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Pedidos de liberdade no Supremo batem recorde

O número de habeas corpus (HC) recebidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) cresce sem parar desde 2014 e neste ano já atingiu o maior patamar desde 1990. Até 5 de outubro, os pedidos de liberdade chegaram a 8.235 – 70% a mais do que a média dos últimos cinco anos fechados. A consequência é um excesso de ações na Corte, já sobrecarregada, que desde janeiro recebeu 78.713 processos.

“Essa questão [aumento de HCs protocolados] é ruim para o país, porque não dá para um ministro julgar 5.000 pedidos de liberdade por ano”, avalia o professor de direito penal da FGV-RJ Thiago Bottini. “Isso significa que muitas pessoas não terão seus processos julgados em tempo hábil.”

A pedido da reportagem, a Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ), através do projeto Supremo em Números, analisou os principais temas relacionados a HCs no período. Desde 2014, os motivos mais recorrentes das ações estavam relacionados a revogação de prisão preventiva e a liberdade provisória. Em 1990, os pedidos de nulidade de ação penal figurava entre os primeiros.

O coordenador do projeto, professor de direito Ivar Hartmann, afirma que a insegurança jurídica é um dos motivos que levam ao excesso de questionamento. Ele explica ainda que, a partir do momento em que os advogados percebem uma tendência divergente entre ministros e turmas não sendo hostis a pedidos de habeas corpus, “há um estímulo para protocolarem esses pedidos”.

O Supremo não tem nenhum estudo que indique a causa do crescimento de pedidos de HCs. Para juristas ouvidos pela reportagem, há quatro pontos que podem ter influenciado na escalada dessa estatística: o aumento da população carcerária; a estruturação da Defensoria Pública; a composição da Corte, mais aberta a receber HCs e com divergências acentuadas entre seus membros; e a atuação mais rígida 1ª e da 2ª instâncias.

Na avaliação do professor de direito constitucional da PUC Pedro Serrano, há um fenômeno mundial “punitivista”, que ganhou força no Brasil mais recentemente. “O problema é que isso implica, muitas vezes, em práticas inconstitucionais ou que podem ao menos ser interpretadas nesse sentido [de que cabe um HC]”, defende.

Segundo dados de 2014 do Departamento Penitenciário Nacional, do Ministério da Justiça, a população carcerária chegou a 607 mil pessoas, alçando o País à quarta posição no ranking mundial. A estruturação da Defensoria Pública, também em 2014, garantiu o direito de presos recorrerem de suas sentenças. Esses dois fatores, segundo especialistas, compuseram um cenário com mais pedidos de liberdade.

Bottini estudou o motivo do crescimento dos HCs de 2006 a 2014. Para ele, a discordância entre os próprios ministros foi uma das causas. “Quando o STF decide reabrir algo que já tinha discutido, cria insegurança, e as pessoas não sabem o que está valendo. Por não saber, vai que o caso delas é diferente? Aí entram com HC na Corte.”

Um dos casos apontados pelo pesquisador é o cumprimento de pena após condenação em 2ª instância. Em 2010, o STF havia decidido que ninguém poderia ser preso enquanto o processo não tivesse transitado em julgado. No ano passado, reviu o entendimento e decidiu pela aplicação da pena após segunda instância. Agora, há uma corrente de ministros que quer rever novamente a regra.

Para Fernando Hideo, professor de direito penal da PUC-SP, a decisão impulsionou os HCs. “A pena de prisão passou a ser executada já depois do julgamento em segunda instância. Então você tem o HC, que é a medida mais rápida e eficaz para conter o arbítrio.”

Entendimento
O estudo de Bottini também apontou uma outra causa: os tribunais e juízes não seguiam entendimento do Supremo. “Aqui não é que nem na Corte Suprema dos Estados Unidos, em que toda decisão deve ser seguida pelos outros tribunais. A única obrigação é seguir súmula vinculante”, afirma o professor. A súmula é um instrumento jurídico tomado em decisões de repercussão geral, ou seja, todos os casos semelhantes devem ter o mesmo entendimento da súmula do STF.

Por meio de nota, o Supremo afirmou que “uma parte dos HCs que chegam à Corte não atende requisitos essenciais para o trâmite e, por isso, após avaliação, não chegam a ser distribuídos entre os ministros”. Dos 8.235 habeas corpus que chegaram ao STF neste ano, 6.380 foram distribuídos. Além disso, o texto diz que “esse aumento (de HCs) parece ser um fenômeno que atinge também outras instâncias do Judiciário”.

As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”.

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Em discurso no Bico do Papagaio, Kátia Abreu sobe o tom contra gestão de Miranda

Em encontro ocorrido neste sábado, 7, em Araguatins, na região do Bico do Papagaio, com mais de 700 líderes da região, a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) subiu o tom mais uma vez e teceu críticas ao governador Marcelo Miranda e sua gestão. Na ocasião, a senadora comentou sobre a segurança pública do Estado e disparou: “se bandido ver governador e dirigente frouxo, pula para dentro do Estado para roubar, matar e traficar”.

Kátia já afirma ser pré-candidata à disputa pelo governo do Tocantins, que também terá Miranda como pré-candidato à reeleição. Em ares de pré-campanha, durante seu discurso, Kátia Abreu garantiu que bandido não vai prosperar e muito menos ficará no estado se ela se tornar governadora. “Eu posso usar saia, mas sou muito mais macho do que muitos homens do Tocantins. Bandido aqui não vai se criar, não é arrotar grosso ou contar vantagem. Um governante tem que ter pulso firme e agir igual uma mãe faz com o filho. Me dê mais um tapa que você vai levar três. É assim que se fala com bandido, com pulso firme, autoridade total em cima dessa bandidagem”, afirmou.

A senadora cobrou ainda mais investimentos para as áreas da saúde e segurança pública. “Não está sobrando um real para fazer o Hospital de Araguatins, para terminar rápido o Hospital de Augustinópolis, comprar equipamentos para à Polícia Civil e Militar. Não estamos tendo investimentos no Tocantins, não sobra dinheiro para nada. Então isso não pode mais continuar. Nós precisamos de gestão eficiente”, cobrou Kátia Abreu.

Kátia já realizou encontros com lideranças políticas com a mesma temática na região Sudeste, em Dianópolis, no Sul, em Gurupi, e no Norte, em Araguaína. Falando para um público que reuniu prefeitos, ex-prefeitos, vereadores, deputados estaduais, ex-deputados, empresários, produtores rurais, representantes de todos os seguimentos da sociedade, a senadora reafirmou sua intenção em disputar o Governo do Tocantins nas próximas eleições e reprovou a conduta da atual gestão em relação à segurança pública.

“A população está cansada, não aceita mais tanta violência e bandidagem tomando conta do nosso estado. Isso é uma vergonha pra nós, porque filho pequeno que não é corrigido pelos pais, ele vai dá um tapa na sua perna se você não reagir daqui a pouco ele está te dando um tapa no rosto. Bandido se ver que governador e dirigente é frouxo ele pula pra dentro daquele estado. Vem pra dentro com todo gás pra roupar, traficar, assaltar banco, matar e nós não temos uma palavra desse Governo contra esse bandalho de bandidos, traficantes que está tomando conta do Tocantins”, denuncia.

Disputa acirrada

A corrida ao Palácio Araguaia promete ser acirrada. Até o momento já foram ventilados vários nomes que pleiteiam a vaga, entre eles o governador, que foi apoiado pela senadora nas eleições de 2014 e hoje é o seu principal adversário político.

“As pessoas não aceitam e não levam adiante mais nenhuma carreira politica que se mistura à corrupção. O povo não vai aceitar mais se nós não praticarmos uma gestão eficiente. Por exemplo, um pai de família faz barrir o dinheiro que recebe no final do mês. Paga suas contas e labuta para não ficar devendo. Ele tem que ser responsável, gastar o mínimo pra sobrar o máximo para investir na família. Aumentar a casa, fazer mais um banheiro, visitar a mãe que mora em uma cidade do Maranhão, planeja a faculdade de seu filho. É assim que gente normal faz. O Governo do estado não tem que ser diferente. Governo não pode ser anormal, ele tem que mudar a vida das pessoas, gastar o mínimo para poder investir o máximo. Agora do jeito que nós estamos hoje, não podemos continuar. Vejam minimamente os números do Tocantins na internet, você vai entender que a nossa receita, o que nós arrecadamos está um pouco menos do que a despesa de custeio”, condena a senadora.

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Umanizzare garante legalidade de contratos e diz que vai recorrer de decisão que os declarou nulos

O Tribunal de Justiça (TJTO) será acionado pela Umanizzare Gestão Prisional depois da 4ª Vara da Fazenda e Registros Públicos de Palmas declarar nulos contratos de prestação de serviços gerais, técnicos, de alimentação e segurança na Unidade de Tratamento Penal Barra da Grota (UTBG) e da Casa de Prisão Provisória de Palmas (CPP). A informação é do porta-voz e diretor jurídico da empresa, André Caires, que informou sobre a interposição de recurso e garantiu que vai demonstrar os equívocos no questionamento do juiz Roniclay Alves quanto a lisura e legalidade da contratação.

André Caires argumenta que houve cumprimento rigoroso do previsto contrato e destaca ser pacífico o entendimento jurídico de que é legal a administração desses serviços pela iniciativa privada, sem qualquer implicação para o perfeito exercício da função jurisdicional do Estado. Segundo o diretor jurídico, a A Umanizzare realiza apenas as atividades-meio, como fornecimento de alimentação, vestuário, limpeza, serviços de saúde, atendimento psicossocial. “Sobre este assunto, não resta dúvida: os contratos são legais, constitucionalmente previstos e foram realizados licitamente”, comenta.

A empresa afirma que vai contestar uma das argumentações do Ministério Público, quanto à lisura do contrato, demonstrando que foi realizado o devido processo licitatório na modalidade pregão presencial, sem jamais ter havido contratação direta em qualquer época. André Caires também contestou as críticas do órgão e do juiz quanto aos valores pagos pelo governo do Estado à empresa.

“É preciso informar que, diferentemente do que se diz, o custo do preso nas nossas unidades não chega a um terço dos maiores do Brasil, a exemplo do sistema federal que custa R$ 15 mil reais mensais, segundo estudo do Ministério da Justiça produzido em 2015. Nossos valores são muito inferiores e com o diferencial de realizar uma grande quantidade de projetos”, destacou.

O diretor jurídico reforça que o próprio governo do Estado explicou que a cada novo aditivo era realizada pesquisa de preços junto ao mercado para comprovar a vantagem da manutenção do serviço junto à Umanizzare. “Inclusive informa que os contratos foram renovados porque o preço ofertado pela empresa encontrava-se abaixo do mercado. Sobre a suposta ilegalidade na prorrogação do contrato, também vamos mostrar que o ato está amparado na Lei das Licitações”, alega.

André Caires argumentou que a Umanizzare vai recorrer por entender que seria uma injustiça a anulação de um contrato perfeitamente celebrado entre empresa e Estado. “Vamos cumprir fielmente o cronograma de transição, auxiliando o governo do Estado a retomar da forma mais equilibrada possível a administração dos dois presídios. Temos consciência do papel que exercemos na política de ressocialização nessas unidades e, principalmente, da lisura dessa relação. Respeitamos a decisão do juiz, mas vamos recorrer para assegurar que a verdade prevaleça”, conclui.

Entenda
A 4ª Vara da Fazenda e Registros Públicos de Palmas declarou a nulidade dos contratos firmados entre o Estado e a Umanizzare Gestão Prisional Serviços, que terceirizou a administração da Unidade de Tratamento Penal Barra da Grota (UTBG) e a Casa de Prisão Provisória de Palmas (CPP). Entretanto, apesar da decisão do Roniclay Alves de Morais, a empresa cumprirá o contrato por entendimento do Tribunal de Justiça do Tocantins.

A Umanizzare desde 2012 realiza os serviços técnicos e assistenciais, segurança, identificação, prontuários e movimentações, administrativo, alimentação e serviços gerais nas duas unidades prisionais por um valor anual estimado de R$ 25.029.000,00. Contudo, de acordo com o próprio Judiciário, os efeitos dessa decisão não se aplicam até o final do contrato, em razão da decisão do Tribunal de Justiça que, em audiência em setembro, manteve válido os contratos de terceirização, que expiram no dia 1º de dezembro. (Com informações da assessoria)

Fonte: PortalCT

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Relator da denúncia contra Temer diz que entregará parecer na tarde desta terça

O deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), relator da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer, disse nesta segunda-feira (9) ao G1 que ainda não concluiu o parecer e que só irá entregá-lo à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na tarde de terça-feira (10). Cabe ao relator recomendar a continuidade ou a rejeição das acusações.

A reunião do colegiado está convocada para as 10h, mas o relator justificou que o prazo é “apertado” para uma “tarefa tão complexa”. Ele descartou pedir mais um dia para apresentar o relatório.

“Estou enfrentando um pesado ônus. O ideal seria ter mais um dia [de prazo], mas acontece que vou me esforçar para ficar dentro dos prazos. Vou entregar amanhã [terça] na parte da tarde. A reunião está marcada para as 10h, mas estou achando apertado [o horário]. Possivelmente, vou entregar no período da tarde, umas 14h ou 15h”, disse.

Ele explicou que irá se reunir com o presidente da comissão, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), na noite desta segunda para acertar os detalhes sobre o horário da leitura.

Temer foi denunciado por obstrução à Justiça e organização criminosa. Também foram acusados na mesma denúncia os ministros Moreira Franco (Secretaria-Geral) e Eliseu Padilha (Casa Civil) pelo crime de organização criminosa.

Para que o presidente da República seja investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), é preciso que, antes, a Câmara dê a autorização.

Andrada disse que passou o fim de semana debruçado sobre a denúncia elaborando o parecer. Para dar conta da leitura da análise da Procuradoria Geral da República, o relator tem contado com a ajuda de dois grupos de assessores técnicos.

“Fiz só isso no fim de semana. Estou trabalhando com duas equipes: uma equipe particular dentro da minha casa e outra equipe na Câmara”, afirmou.

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MPF pede que Nuzman seja mantido na cadeia em prisão preventiva

O Ministério Público Federal do Rio de Janeiro (MPF) pediu nesta segunda-feira ao juiz federal Marcelo da Costa Bretas que a prisão provisória de Carlos Arthur Nuzman, que vence ainda hoje, seja convertida em preventiva. Assim, o dirigente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), que pediu afastamento da presidência da entidade, ficaria preso em Benfica por prazo indeterminado. O mesmo pedido vale para o seu braço-direito, o ex-diretor de operações do Comitê Rio-2016 Leonardo Gryner.

Ao mesmo tempo, a defesa de Nuzman aguarda para esta segunda-feira a resposta do desembargador federal Abel Federal a respeito de um pedido de habeas corpus impetrado no último sábado. A vara só abriu ao meio-dia, o que postegou a decisão. A favor dele, o fato de ter pedido afastamento não só da presidência do COB, mas também do Comitê Rio-2016.

Nuzman foi preso em casa na última quinta-feira, durante a segunda fase da Operação Unfair Play. No pedido de prisão provisória, os procuradores federais apontaram que o dirigente do COB vinha tentando atrapalhar as investigações. Argumentaram, para isso, que ele declarou à Receita Federal a posse de 16 quilos de ouro em barras só depois de policias federais colherem em sua casa a chave do cofre onde o ouro estaria guardado na Suíça.

A defesa de Nuzman argumenta, porém, que a retificação do Imposto de Renda foi feita dentro da lei e ressalta que Nuzman, como presidente do Rio-2016, não tinha poder de decisão. Qualquer contratação acima de R$ 300 mil como as citadas na denúncia precisava ser aprovada por um Conselho Diretor.

De acordo com a Folha de S. Paulo, Nuzman tentou pagar o escritório de advocacia que o defende, o Nélio Machado Advogados, com recursos do Comitê Rio-2016. A conta de R$ 5,5 milhões foi apresentada ao Conselho Diretor há cerca de duas semanas e rejeitada. Ou seja: segundo a assessoria de imprensa do comitê, este não aceitou pagar a contar, que ficou a cargo do próprio Nuzman. O Rio-2016 chegou a enviar ao Olhar Olímpico a nota cancelada.

Sair ou não da cadeia antes de quarta-feira pode ser decisivo para o futuro político de Nuzman, que na sexta-feira apresentou um pedido de afastamento do COB. Na quarta-feira, a assembleia do COB se reúne no Rio para acatar o pedido, que pode se tornar um afastamento definitivo. Paulo Wanderley, eleito vice-presidente em chapa conjunta no ano passado, já assumiu o COB de forma provisória e dá indícios de querer se manter no cargo sem o risco de um retorno de Nuzman.

Fonte UOL

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Temer vetará emenda da reforma política apontada como ‘censura’, informa Planalto

O presidente Michel Temer vai vetar o artigo do projeto de reforma política classificada por entidades de meio de comunicação como “censura”, informou em nota a assessoria do Palácio do Planalto.

A Secretaria de Comunicação da Presidência divulgou o comunicado nesta sexta-feira (6). Segundo a nota, Temer atenderá ao pedido feito pelo deputado Áureo (SD-RJ), autor da emenda que trata do tema. Conforme o Planalto, o presidente e o parlamentar conversaram sobre o assunto na manhã desta sexta.

A expectativa no Planalto é de que Temer sancione com vetos a reforma política ainda nesta sexta, para que as mudanças nas regras eleitorais já tenham validade nas eleições de 2018. A sanção deve ser publicada em uma edição extraordinária do “Diário Oficial da União”.

Aprovada no pacote de mudanças eleitorais discutido pelo Congresso Nacional, a emenda exige que os provedores de aplicativos e redes sociais sejam obrigados a suspender a publicação quando for denunciada por ter informação falsa ou discurso de ódio até que o autor seja identificado. Se confirmado que se trata de um usuário real, a publicação será liberada.

O tema provocou reação de entidades da área de comunicação. Nesta quinta (5), a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) divulgaram nota conjunta classificando como “censura” a emenda de autoria de Áureo.

Conforme as entidades, somente por meio de decisão judicial é possível retirar do ar informações ou opiniões, seguindo a previsão do Marco Civil da Internet.
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Em choque, multidão vai a enterro de criança morta em creche de Minas

Com mais de uma dezena de carros, um ônibus escolar e uma série de motos e bicicletas, o cortejo que levou o pequeno caixão com o corpo de Ana Clara Ferreira Silva, 4, ao cemitério São Lucas, em Janaúba, parou avenidas da cidade de 70 mil habitantes no norte de Minas Gerais.

Ela morreu um dia antes, na quinta (5), carbonizada, após o vigia noturno Damião Soares dos Santos, 50, atear fogo em si e em crianças em uma creche municipal no bairro Barbosa, região afastada do centro da cidade, onde falta reboco nas casas e asfalto na rua. Além de Damião e Ana Clara, outras seis pessoas morreram –cinco crianças e uma professora.

Uma multidão acompanhou o enterro, na manhã desta sexta (6) –familiares, amigos da família e curiosos que queriam ver de perto o resultado do crime que chocou a pacata cidade.

Um tio passou mal e precisou ser acudido pela família. Choravam sem parar o pai, Nelson Silva de Jesus, e a mãe, Luana, que voltou de Montes Claros, maior cidade da região, para se despedir da criança. Ela foi à cidade vizinha para acompanhar os outros dois filhos que também estavam na creche, inalaram fumaça precisaram de atendimento médico. Todos passam bem. Ana Clara tinha ainda outros três irmãos. Um deles, gêmeo dela, não estava na creche no dia.

“É inexplicável o que aconteceu, não tenho palavras. Ouvi no rádio que tinha fogo lá e na hora pensei nos meus netos. Tinha certeza que alguma coisa tinha acontecido com eles”, diz o lavrador Antonio Pereira da Silva, 56, avô que diz que a neta “sempre brincava, gostava de rir, vadiar”.

Também pelo rádio soube o outro avô, Jovelino da Silva, 61, também lavrador, que vive em Jacaré Grande, distrito da zona rural. “Raiva não sei mas a gente fica nervoso mesmo. Como uma coisa dessas pode acontecer?”

Já Cristiane Conceição Rodrigues, 37, sabe definir o sentimento: “Não tem como não sentir ódio de uma pessoa dessas, não tem explicação”, diz a tia de Luiz Davi, 4, também morto na tragédia, enquanto ajuda a organizar o velório do menino, na casa em que vivia, no mesmo bairro. Ela vive na capital e conta que ele passava as férias de fim de ano na casa dela. “Pensar que nunca mais vai vou ver aquela criança, que fazia graça, mandava áudio no grupo do WhatsApp da família”, diz.

O corpo de Ruan Miguel, 4, foi velado a poucas ruas dali. Na sala da casa, velas e dezenas de pessoas se despedindo do menino, que seria enterrado logo depois, também em um pequeno caixão branco. “Um anjinho desses, como podem fazer isso?”, questiona, também incrédulo, o tio Paulo Rodrigues Soares, 41.

‘CORRIDA CONTRA O TEMPO’

A Prefeitura de Janaúba tem feito busca por crianças que estavam na creche no momento do incêndio e não foram atendidas em postos de saúde. Agentes acreditam que o número de feridos pode ser maior do que o já divulgado.

“Tinha mais de 80 crianças na creche, estamos fazendo busca ativa, indo de casa em casa. Às vezes a criança está bem, aparentemente, para os pais. Começa a tossir, o nariz sangra, logo tampa a glote e ela pode asfixiar. É muito grave. Pedimos que todos que souberem de crianças que estavam no local, que avisem, precisamos avaliar clinicamente”, disse a conselheira tutelar Gabriela Rodrigues Castro.

Ela chama a busca de “corrida contra o tempo”. “Parece que o mundo tá acabando, não podemos perder tempo. Quanto antes encontrarmos mais crianças, melhor”, diz.

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Lava Jato diz que recibos de Lula são ‘ideologicamente falsos’ e cobra os originais

A força-tarefa do MPF (Ministério Público Federal) na Operação Lava Jato diz que os recibos de pagamento de aluguel do apartamento vizinho ao do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em São Bernardo do Campo (SP), são “ideologicamente falsos”.

Na tarde de quinta-feira (5), os procuradores apresentaram um “incidente de falsidade criminal” ao juiz federal Sergio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância. O procedimento pede “a produção de novas provas que possam contribuir para evidenciar a falsidade”, diz o MPF por meio de nota. Moro ainda não se manifestou a respeito do incidente.

O pedido pela produção de provas, de acordo com o MPF, tem como objetivo esclarecer pontos específicos, “como se houve alguma adulteração também dos próprios papéis, por quem e quando estes recibos foram feitos e onde estavam”. A Lava Jato ressalta que os recibos “não foram encontrados em diligências de busca e apreensão anteriores”.

“Sem margem à dúvida que os recibos juntados pela defesa de Luiz Inácio Lula da Silva são ideologicamente falsos, visto que é simulada a relação locatícia representada pelo engendrado contrato de locação”, afirmou a Procuradoria da República.

A Procuradoria pede ainda que os recibos originais sejam apresentados. Os procuradores pediram a Moro que “seja determinada a realização de perícias grafoscópica e documentoscópica sobre os documentos, com vistas ao esclarecimento dos quesitos a serem oportunamente apresentados pelo Ministério Público Federal e pelos réus, após intimação para tanto”.

Procurada pela reportagem do UOL, a defesa de Lula manteve o posicionamento informado na quinta-feira (5). Em nota, o advogado do ex-presidente, Cristiano Zanin Martins, chamou os procuradores de “ilusionistas”. “O questionamento do MPF é uma tática ilusionista de quem não conseguiu provar que valores provenientes de contratos da Petrobras beneficiaram Lula”.

Segundo Zanin, a realização de perícia nos recibos “irá demonstrar que eles são idôneos e que foram assinados pelo proprietário do imóvel”.

A história dos recibos

Em 25 de setembro, a defesa do ex-presidente apresentou recibos que comprovariam o pagamento de aluguel referente ao período entre fevereiro de 2011 e novembro de 2015. O proprietário do imóvel, o engenheiro Glaucos da Costamarques, disse que assinou os recibos em uma única data no final de 2015 durante o período em que esteve internado no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Ele também afirma que nunca havia recebido os pagamentos até então.

O engenheiro diz que os pagamentos começaram a ser feitos após a prisão de seu primo, o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula. Bumlai já foi condenado por Moro a mais de nove anos de prisão em um processo da Lava Jato por corrupção e gestão fraudulenta em instituição financeira.

O MPF quer esclarecer se os recibos foram realmente assinados por Costamarques e, se isso aconteceu, em que data ocorreu.

De acordo com o MPF, Costamarques seria um “laranja” da empreiteira Odebrecht usado para comprar o apartamento a título de vantagens indevidas para Lula. No mesmo processo, sobre um esquema de corrupção envolvendo oito contratos entre a Odebrecht e a Petrobras, também se analisa a compra de um terreno na capital paulista que serviria como sede para o Instituto Lula. O engenheiro também esteve envolvido nessa negociação.

“O MPF afirmou, já na denúncia [apresentada em dezembro de 2016], que há provas substanciais que demonstram a falsidade do contrato de locação referente ao imóvel atribuído ao ex-presidente”, diz a Lava Jato. “As provas também apontam que os recibos de supostos pagamentos da locação simulada, que foram apresentados pela defesa somente após mais de nove meses da tramitação da ação penal, são igualmente falsos”.

Segundo os procuradores, “não há fluxo financeiro que comprove a relação de locação”. “Ou seja, as provas demonstram que o contrato e o recibo são papéis criados para disfarçar a real titularidade do imóvel usado pelo ex-presidente, que foi comprovadamente comprado com recursos oriundos da Odebrecht”.

Os recibos só foram anexados ao processo quase dez meses após a denúncia, que citava questões em relação à locação do imóvel. A defesa de Lula diz que os encontrou junto a pertences da ex-primeira-dama Marisa Letícia, locatária do imóvel, que faleceu em fevereiro deste ano. (Com Estadão Conteúdo)

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Ministro nega pedido de HC e mantém prisão de Fábio Pisoni por homicídio em 2007

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de Habeas Corpus a Fábio Pisoni, que aguarda preso por seu julgamento pelo Tribunal do Júri, na Casa de Prisão Provisória de Gurupi. Ele foi denunciado pelo Ministério Público do Tocantins, por homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio e porte ilegal de arma de fogo.

No pedido de HC apresentado no Supremo, a defesa de Pisoni sustentou a falta de fundamentação idônea para a manutenção da custódia cautelar, destacando que os fatos descritos na denúncia teriam sido praticados em dezembro de 2007, portanto, passados quase 10 anos, “o cenário processual é outro”. Alega, ainda, o excesso de prazo para a conclusão da instrução criminal. Com essa argumentação, pediu a revogação da prisão.

Em sua decisão o ministro considerou de especial relevância manter a prisão de Pisoni, visto que ele permaneceu foragido da justiça por aproximadamente quatro anos, período compreendido entre o seu chamamento ao processo (ano de 2008) e o cumprimento do mandado de prisão expedido (11 de dezembro de 2012). “Nessas condições, incide a orientação jurisprudencial no sentido de que a ‘condição de foragido do distrito da culpa reforça a necessidade da custódia para se garantir a aplicação da lei penal’”, concluiu o relator.

Fábio Pisoni é acusado de, na madrugada de 8 de dezembro de 2007, após desentendimentos iniciados numa festa do curso de graduação de Agronomia, ter efetuado disparos em via pública contra um veículo em movimento, causando a morte do estudante Vinícius Duarte de Oliveira, e ferindo gravemente Leonardo Veloso Melo, também estudante.

Entenda

Fábio Pisoni é acusado pelo assassinato do estudante e após o crime ficou foragido e foi preso em 11 de dezembro de 2012, quando passou por uma blitz da Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizada no município de José Bonifácio, em São Paulo. Desde então, sob custódia da justiça do Tocantins, Fábio ficou até 2014 na Casa de Prisão Provisória (CPP) de Palmas, quando, a pedido da família, foi transferido para a CPP de Gurupi.

Na CPP de Gurupi, Fábio esperou por julgamento, quando os policiais cumpriram a decisão da juíza e o libertaram para que aguardasse o trâmite do processo, em que ele é indiciado por homicídio triplamente qualificado e porte ilegal de arma de fogo, em liberdade. Pisoni foi encaminhado novamente à CPP de Gurupi, onde aguarda por julgamento. A 3ª Promotoria de Justiça de Gurupi quer que Pisoni seja submetido a júri popular pelo crime, mas até a presente data o Tribunal de Justiça não agendou o julgamento.

Fonte T1 Notícias

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Sindessto aponta dívida de R$ 120 milhões e continua suspensão de atendimento

Em assembleia extraordinária, o Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado do Tocantins (Sindessto) decidiu continuar com a suspensão do atendimento aos usuários do Plano de Assistência ao Servidor (Plansaúde), até que seja feito o pagamento da referência cinco, que totaliza R$ 18 milhões. Ao CT, a presidente da entidade, Maria Lúcia Machado, informou que o débito total do Executivo com os prestadores de serviços é de mais de R$ 120 milhões.

Para que haja o retorno do atendimento, os prestadores de serviços ainda estabeleceram como condição a realização de uma reunião em conjunto com os secretários estaduais de Administração e da Fazenda, até o dia 11 deste mês, para definição de cronograma de pagamentos das demais referências em atraso.

Resposta da Secad
Em entrevista ao CT, nesta quinta-feira, 5, o secretário de Administração, Geferson Barros, disse que realizou parte do pagamento da referência cinco, no valor de R$ 10 milhões, para pessoa jurídica, mas ainda assim os prestadores não quiseram retomar o atendimento.

Geferson disse que vai tentar liquidar mais uma parte do débito nesta sexta-feira, 5, e o restante na segunda-feira, 9. “Vou tentar quitar tudo na segunda e acredito que na terça-feira os prestadores de serviços voltam a atender normalmente”, disse.

O secretário informou ainda que vai marcar a reunião com o Sindessto para tratar do cronograma de pagamento das demais referências que estão em atraso. “Eu vou liquidar a referência cinco e depois eu vou marcar com eles, juntamente com o secretário da Fazenda, essa reunião para terça ou quarta-feira”, finalizou o secretário.

Atendimento de urgência e emergência
Os hospitais e clínicas que prestam serviços aos usuários do Plansaúde paralisaram o atendimento de consultas, exames e cirurgias eletivas. Os atendimentos de urgência e emergência e de pacientes que já estejam internados não foram suspensos.

Entenda
Os prestadores de serviços do Plansaúde suspenderam o atendimento aos usuários do benefício à zero hora desta quarta-feira, 4. Conforme o Sindessto, a decisão foi tomada “após diversas tentativas de negociação com a Secretaria de Administração para recebimento das faturas do PlanSaúde em atraso (meses abril, maio, junho e julho)”.

O Sindessto já tinha ameaçado a suspender a partir do dia 27 já que não recebia uma proposta para pagamento da dívida. Em nota, a Secad disse que estava trabalhando para evitar mais uma suspensão.

Na atual gestão do governo do Estado, os fornecedores já paralisaram o atendimento ao plano inúmeras vezes por falta de repasses.

Confira a íntegra da nota:

“Nota à Imprensa

O Sindessto vem a público comunicar que foi deliberado em Assembleia Geral Extraordinária, neste 04/10, que continuarão com a Suspensão dos atendimentos aos usuários do PlanSaúde até que seja efetuado o pagamento da referência 05/2017 (atendimentos realizados em abril/2017) integralmente a todos os prestadores de serviços de saúde e que aconteça uma reunião em conjunto com os Secretários de Administração e Fazenda até dia 11/10/2017, para definição de cronograma de pagamentos das demais referências em atraso.

Diretoria Sindessto”