estão chegando ao fim de um ciclo”.
O roubo de várias joias da Coroa em 19 de outubro evidenciou as falhas de segurança e os atrasos acumulados na modernização das instalações do museu parisiense, que no ano passado recebeu nove milhões de visitantes.
“Estamos em uma encruzilhada: as urgências relativas ao edifício se acumulam e enfrentamos uma barreira de investimentos, o que, evidentemente, não é o que se quer ouvir”, declarou Leribault, nomeado para o cargo em fevereiro.
O funcionário também se referiu ao grande projeto de renovação do Louvre, anunciado no início de 2025 pelo presidente francês, Emmanuel Macron. Esse plano inclui a criação de uma entrada adicional para o museu e a construção, no subsolo, de uma nova sala para expor a Mona Lisa, a estrela da pinacoteca.
São dois projetos com um valor total estimado em 660 milhões de euros (R$ 3,88 bilhões), dentro de um montante global de cerca de 1 bilhão de euros (R$ 5,88 bilhões de reais).
“Esses 660 milhões precisam ser cobertos por meio de mecenato”, explicou Leribault, acrescentando que cerca da metade desse valor seria proveniente da exploração da marca do Louvre em Abu Dhabi, onde o museu abriu uma sede em 2017.
Agora no g1
“Os demais terão de ser obtidos nos próximos meses junto de grandes empresas e doadores individuais”, detalhou.
Ao falar sobre a segurança do museu, Leribault afirmou que estão sendo abordadas “as urgências que se impõem” e anunciou a implementação, a partir de janeiro de 2027, do novo sistema de vigilância por vídeo do perímetro.
“Claro, instalamos com urgência algumas câmeras adicionais em locais absolutamente nevrálgicos cuja deficiência havíamos constatado, mas não se pode criar toda uma nova rede com centenas de câmeras sem reforçar a estrutura técnica”, explicou.
“A ferida do roubo e o trauma dos meses que se seguiram continuam sendo muito intensos no museu”, admitiu.
Novo diretor assume comando do Louvre após roubo das joias e série de crises internas

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Rod Stewart é criticado por ir à Copa do Mundo um dia após cancelar show por problemas de saúde


Rod Stewart, nas cores da bandeira da Ucrânia, em Ribeirão Preto (SP)
Rogener Pavinski/g1
Rod Stewart está sendo criticado por fãs após comparecer em um jogo da Copa do Mundo horas depois de cancelar uma apresentação por problemas de saúde.
O cantor de 81 anos se apresentaria em Chula Vista, na California, no dia 12 de junho. Mas horas antes da apresentação, sua equipe anunciou o cancelamento da apresentação por recomendação médica.
“Rod Stewart, com muita tristeza, teve que cancelar seu show desta noite em Chula Vista, Califórnia. Ele viajou até o local e fez todo o possível para se apresentar, mas, por recomendação médica e após ser diagnosticado com uma infecção respiratória aguda que resultou em laringite, não poderá subir ao palco esta noite”, informava o comunicado.
Porém, no dia seguinte, o cantor apareceu em um voo particular seguindo para Boston para “ver a nossa Escócia na Copa do Mundo! Sem Escócia, sem festa”, segundo ele mesmo explicou nas redes sociais.
A postagem gerou uma onda de críticas contra o cantor.
“Perdeu o respeito pelos fãs”, escreveu um internauta. “Isso me parece bastante desonesto. Doente demais para se apresentar, mas disposto a viajar pelo país para ver um jogo de futebol?”, questionou outro.
“Milhares de pessoas foram mandadas para casa decepcionadas depois de investirem tempo, dinheiro e entusiasmo. er imagens de vocês aparentemente comemorando e viajando no dia seguinte para assistir a um jogo de futebol transmite uma mensagem profundamente lamentável”, seguiu outro.
Initial plugin text

Fonte: G1 Entretenimento