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‘Se Eu Fosse Você 3’: Fantástico conversa com o elenco do novo filme que retoma sucesso do cinema nacional

‘Se Eu Fosse Você 3’: Fantástico conversa com o elenco
Duas décadas depois de estrear nos cinemas e se tornar um dos maiores sucessos do cinema brasileiro, a franquia Se Eu Fosse Você está de volta. Em cartaz, “Se Eu Fosse Você 3” retoma a fórmula da troca de corpos que marcou os filmes estrelados por Glória Pires e Tony Ramos, mas agora com novos personagens e uma nova geração no centro da história.
Em entrevista ao Fantástico, os protagonistas Cleo Pires e Rafael Infante contaram como foi assumir a responsabilidade de dar continuidade a uma das franquias mais populares do país. No novo filme, Bia e Aquiles, filhos do casal que protagonizou os longas anteriores, acabam vivendo a mesma situação inusitada que marcou a história da família.
Segundo Rafael Infante, o convite para participar da produção veio acompanhado de entusiasmo e responsabilidade.
“É uma honra, mas, ao mesmo tempo, uma grande responsabilidade”, afirmou o ator.
O desafio de interpretar o outro
Na trama, Aquiles, personagem de Rafael Infante, troca de corpo com Bia, interpretada por Cleo Pires. A atriz contou que a fase mais complicada das filmagens foi justamente alternar entre os momentos em que representava a personagem original e aqueles em que precisava incorporar os trejeitos do colega de elenco.
Cleo também revelou que um dos segredos para tornar a troca de corpos convincente foi seguir uma técnica usada nos dois filmes anteriores: observar atentamente os gestos, a forma de falar e os comportamentos do outro ator antes das gravações.
“Não ficou uma mulher aleatória fazendo um homem aleatório”, explicou a atriz ao comentar o processo de construção dos personagens.
Rafael destacou que o objetivo era evitar caricaturas e fazer com que o público acreditasse na situação apresentada na tela.
“Tem que estar tentando viver de verdade, não parecer uma caricatura”, disse.
Química construída antes das câmeras
A parceria entre os protagonistas começou antes mesmo das filmagens. Cleo contou que já admirava o trabalho de Rafael e que a amizade entre os dois ajudou na construção da relação dos personagens.
O entrosamento foi fundamental para encarar uma história em que cada ator precisa representar não apenas seu próprio personagem, mas também a personalidade do outro.
Troca de corpos como exercício de empatia
Além do humor, o elenco destacou a mensagem por trás da trama. Para Cleo, a experiência vivida pelos personagens funciona como um convite para enxergar o mundo pela perspectiva de outra pessoa.
“Quando você se coloca minimamente no lugar do outro, de uma forma leve, é um convite para algum tipo de empatia”, afirmou.
A atriz também disse que encara as mudanças e desafios da vida como oportunidades de aprendizado e classificou a troca de corpos da história mais como uma bênção do que uma maldição.
Sucesso que atravessa gerações
Lançado em 2006, o primeiro Se Eu Fosse Você levou mais de 3,5 milhões de pessoas aos cinemas. Três anos depois, a sequência superou a marca de 6 milhões de espectadores, consolidando a franquia como um dos maiores fenômenos do cinema nacional. Juntos, os dois filmes somaram quase 10 milhões de ingressos vendidos.
Agora, a expectativa é repetir o sucesso com a nova geração de personagens. E, para quem acompanhou as duas primeiras produções, a pergunta já começou a surgir.
“Quem viu o 1 e o 2 ficará ansioso para ver o que fizeram com o 3”, brincou o elenco.
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Fonte: G1 Entretenimento

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‘Batman 2’: Steven Soderbergh assume direção do resto das filmagens ‘para ajudar’ Matt Reeves

Robert Pattinson em cena de ‘Batman’
Divulgação
Steven Soderbergh, cineasta conhecido por “Onze homens e um segredo” (2001) e “Código preto” (2025), vai assumir a direção do resto das filmagens de “The Batman Part 2”. Matt Reeves, responsável pelo primeiro filme e grande parte da produção até o momento, está afastado desde o dia 5 por “motivos familiares”.
“Enquanto Matt Reeves continua a resolver um assunto de família, Steven Soderbergh, um admirador do trabalho de Matt, falou com Matt e vai substitui-lo, com total apoio do DC Studios, para ajudar o roteirista-diretor a completar as semanas finais da fotografia principal de ‘The Batman Part 2′”, afirmou o estúdio, em comunicado.
“Matt e Steven vão trabalhar bem próximos com os atores e a equipe para realizar a visão de Matt para o filme.”

Fonte: G1 Entretenimento

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Rapper Sain sintoniza o universo e a cultura do rádio, na frequência do hip hop, no álbum ‘Última mesa da Lapa’

O rapper Sain lança hoje o álbum ‘Última mesa na lapa’, com 18 faixas sequenciadas como uma programação de rádio
Josh Ellis / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ O rapper carioca Sain segue à procura da batida perfeita, tal como o pai, Marcelo D2. No álbum que lança na noite de hoje, quinta-feira, 15 de outubro, “Última mesa da Lapa”, Sain assina os beats de 17 das 18 faixas, tendo delegado somente uma faixa ao duo paulistano Deekapz.
No álbum “Última mesa da Lapa”, Sain sintoniza o universo radiofônico, sequenciando as 18 faixas como uma programação contínua de uma emissora de rádio, com vinhetas, vozes, conversas, ruídos e claro, músicas.
Atuando também como apresentador dessa rádio imaginária, o rapper recebe BK, Leall, Luccas Carlos, Akilla, Ca$hline, DG, Jxnv$, Matchola, Murica Sujão, Peres e Rare Gnxt para feats ao longo do álbum produzido pelo próprio Sain.
Já o radialista Leandro Resende aparece como locutor enquanto MC Carol de Niterói, João Gomes, Di Melo e Kib7 figuram em vinhetas e intervenções entranhadas no disco.
A frequência é a do hip hop, mas Sain transita por boom bap, R&B, samba e MPB entre músicas como “Bloco 7”, “Profecias profanas”, “Guerreiros no jardim”, “Luz acesa”, “Abismo”, “Nada mudou”, “Febre desgraçada”, “Palermo”, “Chablis e vieiras”, “Preciso”, “Balada sem nome”, “Melhorei”, “Papo na lógica”, “Gangsta”, “Passaporte cheio”, “Jogo sujo”, “Última mesa da Lapa” e “Late checkout”.
Capa do álbum ‘Última mesa da Lapa’, de Sain
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Netflix reajusta preços dos planos no Brasil; premium chega a R$ 71,90

Netflix reajusta preços dos planos no Brasil; premium chega a R$ 71,90
REUTERS/Francis Mascarenhas
A Netflix reajustou nesta quinta-feira (15) os preços dos três planos de assinatura no Brasil. Com a mudança, o plano mais caro, que permite assistir a conteúdos em até quatro telas simultâneas e oferece qualidade 4K+HDR, passa a custar R$ 71,90 por mês.
O reajuste ocorre um dia após o The Wall Street Journal noticiar que a empresa pretende demitir cerca de mil funcionários, o equivalente a 6% de sua força de trabalho global. Essa é a maior rodada de cortes da plataforma de streaming desde 2022.
*Reportagem em atualização

Fonte: G1 Entretenimento

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U2 anuncia shows em São Paulo em 2027

U2 anuncia ‘Carnaval de Luz’, álbum que tem Rosalía e dueto póstumo com Dolly Parton
Viviane Sassen/Divulgação
O U2 anunciou dois shows em São Paulo, no Brasil, em março de 2027. Essa será a primeira vinda da banda ao país em 10 anos.
As apresentações serão nos dias 10 e 12 de março, no Estádio Morumbis, e terão abertura do cantor Beck. Os shows farão parte da turnê “The Greatest Show on Earth”, para promover o disco “Carnaval de Luz”.
A venda dos ingressos começa no dia 22 de outubro, na Ticketmaster.

Fonte: G1 Entretenimento

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Em depoimento, mulher diz que Russell Brand a obrigou a tirar fotos dele seminu

O ator e comediante britânico Russell Brand chega ao Tribunal da Coroa de Southwark, onde será julgado por acusações de estupro e agressão sexual envolvendo seis mulheres entre 1999 e 2009, acusações que ele nega, em Londres, Grã-Bretanha, em 15 de outubro de 2026.
REUTERS/Corey Rudy
Aviso: esta reportagem contém relato de supostos crimes sexuais e má conduta
O julgamento de Russell Brand chega ao segundo dia nesta quinta-feira (15), em Londres, com o relato da primeira denunciante do caso. A mulher afirma ter sido estuprada pelo ator em um quarto de hotel, em 1999, após ele pedir que ela tirasse fotos dele seminu.
Segundo a Sky News, o júri, composto por oito homens e quatro mulheres, assistiu a um vídeo do depoimento da mulher. Ela alega que Brand a estuprou em seu quarto de hotel durante a conferência do Partido Trabalhista em 1999. “Eu duvidei se era estupro porque parecia tão normal”, disse ela no vídeo. “Desculpe… ele basicamente me estuprou — eu sei que isso aconteceu.”
Russell Brand era um predador sexual implacável, dizem promotores britânicos
Russell Brand volta a ser acusado de estupro e violência sexual
No vídeo do depoimento à polícia, a mulher disse que conheceu Brand e que foi “cavalheiro” a princípio. “Não senti que ele estivesse dando em cima de mim”. Ela chegou a presumir que Brand fosse gay e o convidou para ir ao quarto do hotel porque achava que o ator estivesse interessado em uma causa sobre a qual ela vinha conversando com ele.
No quarto, ele conta que foi ao banheiro e, ao voltar, encontrou Brand seminu, andando pelo quarto de forma brincalhona. Segundo seu relato, ele a obrigou a tirar fotos dele, momento em que ela começou a sentir medo. Em seguida, Brand teria a empurrado na cama e tirado suas roupas. Ela afirmou que tentou afastá-lo, mas não conseguiu e, então, ficou como se estivesse “fora de si”. “Mas sei que disse não”, declarou à polícia.
Depois, segundo a mulher, o ator agiu como se nada tivesse acontecido. Ela relatou ainda que chorou, trancou a porta e colocou uma cadeira diante dela, com medo de que Brand voltasse. A mulher também contou que passou horas se lavando, sentindo-se “suja” e culpando a si mesma pelo ocorrido, e que posteriormente teve pesadelos relacionados à possibilidade de estar grávida.

Fonte: G1 Entretenimento

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Laila Garin é fenômeno em cena como Edith Piaf com atuação sobrenatural que equilibra drama e música na corda bamba da vida da cantora francesa

Laila Garin canta e interpreta Edith Piaf (1915 – 1963) de forma visceral no espetáculo ‘Piaf – Eu não me arrependo’, em cartaz no Rio de Janeiro
Caio Gallucci / Divulgação
♫ OPINIÃO
♬ Para o público brasileiro, a cantora francesa Edith Piaf (19 de dezembro de 1915 – 13 de outubro de 1963) sempre esteve identificada com a voz e o rosto de Bibi Ferreira (1º de junho de 1922 – 13 de fevereiro de 2019) desde 25 de maio de 1983.
Foi nessa data que a extraordinária atriz carioca estreou, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), o musical de teatro “Piaf – A vida de uma estrela da canção”, com texto da dramaturga inglesa Pam Gems (1925 – 2011) traduzido para o português por Millôr Fernandes (1923 – 2012) e encenado sob a direção de Flávio Rangel (1934 – 1988).
Alguns números musicais do espetáculo ficaram eternizados no álbum ao vivo editado pela gravadora Som Livre ainda naquele ano de 1983 – disco que atestou a capacidade de Bibi de atingir a mesma densidade dramática do canto de Piaf.
O sucesso foi tanto que o repertório de Piaf jamais saiu da voz e dos roteiros de Bibi – até porque, em 1992, a artista estreou show com esse repertório e o apresentou com regularidade até 2014.
Contudo, o fato é que, a partir deste ano de 2026, Edith Piaf também adquire no Brasil a voz e o rosto de Laila Garin, atriz também extraordinária que sustenta as três horas de duração do musical “Piaf – Eu não me arrependo” com atuação sobrenatural.
Auxiliada por um também excepcional trabalho de caracterização, a atriz baiana – de ascendência francesa por parte de pai – é a alma e o motor que acionam a engrenagem do espetáculo produzido pela Aventura a partir de ideia de Sérgio Módena, diretor do musical em cartaz no Teatro Riachuelo, no Rio de Janeiro (RJ), até 1º de novembro.
Laila Garin em cena do espetáculo ‘Piaf – Eu não me arrependo’ que retrata a cantora Edith Piaf (1915 – 1963) na juventude, quando ainda cantava nas ruas de Paris
Caio Gallucci / Divulgação
Com dramaturgia original de Newton Moreno e Alessandro Toller, o musical “Piaf – Eu não me arrependo” repisa os principais passos da vida da estrela da canção francesa criada entre as prostitutas de um bordel, os integrantes de trupe circense e as ruas de Paris, onde cantava em troca de moedas até ser descoberta em 1935 nas esquinas do bairro Pigalle por Louis Leplée (1883 – 1936) e levada para cantar no cabaré de Leplée, personagem vivido pelo ator Bernardo Berro.
Edith Piaf viveu os 47 anos de vida na corda bamba – se permitindo uma liberdade então negada às mulheres – entre abandonos, amantes, doses fartas de álcool, dores, gozos, traições, triunfos e o vício em morfina na fase final em que mal se aguentava de pé no palco, mas se manteve em cena, mostrando inesgotável capacidade de superação enfatizada no texto.
Impressiona a capacidade de Laila Garin de, sem mimetizar Piaf, traduzir em cena todos os estados da alma desassossegada e do corpo da resiliente cantora.
Com trabalho de corpo que sensibiliza o espectador, sobretudo a atriz quando reproduz o estado de decadência física de Piaf, Garin equilibra drama e música na corda bamba da vida folhetinesca da cantora.
Feito sob a direção musical de Cláudiz Elizeu, o canto em francês da atriz é perfeito, penetrante, não raro arrepiante e sempre embebido de sentimento que jamais dilui o rigor técnico da interpretação.
O primeiro grande número da atriz é “Millord” (Marguerite Monnot e Georges Moustaki, 1959), música cantada na noite em que Piaf se viu obrigada a se prostituir para custear o enterro da filha recém-nascida.
Na liberdade poética da dramaturgia, “La vie en rose” (Louis Gugliemi e Edith Piaf, 1945) é a canção que representa a esperança no momento em que Piaf encara o nazismo alemão para livrar prisioneiros franceses do jugo do país inimigo.
Já “Hymme à l’amour” (Marguerite Monnot e Edith Piaf, 1950) é o brado de transcendência quando Piaf fica profundamente ferida com a morte do grande amor da artista, o pugilista francês Marcel Cerdan (1916 – 1949), falecido aos 33 anos em desastre de avião no qual embarcou a pedido de Piaf (Patrick Amstalden interpreta Cerdan no espetáculo).
Entre a ternura da chanson de amor “À quoi ça sert l’amour” (Michel Emer, 1962) – cantada por Garin em dueto com Gabriel Vicente, ator que interpreta Theo Sarapo, marido de Piaf no fim da vida da cantora – e a tristeza que embala as reflexivas memórias de “Bravo pour le clown” (Louiguy e Henri Contet, 1953), Laila Garin é uma Edith Piaf memorável em interpretação com cacife para figurar em qualquer futura antologia de grandes atuações do teatro brasileiro.
Quando Piaf / Laila faz o balanço da vida turbulenta através do canto de “Non, je non regrette rien” (Charles Dummont e Michel Vaucaire, 1956), a efusiva ovação recebida pela artista ao fim do número atesta a intensidade e a profundidade do mergulho de Garin no mundo de Piaf.
Agora Edith Piaf é uma estrela que, no Brasil, também tem a voz e o rosto de Laila Garin.
Laila Garin em imagem da parte final do espetáculo, quando Edith Piaf (1915 – 1963) já estava fisicamente fragilizada
Reprodução / Vídeo TV Globo

Fonte: G1 Entretenimento

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Hilary Swank anuncia gravidez aos 52 anos

Hilary Swank anuncia gravidez aos 52 anos
Reprodução/instagram
Hilary Swank anunciou em seu perfil no Instagram que está grávida do terceiro filho. A atriz de 52 anos já é mãe dos gêmeos Aya e Ohm, de três anos, do relacionamento com Philip Schneider.
“Muita gente tem perguntado qual é meu próximo projeto; e este será lançado em dezembro”, escreveu na legenda.
Hilary entra para a lista de atrizes que anunciaram uma gravidez depois dos 40 anos. Em junho, Anne Hathaway, de 43, contou que espera o terceiro filho. Em abril, Natalie Portman, de 44, também anunciou que será mãe pela terceira vez, desta vez de seu primeiro bebê com o produtor musical Tanguy Destable.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Gillian Anderson sobre seus papéis: ‘É possível que eu seja enigmática e leve isso para os personagens’

Gillian Anderson fala sobre papel ‘enigmático’ em ‘Sobrevivência
Gillian Anderson está em um ano agitado: estrelou o filme queridinho “Acampamento Miasma: Adolescência, sexo e morte”, está na peça “Quem Tem Medo de Virginia Woolf”, em Londres, e, agora, aparece em “Sobrevivência”, novo filme da Netflix.
Aos 58 anos, a atriz britânica já declarou que não esperava ter tantas oportunidades nesta fase da carreira. Mas há alguns elementos em comum entre alguns de seus papéis: Gillian frequentemente interpreta uma mulher de presença dominante, mas difícil de ler — como Dayle Burton, em “Sobrevivência”.
Ao g1, ela explicou que “é possível que ela mesma seja enigmática” e, por isso, atraia papéis desse tipo.
“Me sinto muito abençoada por continuar recebendo personagens bem complexos e bastante enigmáticos. Quer dizer, é possível que eu seja enigmática e, portanto, acabe trazendo isso para qualquer personagem que eu interprete, quer eu goste ou não”, diz.
Ben Affleck reflete sobre narrativas e política em “Sobrevivência”
Em “Sobrevivência”, Gillian interpreta uma “fixer”: uma profissional que “resolve problemas” dos mais variados, por meio de influência, conexões e métodos nem sempre legalizados.
No caso do longa, ela entra para resolver os problemas de um político (papel de Ben Affleck) e sua esposa (Kerry Washington), que recebem a notícia do sequestro de seu filho.
Gillian Anderson interpreta Dayle em ‘Sobrevivência’
Divulgação/Netflix
Firme e irredutível, Dayle seria facilmente um personagem masculino em outros tempos. “Acho que já vimos décadas, senão séculos, desse tipo de personagem sendo interpretado por homens, e o interessante nisso é que ela não era um homem”, afirma a atriz.
Por isso, foi um papel que a interessou ainda mais: “Sendo assim, que outros aspectos de personagem, que outras sensibilidades, complexidades ou camadas podem ser trazidos para esse tipo de papel, dado que ela é uma mulher?”.
“Dayle me parece bem diferente de muitas que eu já interpretei antes. É a primeira vez, eu acho, que interpreto alguém tão impassível e inescrutável, o que foi desafiador diante de toda a emoção que o Ben e a Kerry retratam de maneira tão realista”.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Street Fighter’: Galhofa criativa não salva filme de lutas fracas e sem foco; g1 já viu

Caracterizações fiéis, sem medo de abraçar a galhofa e o ridículo do material original, não são suficientes para salvar “Street Fighter” do maior pecado que uma adaptação de uma série clássica de games de luta poderia cometer.
Sangue, suor e ruptura: Elenco sofreu, mas nada perto do caos do filme de 94
O filme estreia nesta quinta-feira (15) com combates sem alma que nunca empolgam, esmagados pelo exagero do número de personagens do jogo que dão as caras – e desperdiça um bom elenco em cenas picotadas.
Não deixa de ser uma pena. Não só porque não é preciso muito para conseguir uma adaptação agradável do gênero, como bem prova o eterno e paupérrimo “Mortal Kombat” (1995), mas porque há vislumbres de graça.
A química e o carisma do trio de protagonistas, os bons toques de humor, o uso apropriado dos golpes especiais e a qualidade da animação escolhida para narrar o passado – tudo indício do que poderia ter sido.
Mas não há visão criativa que resista a uma enxurrada de lutadores desnecessários, enfiados na narrativa sem razão ou motivação – por mais inspiradas que sejam algumas das escalações.
Assista ao trailer do filme ‘Street Fighter’
Imperfeito
O roteiro coescrito pelo diretor Kitao Sakurai (“Bad trip”) conta a história da relação entre dois lutadores de artes marciais afastados após crescerem juntos – e do torneio criado por um ditador com planos de roubar os poderes de um deles.
Só não dá para falar que “foca” nesse relacionamento, porque foco é tudo o que falta à trama.
No meio do caminho, precisa encontrar espaço para mostrar uma agente da Interpol em busca de vingança, para a relação afetuosa entre um dos protagonistas com seu agente covardão, e para o demônio misterioso que ameaça a todos das sombras.
Mas se você pensa que acabou, está errado. Continua. Há também um brutamontes russo, um lutador de sumô, um soldado americano com corte de cabelo ridículo, um monstro verde muito querido dos brasileiros e mulheres com trajes sumários sem qualquer motivo, porque desenvolvedores japoneses não melhoraram muito dos anos 1990 para cá.
Callina Liang em cena de ‘Street Fighter’
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Com tanta gente, a inspiração da escalação da maior parte dos papéis funciona contra a narrativa. Afinal, quanto mais interessante o intérprete, mais tempo de tela ele exige.
Escolhas como o rapper Curtis “50 Cent” Jackson como o boxeador inspirado em Mike Tyson, Balrog, ou do cantor country mascarado Orville Peck para o capanga mascarado Vega mereciam momentos para brilhar. Como apenas alguns exemplos do elenco, simplesmente não há espaço para isso.
Algumas participações são tão passageiras que causam até um humor involuntário. É impossível não rir durante os créditos ao lembrar que o gigante Zangief (Olivier Richters) aparece, dá um pilão e desaparece no éter dos personagens esquecidos.
Curtis ’50 Cent’ Jackson em cena de ‘Street Fighter’
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Continua?
Também é triste notar os potenciais desperdiçados da relação entre Ryu (Andrew Koji) e Ken (Noah Centineo) e do carisma (e dedicação física notável) de Callina Liang (“Presença”) como Chun-Li.
Todos estão ótimos como seus personagens, e até acentuam as diferenças entre os dois lutadores masculinos, que compartilham muitos dos mesmos golpes nos games.
Havia o suficiente entre o trio para conseguir uma história digna ou ao menos lutas bem coreografadas.
Noah Centineo em cena de ‘Street Fighter’
Divulgação
Mas, basta a dupla mostrar o mínimo de conexão, ou a chinesa engatar uma bela sequência de seus famosos chutes, para que a montagem jogue o espectador em outra narrativa desnecessária que nem ao menos mostra outras lutas.
Os cenários honram grande parte das fases clássicas da franquia. As roupas conseguem ultrapassar a barreira perigosa do cosplay. E até os golpes com bolas de fogo e corpos que esticam de certa forma funcionam.
Mas “Street Fighter” quer tantos lutadores que simplesmente esquece de lutar.

Arte/g1

Fonte: G1 Entretenimento