Objetivo da ação foi fiscalizar pesca predatória e outros crimes ambientais. Operação foi realizada entre os dias 11 e 13 de agosto, no Parque Estadual do Cantão.
Por Do G1 Tocantins
Apreensão de pescado (Foto: Divulgação)
Uma operação conjunta da Polícia Militar e do Instituto Naturazo do Tocantins (Naturatins) apreendeu 200 kg de pescado na região do Parque Estadual do Cantão. O objetivo da ação foi fiscalizar a pesca predatória e outros crimes ambientais. A operação foi realizada entre os dias 11 e 13 de agosto.
Os peixes já foram encontrado mortos e por isso não poderiam ser devoldidos ao rio. Como ainda estavam frescos, os produtos foram doados para família carentes na cidade de Caseara, que fica na área do parque.
Além do pescado, foram apreendidos também 270 metros de redes, cinco armas de fogo e 15 munições. A fiscalização foi feita nos rios Coco, Javaé, Javaezinho e Araguaia. Durante toda a operação, foram abordados 23 barcos e 57 pessoas.
Armas foram apreendidas pela polícia ambiental (Foto: Divulgação)
Redes foram apreendidas durante operação (Foto: Divulgação)
Estudante de Tupã foi ao país fazer intercâmbio quando teve acidente vascular cerebral. Com uma conta hospitalar que aumenta cerca de R$ 3 mil por dia, família tenta trazer jovem de volta ao país.
Por G1 Bauru e Marília
O estudante Lucas Assumpção teve um AVC na Colômbia e família criou campanha para trazer o jovem de volta ao Brasil (Foto: Arquivo Pessoal)
A viagem de um jovem intercambista brasileiro na Colômbia se transformou em um drama para familiares e amigos do estudante, de Tupã (SP), após um problema de saúde. Depois de duas semanas de viagem, Lucas Assumpção, de 27 anos, teve um acidente vascular cerebral e precisou ser internado na UTI de um hospital particular de Bogotá.
A família está preocupada com a dívida acumulada por conta dos custos da internação do jovem, estimada em mais de R$ 15 mil, e criou uma campanha para cobrir os gastos hospitalares e trazer Lucas de volta. Ele está internado desde a manhã da última quinta-feira (10), quando sofreu o AVC.
O país latino-americano não possui um sistema público de saúde, como no Brasil, e a conta aumenta em cerca de R$ 3 mil por dia a mais que o jovem fica internado. De acordo com a família, o intercambista, que frequenta o curso de Geografia da Universidade de São Paulo (USP), contratou um seguro de viagem, mas o plano é básico e não cobre os procedimentos médicos mais complexos.
Família de Tupã faz campanha para trazer jovem que sofreu AVC na Colômbia
A irmã do jovem, a advogada Nayara Assumpção, ficou sabendo da situação de Lucas por uma amiga do rapaz. Desde então, os parentes encontram dificuldade em saber de atualizações do estado de saúde do estudante.
“Sempre foi o sonho dele. Ele estudou muito a história e a geografia de lá e conseguiu uma bolsa para se especializar no país, assim, para dar uma vida melhor para nós. Entrei em desespero porque ao tentar entrar em contato com o hospital eles disseram por telefone que só poderiam passar atualizações aos parentes pessoalmente”, conta.
Irmã de Lucas alega que família tem dificuldade de saber sobre o estado de saúde do rapaz internado na Colômbia (Foto: Reprodução / TV TEM)
Esse impasse fez com que a família entrasse em contato com a Embaixada Brasileira na Colômbia para tentar auxiliar no retorno de Lucas para o Brasil, em algum avião com suporte médico de tratamento intensivo. Contudo, até o momento, o governo tem ajudado apenas no contato com o hospital.
A alternativa encontrada foi criar uma campanha para arrecadar dinheiro. Os amigos do estudante também estão pedindo doações pelas ruas da cidade e o apelo está até na frente da casa da família.
Com a quantia arrecadada até o momento foi possível pagar uma passagem de avião para o irmão de Lucas viajar para Bogotá, com o objetivo de acompanhar de perto o estado de saúde do estudante.
“Precisamos trazer o Lucas pra cá porque nós não temos condições. Ele é um estudante brasileiro de baixa renda. Nós somos de uma família de baixa renda. Em primeiro lugar, ele é um ser humano e brasileiro”, enfatiza a mãe do estudante Laide Marangoni Assumpção.
Mãe de intercambista que teve AVC na Colômbia tenta trazer filho de volta para terminar tratamento no país (Foto: Reprodução / TV TEM)
Por meio de nota, o Itamaraty alega que a embaixada está acompanhando o caso, mas que não está autorizada a divulgar mais detalhes. Também consultada, a USP disse que está ajudando com todas as informações e trâmites institucionais e que Lucas está consciente e seu quadro de saúde é estável.
Amigos e familiares criaram campanha para arrecadar dinheiro para custear tratamento e transferência de jovem de Tupã internado na Colômbia (Foto: Reprodução / TV TEM)
Amigos e familiares de Jamerson Gonçalves de Andrade, de 30 anos, e Lizien Franscisco da Silva, de 32, presos na madrugada de sábado acusados da morte do soldado da PM Samir da Silva Oliveira, de 37, defendem a inocência de ambos. Um terceiro homem, Hélio Rafael Alves de Souza, de 29 anos, também foi preso no mesmo dia pelo assasssinato do policial. Jamerson já trabalhou como vidraceiro e técnico em ar condicionado e hoje trabalha com montagem de adegas. Ele não tinha nenhuma passagem pela polícia até o dia do crime. Já Lizien é mototaxista e só tem uma passagem por porte de drogas para consumo próprio. Hélio tem diversas passagens pela polícia por tráfico de drogas e roubo de cargas. Quando foram detidos, Lizien e Jamerson estavam juntos. Hélio foi preso em outro ponto.
O crime aconteceu por volta das 18h30 da última sexta-feira, no Méier. Segundo o patrão de Jamerson, o projetista e montador de adegas Djalma Santos, de 60, o rapaz passou o dia todo com ele, inclusive foram juntos a Vista Alegre buscar no conserto a arma de paintball, com a qual o acusado foi preso.
As únicas provas que mantêm os dois presos são dois depoimentos de policiais militares. De acordo com o registro de ocorrência feito no momento da prisão de Jamerson e de Lizien, o vidraceiro e o mototaxista teriam sido levado para a 26ª DP (Todos os Santos) horas depois da morte do PM por policiais da UPP do Lins. Jameson estava na garupa da moto guiado por Lizien. Com o vidraceiro, os policiais apreenderam uma arma de paintball. Já na delegacia, dois policiais militares que estavam com o policial morto no momento do tiroteio, horas antes, reconheceram Jamerson e Lizien como ocupantes de um carro roubado que atiraram contra os policiais. Os dois foram autados por receptação do carro e pelo homicídio do policial.
Acusado trabalha como vidraceiro Foto: Reprodução
A Polícia Civil divulgou que as prisões foram feitas com base num “trabalho investigativo realizado pelos agentes da Divisão de Homicídios no local do crime e com base nos depoimentos de testemunhas identificadas”. A Justiça converteu as prisões em flagrante em preventivas, sem prazos para serem soltos.
O patrão do vidraceiro disse que deixou Jamerson no ponto de mototáxi na esquina da Rua Baronesa de Uruguaiana, no Lins, onde ambos moram, e foi para casa, pouco depois das 19h. A família já contratou um advogado e está reunindo provas para tentar soltar o rapaz.
Jamerson foi fichado na Polícia Civil Foto: Divulgação / PCERJ
— Eu conheço o Jamerson desde os 7 anos. Estou disponível para falar com a polícia para confirmar que o Jamerson passou o dia comigo. Eu estava dormindo quando soube que ele tinha sido preso e foi uma surpresa. Achei impossível que aquilo estivesse acontecendo. Escolhi o Jamerson para trabalhar comigo justamente porque é uma pessoa de confiança. Tenho que entrar na casa dos clientes e não poderia fazer isso com qualquer pessoa — disse.
Marilene Gonçalves Pereira, de 50 anos, mãe de Jamerson, não consegue dormir desde que o filho foi preso e não foi trabalhar hoje. A auxiliar de serviços gerais diz que Jamerson é um bom filho, que parou de estudar quando concluiu o ensino fundamental e começou a trabalhar para ajudar em casa.
Djalma dos Santos, patrão de Jamerson Foto: Ana Branco / Agência O Globo
— Tenho confiança plena na inocência do meu filho. O que aconteceu com ele foi uma injustiça, uma pancada. Boto a mão no fogo por ele, sempre falei para todo mundo que ganhei na Mega Sena porque tenho três filhos maravilhosos que nunca me deram trabalho. Isso foi uma covardia, não encontraram o verdadeiro criminoso e acabaram levando ele como bucha.
A mulher de Jamerson, Juliana Rodrigues de Paula, de 23 anos, está reunindo provas para tentar provar a inocência do marido e tirá-lo da cadeia. Os dois se conhecem desde os 15 anos e estão juntos há seis. O casal não tem filhos.
— É muito tempo de convivência, confio plenamente na inocência do meu marido, coloco o corpo todo no fogo por ele. Tanto a família, como os amigos estamos todos confiantes de que ele é uma vítima disso tudo.
A mãe de Jamerson Foto: Ana Branco / Agência O Globo
Segundo amigos, Jamerson teria voltado ao local onde fez a manutenção da arma de peintbol, porque o conserto não teria ficado perfeito e ele tinha jogo no domingo. Nas duas outras vezes que foi parar na delegacia, Jamerson fez registros de ocorrência como vítima. Numa das vezes, em 2011, ele foi roubado quando se dirigia ao endereço de uma casa onde instalaria blindex. Na outra, ele perdeu sua carteira de trabalho. A mulher de Lizien, Mônica da Costa Gonçalves, de 31, também diz que o marido é inocente.
Segundo ela, ele trabalhava de carteira assinada como motoboy, até as 17h. A partir daí fazia bicos como mototaxista para complementar a renda. Inclusive, na sexta-feira feira teria dito a ela que ia fazer o extra para bancar o churrasco do dia dos pais. Os dois têm um casal de filhos, sendo que a menina de 10 anos sofre de paralisia cerebral.
— Ele voltou a trabalhar como mototaxista porque depois de cerca de três anos afastado, porque estou desempregada. Ainda não tive contato com ele após a prisão, o que sei é pelos colegas dele, mas estou procurando provas, inclusive imagens das câmeras de segurança do comércio local para provar a inocência dele.
Agente penitenciário atirou na mulher, de 46 anos, na filha, de 18, e depois na própria cabeça. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital em Guaraci (SP).
Por Renata Fernandes*, G1 Rio Preto e Araçatuba
Anna Victoria postou foto com o pai no mesmo dia em que foi morta por ele, em Guaraci (Foto: Reprodução/Facebook)
Minutos antes de ser morta a tiros pelo pai em Guaraci (SP), na tarde deste domingo (13), a jovem Anna Victoria Corrêa, de 18 anos, havia feito uma homenagem para ele em alusão ao Dia dos Pais em uma rede social. Na postagem, Anna Victoria Corrêa, de 18 anos, escreveu: “Feliz Dia dos Pais, meu negão”.
Segundo informações da polícia, o agente penitenciário Ronaldo da Silva Corrêa, de 49 anos, que já foi vereador na cidade entre 1997 e 2000, atirou na mulher, Rosicleia da Silva, de 46 anos, na filha e na própria cabeça. Mãe e filha morreram no local e ele foi levado ainda com vida à Santa Casa de Barretos, mas morreu à noite.
Morre agente penitenciário que matou mulher e filha dentro de casa em Guaraci
Um outro filho do casal, um menino de 5 anos, teria presenciado o crime e conseguiu correr para pedir ajuda. Ele foi acolhido por vizinhos, não se feriu e deve ficar com parentes até a Justiça decidir de quem será a guarda dele.
O corpo do homem foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Barretos. Os corpos da mãe e da filha serão velados em Guaraci, nesta segunda-feira (14).
O crime chocou os moradores da cidade de quase 10 mil habitantes. Uma das vizinhas, Luciama Bastres, comenta que o agente era educado e a mulher muito brincalhona e alegre. “A gente está muito chocado”, diz.
Pugilista enviou solicitação à Comissão Atlética de Nevada. Empresário do americano diz que luva menor facilita golpes: “O ponto é que ele quer nocautear o McGregor”
Por Evelyn RodriguesLas Vegas, EUA
Floyd Mayweather: Luva de oito onças é pra dar mais entretenimento aos fãs (Foto: Evelyn Rodrigues)
Em entrevista ao Combate.com nesta quinta-feira, durante o treino aberto promovido pelo “The Money Team” na cidade americana, o ex-atleta mais bem pago do mundo explicou a solicitação:
– Por qual motivo pedi luva de 8 onças? Porque é mais sangue. Se tem mais sangue é mais entretenimento – respondeu.
Segundo as regras atuais do boxe, qualquer luta em peso acima de 68,8 kg obrigatoriamente deve ser disputada com luvas de 10 onças, mas Mayweather decidiu fazer o pedido à comissão depois de Conor, que está acostumado a lutar com luvas de 4 onças no MMA, afirmou que as luvas de 10 onças poderiam prejudicar o seu poder de nocaute.
– Isso quem vai decidir é a comissão. Nós fizemos essa solicitação, enviamos uma petição à comissão na terça-feira, e acredito que eles vão analisar esse pedido na próxima semana. Vamos apresentar o nosso caso e eles vão decidir. Obviamente o Floyd quer lutar com luvas de 8 onças porque as luvas de 10 onças são um pouco maior e as de 8 onças são melhores para se golpear. O ponto é que o Floyd quer nocautear o Conor – explicou Leonard Ellerbe, empresário do atleta e CEO da Mayweather Promotions.
Floyd Mayweather durante treino aberto promovido pela Mayweather Promotions nesta quinta-feira em Las Vegas (Foto: Evelyn Rodrigues)
Durante o bate-papo com a imprensa, “Money” voltou a garantir que o duelo com o campeão peso-leve do UFC não durará 12 rounds.
– Não vai ser decidido pelos juízes. O Conor quer entrar lá para terminar a luta logo, eu quero entrar lá para acabar com a luta logo, então não vai durar 12 rounds. Ele é apenas mais um adversário. Eu não subestimo ninguém. Se estou preocupado? Claro que não. Se ele está preocupado? Talvez ele esteja, mas isso não é da minha conta, eu estou preocupado em fazer o meu melhor e em lutar no meu melhor. Vamos ver como a luta vai se desenhar no dia 26 de agosto, mas não dura 12 rounds – completou.
Confira a programação completa do card:
May-Mac
26 de agosto, em Las Vegas (EUA) CARD PRINCIPAL (22h, horário de Brasília):
Peso-super-meio-médio: Floyd Mayweather x Conor McGregor
Peso-leve-júnior: Gervonta Davis x Francisco Fonseca
Peso-meio-pesado: Nathan Cleverly x Badou Jack
Peso-cruzador: Andrew Tabiti x Steve Cunningham CARD PRELIMINAR (20h, horário de Brasília):
Peso-meio-médio: Shawn Porter x Thomas Dulorme
Peso-meio-médio: Juan Heraldez x Jose Miguel Borrego
Peso-super-médio: Kevin Newman x Antonio Hernandez
Peso-super-médio: Savannah Marshall x Amy Coleman
rasileiros do decatlo abandonam, e saltadores batem na trave na classificatória
Por Helena Rebello, Londres
Andressa de Morais precisou de apenas um lançamento para garantir vaga na final do lançamento de disco feminino. Foi a primeira dentre as 30 inscritas na prova a obter o índice de classificação direta, e os 62,80m alcançados na manhã desta sexta-feira no Estádio Olímpico de Londres a deixaram na oitava colocação geral. A compatriota Fernanda Martins ficou em 16º lugar e se despediu nesta fase.
A final do disco será no domingo, às 15h10 (horário de Brasília), e terá transmissão ao vivo do SporTV2, com narração de Luiz Carlos Junior e comentários de Lauter Nogueira, além de Tempo Real do SporTV.com.
Andressa Morais se classificação para a final com apenas um lançamento em Londres (Foto: Reuters)
Andressa arremessou apenas uma vez e de cara cravou 62,80m. Pôde sentar a ficar olhando as adversárias no Grupo A também buscarem a classificação. Ao deixar a pista, mostrou-se muito satisfeita e espera buscar seu recorde pessoal na final. Ela é a atual recordista sul-americana da prova.
– A marca me traz uma boa perspectiva. Espero fazer uma boa marca na final, estou muito confiante. Quero fazer meu melhor, superar minha melhor marca neste ano, 64,68m, estará de bom tamanho.
Andressa celebra: na final, ela tentará melhorar o recorde pessoal (Foto: Reuters)
A também brasileira Fernanda Martins competiu no Grupo B da classificatória, mas não teve o mesmo sucesso. Fez 58,51m no primeiro lançamento e queimou os dois seguintes. A última atleta a se classificar, a lituana Zinaide Sendriute, fez 61,48m, sua melhor marca no ano.
Brasileiros batem na trave no salto em altura
Talles Silva se esforça em busca de recorde pessoal e vaga na final (Foto: Reuters)
Talles Silva e Fernando Ferreira por pouco não avançaram à final do salto em altura masculino. Os dois atletas passaram pelo sarrafo a 2,29m, mas não conseguiram o mesmo a 2,31m, marca mínima para garantir a classificação direta para a disputa por medalhas. Como apenas seis atletas fizeram o índice, seis vagas foram dadas aos seis melhores a 2,29m. Os dois perderam no desempate por terem precisado de mais saltos ao longo da disputa.
Talles fez uma competição um pouco mais consistente. Passou pelas duas alturas iniciais de primeira e depois precisou de três tentativas a 2,26m e duas a 2,29m. Fernando se desgastou mais, passando sempre de segunda até 2,26m e apenas na terceira a 2,29m. Com a barra a 2,31m, que representaria um eventual novo recorde pessoal de ambos, ninguém teve sucesso.
Fernando Ferreira se estica todo para tentar ir à final do salto em altura (Foto: Reuters)
Desistência dupla no decatlo
Além do salto em altura, o decatlo era uma das poucas provas em que o Brasil contaria com dois representantes em Londres. Mas Jefferson Santos desistiu antes mesmo de começar. Durante o aquecimento ele sentiu um desconforto na panturrilha e optou por não competir.
Luiz Alberto estreou nos 100m, sendo o quarto colocado na terceira bateria e o 19º no geral. No salto em distância, segunda das dez provas do evento combinado, queimou o primeiro salto e depois desistiu. Afirmou que sentiu dores no músculo posterior da coxa durante a corrida, recebeu breve atendimento médico entre uma prova e outra, mas piorou e também decidiu não seguir no evento.
Nos 100m com barreiras, o país foi representado por Fabiana Moraes. Ela chegou em sétimo na primeira bateria com 13s40 no cronômetro, sendo apenas a 36ª no geral. Foi eliminada nesta mesma fase. A última atleta a passar por tempo foi a holandesa Sharona Bakker, com 13s12. A melhor marca da carreira de Fabiana, 12s91, foi alcançada no evento-teste para os Jogos do Rio, no ano passado.
Corpo fechado”, Vanderlei inspirado e miolo mais compacto ajudam o Peixe na Libertadores. Mas o time não pode nem precisa sofrer tanto, por mais que jogue com vantagem do primeiro duelo
Por Renan Cacioli, São Paulo
O Santos entrou em campo para enfrentar o Atlético-PR, na última quinta-feira, pela Libertadores, com excelente vantagem trazida do jogo de ida (3 a 2). Isto explica a postura reativa ou a tentativa, ao menos, de executá-la. O problema foi acreditar que apenas deixar o tempo passar bastaria para confirmar a vaga. Ela veio e com nova vitória, por 1 a 0.Mas, definitivamente, o resultado não traduz a realidade do confronto.
O Peixe contou com enorme dose de sorte, competência de Vanderlei e um raro contragolpe bem executado. Deu certo desta vez. Mas pode não ser o suficiente na briga pelo seu quarto título do torneio.
O maior problema dos santistas no primeiro tempo foi a distância entre as linhas e o buraco que isso deixou – muito bem ocupado pelo Furacão.
Atlético-PR ocupou uma zona na qual o Santos não conseguia transitar (Foto: GloboEsporte.com)
Alison e Yuri precisavam recuar mais para buscar a bola. Não o fizeram e, invariavelmente, esperavam pelo passe já à frente da linha central do campo. Com isso, o Atlético-PR avançou simplesmente seis peças, conforme é possível ver no campinho acima. Além de sufocar o Peixe, o Furacão matava qualquer tentativa de contragolpe, a principal razão de ser da tática idealizada por Levir Culpi para o confronto.
O vídeo abaixo é um bom exemplo disso. Repare como o Santos retoma a bola, mas, com os jogadores muito distantes uns dos outros, erra o passe – foram 46 ao todo, segundo dados do Footstats, contra 30 dos paranaenses – e perde a chance de contra-atacar.
Santos erra contra-ataque diante do Atlético-PR
Com linhas bem mais próximas, o Atlético-PR não só se recompunha rapidamente na marcação como a saída de jogo era mais tranquila. Para deixar bem claro, veja as duas imagens abaixo.
A primeira mostra uma transição defesa-ataque do Furacão:
Atlético-PR joga com as linhas bem mais próximas, facilitando a saída (Foto: Reprodução)
Thiago Heleno, na imagem frisada com a bola, tem quatro boas opções de passe. A sequência da jogada é com Matheus Rossetto. Lucas Lima e Ricardo Oliveira são tímidas interferências para o oponente.
Agora vamos a uma imagem congelada do Santos:
Santos joga com as linhas muito distantes no primeiro tempo (Foto: GloboEsporte.com)
David Braz vai receber de Lucas Veríssimo. Ao virar para frente, o que ele vê? Os dois volantes lá próximos da intermediária, atrás dos marcadores. Olhe o vazio entre a linha defensiva do Peixe e a faixa por onde caminham Yuri, Alison e Copete. Lembra do campinho lá em cima? É o tal buraco que o Atlético-PR ocupou. A saber: na sequência do lance, Braz precisou arriscar o lançamento para o lado direito.
O que o Levir fez para consertar isso?
Mexeu já no intervalo, é claro, depois de ver Vanderlei fazer três difíceis defesas e Lucas Veríssimo afastar uma finalização de Sidcley já em cima da linha. O treinador sacou Yuri e colocou Jean Mota. Um volante marcador por um meio-campista mais ofensivo? Em uma partida na qual o time tomava sufoco? Sim, o que Levir queria era ganhar em qualidade na transição que não funcionava, certo?
Olhe em outra imagem congelada a diferença de posicionamento:
Com Jean Mota, o Santos jogou mais compactado (Foto: Reprodução)
Além de Jean Mota recuar quase até os zagueiros para buscar a bola, Alison também apareceu mais para servir de opção. O Peixe melhorou bastante e achou o seu gol em um contragolpe, enfim, bem articulado.
Bruno Henrique marca o gol da vitória do Santos sobre o Atlético-PR
Aqui é bom ressaltar: o gol saiu aos 32 do segundo tempo, quando o Atlético-PR já havia acusado o cansaço. Afinal, seria impossível manter tamanho volume de jogo durante 90 minutos.
Mas só isso explica o placar? Claro que não. Vanderlei ainda precisou trabalhar bastante – foram cinco intervenções difíceis ao todo –, Jonathan cabeceara uma bola na trave pouco antes do gol de Bruno Henrique, Guilherme perdeu chance incrível dentro da área…
É onde entra a dose de sorte do Santos, o único time invicto ainda nesta Libertadores. Repito: a vaga, o resultado, tudo isso merece e deve ser comemorado. E é natural, em um mata-mata, a equipe que larga com vantagem “jogar com o regulamento debaixo do braço”, como se diz. Mas o Peixe não pode nem precisa sofrer desse jeito. Que sirva de lição para as partidas contra o Barcelona de Guayaquil, pelas quartas de final.
A Federação Francesa de Futebol confirmou nesta sexta-feira que Neymar está apto a jogar no domingo. O Barcelona enfim recebeu os 222 milhões de euros pela transferência. Com o dinheiro no cofre, o clube catalão enviou a documentação do craque para que a Liga Francesa o liberasse a competir. O avanço na negociação, que põe fim a mais um capítulo polêmico da transação, indica que o novo camisa 10 da equipe francesa vai estrear no próximo domingo, contra o Guingamp.
Com o recebimento do dinheiro, o Barcelona desbloqueou a transação, e a Federação Espanhola encaminhou o papel de conclusão da transferência da Fifa à Liga Francesa. O Certificado de Transferência Internacional (CIT) é o documento que impede que um jogador seja contratado por duas equipes ao mesmo tempo — imprescendível, logo, para homologar novos contratos. A FFP também destacou no Twitter o recebimento do CIT.
A Federação Francesa de Futebol confirmou nesta sexta-feira que Neymar está apto a jogar no domingo. O Barcelona enfim recebeu os 222 milhões de euros pela transferência. Com o dinheiro no cofre, o clube catalão enviou a documentação do craque para que a Liga Francesa o liberasse a competir. O avanço na negociação, que põe fim a mais um capítulo polêmico da transação, indica que o novo camisa 10 da equipe francesa vai estrear no próximo domingo, contra o Guingamp.
Com o recebimento do dinheiro, o Barcelona desbloqueou a transação, e a Federação Espanhola encaminhou o papel de conclusão da transferência da Fifa à Liga Francesa. O Certificado de Transferência Internacional (CIT) é o documento que impede que um jogador seja contratado por duas equipes ao mesmo tempo — imprescendível, logo, para homologar novos contratos. A FFP também destacou no Twitter o recebimento do CIT.
xame comprova infecção em 20 minutos e é importante para tratamento precoce e vigilância epidemiológica.
Por G1
Testes rápidos são oferecidos para quem apresentar sintomas das condições (Foto: Reprodução EPTV)
O Sistema Único de Saúde incluiu em sua lista de procedimentos os aguardados testes rápidos para a detecção de dengue e chikungunya. Com o teste, não será necessário utilizar a estrutura laboratorial — o que diminui os custos com a detecção.
Ainda, a comprovação da infecção sai entre 20 e 30 minutos.
A inclusão foi oficializada no Diário Oficial na quinta-feira (10). Para fazer o teste no SUS, é necessário apresentar sintomas relacionados às condições e ter o cartão do Sistema Único de Saúde, feito em qualquer unidade de saúde com a carteira de identidade.
Os testes rápidos são importantes tanto para a detecção e tratamento precoce, quanto para a vigilância epidemilógica e os dados do governo, já que, com ele, será possível ter maior acuidade sobre a circulação dos vírus no País.
O SUS já oferece testes rápidos para outras condições, como HIV e hepatite, que também podem ser detectadas em minutos.
Cabeleireira mora em Cangaíba, na Zona Leste, com o marido e três filhos. Ela deixou Luanda às pressas e não conseguiu se despedir da menina.
Por Letícia Macedo, G1
Angolana espera conseguir dinheiro com vaquinha virtual para trazer filha de Luanda para São Paulo (Foto: Marcelo Brandt/ G1)
A cabeleireira angolana Nascimento* mora na Zona Leste de São Paulo, com o marido e três filhos, mas sua família ainda não está completa. Na fuga para o Brasil, ela deixou para trás sua menina mais velha, que está agora com 12 anos.
Marcos, de 7 anos, não esquece da irmã. “Quando ela vem morar com a gente?”, costuma perguntar para a mãe, de 28. E esses questionamentos atormentam ainda mais a cabelereira, que teve que deixar Luanda às pressas em setembro de 2014.
“A família tem que estar junta. Se tiver comida, come, mas tem que ficar sempre reunida”, diz com a voz embargada, de cabeça baixa. Mas apenas com o salário de R$ 900 do marido, que trabalha como faxineiro, fica difícil financiar o sonho de trazer a filha Diara, que atualmente mora com a tia. Só o aluguel do quarto e sala, em Cangaíba, consome mais da metade do dinheiro. O que sobra é para a alimentação das crianças.
Foi quando uma amiga brasileira, comovida com a dor da mãe, criou uma vaquinha virtual para pagar o passaporte e a documentação da menina, que atualmente mora com uma tia na capital de Angola.
Nascimento não conhecia esse recurso e chegou a pensar que funcionava como uma espécie de empréstimo. “Como eu vou devolver esse dinheiro?”, perguntou para a reportagem do G1.
Em dois meses, a iniciativa já conseguiu R$ 410, muito longe dos R$ 10 mil, que a família precisa.
Fuga de Luanda
Nascimento tinha um salão de beleza em Luanda e o marido, uma oficina. De uma hora para outra, o casal, que esperava o terceiro filho, viu a vida mudar. O irmão dela trabalhava em um supermercado e presenciou uma tentativa de furto. Duas mulheres se preparavam para deixar o supermercado com garrafas de vinho na bolsa quando seguranças começaram a agredir as supostas clientes.
Ele, que era caixa, denunciou que funcionários do próprio estabelecimento tinham colocado os produtos na bolsa delas.
Com medo, depois do incidente, ele procurou abrigo na casa da irmã. Funcionários do supermercado passaram a persegui-lo no mesmo dia e foram direto à casa dela por duas vezes. Na segunda vez, a mãe de Nascimento foi violentamente agredida na cabeça. A hemorragia no cérebro não foi contida e ela morreu.
Marcos (o mais velho) sempre pergunta para mãe quando a irmã vai morar com a família (Foto: Marcelo Brandt/ G1)
O casal pediu ajuda na igreja local e foi morar na casa de uma amiga do padre, com os dois filhos, em uma cidade próxima. Depois de cerca de três meses, sem dinheiro para sustento da família, o marido dela voltou para Luanda. O combinado era que ele enviaria dinheiro para a mulher e as crianças com a ajuda do padre.
Poucos dias após chegar a Luanda, ele foi descoberto pelos funcionários do supermercado e acabou preso por vários meses — o motivo a própria Nascimento não sabe explicar muito bem. O padre começou a organizar a fuga do casal. Ele providenciou o passaporte e visto de turista para ela e Marcos, na época o filho mais novo.
Sem dizer adeus
A família vivia triste e sem perspectivas. Um dia, Diara pediu para a mãe para ir à igreja. “Eu não a acompanhei porque não tinha cabeça nem para rezar. Ela me disse que ia pedir para o pai ser solto. Eu deixei. Mas então o padre chegou, às pressas, trazia os documentos e me disse que iríamos para o aeroporto”
(Foto: Arte/ G1)
“Eles estão vindo te matar. Você precisa sair daqui agora”, disse o padre a ela, que tinha ficado sabendo por um amigo do marido que eles tinham descoberto onde a família estava escondida.
“Pedi para o padre deixar eles acabarem com a minha vida porque eu não aguentava mais viver assim. Mas ele disse que não ia deixar, que ia me proteger”, lembra.
E, assim, na fase final da gravidez, ela e o filho mais novo deixaram a casa sem se despedir de Diara, que ainda não tinha voltado da igreja.
No caminho para o aeroporto, ela viu os vistos de turista para o Brasil. “Eu chorava e perguntava para ele como eu ia viver no Brasil, porque eu não conhecia ninguém aqui”, conta.
Confiante, o padre disse para ela: “Deus vai aparecer por trás de uma pessoa. Ela vai ajudar você”.
Nascimento desceu do avião e, sem saber como recomeçar a vida, começou a chorar com o filho no colo.
Sensibilizada com a cena, foi uma nigeriana que estava no aeroporto de Guarulhos para buscar um grupo de compatriotas quem procurou ajudá-la. A nigeriana, que não falava português, usava o Google tradutor para compreendê-la e acabou levando-a para casa. Ela encaminhou a nova amiga grávida até a Caritas, entidade humanitária ligada à Igreja Católica.
Dez dias após chegar, Nascimento deixou o hotel onde estava em um carro da polícia direto para a maternidade, onde deu à luz Graciano, seu primeiro filho brasileiro. Sozinha, com as duas crianças, ela esperou por quase oito meses a chegada do marido dormindo em um abrigo para refugiados.
Após meses de cadeia, o marido veio sozinho — para a tristeza de Nascimento. Aos poucos, a família foi se organizando e alugou uma casa. A quarta integrante da família nasceu há quatro meses.
O contato com Diara seguiu muito complicado. A menina, que passou a viver com uma antiga vizinha, dizia para o padre que se sentia abandonada pelos pais. A menina adoeceu chegou a ficar internada e fazer um longo tratamento médico.
“A última vez que eu consegui falar com minha filha por telefone, ela disse apenas ‘mãe’ e não conseguiu mais falar de tanto chorar. É muito triste”, conta.
Há cerca de 15 dias o celular da tia, que cuida atualmente de Diara, foi roubado. Sem previsão de quando ela terá condições de comprar um novo, a cabelereira se conforma. “Vou ter que esperar. O que me preocupa é que ela está fora da escola, não sei direito se recuperou a saúde”, afirma. A tia está disposta a fazer os trâmites necessários para que venha para cá.
* Como até hoje Nascimento tem medo de ser reconhecida em seu país, ela pede para não ter o nome completo revelado pela reportagem. Os nomes das crianças foram alterados por questões de segurança.