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Vaqueiro que teve queimaduras durante combate a incêndio está em estado grave

O vaqueiro Carlos Alberto da Silva, um dos homens que ajudou a combater a queimada que devastou oito fazendas e matou mais de mil animais em Carmolândia, está internado em estado grave. Ele sofreu queimaduras de primeiro e segundo grau em 50% do corpo. O proprietário da fazenda onde ele trabalha informou que Carlos tentava apagar um foco de incêndio quando foi atingido pelas chamas.

Ele deu entrada no Hospital Regional de Araguaína e está na Unidade de Tratamento Intensivo sem previsão de alta. O incêndio na região está controlado. Nesta quarta-feira (20), uma equipe com representantes da Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Ministério Público Estadual e Naturatins começou a sobrevoar a área afetada para investigar o incêndio.

O mês de setembro já é o pior em sete anos em número de queimadas, foram mais de 8 mil focos de fogo. Áreas ambientais também estão ameaçadas e mais de 70% do Parque Nacional do Araguaia foi destruído. Os brigadistas desistiram de combater o fogo na região, que já consumiu uma área quase três vezes o tamanho da cidade de São Paulo.

Na terça-feira (19), o Ibama anunciou que está assumindo custos do combate ao fogo no Tocantins e que vai investir R$ 4 milhões no trabalho dentro do estado. A medida só foi tomada depois que a queimada já tinha destruído metade do parque e quase no fim do período de seca, que deve terminar em outubro.

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Homem é preso suspeito de participar de explosão e roubo a caixas eletrônicos

A Polícia Civil concluiu as investigações sobre a explosão de caixas eletrônicos que ocorreu em Pium, no dia 12 de janeiro deste ano. No dia, criminosos armados explodiram os equipamentos e levaram R$ 14, 8 mil. Além disso, atiraram contra o fórum da cidade. Um dos suspeitos foi identificado. Ele está preso na Casa de Prisão Provisória de Palmas.

O delegado responsável pelo caso, Wanderson Chaves, pediu a prisão preventiva dele e a Justiça acatou. Conforme a polícia, o homem já responde a outras quatro ações penais por crimes como furto, roubo, porte ilegal de arma de fogo e associação criminosa.

De acordo com o delegado, as investigações continuam no sentido de identificar os demais envolvidos no crime.

Assalto

Criminosos explodiram dois caixas eletrônicos quem ficam em frente ao destacamento da Polícia Militar em Pium, região central do Tocantins. A ação aconteceu na madrugada do dia 12 de janeiro deste ano, por volta das 3h. Um dos aparelhos era do banco SICOOB Credipar e outro do Bradesco.

Segundo a PM, uma equipe se preparava atender a um chamado quando, ainda dentro do destacamento, escutou tiros e explosões. Os militares recuaram para informar a sede da 4ª CIPM e averiguar a melhor maneira de sair.

Conforme a PM, cerca de 20 minutos após o início, os disparos pararam e os militares saíram e viram que os caixas haviam sido explodidos.

Ainda de acordo com informações da PM, testemunhas informaram que a ação foi praticada por cerca de sete criminosos que estavam em uma caminhonete portando armas longas. Eles teriam fugido sentido Pugmil.

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Polícia busca ajuda em aplicativo para combater criminalidade

A Polícia Militar busca através de mensagens de aplicativos, desenvolver uma rede comunitária para ajudar no combate à criminalidade, em Araguaína, no norte do Tocantins. Dez bairros devem ser atendidos no início do projeto. Os moradores reclamam da insegurança e a cidade é recordista em roubos de veículos do estado. Segundo um levantamento feito pela PM, nos últimos três meses, 65% dos casos foram na cidade. Algumas vítimas foram roubadas mais de uma vez.

“A polícia vai continuar fazendo o patrulhamento, vai continuar nas ruas com as viaturas e essa rede comunitária é apenas um implemento, utilizando novas tecnologias contra a criminalidade”, afirma o capitão da PM, Tiago Nascimento.

Quando o assunto é furtos e roubos a casas e comércio, os números também impressionam. Não é difícil encontrar vítimas que foram alvo mais de uma vez. Segundo a Secretaria de Segurança Pública até julho mais de 400 furtos ou roubos foram registrados em Araguaína. No setor Vitória, por exemplo, mais de trinta casas já foram assaltadas.

No início do projeto vão ser escolhidos dez bairros estratégicos para a criação dos grupos em um aplicativo de mensagens. A proposta é que os integrantes ajudem com denúncias ou informações sobre pessoas suspeitas.

Para que todos ajam da mesma forma, os participantes vão ser capacitados pela própria PM. “Para que saibam exatamente qual a utilidade do grupo, para tentar melhorar a sensação de segurança da nossa comunidade”, diz o capitão.

Durante o lançamento da rede, a PM informou que as nove bases comunitárias não vão ser reativadas em Araguaína porque o efetivo de policiais atual não daria conta de atender mais essa demanda.

“A reativação da base demandaria um efetivo muito grande. Com a evolução do conceito de polícia comunitária, aquele tipo de policiamento não é mais feito. A filosófica mudou e a gente teve que evoluir junto com essa filosofia”, diz o subcomandante Márcio Carvalho.

O comerciante Ézio Antônio, participou da apresentação. Ele acredita que em mais de 20 anos de comércio, a insegurança nunca esteve tão crítica como agora. “De dez anos para cá tenho que pagar um segurança para cuidar da minha loja.”

Por isso, acha que a criação de grupos pode ajudar a reduzir esses números. Nas ruas da cidade, a criação da rede comunitária de segurança divide opiniões. “Tudo que vem para melhorar a segurança da cidade é interessante”, diz o autônomo Fabiano Nivaldo.

“Eu sou contra. A gente parte do princípio que tem que haver investimento em segurança o que a gente não está vendo. Concurso para a PM se anuncia todo o mês de agosto e cadê? Para o ano tem eleição, vamos ver se sai”, opina o militar aposentado Plínio Medeiros.

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Moradores tentam combater incêndio em lote baldio de Araguaína

Moradores tentaram combater um incêndio em um lote baldio no setor Parque Sonhos Dourados, em Araguaína, no norte do Tocantins. O fogo começou por volta do meio dia desta quinta-feira (21). O lugar é usado para colocar carcaças de veículos de uma oficina que fica em frente.

Os moradores não souberam dizer o que pode ter provocado fogo e ainda conseguiram combater as primeiras chamas. Mas outro incêndio começou em outro ponto do lote. Eles acionaram o Corpo de Bombeiros, mas quando a corporação chegou ao local a sucata já havia sido consumida. Ninguém ficou ferido.

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Cerca de 500 famílias são retiradas de ocupação em fazenda de Fortaleza do Tabocão

A Defensoria Pública do Estado do Tocantins, a Comissão de Direitos Humanos da OAB-TO, a Comissão Pastoral da Terra, a Ouvidoria Agrária Nacional, o Conselho Estadual de Serviço Social e também do Incra acompanharam nesta terça-feira, 20, o despejo de cerca de 500 famílias que ocupavam uma área pertencente à União, localizada às margens da BR-235 (Km 194), município de Fortaleza do Tabocão.

Segundo o coordenador da Defensoria Pública Agrária (DPAGRA ), Pedro Alexandre, a Justiça Federal determinou a reintegração de posse ao Incra, com a nomeação de um servidor do órgão como administrador responsável. Logo, nem os fazendeiros que se apropriaram da área e nem os ocupantes poderão utilizar o local enquanto a decisão estiver valendo e cabe agora ao Incra dar a destinação que entender correta para área.

“Chegamos antes dos oficiais de Justiça e das forças de segurança para explicar a situação às famílias e orientamos que cumprissem a ordem judicial. Todos os pedidos possíveis, seja na Justiça Estadual ou na Federal pela Defensoria Pública da União, foram feitos e agora vamos tentar manejar os meios legais para cobrar dos órgãos competentes uma solução para a questão que envolve a área e as famílias”, ponderou o defensor público da Regional de Guaraí, Evandro Soares.

Saída

Diante da decisão, durante todo o dia, as famílias saíram de forma voluntária do local e o transporte dos pertences foi realizado em veículos disponibilizados pela autora da ação de reintegração de posse. “A gente não tem lugar nenhum pra ir, tem um ônibus aqui para levar nossas coisas. Não temos dinheiro para pagar aluguel, nem casa na cidade, estou desempregada”, relatou uma das ocupantes, enquanto carregava os pertences da família, junto com seu marido e três filhos. “Estou levando minhas plantinhas, eu não sei como vão ser as coisas depois, mas onde tiver vou plantar minhas plantinhas”, contou uma idosa, ao organizar cuidadosamente suas mudas no bagageiro do ônibus.

De acordo com a decisão da Justiça Federal, as famílias que resistirem à ordem para sair de forma voluntária e permanecer na área terão até o dia 11 de outubro para desocuparem definitivamente o imóvel. “Sob pena de uma desocupação forçada, com emprego de todos os meios necessários, inclusive como remoção de obstáculos e de edificações e prisão”, determinou o Juiz da Segunda Vara Federal do Tocantins.

Ao fim do dia, com muitas moradias demolidas, a maioria das famílias já tinha saído da área ou aguardavam a logística para retirada de seus pertences, enquanto deixavam no local pequenas plantações de melancia e feijão, hortas, criações de galinhas e porcos.

Ocupação

Em abril de 2017, as famílias começaram a ocupar a área, a maioria delas veio do acampamento Olga Benário, no município de Guaraí, reivindicando a destinação da terra à Reforma Agrária, pois desde 2013 aguardavam por um projeto de assentamento que as contemplassem. No local, além das habitações improvisadas que serviam de abrigo e morada desde então, as famílias cultivavam hortas, plantações de melancia, feijão, culturas diversas, assim como criam galinhas e porcos.

Área

Em 2006, a área foi expropriada e destinada para o INCRA após ter sido flagrada com cultivo de plantas psicotrópicas. No decorrer desse processo, a área começou a ser apropriada, com loteamento e plantação de soja, e pleito para regularização fundiária da terra por meio do Programa Terra Legal.

Após a entrada das famílias na área, um particular que fazia uso do imóvel ingressou com uma ação de reintegração de posse. Assim que tomou conhecimento da situação das famílias, ainda no mês de maio, via representantes do MST, a Defensoria Pública passou a acompanhar as famílias. Em julho, o Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins, deferindo pedido formulado pela Defensoria Pública, reformou a decisão proferida pelo Juízo da 1º Vara Cível de Guaraí, suspendeu a ação de reintegração de posse e remeteu o processo a uma das Varas da Seção Judiciária Federal do Estado do Tocantins, para análise, processamento e julgamento da demanda.

Com a remessa do processo à Justiça Federal, a competência para atuar na ação passou à DPU – Defensoria Pública da União, e a DPE-TO continuou assistindo as famílias, com orientações, informações e eventuais demandas que surgirem na competência estadual. Nesta segunda-feira, 18, o Juiz da Segunda Vara Federal determinou a reintegração de posse, que se iniciou nesta terça-feira, 19.

Fonte: T1 Noticias

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Após 130 dias secos, previsão meteorológica aponta para chuvas no Tocantins

A expectativa de chuva para os próximos dias na capital tem animado palmenses. No entanto, mesmo com uma alta na umidade do ar, o período chuvoso na capital mesmo só é esperado para a primeira quinzena de outubro. De acordo com o meteorologista José Luiz Cabral, há maior expectativa de precipitação para a região oeste do estado, no entorno de Caseara, pegando a fronteira do sudeste do Pará e parte do Mato Grosso.

“As áreas de instabilidade estão sendo formadas nesses locais nesta manhã” de quarta-feira, 20, segundo Cabral. O meteorologista explica que se espera que as chuvas retornem ao centro do Tocantins, atingindo Palmas, apenas na segunda quinzena do mês de outubro, que é quando se estabelece o período chuvoso. “É comum no mês de setembro o índice de baixa umidade relativa do ar ainda, entretanto, este mês representa também um período de transição. É onde essa massa de ar quente seca enfraquece e permite a entrada de umidade”, diz.

Segundo o meteorologista, a atmosfera já começou a apresentar sinais de que a transição está acontecendo. “Ontem teve muita nebulosidade e é um bom sinal de que a massa de ar quente está enfraquecendo e vai começar a entrar umidade. Paulatinamente as chuvas vão acontecer”, garante.

Para o profissional, essa nebulosidade com a entrada de umidade é o que explica a expectativa dos tocantinenses para as chuvas. “São 130 dias sem chuvas e é normal que a população queria a ocorrência para amenizar o calor de 40º que estamos passando, mas vamos ser cautelosos”, pede.

As condições meteorológicas no geral, segundo Cabral, não estão sendo favoráveis para precipitação em todas as regiões do Estado nesta semana ainda.

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Polícia Federal realiza operação ‘Olho de Tandera’ no Pará, Amapá e Tocantins

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (20), a operação “Olho de Tandera”, que investiga os crimes de gestão temerária, gestão fraudulenta, apropriação indébita especial financeira, instituição financeira irregular, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro, ocorridos em municípios do nordeste paraense, na ilha do Marajó, e em municípios localizados no Amapá e Tocantins.

Foram expedidos 16 mandados de busca e apreensão e 13 conduções coercitivas, quando a pessoa é levada para depor, pela 4ª Vara Criminal Federal de Belém. Ao todo, cerca de 65 policiais federais cumprem os mandados nos estados envolvidos nas fraudes.

De acordo com a PF, as investigações começaram com as suspeitas levantadas por Regimes Próprios de Previdência de municípios localizados no arquipélago do Marajó. Foram identificadas que gestões anteriores transferiram mais da metade dos recursos dos Institutos de Previdência para um grupo de empresas privadas de forma irregular.

O esquema fraudulento envolvia instituições financeiras de fachada, que funcionavam sem autorização para atuar com a gestão de recursos de terceiros, bem como no mercado de capitais, gerando um prejuízo de aproximadamente R$ 24 milhões aos cofres municipais.

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Brigadistas desistem de combater incêndios e deixam parque nacional após 70% da reserva ser devastada

Brigadistas desistiram de combater o fogo e deixaram o Parque Nacional do Araguaia, na região sudoeste do Tocantins, nesta quarta-feira (20), após 70% da reserva ser devastada pelos incêndios. O chefe do parque Raoni Japiassu Merisse estima que cerca 400 mil hectares foram queimados, o que equivale a quase três vezes a cidade de São Paulo.

A área total do parque é de 560 mil hectáres equivale ao tamanho de Teresina (PI) e faz parte da Ilha do Bananal. Há mais de um mês equipes tentam combater as queimadas no local. Três delas acontecem na Mata do Mamão, maior área verde do parque.

Segundo Merisse, as equipes desisitiram de tentar combater o fogo porque perceberam que não seria possível apagar os diversos incêndios que persistem no local.

“Esse ano pela primeira vez, foi possível cumprir o planejamento da etapa de prevenção, com manejo de combustível e queimas prescritas. A gente mesmo fez queimas controladas no entorno da principal área de mata do parque para que o fogo não entrasse na área, só um pequeno trecho da mata que a gente não conseguiu protege, que foi justamente onde houve o primeiro incêndio mais grave e esse incêndio vinha sendo combatido desde o dia 15 de agosto. Durante o combate a esse incêndio, surgiram outros seis em áreas de campo, que a gente não se preocupou porque a prioridade são as áreas de mata. Posteriormente surgiram mais três incêndios dentro da área de mata, na Mata do Mamão. Aí a gente viu que o nosso trabalho não ia ter eficácia nenhuma, por isso optamos por retirar a brigada hoje.”

De acordo com o chefe, os incêndios estão em uma área onde não há acesso por terra, só por helicóptero, o que diminui muito a efetividade do combate.

“Além disso, o IBAMA precisou deslocar o helicóptero para o incêndio em Palmas, na Serra do Lajeado, na sexta-feira (15). Diante dessa situação de vários incêndios, baixa eficácia do combate, disponibilidade parcial da aeronave, a gente achou melhor cancelar o combate e chamar os envolvidos, Funai e Ministério Público para discutir toda a situação porque da forma que está é inviável.”

Sobre as medidas de combate aos incêndios no Tocantins anunciadas pelos governos Federal e Estadual, o chefe do parque acredita serem válidas, mas talvez um pouco tardias.

“É uma característica das instituições que trabalham com fogo a mobilizar recursos e esforços quando já é tarde demais. A gente não consegue isso no período de fazer a prevenção, conversar com as pessoas que estão usando as áreas, fazer as queimas prescritas, preparar todo o sistema de acionamento. Eu acho que é bem vinda essa preocupação, esse recurso, mas a gente precisa desse cuidado no início dessa ação seca”, opina.

Os custos que devem ser assumidos pelo Ibama são de abastecimento das aeronaves e de pagamentos de diárias, passagens e equipamentos para os brigadistas. O próprio instituto é responsável pela gestão dos recursos. O Governo Estadual disse que estuda uma série de ações para antecipar o trabalho de combate em 2018.

Fonte: G1 Tocantins

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MPE quer que Governo chame mais 404 aprovados na Defesa Social e reitera razões no TJ

O Ministério Público do Estado do Tocantins (MPE-TO) protocolou, nesta segunda-feira, 18, no Tribunal de Justiça do Estado, contrarrazões recursais para que o Governo do Tocantins chame mais 404 aprovados no concurso da Defesa Social e dê fim aos contratos temporários que ocupam as vagas sem concurso público no Sistema Penitenciário e Socioeducativo do Estado. O pedido vem após o Estado recorrer da Ação Civil Pública ajuizada em 13 de abril de 2016, realizada pelo MPE e acatado pela juíza Silvana Maria Parfieniuk.

De acordo o documento, assinado pelo o promotor Miguel Batista de Siqueira Filho, o MPE pede que a decisão anterior seja mantida e que a Justiça não acolha o recurso que a Procuradoria Geral do Estado (PGE) apresentou sobre a Ação Civil Pública . Nela, o órgão continua a querer o desligamento de todos os servidores contratados mediante contratos temporários, de forma gradativa e observadas as cautelas legais. E que Estado convoque para a segunda etapa, que consiste no curso de formação profissional, os candidatos aprovados na primeira etapa do referido concurso público. Mais de 1.300 pessoas foram aprovadas no concurso para provimento de vagas do Sistema Penitenciário e Socioeducativo.

Em nota enviada ao Portal T1 Notícias, na tarde desta terça-feira, a PGE disse que o Estado cumpre os prazos para prestação das informações solicitadas pela Justiça.

Renovação do Contrato e nomeações

A Secretaria de Cidadania e Justiça (Seciju) prorrogou, no dia 30 de janeiro, por 12 meses o contrato de servidores para trabalhar nas 41 unidades penitenciárias e prisionais e nas oito unidades socioeducativos do Tocantins, apesar dos 1.300 aprovados no concurso.

A partir de 30 de agosto, deste ano, 409 candidatos aprovados no certame foram nomeados pelo Estado. Sendo 69 aprovados para os cargos de Analista Socioeducador; contemplando profissionais do Serviço Social, Terapia Ocupacional, Direito, Enfermagem, Medicina Clínica, Nutrição, Odontologia, Educação Física, Pedagogia e Psicologia, além de 50 aprovados para o cargo de Assistente Socioeducativo, 290 para Técnico Socioeducador, dos quais 65 são mulheres e 225 homens.

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Marcelo Miranda apresenta potencial do Estado ao Ministério da Agricultura japonês

O governador Marcelo Miranda, acompanhado de sua comitiva, esteve na embaixada brasileira no Japão onde apresentou o potencial produtivo do Estado e o processo histórico da parceria e investimentos do Japão no Tocantins. Marcelo Miranda e equipe destacaram a força tocantinense para a agricultura e também a necessidade de se buscar investimentos na indústria, fortalecendo a economia do Estado. A comitiva tocantinense tem encontros agendados em empresas das áreas de armazenamento de grãos, de infraestrutura e maquinários, além do Ministério da Agricultura japonês.

Durante o seminário de divulgação do Tocantins, ocorrido na embaixada brasileira em Tókio, capital japonesa, o governador e a comitiva foram recebidos pelo embaixador do Brasil no Japão, André Corrêa do Lago. Para o governador, este é um momento importante em que a comitiva tocantinense busca atrair investidores para o Estado. “A história do Tocantins se confunde com a dos nossos irmãos japoneses. Desde o início da criação do Estado, nós tivemos as melhores parcerias com os japoneses. Eu posso citar a Jica [Agência de Cooperação Internacional do Japão], a Toyota, enfim, várias instituições japonesas que nos deram condições para que o Estado do Tocantins pudesse se desenvolver. Formou-se uma colônia japonesa no Estado e nós somos muito gratos aos japoneses, porque nos deram oportunidade para iniciar uma transformação no Tocantins, por meio de projetos que realmente davam retorno ao crescimento do Estado”, afirmou.

Segundo o embaixador André Corrêa do Lago, o Japão teve um papel essencial no desenvolvimento brasileiro nos anos 70, 80 e 90 e está, agora, retornando ao Brasil, em um novo cenário de potencialidade de crescimento econômico. “Em um ano, os dados do Brasil mudaram de maneira impressionante. E os japoneses têm sentido isso muito claramente, eles fizeram alguns investimentos no Brasil em alguns anos recentes que não tiveram os resultados que eles esperavam. Portanto, para eles, ver na dimensão federal um controle da economia com resultados muito claros e no nível dos estados uma disposição do Governo local de assegurar que o investidor tenha as melhores oportunidades possíveis, esse é o conjunto ideal e, portanto, é um momento muito bom para a visita do governador”, afirmou, acrescentando que o Tocantins tem tudo que o Japão espera encontrar no Brasil, que são oportunidades, qualidade e um imenso potencial de crescimento.

Agricultura

Marcelo Miranda ressaltou que o potencial produtivo e as terras altamente agricultáveis do Estado o colocam na qualidade de potencial fornecedor mundial de alimentos. “Tivemos a oportunidade de ver crescer um grande projeto: o Prodecer 3, na região central do Estado, em Pedro Afonso, margeando o Rio Tocantins. Um projeto que transformou aquela região em um celeiro muito forte na produção de grãos. Hoje, temos uma produção muito forte de soja, milho, arroz, enfim, o Prodecer deu uma nova ênfase ao crescimento socioeconômico da região. Por isso, hoje, o Tocantins está preparado para abastecer o mundo, como um grande celeiro alimentar”, frisou.

Industrialização

Dentre os objetivos da missão tocantinense em solo nipônico estão o incentivo à chegada de indústrias para os polos tocantinenses. De acordo com o governador Marcelo Miranda, o Estado carece de investimentos que visem impulsionar a geração de renda, surgimento de novos postos de trabalho e o fortalecimento da economia do Estado por meio de investimentos do capital estrangeiro. Marcelo ressaltou que o Estado possui incentivos fiscais em contrapartida à chegada de investidores internacionais. “Temos vários incentivos fiscais e queremos sentar com as empresas e ver o que eles precisam, para saber se podemos contemplá-los. Sempre digo para quem nos visita: venham, conheçam nossa estrutura, conheçam nosso Estado de maneira muito clara, porque não temos apenas a região central. Nós temos várias regiões propícias para receber as empresas”, afirmou.

Infraestrutura

Marcelo Miranda enalteceu a boa localização geográfica do Tocantins aliada aos investimentos em infraestrutura ferroviária, fluvial e de aviação, que podem viabilizar o escoamento da produção tocantinense para o mercado asiático. “Agora, o Tocantins chega a um momento onde estamos procurando atrair novos investimentos e investidores, para que possamos, com a infraestrutura que temos com a Ferrovia Norte-Sul, as rodovias e no futuro a hidrovia, ter condições para que as empresas que vão se instalar possam escoar a produção. Queremos fortalecer nossa agroindústria, para exportar aos grandes centros mundiais”, enfatizou.

Comitiva

Integram a comitiva do governador Marcelo Miranda a Tóquio o senador Vicentinho Alves; a deputada federal Dulce Miranda; o chefe do Escritório de Representação em Brasília, Renato de Assunção; o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia, Turismo e Cultura, Alexandre de Castro; o secretário de Estado do Desenvolvimento da Agricultura e Pecuária, Clemente Barros; a subsecretária de Estado da Comunicação Social, Ivonete Motta; além do ajudante de Ordens do Gabinete do Governador, Humberto Parrião e do fotógrafo do Gabinete, Pedro Barbosa.

Viajam como convidados, sem ônus para o Estado, o vice-presidente da Federação das Indústrias do Tocantins (Fieto), Oswaldo Stival Jr e o assessor José Roberto Fernandes; o presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), Eduardo de Carvalho; além dos representantes da Nippon Koei Lac, Massayuki Honjo e Roberto Kurokawa.

 

Fonte: T1 Notícias