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Em audiência, deputados debatem reparacelamento da dívida do Igeprev em 200 vezes

Entidades sindicais e representativas de diversos segmentos ligados aos servidores públicos do Tocantins se posicionaram contra o Projeto de Lei nº 40/2017 que propõe o reparcelamento da dívida bilionária que o instituto acumula. Em audiência pública convocada pelo relator do projeto, deputado Augusto Pugliesi, na manhã desta terça-feira, 21, na Assembleia Legislativa, deputados, representantes sindicais e do próprio Igeprev debateram a viabilidade de aumentar o número de parcelas para quitar a dívida. Pugliesi esclareceu que o objetivo da audiência é ouvir as partes envolvidas para que possa embasar seu relatório.

O projeto de lei encaminhado pelo governador Marcelo Miranda à AL prevê o reparcelamento em até 200 parcelas (quase 17 anos), todas as dívidas junto ao instituto, inclusive as que já foram parcelas em anos anteriores. O representante do Sisepe, Rorilândio Nunes afirmou categoricamente que a entidade é contrária ao reparcelamento e que o Estado deve cumprir com suas obrigações. “O estado tem que cumprir com suas obrigações legais. Se ele afirma que já está pagando os outros compromissos firmados porque pedir para parcelar de novo? Chega de parcelamento, se não vamos chegar ao ponto do governo não pagar nada. Se desconta do nosso contra cheque o governo tem que repassar para o Igeprev. Para onde está indo o dinheiro então”, questionou o servidor público.

Presente na audiência, o auditor do Tribunal de Contas do Tocantins, Nilson Alves, avaliou a situação do Igeprev como extremamente preocupante. “Só a folha do Igeprev é de R$ 80 milhões com uma receita prevista de R$ 70 milhões. Já tivemos outros parcelamentos. No projeto deve estar bem claro a forma de compensação. O que deve ser avaliado aqui é a legalidade ou ilegalidade de descontar do servidor e não repassar para o Igeprev. É preciso ter certeza que quando o servidor terminar a sua vida ativa ele vai continuar recebendo”, ponderou.

Na ocasião, o presidente do Igeprev, Jacques Silva avaliou como desnecessário o pedido de reparcelamento, uma vez que os parcelamentos anteriores estão sendo honrados e cobrou uma resposta do secretário da Fazenda. “Acho que a retirada do projeto do Executivo deverá acontecer em breve. Agora eu acho que faltou aqui a presença do secretário da Fazenda para explicar as dificuldades dele e porque não está repassando a contribuição dos servidores”, disse.

Jacques Silva ainda defendeu-se de críticas, pontuando os cuidados que está tomando na sua gestão e afirmou que está cumprindo o dever de casa. “Estamos tendo um enorme cuidado nesta administração. Reformamos um prédio só com os recursos que conseguimos juntar de pagamentos irregulares. Reformamos um prédio em Gurupi que estava há mais de oito anos parado e alugamos, para conseguir aumentar a arrecadação”, detalhou o gestor.

Conclusão

No final da audiência, o relator do projeto concluiu que o PL nº 40 está defasado. “Me baseando na auditoria do Tribunal de Contas, que durou um ano e quatro meses e reportou a responsabilidade ao secretário da Fazenda, ficou claro para mim que o não repasse não é de responsabilidade dos gestores do Igeprev, mas sim do governo. Vou fazer hoje ainda um requerimento em regime de urgência para convocar o secretário da Fazenda para explicar tudo o que debatemos aqui, sobre Igeprev, Plansaúde, porque este é o papel desta Assembleia. Vou aguardar ainda um posicionamento do governo para retirada desse projeto que já ficou defasado e inócuo”, encerrou Pugliesi.

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Buracos na BR-153 prejudicam motoristas e causam perigo no sul do estado

Buracos na BR-153 estão prejudicando os motoristas da região sul do estado. As obras de recapeamento foram iniciadas e em alguns locais a camada asfáltica até foi removida, mas os trabalhos estão parados. Veja vídeo.

O motorista José Carlos Silva diz que os problemas da rodovia se agravam ao chegar no Tocantins. “Depois de Porangatu já começa a ficar complicada a viagem. Aqui no Tocantins, em Talismã na divisa até Gurupi é bem complicado”, relata o motorista.

A situação é precária na maior parte dos trechos da rodovia no sul do estado. Os buracos tomam conta dos dois lados da pista e a mesma situação se repete nos acostamentos.

Com esses obstáculos, os motoristas precisam trafegar devagar e reclamam dos riscos de acidentes e dos prejuízos. “Muito buraco, ficar desviando e perigoso. A gente invade a contramão. Fora que danifica o veículo, toda hora é mola que quebra, é um pneu que estoura. É muito difícil”, reclama o motorista Ernani dos Santos.

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Preço dos combustíveis não terá redução no TO mesmo após anúncio da Petrobras

O preço do combustível não terá redução no Tocantins mesmo após anúncio da Petrobras na manhã desta sexta-feira (17). Segundo o Sindicato dos Postos de Combustíveis do Tocantins, essa redução não será aplicada no estado porque os últimos aumentos anunciados pela Petrobras não teriam sido aplicados aos postos. Só que o em alguns revendedores o aumento foi de até R$ 0,28 centavos nas últimas semanas.

A redução no preço nas refinarias e distribuidoras do país será de 3,8% na gasolina e de 1,3% no diesel. Desde o início de novembro a Petrobras anunciou quatro reduções nos combustíveis das refinarias de todos o país, mas os motoristas do Tocantins continuam não sentindo essas reduções no dia a dia.

A Petrobras muda diariamente o preço do combustível na refinaria, mas a decisão de repassar ou não o valor para o consumidor é dos postos de combustíveis. Em agosto, por exemplo, segundo dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, os preços atingiram o valor mais alto do ano.

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Procuradoria Regional Eleitoral emite parecer pela cassação do mandato de Tércio Dias

Após apresentação de recursos contra a sentença do Juiz da 5ª Zona Eleitoral, que julgou improcedente os pedidos de cassação dos mandatos do Prefeito de Lajeado, Tércio Dias Melquíades Neto (PSD) e do vice-prefeito Gilberto Borges (PSC) e a aplicação de inelegibilidade no prazo de oito anos para a ex-prefeita do município, Márcia da Costa Reis Carvalho (PSD), a ação de Júnior Bandeira, candidato derrotado nas eleições, recebeu parecer favorável pela Procuradoria Regional Eleitoral, nesta quinta-feira, 16. O Procurador Regional Eleitoral do Tocantins, Geoger Neves Lodder, emitiu parecer pela continuidade da ação.

O procurador diz em seu parecer que há provas robustas de abuso de poder político e econômico “consumado por meio de esquema de distribuição irregular de lotes”. Fala também que não são “meras presunções”, mas “constatações” baseadas em vasto acervo de provas.

Conforme o advogado que atua no caso, Leandro Manzano, “com o parecer do MPE vem a corroborar todas as teses apresentadas à Justiça Eleitoral e que demonstra que o resultado das eleições de 2016 no Município de Lajeado foi totalmente viciado, isso devido ao abuso de poder político e econômico, captação ilícita de sufrágio e condutadas vedadas aos agentes públicos, tendo em vista à distribuição indiscriminada de mais de 250 lotes em ano eleitoral”.

Entenda

A Ação foi ajuizada pelo candidato derrotado na última eleição de 2016 para concorrer ao comando do executivo, Júnior Bandeira (PSB). Bandeira perdeu por uma diferença de 13 votos.

Na ação, Júnior Bandeira alegou que a ex-prefeita Márcia da Costa, teria instalado um loteamento irregular com a finalidade de captar votos de forma ilícita, incorrendo na prática de abuso de poder econômico e político, beneficiando desta forma, o candidato eleito, Dr. Tércio.

Além da cassação do mandato do prefeito e vice, o Ministério Público Estadual havia se manifestado pela cassação de dois vereadores eleitos, quais sejam: Emival de Sousa Parente e Adão Tavares de Macedo Bezerra, bem como a aplicação de inelegibilidade no prazo de 8 anos para os seguintes: Márcia da Costa Reis Carvalho, Tércio Melquiades, Thiago Pereira da Siva, Ananias Pereira da Silva Neto, Emival de Sousa Parente, Adão Tavares de Macedo Bezerra, Manoel das Neves Sousa e Nilton Soares de Sousa.

Fonte: T1 Notícias

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Marlon Reis diz que modelo político do Tocantins precisa ser substituído e que quer apoio de Amastha em 2018

O pré-candidato ao governo do Tocantins do Rede Sustentabilidade, Marlon Reis, foi entrevistado nesta terça-feira, 14, pelo programa Direto ao Ponto, da rádio Jovem Palmas, e revelou que gostaria do apoio do prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PSB), que também tem pretensões de disputar o Palácio Araguaia. O advogado, que é de Pedro Afonso mas viveu por muitos anos no Maranhão, como juiz, ainda comentou sobre seu o retorno ao Estado. Marlon garantiu ter experiência em lidar com o Poder Legislativo e defende a mudança do modelo instalado por políticos tradicionais.

Marlon defendeu esta mudança do sistema político tocantinense ao comentar os critérios que adotará para formar alianças. O advogado afirmou que não vai coligar com pessoas condenadas ou com qualquer incidência da Lei Ficha Limpa, da qual é um dos idealizadores; e revelou que também não quer conversa com qualquer nome que já tenha governado o Estado. “Avaliamos que o modelo de política executado até agora é um sistema que precisa ser substituído”, argumentou.

Para o pré-candidato, esta decisão relacionada aos ex-gestores não se trata das pessoas em si, mas do sistema de administração que adotaram. “Estas práticas transcendem o atual governador; se desenvolveram ao longo da trajetória do Estado. As práticas eleitorais exatamente iguais. [Os políticos] são intimamente relacionados entre si por laços históricos de amizade e de compadrio, e foram divididos por necessidades eleitorais apenas”, alegou Marlon.

Ânsia de mudança
Diante do cenário de insatisfação com os políticos, o advogado e ex-juiz prevê que a ânsia de mudança será mantida nas próximas eleições. “A sociedade está buscando novos nomes, novos paradigmas. Esta tendência continuará e se fortalecerá agora em 2018, de busca de nomes de fora da política como vinha sendo praticada, de forma arcaica, suborno, corrupção, compra de apoio político”, avaliou o pré-candidato.

Apesar do comentário, Marlon não condenou a pessoa do político, mas da forma como atua. “A sociedade realmente está, com toda razão, completamente cansada, mas não da política. Política é algo que não sai da gente. Não é ser ou não político, é aderir ou não aos esquemas tradicionais da velha política brasileira. Não é segredo para ninguém como funcionava e funciona: baseado na compra de apoio político e do voto”, defendeu.

Ao ser questionado sobre como seria sua relação com os deputados estaduais caso fosse eleito, Marlon Reis destacou a participação dos debates relacionados às legislações eleitorais em Brasília. “Curiosamente nesta parte tenho experiência. Porque nesses meus últimos 20 anos, boa parte deles foram gastos dentro do Congresso Nacional discutindo Lei. A Ficha Limpa não foi feita simplesmente coletando assinaturas e recebendo um carimbo. Estou acostumado a lidar com parlamentar dos mais diversos partidos. O Congresso foi uma grande escola para mim”, afirmou.

Marlon Reis admitiu ainda não ter conhecido os 139 municípios, mas garantiu que ainda o fará e alegou estar estudando bastante a realidade do Tocantins. “Tem outra atividade que é fundamentalmente importante se cobrar dos políticos, que é conhecer profundamente estrutura econômica, dados sobre aspectos sociais, incidências dos impactos da política fiscal sobre cada localidade, que é outra tarefa que estou me dedicando”, ponderou.

Apoio de Amastha
O pré-candidato disse no final da entrevista, no momento pingue-pongue do programa, que quer o apoio de Amastha à sua candidatura ao governo. O pessebista também é pré-candidato ao Palácio Araguaia. Ao ser dito o nome do prefeito de Palmas, Marlos Reis respondeu: “Espero que me apoie em 2018”. O advogado se referiu a Luciano Huck como “enigma”; disse que o Hospital Geral de Palmas (HGP) o lembra da necessidade da “reconstrução da saúde como um todo”. O político da Rede Sustentabilidade se disse “fã” da imprensa e considerou a Polícia Federal como “uma instituição importante”.

Confira abaixo trecho da entrevista publicada no Facebook:

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Carlesse lança abaixo-assinado contra transposição do Rio Tocantins; Siqueira também é contra, e Gaguim mudou de posição

Tramita no Congresso Nacional o Projeto de Lei que prevê a transposição do Rio Tocantins – e do Rio Preto, na Bahia – para a assegurar a navegação do São Francisco ao Amazonas. A polêmica matéria já tem gerado repercussão entre políticos tocantinenses. O presidente da Assembleia Legislativa, Mauro Carlesse (PHS), lançou nesta segunda-feira, 13, um abaixo-assinado contra a proposta. O ex-governador Siqueira Campos também é contrário. Quem já se mostrou favorável à alteração Plano Nacional de Viação foi o deputado federal Carlos Gaguim (Podemos), que acabou mudando de opinião.

Ao apresentar o recurso, Mauro Carlesse alertou que o nível das águas do rio Tocantins cai anualmente, prejudicando o turismo e a pesca e a produção agropecuária. O deputado fala que, em alguns trechos, como em Tocantinópolis, já é possível fazer a travessia a pé. Para assinar o documento basta acessar o site Petição Pública, que presta um serviço público gratuito de abaixo-assinados destinado a qualquer cidadão ou organização civil.

Por considerar a transposição prejudicial, Carlesse apresentou no final de setembro um Projeto de Lei que visa a garantir a preservação dos recursos hídricos tocantinenses. Pela proposta, que está na Comissão de Minas e Energia, fica proibida a outorga do direito de uso dos recursos hídricos para projetos de transposição ou interligação que utilizem rios pertencentes ao Tocantins para bacias hidrográficas localizadas em outros estados. A previsão é de que a matéria seja votada em plenário na próxima semana.

“Rio Tocantins não é inesgotável”
Natural de Crato, no Ceará, Siqueira Campos (sem partido) gravou vídeo para manifestar posição contrária ao Projeto de Lei que altera o Plano Nacional de Viação. “Sou nordestino, no entanto, sou contra porque fere os interesses de ambos os lados. Não aceito, não sou favorável. É preciso que o pessoal entenda que as águas do Rio Tocantins não podem ser levadas para qualquer outro lugar. O Rio Tocantins não é inesgotável. Sou contra. Nosso Estado não merece isso”, afirmou o ex-governador, se colocando à disposição para debater o assunto.

Outro político que já se posicionou contrário à matéria foi o senador Vicentinho Alves (PR). “Todos nós brasileiros compreendemos a crise hídrica na Região Nordeste e somos solidários na busca de soluções que amenizem o sofrimento da população daquela importante região do país. Mas o Rio Tocantins também passa por expressiva redução do seu volume e uma possível transposição pode comprometer a nossa capacidade hídrica”, defendeu o republicano em entrevista à Associação Tocantinense de Municípios.

“Temos águas abundantes”
Carlos Gaguim é outro ex-governador, mas ao contrário de Siqueira Campos, não chegou a ver problema na proposta do deputado pernambucano Gonzaga Patriota (PSB), referindo-se ao colega como “grande líder”.“Apoiamos este projeto dele, esta luta incansável de levar água para nosso querido Nordeste. E no Tocantins temos águas abundantes e temos sim condições de construir um projeto viável que vai poder beneficiar milhares de nordestinos que precisam desse bem tão precioso, que é a água. O Tocantins está junto com este grande líder Gonzaga Patriota”, diz o tocantinense em vídeo gravado para a assessoria do pessebista, publicada em agosto.

Entretanto, em pronunciamento para um Plenário vazio na sexta-feira, 10, o deputado federal Carlos Henrique Gaguim (Podemos) mostrou ter mudado de opinião. “Gostaria de deixar registrado que nós somos contrários à aprovação deste projeto sobre a transposição das águas do Rio Tocantins. Sem o estudo, sem estar passando pela nossa bancada. Primeiro tem que ser feito estudo técnico”, defendeu.

Confira abaixo os vídeos de Siqueira Campos e Carlos Gaguim:

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TJ revoga prisão de militares que balearam delegado, mas não anula inquérito da Polícia Civil

O Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins (TJTO) concedeu Habeas Corpus aos militares que balearam o delegado de Colméia Marivan da Silva Souza ao confundi-lo com supostos assaltantes de banco em Guaraí. Conforme informou ao CT o advogado Maurício Haeffner, Frederico Ribeiro dos Santos, João Luiz Andrade da Silva, Tiago Duarte Peres e Cleiber Levi Gonçalves Brasilino vão ser soltos ainda nesta terça-feira, 14. A Justiça não acatou, entretanto, o pedido da defesa de trancamento do inquérito apresentado pela Polícia Civil que indiciou os Integrantes do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque) por tentativa de homícidio duplamente qualificado.

A determinação para a expedição de alvará de soltura em favor dos militares é da juíza Célia Regina Regis. Ao julgar o caso, ela não vislumbrou a periculosidade dos investigados nem o risco de intimidação a testemunhas que justifique a manutenção da prisão preventiva.

“Entendo que na atual fase processual os Pacientes não representam perigo capaz de frustrar o prosseguimento da instrução processual, tampouco de interferir na coleta de provas ou no depoimento das testemunhas […] Não há motivos para a manutenção das prisões preventivas, salvo circunstâncias inerentes ao próprio delito, inexistindo qualquer indicação precisa de que os Pacientes soltos voltem a delinquir, tampouco que sejam ameaça ao meio social”, ressaltou a magistrada ressaltando que o inquérito da Polícia Civil já foi concluído.

Além da concessão do Habeas Corpus, a magistrada deliberou que os militares terão que firmar o compromisso de comparecer a todos os atos do processo penal. Segundo ela, o juiz de Guaraí vai fixar as medidas cautelares que julgar convenientes.

Competência
Em relação a atribuição da Polícia Civil e da Justiça Comum para analisar o caso, a magistrada mencionou que a legislação prevê que os crimes dolosos contra a vida, praticados por militares contra civil, tramitarão no Tribunal do Júri. Segundo esclareceu a juíza, apenas crimes dolosos contra a vida praticados por militares das Forças Armadas serão da competência da Justiça Militar da União.

“Destaco haver dúvidas acerca da presença do elemento subjetivo da conduta dos pacientes, de modo a afirmar que agiram com dolo eventual ou culpa, sendo necessário, pois, o exame aprofundado de todo o conjunto probatório, a ser elucidado no curso da instrução criminal, observados o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa. Sendo assim, entendo por impertinentes as alegações dos Impetrantes de ser a Justiça Militar a competente para apreciar o presente caso, nos termos da Lei nº 13.491/2017”, anotou.

Pedido
O Habeas Corpus foi impetrado no TJTO pelos advogados dos militares Maurício Haeffner e Haynner Asevedo. Além da revogação da prisão, a defesa queria trancar o inquérito da Polícia Civil, por entender que não é atribuição da instituição a investigação desse caso.

No pedido eles solicitaram o reconhecimento da ausência de atribuição da Polícia Civil para a instauração de inquérito para apurar infrações penais militares; nulidade da instauração de inquérito e da representação pela prisão preventiva e nulidade da prisão decretada.

Como a Justiça não acolheu os argumentos em relação a competência da PC em investigar o incidente, os advogados estudam interpor recurso numa outra oportunidade. “A competência de julgamento vai ser do Tribunal Júri, mas a investigação de crimes militares cabe tão somente a Polícia Militar”, sustentou Maurício Haeffner, acrescentando que a defesa está “satisfeita” com a revogação da prisão.

Entenda o caso
Integrantes do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque) balearam o delegado de Colméia, Marivan da Silva Souza, ao confundi-lo com supostos assaltantes de banco, no dia 28 de outubro, em Guaraí.

Os fatos ocorreram no curso de uma “má sucedida operação policial”, que visava capturar os autores de um assalto a carro forte, praticado na BR-153, cujas informações descreviam um veículo suspeito, semelhante ao conduzido pela vítima.

Nesta terça-feira, 7, a Polícia Civil indiciou os quatro militares por tentativa de homicídio duplamente qualificado. Conforme o inquérito, assinado pelos titulares da 1ª Delegacia de Guaraí, Thiago Emanuel Vaz Resplandes; e da 2º Delegacia Regional de Guaraí, Túlio Pereira Motta, os militares não fizeram prévia perseguição da vítima e não deram sinal ou ordem de parada, conforme alegado.

Apesar dos investigados terem afirmado que não tinham intenção de matar o condutor, mas apenas parar o carro os delegados concluíram que eles possuíam a “vontade” e a “consciência” de acertar a cabeça do motorista.

Em relação a alegação dos militares de que não sabiam que estavam atirando num delegado de polícia, mas em supostos assaltantes, o inquérito aponta “típico caso de erro sobre a pessoa”. Conforme a Polícia Civil, o crime não é excluído nesse caso, “ainda que, em confirmação às suspeitas dos investigados, o carro contra o qual atiraram estivesse ocupado por criminosos”.

Por sua vez, a Associação dos Praças Militares do Estado do Tocantins (Apra-TO) rebateu as conclusões da PC. Para o assessor Jurídico da entidade, Indiano Soares, o documento foi “totalmente desvirtuado” e as provas são “nulas”. O advogado questionou também a competência da Justiça comum e da PC para analisar o caso e apontou a omissão de informações importantes.

Ele aponta, por exemplo, o fato do delegado conduzir, por meio de autorização judicial, um veículo roubado e com placa clonada. “O mais grave de tudo isso é que o inquérito omite o fato do delegado estar andando com carro que está acautelado a ele, mas que é roubado. Tem um verdadeiro dono. O carro está com uma placa clonada em uso de outra pessoa, ou seja, dois erros categóricos que não foram relatados no inquérito. Além disso, é um carro que era de uso de uma quadrilha de assalto a banco que já entrou naquela região”, argumentou.

Além da investigação da PC, há outro inquérito tramitando na Polícia Militar. Segundo Indiano Soares, a conclusão deve ser apresentada nos próximos dias.

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Donizeti diz que pré-candidatura de Mourão é legítima, mas vê PT caminhando com Kátia

Depois de encontro realizado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), neste final de semana, o diretório do partido definiu que lançará a pré-candidatura do deputado estadual Paulo Mourão ao governo do Estado. Ao Portal T1, na tarde desta segunda-feira, 13, o suplente ao Senado e senador durante 2015 e 2016, Donizeti Nogueira (PT), ressaltou que não possui nenhuma objeção à indicação do deputado, mas que ainda é cedo para definir nomes, já que outros podem surgir até o encontro estadual do partido.

O encontro que definirá os possíveis nomes do PT para as eleições 2018 acontecerá no dia 22 deste mês de novembro. Donizeti confirmou que irá indicar seu nome para uma vaga ao Senado. “Hoje é hora de todo mundo lançar suas pretensões, e eleição disputa quem consegue fazer uma boa coligação. Inscrevi-me há mais de 60 dias como pré-candidato ao senado pelo PT”, comentou.

Kátia Abreu

Além da candidatura do Paulo Mourão ao governo do Estado, Donizeti falou das prováveis candidaturas do govenador Marcelo Miranda (PMDB), da senadora e presidente da Faet, Kátia Abreu (PMDB), e do prefeito Carlos Amastha (PSB), também para o governo. “Uma que não apoiamos de maneira nenhuma é a do PMDB, do Marcelo Miranda”, deixou claro o ex-senador.

Caso Paulo Mourão não passe para um possível segundo turno, Donizeti acredita que o partido apoiará a candidatura de Kátia Abreu. “O PT tem um passivo com ela hoje, de lealdade com a presidenta Dilma, compromisso com os trabalhadores na reforma trabalhista e na reforma da previdência que ela tem assumido agora”. Um outro motivo para a escolha da ex-ministra do governo Dilma, segundo o petista, é que a senadora pode oferecer palanque para a candidatura do ex-presidente Lula da Silva (PT) à presidência da República. “A prioridade é o presidente Lula”, garantiu Donizeti.

Construindo um Novo Brasil

O representando do movimento do PT Construindo um Novo Brasil, Júlio César Ramos Brasil, comentou ao T1 também não possuir objeção à pretensão do deputado Paulo Mourão, porém, destacou que o deputado não fez uma boa campanha em 2010, na região em que ele foi prefeito. Júlio César foi ex-presidente do PT entre 2014 a 2016 e ex-prefeito de Couto Magalhães, de 2005 a 2012. “É preciso deixar de ser beiçudo e ficar só reclamando da vida. É preciso trabalhar mais, ser mais humilde”, disse, em nota enviada.

Júlio César comunicou, ainda, que caso o partido não consiga programar uma candidatura própria ao governo do Estado, que o apoio a Kátia Abreu pode ocorrer ainda no primeiro turno. “Tudo vai depender da construção que deverá se desenrolar daqui para as eleições. Devemos estar abertos ao diálogo e ao fortalecimento de nosso projeto”.

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Em Brasília, Siqueira ajusta filiação ao Democratas e candidatura ao Senado em 2018

O ex-governador Siqueira Campos está em Brasília, onde a convite do senador José Agripino, da deputada federal Professora Dorinha e de outras lideranças do partido, ele acerta com a Nacional a data de filiação ao Democratas, que deverá trocar de nome para MUDE. A informação é do deputado estadual, secretário estadual do partido no Estado, Eduardo Siqueira Campos.

“Meu pai está com esta disposição de concorrer ao Senado ano que vem e aceitou o convite de diversas lideranças nacionais para filiar-se ao Democratas”, disse o deputado.

A pré-candidatura de Siqueira já era ventilada nos bastidores mas a confimação de que ele postulará a vaga, e pelo Democratas, é inédita.

“Deverá acontecer uma cerimônia festiva para receber o ex-governador nos quadros do partido, o que descarta qualquer possibilidade de que o partido esteja a mercê da falta de líderes com expectativa de voto nas eleições do ano que vem. Teremos candidato a senador e teremos chapa para deputado federal”, informa Eduardo Siqueira.

Filiação de Gaguim é incógnita

O deputado federal Carlos Gaguim, que teria sido convidado a integrar o Democratas,  não confirmou ao T1 Notícias se tem esta intenção. Nos bastidores é praticamente descartada a possibilidade de uma filiação para que ele assuma o comando do partido no Estado.

Ainda discutindo as condições de elegibilidade para 2018, a professora Dorinha é um quadro que pode ser substituído pelo ex-vereador Fernando Rezende numa eventual disputa em que esteja impedida.

O que corre nos bastidores é que o deputado Gaguim não terá mais condições de filiar-se para disputar o comando do Democratas no Estado, com a entrada de Siqueira Campos no partido.

Mude

Buscando renovar a imagem da legenda, o novo nome do Democratas, partido presidido pelo senador José Agripino Maia, será MUDE: Movimento de Unidade Democrática.

T1 Notícias

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FARCOM promoveu encontro que reuniu mais de 40 rádios comunitárias do Tocantins

Ocorreu nesse sábado, dia 11, o primeiro encontro da Federação das Associações de Rádios Comunitárias, a FARCOM, que reuniu 42 rádios de todo o Tocantins na capital Palmas. Na ocasião, foram debatidas novos projetos e ideias para o sistema Radiocom do estado, e o intercâmbio de conhecimento em palestras com técnicos de radiofusão.

O objetivo do encontro foi fortalecer a união entre as rádios filiadas à FARCOM. Durante a tarde, no auditório do SEBRAE, foram discutidas questões administrativas, financeiras e operacionais das rádios comunitárias, e novos projetos de atuação que Federação pretende implantar no Tocantins.

Geraldo Freitas, presidente da Federação, falou sobre a importância do encontro e da promoção do sistema de comunicação comunitária no Tocantins. “A Federação foi criada e pensada no intuito de fortalecer esse segmento, e hoje vemos que é o maior sistema de comunicação do Tocantins. Em várias cidades, os sinais de televisões, por exemplo, não conseguem se estabilizar, e as rádios se apresentam como um veículo local que traz informações para a população. Isso ocorre nos grandes e pequenos municípios do Tocantins.”

O Programa de jornalismo A voz do Tocantins é uma das ferramentas de maior alcance popular que a Federação oferece, sendo compartilhado em todas as 60 rádios filiadas a FARCOM, que percorre o estado de norte a sul. Cada munícipio fornece informações diárias à Federação, ampliando assim a cobertura do programa para todo o Tocantins.

Apresentando por Ataíde Rodrigues, Angra Tavares, Adão Ribeiro Kojak e Leandro júnior, o programa leva conteúdos de credibilidade e compromisso para os ouvintes, de maneira democrática e imparcial. “As rádios comunitárias vieram com essa natureza, de serem próximas a cada realidade local, e atuando de forma independente e sem vínculos políticos, religiosos ou de qualquer outra expressão ideológica, se não o compromisso com a informação de qualidade”, destacou o presidente Geraldo Freitas.

O Portal CT também é parceiro da FARCOM, através do jornalista Cléber Toledo, que apresenta o quadro “O Assunto é Política”, nas terças e sextas da semana, trazendo as principais informações do mundo político tocantinense.

Estiveram presentes também no encontro personalidades da comunicação tocantinense, parceiros da FARCOM, e também o deputado estadual Paulo Mourão (PT). O jornalista João Neto, que trabalha na Assembleia Legislativa do Tocantins, esteve presente e comentou o encontro que ocorreu nesse final de semana.

“O encontro da FARCOM mostrou o tamanho que é este setor, e mais ainda para lembrar o quanto as rádios comunitárias tem um papel fundamental no desenvolvimento do estado. Parabenizo a Federação por esse trabalho importante, e ressalto que precisam muito do apoio de toda a sociedade para fortalecer ainda mais esse meio de comunicação, que é o maior do Tocantins.”

A programação desse primeiro encontro contou ainda com momentos de confraternização entre os filiados e convidados, com direito a um almoço e jantar festivo na churrascaria Portal do Sul para mais de 100 convidados.

E para mais informações sobre a Federação das Associações de Rádios Comunitárias do Tocantins (FARCOM), basta acessar os sites www.farcomto.org e www.radiosfarcom.com.br. Você confere também notícias do estado, Brasil e mundo, além de ouvir gratuitamente as edições do programa A Voz do Tocantins.