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AL diz em nota que não age para prejudicar Palácio, mas não comenta MP vencida depois de 120 dias na Casa

Em nota, a Diretoria de Comunicação da Assembleia afirmou que a Casa já aprovou o refinanciamento da dívida do Estado junto ao BNDES, apontado pelo governo como uma das diversas matérias que estão engavetadas e que não se movimentam no Legislativo. A AL também negou que age deliberadamente para prejudicar o governo do Estado.

“Todas as matérias de interesse do Executivo foram ou estão sendo avaliadas pelos deputados, levando sempre à defesa dos interesses da população, e não mais de maneira açodada. A Casa de Leis é um colegiado, e nenhuma decisão parte de um grupo ou pessoa”, afirma a nota.

Contudo, não houve nenhum comentário sobre o foco da nota do blog, que abordou o fato de o Legislativo, 120 dias depois, ter deixado vencer a Medida Provisória que trata da estrutura do governo e que agora a Casa Civil estuda o que fazer, porque o documento não pode ser reeditado.

Com o vencimento da MP, uma das pastas que ficam invalidadas é a Secretaria Estadual de Habitação, criada para captar recursos para a construção de casas e apartamentos para famílias tocantinenses.

Uma observação equivocada da nota da Diretoria de Comunicação da AL é de que as informações são do blog, quando, na verdade, são de fontes do Palácio e até de deputados insatisfeitos, que contam que os trabalhos da Casa estão emperrados por conta da briga entre o grupo do presidente Mauro Carlesse (PHS) com o Palácio. Segundo eles, virou rotina na AL reuniões de comissões atrasarem até uma hora e meia, e as matérias não serem sequer discutidas.

Alguns parlamentares afirmam que o pano de fundo dessa espécie de “Operação Tartaruga” é o não pagamento das emendas para shows e eventos de municípios. Por conta disso chegam a abrir reunião de comissões e encerrar logo em seguida sem nada deliberado.

Já se tornou público
Isso já foi até levado a público na sessão ordinária do dia 31 de maio, quando o próprio primeiro secretário da Mesa Diretora, Jorge Frederico (PSC) pediu uma reunião entre todos os parlamentares, “com a máxima urgência”, para que as matérias que estão nas comissões e na Procuradoria “possam andar de fato”. “Chegou o momento das matérias andarem”, cobrou Frederico naquele dia, para disparar em seguida: “As matérias ficam presas nas comissões, não andam. As matérias vão para a Procuradoria da Casa e não saem. A Assembleia já está virando motivo de chacota em todo lugar”.

Para o parlamentar, “chegou ao limite”. Depois clamou aos colegas: “Precisamos colocar a coisa para andar”.

Não é caso único de deputado que diz que a AL está emperrada. Vários parlamentares reclamam insistentemente disso.

Confira a íntegra a nota da AL:

“Nota à imprensa

Ao contrário do que é afirmado pelo jornalista Cléber Toledo em seu blog, a Assembleia Legislativa não age para prejudicar deliberadamente o Governo do Estado. Prova disso é que nesta quarta-feira, 25, os deputados aprovaram projeto do Executivo que autoriza a renegociação da dívida do Estado com o BNDES, fato contrário ao informado no texto do jornalista.

Vários projetos, como os empréstimos junto a instituições financeiras para obras estruturantes, foram aprovados com ampliação do alcance social que permitiu, via emendas parlamentares, atendimento a todos os municípios.

Todas as matérias de interesse do Executivo foram ou estão sendo avaliadas pelos deputados, levando sempre à defesa dos interesses da população, e não mais de maneira açodada. A Casa de Leis é um colegiado, e nenhuma decisão parte de um grupo ou pessoa.

Diretoria de Comunicação da Assembleia Legislativa”

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Câmara arquiva segunda denúncia contra Temer; 6 deputados do Tocantins votam a favor

A Câmara dos Deputados rejeitou nesta quarta-feira, 25, pela segunda vez, uma denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer (PMDB), desta vez por obstrução de justiça e organização criminosa. Temer recebeu 251 votos a favor e 233 contrários a ele. Houve ainda 25 ausências e 2 abstenções. A base aliada precisava de 172 votos (entre “sim”, ausências e abstenções) para a impedir a admissibilidade da denúncia contra Temer.

Dos parlamentares do Tocantins, 6 votaram a favor do arquivamento da denúncia e apenas um contra. Votaram a favor de Temer os deputados Vicentinho Júnior (PR), Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM), Dulce Miranda (PMDB), Lázaro Botelho (PP), César Halum (PRB) e Carlos Henrique Gaguim (Podemos). O único voto contra foi o de Irajá Abreu (PSD). Josi Nunes esteve ausente da sessão e não votou.

Ao justificar seu voto, Irajá Abreu pontuou que manteve a mesma postura da primeira votação, em que votou pela autorização da investigação do presidente. “Em respeito a vontade de 95% dos brasileiros e por coerência, sou favorável as investigações do presidente Michel Temer, o meu voto é Sim as investigações e Não ao relatório”, declarou.

Em nota Josi Nunes comentou sobre a votação e disse que se ausentou por não poder conciliar a orientação de seu partido com a vontade dos eleitores. “Uma das condições para ser candidato a qualquer cargo eletivo e consequentemente se tornar um representante da população é ser filiado a um partido com qual nos identificamos e assim, seguir suas orientações e decisões construídas em conjunto. Depois de filiado, o próximo passo é nos apresentar para a população expressando o nosso desejo de representa-la e conquistar o seu apoio. Sou deputada federal porque construí uma identidade com o PMDB e também, porque conquistei o apoio de parte do povo tocantinense que me confiou o voto para que eu estivesse aqui os representando. Diante das circunstâncias atuais em que é preciso tomar mais uma posição e percebendo a impossibilidade de consenso entre a orientação partidária e o interesse da maioria que me elegeu, decidi não votar nesta segunda denúncia. O que vou continuar apresentando a população tocantinense é o meu trabalho, que faço de forma apaixonada, em prol do desenvolvimento deste Estado”.

Votação

Os deputados decidiram, em votação em plenário, rejeitar as acusações contra Temer e também contra os ministros Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) e Eliseu Padilha (Casa Civil). Agora, eles só poderão ser processados após deixarem os cargos. Entre os argumentos apresentados pelos parlamentares para justificar seus votos a favor do presidente, estavam a defesa da “propriedade privada”, a “reconstrução do país” por Temer e elogios ao relatório apresentado na Comissão de Constituição e Justiça pelo tucano Bonifácio de Andrada (MG). Já entre os votos contrários, deputados se referiram ao “fim da corrupção”, ao “combate ao trabalho escravo”, contra o PSDB e pela igualdade entre as pessoas.

Fonte: T1 Notícias

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TRE cassa mandato de vice de Nova Olinda, mas prefeito se mantém no cargo

O pleno do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) cassou o mandato do vice-prefeito de Nova Olinda, por unanimidade, na terça-feira, 24. Segundo as informações do TRE, durante a Sessão de Julgamentos foi decidido, por unanimidade, nos termos do voto da relatora, Denise Drumond, não conhecer do recurso contra expedição de diploma interposto pela Coligação “Unidos por uma Nova Olinda para todos” e, no mérito, julgar parcialmente procedente o recurso contra expedição de diploma, para cassar o diploma conferido, apenas, ao vice-prefeito Antônio Ribeiro da Silva.

Segundo o voto da relatora juíza Denise Drumond, ocorreu alternância de mandato de vice-prefeito entre cônjuges, perfazendo terceiro mandato consecutivo pelo grupo familiar, onde o recorrido Antônio Ribeiro da Silva exerceu mandato de vice-prefeito nos anos de 2009/2012, sua esposa Sandra Teixeira Lima Ribeiro, exerceu o mandato de vice-prefeita nos anos de 2013/2016, em seguida Antônio novamente candidatou-se e foi eleito ao cargo de vice-prefeito, para o mandato de 2017/2020.

Ainda segundo a juíza Denise Drumond, a inelegibilidade do vice-prefeito Antônio Ribeiro da Silva não atinge o prefeito José Pedro Sobrinho, pois a inelegibilidade por parentesco possui natureza pessoal e foi arguida pela primeira vez em RCED com objetivo de atingir o prefeito diplomado, o qual não deu causa à inelegibilidade.

Para a relatora, mesmo se houvesse a cassação do diploma do prefeito e do vice não seria possível a diplomação do 2° colocado, tendo em vista que o § 3° do art 224 do Código Eleitoral, acrescentado pela Lei nº 13.165/2015, dispõe que em caso de cassação do diploma dos eleitos deve ser realizada nova eleição, após o trânsito em julgado da ação que deu origem à cassação.

Por isso, a juíza relatora julgou parcialmente procedente o recurso contra expedição de diploma, para cassar o diploma conferido, apenas, ao vice-prefeito, Antônio Ribeiro da Silva.

Fonte: T1 Notícias

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Prestação de contas de secretários a deputados mostra piora da situação fiscal do Estado

Durante audiência pública realizada na Comissão de Finanças, Tributação, Fiscalização e Controle, na manhã desta quarta-feira, 18, o Executivo apresentou dados fiscais do 2º quadrimestre de 2017. O resultado não é satisfatório, pois o Tocantins voltou a extrapolar o limite máximo estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), gastando 50,27% da Receita Corrente Líquida (RCL) com pessoal. Com a implementação da data-base e outros direitos dos servidores, a folha de pagamento, que em abril fechou em R$ 296 milhões, saltou para R$ 320 milhões em setembro.

Confira o resumo dos números do Estado mostrado aos deputados

A apresentação das contas do Executivo foi feita pelos secretários de Estado do Planejamento, Davi Torres, da Administração, Geferson Barros e da Fazenda, Paulo Antenor. Conforme os gestores, a frustação total de receitas de janeiro a agosto é de 19%. Estava previsto a arrecadação de R$ 7,356 bilhões, mas entrou nos cofres públicos do Palácio Araguaia apenas R$ 5,959 bilhões, ou seja 81%. Nesse cálculo, a frustação da arrecadação de recursos advindos do tesouro (FPE, ICMS e demais impostos) foi de 8%, ou seja, R$ 347 milhões.

Comparando o segundo quadrimestre de 2016 com o segundo quadrimestre de 2017, houve o crescimento de despesas liquidadas de todos os poderes no valor de R$ 451 milhões, ou seja, 7,8%. Conforme o relatório apresentado pelos secretários, o total de gastos nos primeiros oito meses do ano passado foi de R$ 5,744 bilhões e neste ano, de R$ 6,195 bilhões. Desse valor, R$ 3,931 bilhões (63%) foram utilizados para pagamento de folha de pessoal e encargos sociais.

De acordo com o secretário de planejamento, David Torres, no balanço entre receita e despesa, o Estado, portanto, já apresenta um déficit orçamentário de R$ 236,446 milhões. Apesar do saldo negativo, o gestor argumentou que o dado fiscal está “dentro da meta estimada e aprovada pela assembleia no ano passado”.

Folha de pessoal
Em setembro, os gastos com pessoal chegaram a R$ 320.337.038,42 milhões. Para o secretário da Administração, Geferson Barros, o que impacta a folha hoje são conquistas dos servidores, como data-base, incorporação de direitos dos militares e o aumento do salário mínimo no início do ano. Esses direitos elevaram as despesas com pessoal sobre a Receita Corrente Líquida em 50,27% no período de quatro meses.

Segundo informou o dirigente da Secad, do total gasto com pessoal em setembro, 81% foi destinado ao pagamento de servidores efetivos e 2,64% a comissionados. Sobre os contratos temporários, o gestor alegou que o impacto na folha seria mínimo, correspondendo a 15,4% do total.

O secretário alertou ainda que o governo terá dificuldade de pagar os salários de novembro e dezembro, além do 13º dos servidores. Segundo ele, não há possibilidade de enquadrar o Estado na Lei de Responsabilidade Fiscal no ano que vem se houver novos implementos, inclusive da data-base de 2018.

Problema sem solução
Com o cenário fiscal apresentado durante a audiência, os parlamentares não pouparam críticas à situação econômica do Estado, associando as dificuldades financeiras à falta de planejamento do Executivo.

“Saí da audiência pública [de prestação de contas] com a certeza de que o governo é incapaz de apresentar alternativa ao caos financeiro instalado no Tocantins”, criticou o deputado Zé Roberto (PT).

Para o petista, um dos problemas do Estado é a despesa com pessoal, devido aos “privilégios” de algumas categorias que ganham acima da média. Zé Roberto criticou ainda o fato dos técnicos do governo apresentarem os problemas, “mas nenhuma solução”.

Paulo Mourão (PT) quis saber como o governo pretende, por exemplo, realizar concursos e dar posse a novos procuradores e policiais militares. “Como isso será feito? Será que estão brincando conosco? Ou será que anunciam [o concurso da PM] porque o ano que vem é eleitoral?”, questionou.

Mourão voltou a criticar o pequeno valor destinado a investimentos. “Da Receita Corrente Líquida prevista de R$ 7,5 bilhões, apenas 1,2% é para investimentos. Serviços da dívida são de 6,8%. Está sendo previsto investimento da ordem de R$ 200 bilhões dos quais vão ter R$100 milhões para pagar. E vai pagar em juros e serviços da dívida R$ 500 milhões, observem só a situação. É preocupante”, lastimou.

O parlamentar ainda afirmou que não vê nenhum ato do governo no sentido de fazer o enquadramento do Estado na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). “Desde 2013 o Estado está desenquadrado na LRF, com 51,69%; e em 2014 com 50,93%; em 2015 com 52,28%; e em 2016 com 48,34%, uma redução que ocorreu em função da repatriação e não em função da eficiência econômica. E já estourou novamente este ano para 50,27%”, apontou.

As críticas foram feitas também pelos deputados Alan Barbiero (PSD), José Augusto Pugliese (sem partido) e Eduardo Siqueira Campos (DEM). Como forma de economizar recursos públicos, Eduardo Siqueira sugeriu que o governo entregue os imóveis alugados, “já que prédios não faltam na Praça dos Girassóis”.

Ao rebater as críticas, a líder do governo na Casa, Valderez Castelo Branco (PP), garantiu que os técnicos do Executivo apresentaram “com verdade e transparência” o relatório econômico-financeiro do segundo quadrimestre deste ano.

“É verdade que alguns números são desfavoráveis neste momento, mas quero lembrar que tudo o que foi apresentado é fruto da crise pela qual passa o país. Ressalto também que o governo Marcelo Miranda vem trabalhando desde o início do mandato no sentido de corrigir as distorções que oneram a folha de pagamento”, concluiu.

Por sua vez, os secretários alegaram que medidas estão sendo tomadas e que as despesas já foram reduzidas “consideravelmente”.

Desligamento voluntário
Os representantes do governo garantiram a implantação do programa de desligamento voluntário e de aposentadoria incentivada, sob a alegação de que contribua para a diminuição das despesas. Foi defendida também pelos secretários a ideia de não alterar os valores do orçamento de 2018 em relação ao deste ano.

Para Mourão, o programa não resolverá os problemas financeiros do Estado. “Como se a culpa desse descontrole de gestão fosse somente os gastos com os servidores. Não podemos aceitar isso em hipótese alguma. Isso é culpa de má gestão, de previsibilidade de receita, de falta de eficiência e eficácia de gestão”, afirmou.

“Não adianta eu criar PDV diante dessas gravidades. Se eu comparar setembro de 2016 a agosto de 2017 a folha de ativo já está em R$ 4,992 bilhões e a folha de inativo e pensionistas já está R$ 4,218 bilhões, o que quer dizer que ano que vem, essa folha vai superar, vai ser maior do que a dos ativos. Isso é grave”, observou.

Segundo David, o decreto de contingenciamento não será mais feito, visto que os já realizados não surtiram o efeito esperado devido aos demais Poderes não fazerem o mesmo para reduzir despesas. “Em função da frustração de despesas, hoje o Tocantins depende muito do Fundo de Participação dos Estados (FPE)”, afirmou.

Presidida pelo presidente da Comissão, deputado José Bonifácio (PR), a audiência contou com a participação da maioria dos parlamentares, entre eles o presidente do Legislativo, Mauro Carlesse (PHS). (Com informações da Ascom da AL, do Sisepe e do deputado Paulo Mourão)

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Marcelo recebe Carlesse por 1h, mas deputado nega que impeachment esteve na pauta

Em meio ao estremecimento acirrado pelo desengavetamento do pedido de impeachment, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Mauro Carlesse (PHS), conversou por cerca de uma hora, na manhã desta quinta-feira, 19, com o governador Marcelo Miranda (PMDB), em audiência no Palácio Araguaia. A assessoria dele, contudo, insiste que a conversa girou exclusivamente em torno de soluções para o trecho da TO-387, conhecido como “curva da morte”, que liga o Tocantins ao município goiano de Montevidiu.

Carlesse havia garantido a líderes políticos e moradores de Palmeirópolis, Paranã, São Salvador e Jaú, que conversaria com Marcelo para discutir possíveis soluções ao trecho. Conforme sua assessoria, o presidente relatou a Marcelo que a “curva da morte” é conhecida assim pelos inúmeros acidentes já registrados, que já mataram nove pessoas.

O governador garantiu que vai determinar aos técnicos da Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra) a realização de estudos no local, no sentido de encontrar uma solução para o problema.

Antes da reunião com o chefe do Executivo, Carlesse apresentou no plenário um requerimento, em regime de urgência, no qual solicita ao governo intervenções emergenciais no trecho, no prazo de 60 dias. Em sua justificativa, o parlamentar anexou ofícios das Câmaras Municipais das quatro cidades, além de vários boletins de ocorrência que atestam os acidentes.

Impeachment
Carlesse recebeu no dia 4 o parecer da Procuradoria do Legislativo favorável à admissibilidade do pedido de impeachment, mas até agora não anunciou se vai receber o processo e colocá-lo em tramitação, ou não.

Pessoas próximas de Carlesse insistiram que o assunto não entrou na pauta desta quinta e afirmaram que o encontro dos dois demonstraria que não existe afastamento entre eles por causa de matérias conflitantes. “Não é em função dessas matérias que dois líderes de Poderes vão deixar de dialogar”, defendeu um aliado

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Ataídes diz que só assina acordo sobre emenda se recursos forem operacionalizados pela União

O senador Ataídes Oliveira (PSDB) disse que só assinará a ata da reunião da bancada federal dessa quarta-feira, 18, se os recursos para os municípios forem operacionalizados diretamente pela União e não pelo governo do Tocantins. Na reunião ficou definido que 40% de uma das emendas impositivas de bancada, no valor de R$ 163 milhões, irá para Araguaína e Gurupi e os outros 60% serão divididos entre os demais 137 municípios. Ataídes explicou que sua posição é por conta das eleições estaduais de 2018.

Na Câmara, a ata já foi assinada por seis deputados, o mínimo exigido. Só Carlos Gaguim (Podemos) e Irajá Abreu (PSD) não assinaram. Contudo, no Senado são necessárias as assinaturas de dois dos três senadores. Conforme prefeitos disseram ao blog, Kátia Abreu não quer assinar o documento e Ataídes impõe esta condição.No caso dos 40% de Araguaína e Gurupi, os recursos serão operacionalizado pelo Ministério da Integração Nacional. A ideia era que o restante fosse executado pelo governo do Tocantins. Como 2018 é ano eleitoral, Ataídes não concorda com isso e acha até que, por ser ano de pleito, a aplicação dos recursos poderia ficar prejudicada.

Prefeitos disseram ao blog que os recursos iriam para o governo do Estado e de lá para os municípios porque não haveria como um ministério fazer esse rateio entre mais de uma centena de cidades. Além disso, dizem que foram os prefeitos que preferiram na reunião da bancada dessa quarta que o Estado operacionalizasse os recursos e lembraram que a coordenação será da Associação Tocantinense dos Municípios (ATM).

– Matéria atualizada às 17h46

Fonte: Portal CT

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Quarto suspeito de participar da morte de empresário em Palmas é preso no Pará

Foi preso na manhã desta terça-feira (17) mais um suspeito de envolvimento na morte do empresário Janiscleiton Batista. A vítima foi encontrada carbonizada em abril deste ano próximo da Praia dos Buritis, em Palmas, dentro de um veículo. O suspeito é Rômulo Silva Araújo, de 19 anos. Ele foi detido no Pará e foi transferido para a Casa de Prisão Provisória de Palmas. As informações são da Secretaria de Segurança Pública.

Na época do crime, um irmão da vítima disse que Batista foi sequestrado e que os suspeitos ligaram para a família pedindo dinheiro. A prisão do quarto suspeito foi feita após investigações da Delegacia Estadual de Investigações Criminais. Araújo seria o executor do crime.

Outros três suspeitos de envolvimento no crime foram presos: Tiago dos Santos Bezerra, Ailton Reis da Silva e Clara Lúcia Ribeiro Gama.

Entenda

Segundo a parentes, o empresário Janiscleiton Batista trabalhava com mídias visuais e desapareceu após sair de casa para fazer um orçamento no setor Taquari, região sul da capital. O irmão dele contou que criminosos fizeram várias ligações para a família pedindo dinheiro e ameaçavam matar o empresário.

“Começaram a ligar para todos da família ameaçando e dizendo que se botasse polícia iria matar, ameaçando bem e batendo nele. Sei que judiaram bastante do meu irmão” contou Maxuel Batista.

Por volta das 16h30 de sexta-feira, 7 de abril, a família decidiu pagar o resgate. Foi quando a polícia prendeu a mulher, que iria pegar o dinheiro. Logo, o outro suspeito também foi capturado, mas eles não confessaram o paradeiro do empresário.

As buscas seguiram pela noite, mas o corpo só foi encontrado na manhã do dia seguinte. A vítima estava dentro do carro, que também foi incendiado.

Quer saber mais notícias do estado? Acesse o G1 Tocantins.

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Hospital admite que falha interna provocou falta de energia em UTI

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), uma equipe de engenharia constatou que houve uma falha elétrica no disjuntor que alimenta o quadro elétrico de um nobreak. A falta de energia durou aproximadamente 22 minutos que, de acordo com a instituição, foi tempo necessário para a substituição do disjuntor.

Por ser uma falha em equipamento interno e não falta de energia na rede da concessionária, a Sesau disse que os geradores internos, que ligam automaticamente, não foram acionados.

Ainda de acordo com a Sesau, nenhum paciente sofreu dano pois as baterias dos equipamentos os mantiveram ligados.

Sobre os geradores, a secretaria disse que realiza mensalmente a manutenção preventiva dos equipamentos e que a última ocorreu no dia 29 de setembro deste ano.

Entenda

Em imagens feitas no momento do apagão é possível ver que havia pacientes internados. Durante o vídeo, funcionários comentam que o gerador não funiona e que um respirador está com a bateria só na reserva. (Veja o vídeo)

“Doutor, esse respirador está na base da bateria do próprio vetilador, viu? Vai acabar, está na reserva”, alerta um funcionário.

 “Respiradores acabando a bateria. Absurdo! O gerador não liga”, narra a pessoa que está filmando.

Essa não é a primeira vez que essa situação acontece em um hospital público da capital. No dia 4 desse mês, um bebê de dez meses, que estava internado no Hospital Infantil de Palmas, morreu após uma queda de energia durante a chuva. Ele tinha pneumonia e estava entubado com ventilação mecânica. Com a falta de energia o respirador não funcionou, segundo apontou o laudo do Serviço de Verificação de Óbito (SVO).

Em nota, a Energisa, responsável pelo fornecimento de energia no estado, disse que a que a rede de distribuição que abastece o Hospital Geral de Palmas foi atingido por descargas atmosféricas durante a chuva, mas no perído da manhã. Houve um desligamento seguido de religamento automático de menos de 1 minuto.

Segundo a Energisa, “isso ocorre, porque os equipamentos de proteção da concessionária atuam no momento da descarga atmosférica, isolando o efeito do raio para prevenir danos na rede assim como evitar acidentes e reduzir a duração de desligamento.”

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Estado ressalta investimentos em ações de segurança pública em todas as regiões do TO

O Governo do Tocantins destacou ontem, 16, que continua investindo em segurança pública em todo o Estado. Conforme o governo, somente este ano foram adquiridas novas viaturas, armamento e equipamentos de proteção de policiais e agentes, além da nomeação e posse de delegados, agentes, escrivães, técnicos e agentes da Defesa Social (atual Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça). A gestão reforçou ainda que está previsto, ainda para este ano, a publicação do edital de concurso oferecendo mil vagas para soldados e 40 para oficiais.

“São ações pontuais que visam fortalecer as instituições e o mais importante: promover a paz e a harmonia em todos os municípios do Estado. Na Polícia Militar, além de coibir a ação de criminosos e pessoas de má índole, o Governo do Tocantins segue investindo em ações educativas de combate às drogas e à violência”, pontua o Estado.

Outra medida é a implantação de quatro unidades do Colégio da Polícia Militar (Araguaína, Arraias e duas em Palmas), além do processo de implementação nos municípios de Araguatins, Paraíso e Gurupi. O Governo destacou ainda a reforma e ampliação de delegacias, homologação e nomeação de aprovados nos concursos da Polícia Civil e Defesa Social. “São benefícios que visam inibir os registros de violência no Estado”, pontua a gestão.

De acordo com o secretário de Estado da Segurança Pública, Cesar Roberto Simoni, desde 2015, a atual gestão vem se preocupando em garantir aparelhamento, contratação e aperfeiçoamento dos quadros técnicos da Polícia Civil. Sobre questionamentos a respeito do avanço da criminalidade, o secretário ressaltou que “felizmente, a nossa população ainda pode sentar tranquila na porta de casa no fim do dia. A quem interessa dizer que não temos Segurança Pública? Não podemos evitar que os bandidos cometam crimes, mas reforçamos que ao cometerem delitos, nós iremos prendê-los”, afirmou. Ainda segundo o secretário, o Tocantins é o terceiro estado mais eficiente no combate ao narcotráfico, de acordo com dados nacionais.

Municípios

Em Taguatinga, região de fronteira no extremo-sudeste do Estado, a população estava assustada. Segundo o prefeito Altamirando Zequinha Gonçalves, os registros de explosão de agências bancárias, sequestros relâmpagos e assassinato de jovens supostamente ligados ao tráfico de drogas deixaram atônitos os moradores da cidade. “Realmente estávamos assustados. Mas, o governador Marcelo Miranda ouviu o nosso apelo e disponibilizou mais um delegado, três agentes, dois escrivães e, em parceria com o município, vai reformar a delegacia da cidade e disponibilizar mais uma viatura. Já na Polícia Militar, um reforço ostensivo, realizado no início do mês, inibiu possíveis ações de bandidos dos estados vizinhos”, relatou. Ainda de acordo com o prefeito, um sistema de monitoramento por câmeras em áreas da cidade deverá ser implementado em breve.

De acordo com o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Glauber de Oliveira Santos, o trabalho conjunto entre polícias Civil e Militar resulta na garantia da segurança. “A nomeação dos novos técnicos e dos policiais na Segurança Pública desonerou nossos policiais para que eles possam realizar as atividades fins, estar nas ruas e garantir a segurança dos nossos moradores. O Governo também criou o Batalhão Rodoviário de Divisas, porque o Tocantins faz fronteira com sete estados. Estamos atuando fortemente para evitar a entrada de armas e drogas no nosso Estado”, frisou.

Fonte T1 Notícias

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Novo reitor da UFT e vice tomam posse e destacam união; Isabel Auler é homenageada

O novo reitor da Universidade Federal do Tocantins, Luis Eduardo Bovolato, e a nova vice-reitora, Ana Lúcia de Medeiros, foram empossados ontem, 16, em evento no auditório do Centro Universitário Integrado de Ciência Cultura e Arte (Cuica), em Palmas, durante a Solenidade de Posse da Reitoria e apresentação da Equipe Gestores para o quadriênio 2017/2021.

A mesa de abertura do evento foi composta pelo reitor Bovolato, pela vice-reitora Ana Lúcia, pela senadora Kátia Abreu, pelos ex-reitores Alan Barbiero e Márcio da Silveira, pela procuradora federal junto à UFT Patrícia Bezerra de Medeiros, os reitores do Centro Universitário Luterano de Palmas (Ceulp/Ulbra), Adriano Chiarani da Silva, e da Unitins, professora Suely Cabral Quixabeira Araújo, o técnico administrativo Josafá Maciel e a presidente do Diretório Central dos Estudantes da UFT, Bianca Pereira da Silva. Também estavam presentes autoridades estaduais, municipais e representantes das comunidades acadêmica e da sociedade em geral.

A solenidade foi marcada por homenagens. Primeiro em memória da ex-reitora Isabel Auler, falecida em maio último. Os filhos, a Dr.ª Cláudia Auler e Renato Auler, receberam a homenagem das mãos do reitor. Isabel ocupou o cargo de reitora de 14 de julho de 2016 até 1º de maio, já afastada e acometida pelos problemas de saúde surgidos a partir do dia 26 de janeiro deste ano, quando sofreu um Acidente Vascular Cerebral durante viagem a Buenos Aires (Argentina). O reitor Bovolato destacou, em fala no seu discurso, o aprendizado ao lado de Isabel Auler durante o curto tempo de gestão juntos.

Depois de lido o termo de posse do reitor, ocorreu outra homenagem, sendo desta vez da esposa Poliana Bovolato e dos filhos, José Henrique e Giovana, para Luís Eduardo Bovolato; da mesma forma, após ser embecada pelo reitor, a vice-reitora Ana Lúcia também foi homenageada pelo esposo, o professor Dr. Claudomiro Moura Gomes André.

Gestão

Ana Lúcia frisou que o propósito da UFT é fornecer um ensino de qualidade para os estudantes e tem a responsabilidade de gerar conhecimento para a sociedade. “Sustentada pela coragem que sempre me motivou a seguir em frente, assumo esta gestão ao lado do professor Bovolato com a mesma lucidez que optei pela carreira docente; antes de tudo, sou professora!”, disse.

Ela enfatizou que a vivência na UFT a fez observar as diversas realidades que compõem a Universidade, “e suas complexidades e desafios que os seus sete campus apresentam; isso contribuiu para o desenvolvimento de nossa sensibilidade para os problemas enfrentados por todos nós, seja nos aspectos acadêmicos ou administrativos, como servidores ou estudantes”, ressaltando que a busca pela melhoria nas práticas acadêmicas e de gestão deve ser permanente. “Precisamos estar unidos integrando nossos para defender esta instituição social tão importante para a sociedade brasileira – a universidade pública; exige de cada um de nós, espírito de luta, de união, de respeito, sensibilidade, serenidade, compreensão, construção, de muita organização e trabalho”, pontuou.

O reitor Luís Eduardo Bovolato destacou, em seu discurso, o apoio às propostas e ao Plano de Gestão por meio da consulta eleitoral. “Somos uma universidade jovem, marcada por um grande e relevante crescimento. Temos hoje uma excelente produção científica, destacando-se entre as universidades federais da região Norte e, certamente, junto com a formação de profissionais em várias áreas do conhecimento, temos contribuído significativamente para o desenvolvimento desta nação”. Bovolato ressaltou o pioneirismo da UFT na aplicação das cotas para indígenas e quilombolas para o acesso ao ensino público, “trazendo para a UFT um pouco da cara do povo tocantinense”. Ressaltou o cenário econômico difícil por que passa o país, mas enfatizou que “não se constrói uma grande nação sem a valorização da Educação em todos os seus níveis, e nem tampouco aportar investimento em ciência, tecnologia e inovação. Quero convidar a todos para esta grande empreitada, sermos a instituição protagonista dos grandes temas do Tocantins e do Brasil”. Encerrou sua fala dedicando o momento solene à memória da ex-reitora Isabel Auler e enfatizando que a gestão não é feita apenas pelo reitor e vice-reitora, mas por todos os membros da comunidade universitária.

Fonte: T1 Notícias